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TRT 17ª 2013 TRT 17ª 2014

TRT 17ª 2009

Analista Judiciário - Arquivologia

Questão 1

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Cult — O que significa exatamente “capitalismo do
 
desastre”?
 
Naomi Klein — Veja o que aconteceu após o furacão
 
Katrina, exemplo clássico do capitalismo do desastre. Não
5
considero o Katrina um desastre “natural” porque envolveu
 
uma clara omissão do Estado — no sentido de que as
 
barragens estavam deterioradas. Imediatamente depois do
 
ocorrido, um político republicano, Richard Baker, disse “não
 
pudemos limpar os projetos de conjuntos habitacionais, mas
10
Deus fez isso por nós”. Isso é o capitalismo do desastre!
 
É uma ideia muito velha, que já existia na mentalidade
 
colonial. Na América do Norte, os colonos que ocuparam a
 
Nova Inglaterra tinham uma teoria religiosa sobre a varíola,
 
pois a causa principal de mortalidade dos índios era a
15
doença. Nos diários da época, falava-se da moléstia como
 
uma dádiva de Deus. De diversas maneiras, estavam usando
 
a mesma formulação que o político republicano. Quando a
 
varíola acabou com diversas comunidades dos iroquois e a
 
terra deles foi invadida pelos colonos, Deus foi invocado, e
20
o desastre foi visto como um ato divino. Então, sim, isso não
 
é novidade. Mas, o que há de novo aqui, e que vimos em
 
Nova Orleans, é que não apenas o desastre foi utilizado para
 
a privatização do sistema educacional e habitacional, mas
 
a resposta ao próprio desastre foi vista como oportunidade
25
de mercado. E essa é realmente a última fronteira para
 
o neoliberalismo. Todas as partes do estado foram
 
privatizadas: estradas, eletricidade, telefone, água. Haviam
 
sobrado apenas as funções fundamentais: os militares, a
 
polícia, os bombeiros. Mas agora estamos assistindo ao
30
surgimento de um complexo do capitalismo do desastre:
 
negócios que dependem diretamente desse conjunto de crises
 
e desastres.
Naomi Klein. Resistindo ao choque. In: Cult – Revista Brasileira de Cultura. São Paulo: Bregantini, n.125, jun./2008, p. 10 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas do texto acima, que é parte de uma entrevista de Naomi Klein à revista Cult, julgue os itens a seguir.
A entrevistada considera o furacão Katrina um exemplo clássico do capitalismo do desastre, porque sua ocorrência está relacionada à omissão do Estado.
Questão 2

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Cult — O que significa exatamente “capitalismo do
 
desastre”?
 
Naomi Klein — Veja o que aconteceu após o furacão
 
Katrina, exemplo clássico do capitalismo do desastre. Não
5
considero o Katrina um desastre “natural” porque envolveu
 
uma clara omissão do Estado — no sentido de que as
 
barragens estavam deterioradas. Imediatamente depois do
 
ocorrido, um político republicano, Richard Baker, disse “não
 
pudemos limpar os projetos de conjuntos habitacionais, mas
10
Deus fez isso por nós”. Isso é o capitalismo do desastre!
 
É uma ideia muito velha, que já existia na mentalidade
 
colonial. Na América do Norte, os colonos que ocuparam a
 
Nova Inglaterra tinham uma teoria religiosa sobre a varíola,
 
pois a causa principal de mortalidade dos índios era a
15
doença. Nos diários da época, falava-se da moléstia como
 
uma dádiva de Deus. De diversas maneiras, estavam usando
 
a mesma formulação que o político republicano. Quando a
 
varíola acabou com diversas comunidades dos iroquois e a
 
terra deles foi invadida pelos colonos, Deus foi invocado, e
20
o desastre foi visto como um ato divino. Então, sim, isso não
 
é novidade. Mas, o que há de novo aqui, e que vimos em
 
Nova Orleans, é que não apenas o desastre foi utilizado para
 
a privatização do sistema educacional e habitacional, mas
 
a resposta ao próprio desastre foi vista como oportunidade
25
de mercado. E essa é realmente a última fronteira para
 
o neoliberalismo. Todas as partes do estado foram
 
privatizadas: estradas, eletricidade, telefone, água. Haviam
 
sobrado apenas as funções fundamentais: os militares, a
 
polícia, os bombeiros. Mas agora estamos assistindo ao
30
surgimento de um complexo do capitalismo do desastre:
 
negócios que dependem diretamente desse conjunto de crises
 
e desastres.
Naomi Klein. Resistindo ao choque. In: Cult – Revista Brasileira de Cultura. São Paulo: Bregantini, n.125, jun./2008, p. 10 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas do texto acima, que é parte de uma entrevista de Naomi Klein à revista Cult, julgue os itens a seguir.
Para a entrevistada, o capitalismo do desastre promove, além da privatização de bens públicos, a criação de um mercado que se alimenta dos desastres e das crises do próprio sistema.
Questão 3

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Cult — O que significa exatamente “capitalismo do
 
desastre”?
 
Naomi Klein — Veja o que aconteceu após o furacão
 
Katrina, exemplo clássico do capitalismo do desastre. Não
5
considero o Katrina um desastre “natural” porque envolveu
 
uma clara omissão do Estado — no sentido de que as
 
barragens estavam deterioradas. Imediatamente depois do
 
ocorrido, um político republicano, Richard Baker, disse “não
 
pudemos limpar os projetos de conjuntos habitacionais, mas
10
Deus fez isso por nós”. Isso é o capitalismo do desastre!
 
É uma ideia muito velha, que já existia na mentalidade
 
colonial. Na América do Norte, os colonos que ocuparam a
 
Nova Inglaterra tinham uma teoria religiosa sobre a varíola,
 
pois a causa principal de mortalidade dos índios era a
15
doença. Nos diários da época, falava-se da moléstia como
 
uma dádiva de Deus. De diversas maneiras, estavam usando
 
a mesma formulação que o político republicano. Quando a
 
varíola acabou com diversas comunidades dos iroquois e a
 
terra deles foi invadida pelos colonos, Deus foi invocado, e
20
o desastre foi visto como um ato divino. Então, sim, isso não
 
é novidade. Mas, o que há de novo aqui, e que vimos em
 
Nova Orleans, é que não apenas o desastre foi utilizado para
 
a privatização do sistema educacional e habitacional, mas
 
a resposta ao próprio desastre foi vista como oportunidade
25
de mercado. E essa é realmente a última fronteira para
 
o neoliberalismo. Todas as partes do estado foram
 
privatizadas: estradas, eletricidade, telefone, água. Haviam
 
sobrado apenas as funções fundamentais: os militares, a
 
polícia, os bombeiros. Mas agora estamos assistindo ao
30
surgimento de um complexo do capitalismo do desastre:
 
negócios que dependem diretamente desse conjunto de crises
 
e desastres.
Naomi Klein. Resistindo ao choque. In: Cult – Revista Brasileira de Cultura. São Paulo: Bregantini, n.125, jun./2008, p. 10 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas do texto acima, que é parte de uma entrevista de Naomi Klein à revista Cult, julgue os itens a seguir.
O trecho “Veja o que aconteceu” (L.3) é exemplo de um dos elementos característicos de entrevistas: o recurso de o interlocutor dirigir a mensagem diretamente ao seu receptor.
Questão 4

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Cult — O que significa exatamente “capitalismo do
 
desastre”?
 
Naomi Klein — Veja o que aconteceu após o furacão
 
Katrina, exemplo clássico do capitalismo do desastre. Não
5
considero o Katrina um desastre “natural” porque envolveu
 
uma clara omissão do Estado — no sentido de que as
 
barragens estavam deterioradas. Imediatamente depois do
 
ocorrido, um político republicano, Richard Baker, disse “não
 
pudemos limpar os projetos de conjuntos habitacionais, mas
10
Deus fez isso por nós”. Isso é o capitalismo do desastre!
 
É uma ideia muito velha, que já existia na mentalidade
 
colonial. Na América do Norte, os colonos que ocuparam a
 
Nova Inglaterra tinham uma teoria religiosa sobre a varíola,
 
pois a causa principal de mortalidade dos índios era a
15
doença. Nos diários da época, falava-se da moléstia como
 
uma dádiva de Deus. De diversas maneiras, estavam usando
 
a mesma formulação que o político republicano. Quando a
 
varíola acabou com diversas comunidades dos iroquois e a
 
terra deles foi invadida pelos colonos, Deus foi invocado, e
20
o desastre foi visto como um ato divino. Então, sim, isso não
 
é novidade. Mas, o que há de novo aqui, e que vimos em
 
Nova Orleans, é que não apenas o desastre foi utilizado para
 
a privatização do sistema educacional e habitacional, mas
 
a resposta ao próprio desastre foi vista como oportunidade
25
de mercado. E essa é realmente a última fronteira para
 
o neoliberalismo. Todas as partes do estado foram
 
privatizadas: estradas, eletricidade, telefone, água. Haviam
 
sobrado apenas as funções fundamentais: os militares, a
 
polícia, os bombeiros. Mas agora estamos assistindo ao
30
surgimento de um complexo do capitalismo do desastre:
 
negócios que dependem diretamente desse conjunto de crises
 
e desastres.
Naomi Klein. Resistindo ao choque. In: Cult – Revista Brasileira de Cultura. São Paulo: Bregantini, n.125, jun./2008, p. 10 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas do texto acima, que é parte de uma entrevista de Naomi Klein à revista Cult, julgue os itens a seguir.
A grafia diferenciada de “Estado” (L.6) e “estado” (L.26) indica a diferença de sentido entre as palavras no texto, as quais remetem, respectivamente, ao ente que governa e à concreta unidade da federação: Nova Orleans.
Questão 5

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Cult — O que significa exatamente “capitalismo do
 
desastre”?
 
Naomi Klein — Veja o que aconteceu após o furacão
 
Katrina, exemplo clássico do capitalismo do desastre. Não
5
considero o Katrina um desastre “natural” porque envolveu
 
uma clara omissão do Estado — no sentido de que as
 
barragens estavam deterioradas. Imediatamente depois do
 
ocorrido, um político republicano, Richard Baker, disse “não
 
pudemos limpar os projetos de conjuntos habitacionais, mas
10
Deus fez isso por nós”. Isso é o capitalismo do desastre!
 
É uma ideia muito velha, que já existia na mentalidade
 
colonial. Na América do Norte, os colonos que ocuparam a
 
Nova Inglaterra tinham uma teoria religiosa sobre a varíola,
 
pois a causa principal de mortalidade dos índios era a
15
doença. Nos diários da época, falava-se da moléstia como
 
uma dádiva de Deus. De diversas maneiras, estavam usando
 
a mesma formulação que o político republicano. Quando a
 
varíola acabou com diversas comunidades dos iroquois e a
 
terra deles foi invadida pelos colonos, Deus foi invocado, e
20
o desastre foi visto como um ato divino. Então, sim, isso não
 
é novidade. Mas, o que há de novo aqui, e que vimos em
 
Nova Orleans, é que não apenas o desastre foi utilizado para
 
a privatização do sistema educacional e habitacional, mas
 
a resposta ao próprio desastre foi vista como oportunidade
25
de mercado. E essa é realmente a última fronteira para
 
o neoliberalismo. Todas as partes do estado foram
 
privatizadas: estradas, eletricidade, telefone, água. Haviam
 
sobrado apenas as funções fundamentais: os militares, a
 
polícia, os bombeiros. Mas agora estamos assistindo ao
30
surgimento de um complexo do capitalismo do desastre:
 
negócios que dependem diretamente desse conjunto de crises
 
e desastres.
Naomi Klein. Resistindo ao choque. In: Cult – Revista Brasileira de Cultura. São Paulo: Bregantini, n.125, jun./2008, p. 10 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas do texto acima, que é parte de uma entrevista de Naomi Klein à revista Cult, julgue os itens a seguir.
Segundo a entrevistada, a fala do político republicano — trecho entre aspas nas linhas de 8 a 10 — e o discurso dos diários da colonização norte-americana, em nome de interesses econômicos, naturalizam e justificam desastres como o furacão e a dizimação da população provocada pela varíola, ao considerá-los obras divinas.
Questão 6

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
1 No novo mundo e em especial no Brasil, onde a
 
escravidão foi particularmente cruenta e predatória, o senhor
 
podia tomar qualquer decisão quanto à vida de seu escravo,
 
4 conforme seu arbítrio. Se considerasse que um escravo o
5
ameaçava, podia mandar cortar seus pés, cegá-lo, supliciá-lo
 
com chibatadas ou matá-lo. A relação senhor/escravo não era
 
7 um pacto: o senhor não estava obrigado a preservar a vida de
 
seu escravo individual; muito ao contrário, sua liberdade de
 
tirar a vida daquele que coisificara definia sua posição de
10
10 senhor, tanto mais quanto o fluxo de escravos no mercado
 
lhe permitia repor o plantel sem maiores restrições.
 
A escravidão longeva acabou por abstrair o rosto do escravo,
 
13 despersonalizando-o e coisificando-o de maneira reiterada
 
e permanente. Ao final, restava apenas a sua cor,
15
definitivamente associada ao trabalho pesado e degradante.
 
16 A imagem do trabalho e do trabalhador consolidada ao
 
longo da escravidão fez-se, portanto, da sobreposição
 
de hierarquias sociais de cor, de status social associado
 
19 à propriedade e de dominação material e simbólica, em uma
20
mescla de sentidos que convergiram para a percepção do
 
trabalho manual como algo degradado. Dizendo-o de modo
 
22 mais enfático, a ética do trabalho oriunda da escravidão foi
 
uma ética de desvalorização do trabalho, e seu resgate do
 
ressaibo da impureza e da degradação levaria ainda muitas
25
25 décadas. Esse quadro de inércia estrutural configurou o
 
ambiente em que se teceu a sociabilidade capitalista no país.
Adalberto Cardoso. Escravidão e sociabilidade capitalista: um ensaio sobre inércia social. In: Novos estudos – CEBRAP. São Paulo: UNESP, n.80, mar./ 2008, p. 25 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
De acordo com o texto, a dominação imposta pela escravidão foi simbólica, pois, desvinculada das condições materiais da produção escravista, atribuiu um sentido degradante ao trabalho escravo.
Questão 7

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
1 No novo mundo e em especial no Brasil, onde a
 
escravidão foi particularmente cruenta e predatória, o senhor
 
podia tomar qualquer decisão quanto à vida de seu escravo,
 
4 conforme seu arbítrio. Se considerasse que um escravo o
5
ameaçava, podia mandar cortar seus pés, cegá-lo, supliciá-lo
 
com chibatadas ou matá-lo. A relação senhor/escravo não era
 
7 um pacto: o senhor não estava obrigado a preservar a vida de
 
seu escravo individual; muito ao contrário, sua liberdade de
 
tirar a vida daquele que coisificara definia sua posição de
10
10 senhor, tanto mais quanto o fluxo de escravos no mercado
 
lhe permitia repor o plantel sem maiores restrições.
 
A escravidão longeva acabou por abstrair o rosto do escravo,
 
13 despersonalizando-o e coisificando-o de maneira reiterada
 
e permanente. Ao final, restava apenas a sua cor,
15
definitivamente associada ao trabalho pesado e degradante.
 
16 A imagem do trabalho e do trabalhador consolidada ao
 
longo da escravidão fez-se, portanto, da sobreposição
 
de hierarquias sociais de cor, de status social associado
 
19 à propriedade e de dominação material e simbólica, em uma
20
mescla de sentidos que convergiram para a percepção do
 
trabalho manual como algo degradado. Dizendo-o de modo
 
22 mais enfático, a ética do trabalho oriunda da escravidão foi
 
uma ética de desvalorização do trabalho, e seu resgate do
 
ressaibo da impureza e da degradação levaria ainda muitas
25
25 décadas. Esse quadro de inércia estrutural configurou o
 
ambiente em que se teceu a sociabilidade capitalista no país.
Adalberto Cardoso. Escravidão e sociabilidade capitalista: um ensaio sobre inércia social. In: Novos estudos – CEBRAP. São Paulo: UNESP, n.80, mar./ 2008, p. 25 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Nas linhas 1 e 2, as vírgulas são empregadas para isolar oração intercalada que destaca a especificidade da escravidão no Brasil.
Questão 8

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
1 No novo mundo e em especial no Brasil, onde a
 
escravidão foi particularmente cruenta e predatória, o senhor
 
podia tomar qualquer decisão quanto à vida de seu escravo,
 
4 conforme seu arbítrio. Se considerasse que um escravo o
5
ameaçava, podia mandar cortar seus pés, cegá-lo, supliciá-lo
 
com chibatadas ou matá-lo. A relação senhor/escravo não era
 
7 um pacto: o senhor não estava obrigado a preservar a vida de
 
seu escravo individual; muito ao contrário, sua liberdade de
 
tirar a vida daquele que coisificara definia sua posição de
10
10 senhor, tanto mais quanto o fluxo de escravos no mercado
 
lhe permitia repor o plantel sem maiores restrições.
 
A escravidão longeva acabou por abstrair o rosto do escravo,
 
13 despersonalizando-o e coisificando-o de maneira reiterada
 
e permanente. Ao final, restava apenas a sua cor,
15
definitivamente associada ao trabalho pesado e degradante.
 
16 A imagem do trabalho e do trabalhador consolidada ao
 
longo da escravidão fez-se, portanto, da sobreposição
 
de hierarquias sociais de cor, de status social associado
 
19 à propriedade e de dominação material e simbólica, em uma
20
mescla de sentidos que convergiram para a percepção do
 
trabalho manual como algo degradado. Dizendo-o de modo
 
22 mais enfático, a ética do trabalho oriunda da escravidão foi
 
uma ética de desvalorização do trabalho, e seu resgate do
 
ressaibo da impureza e da degradação levaria ainda muitas
25
25 décadas. Esse quadro de inércia estrutural configurou o
 
ambiente em que se teceu a sociabilidade capitalista no país.
Adalberto Cardoso. Escravidão e sociabilidade capitalista: um ensaio sobre inércia social. In: Novos estudos – CEBRAP. São Paulo: UNESP, n.80, mar./ 2008, p. 25 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
A significação do vocábulo “coisificara” (L.9) remete ao processo de despersonalização do negro transformado em mercadoria pela escravidão.
Questão 9

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
1 No novo mundo e em especial no Brasil, onde a
 
escravidão foi particularmente cruenta e predatória, o senhor
 
podia tomar qualquer decisão quanto à vida de seu escravo,
 
4 conforme seu arbítrio. Se considerasse que um escravo o
5
ameaçava, podia mandar cortar seus pés, cegá-lo, supliciá-lo
 
com chibatadas ou matá-lo. A relação senhor/escravo não era
 
7 um pacto: o senhor não estava obrigado a preservar a vida de
 
seu escravo individual; muito ao contrário, sua liberdade de
 
tirar a vida daquele que coisificara definia sua posição de
10
10 senhor, tanto mais quanto o fluxo de escravos no mercado
 
lhe permitia repor o plantel sem maiores restrições.
 
A escravidão longeva acabou por abstrair o rosto do escravo,
 
13 despersonalizando-o e coisificando-o de maneira reiterada
 
e permanente. Ao final, restava apenas a sua cor,
15
definitivamente associada ao trabalho pesado e degradante.
 
16 A imagem do trabalho e do trabalhador consolidada ao
 
longo da escravidão fez-se, portanto, da sobreposição
 
de hierarquias sociais de cor, de status social associado
 
19 à propriedade e de dominação material e simbólica, em uma
20
mescla de sentidos que convergiram para a percepção do
 
trabalho manual como algo degradado. Dizendo-o de modo
 
22 mais enfático, a ética do trabalho oriunda da escravidão foi
 
uma ética de desvalorização do trabalho, e seu resgate do
 
ressaibo da impureza e da degradação levaria ainda muitas
25
25 décadas. Esse quadro de inércia estrutural configurou o
 
ambiente em que se teceu a sociabilidade capitalista no país.
Adalberto Cardoso. Escravidão e sociabilidade capitalista: um ensaio sobre inércia social. In: Novos estudos – CEBRAP. São Paulo: UNESP, n.80, mar./ 2008, p. 25 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
A expressão “tanto mais quanto” (L.10) indica a relação de proporcionalidade entre a liberdade do senhor de dispor da vida de seu escravo e o alto fluxo de escravos no mercado.
Questão 10

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
1 No novo mundo e em especial no Brasil, onde a
 
escravidão foi particularmente cruenta e predatória, o senhor
 
podia tomar qualquer decisão quanto à vida de seu escravo,
 
4 conforme seu arbítrio. Se considerasse que um escravo o
5
ameaçava, podia mandar cortar seus pés, cegá-lo, supliciá-lo
 
com chibatadas ou matá-lo. A relação senhor/escravo não era
 
7 um pacto: o senhor não estava obrigado a preservar a vida de
 
seu escravo individual; muito ao contrário, sua liberdade de
 
tirar a vida daquele que coisificara definia sua posição de
10
10 senhor, tanto mais quanto o fluxo de escravos no mercado
 
lhe permitia repor o plantel sem maiores restrições.
 
A escravidão longeva acabou por abstrair o rosto do escravo,
 
13 despersonalizando-o e coisificando-o de maneira reiterada
 
e permanente. Ao final, restava apenas a sua cor,
15
definitivamente associada ao trabalho pesado e degradante.
 
16 A imagem do trabalho e do trabalhador consolidada ao
 
longo da escravidão fez-se, portanto, da sobreposição
 
de hierarquias sociais de cor, de status social associado
 
19 à propriedade e de dominação material e simbólica, em uma
20
mescla de sentidos que convergiram para a percepção do
 
trabalho manual como algo degradado. Dizendo-o de modo
 
22 mais enfático, a ética do trabalho oriunda da escravidão foi
 
uma ética de desvalorização do trabalho, e seu resgate do
 
ressaibo da impureza e da degradação levaria ainda muitas
25
25 décadas. Esse quadro de inércia estrutural configurou o
 
ambiente em que se teceu a sociabilidade capitalista no país.
Adalberto Cardoso. Escravidão e sociabilidade capitalista: um ensaio sobre inércia social. In: Novos estudos – CEBRAP. São Paulo: UNESP, n.80, mar./ 2008, p. 25 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Considerando-se o contexto da escravidão abordado no texto, a expressão “à propriedade” (L.19) poderia ser substituída por ao imóvel, uma vez que o substantivo “propriedade” refere-se às terras, um bem fixo dos grandes proprietários rurais.
Questão 11

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
13 DE JUNHO... Vesti as crianças e eles foram para a
 
escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha
 
comendo salsichas do lixo. (...) Os preços aumentam igual
 
as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com
5
as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o
 
racional. É o terrestre. É o atacadista. A lentilha está a
 
cruzeiros o quilo. Um fato que alegrou-me imensamente. Eu
 
dancei, cantei e pulei. E agradeci o rei dos juízes que é Deus.
 
Foi em janeiro quando as águas invadiu os armazens e
10
estragou os alimentos. Bem feito. Em vez de vender barato,
 
guarda esperando alta de preços: Vi os homens jogar sacos
 
de arroz dentro do rio. Bacalhau, queijo, doces. Fiquei com
 
inveja dos peixes que não trabalham e passam bem.
Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2004, p. 54 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes.
A indicação da data da escrita, o emprego da primeira pessoa do singular e a exposição de fatos reais permitem caracterizar o texto como um diário, embora se verifique no texto, também, o emprego da linguagem conotativa, típica do texto literário.
Questão 12

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
13 DE JUNHO... Vesti as crianças e eles foram para a
 
escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha
 
comendo salsichas do lixo. (...) Os preços aumentam igual
 
as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com
5
as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o
 
racional. É o terrestre. É o atacadista. A lentilha está a
 
cruzeiros o quilo. Um fato que alegrou-me imensamente. Eu
 
dancei, cantei e pulei. E agradeci o rei dos juízes que é Deus.
 
Foi em janeiro quando as águas invadiu os armazens e
10
estragou os alimentos. Bem feito. Em vez de vender barato,
 
guarda esperando alta de preços: Vi os homens jogar sacos
 
de arroz dentro do rio. Bacalhau, queijo, doces. Fiquei com
 
inveja dos peixes que não trabalham e passam bem.
Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2004, p. 54 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes.
O emprego do sinal indicativo de crase em “as ondas” (L.4) é facultativo, uma vez que a palavra “igual” (L.3), que equivale a como, dispensa a preposição.
Questão 13

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
13 DE JUNHO... Vesti as crianças e eles foram para a
 
escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha
 
comendo salsichas do lixo. (...) Os preços aumentam igual
 
as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com
5
as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o
 
racional. É o terrestre. É o atacadista. A lentilha está a
 
cruzeiros o quilo. Um fato que alegrou-me imensamente. Eu
 
dancei, cantei e pulei. E agradeci o rei dos juízes que é Deus.
 
Foi em janeiro quando as águas invadiu os armazens e
10
estragou os alimentos. Bem feito. Em vez de vender barato,
 
guarda esperando alta de preços: Vi os homens jogar sacos
 
de arroz dentro do rio. Bacalhau, queijo, doces. Fiquei com
 
inveja dos peixes que não trabalham e passam bem.
Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2004, p. 54 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes.
O ponto final logo após as orações coordenadas “dancei, cantei e pulei” (.8) pode ser substituído por vírgula sem prejuízo gramatical ou de sentido, desde que a conjunção “E” (.8) seja escrita em minúscula.
Questão 14

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
13 DE JUNHO... Vesti as crianças e eles foram para a
 
escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha
 
comendo salsichas do lixo. (...) Os preços aumentam igual
 
as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com
5
as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o
 
racional. É o terrestre. É o atacadista. A lentilha está a
 
cruzeiros o quilo. Um fato que alegrou-me imensamente. Eu
 
dancei, cantei e pulei. E agradeci o rei dos juízes que é Deus.
 
Foi em janeiro quando as águas invadiu os armazens e
10
estragou os alimentos. Bem feito. Em vez de vender barato,
 
guarda esperando alta de preços: Vi os homens jogar sacos
 
de arroz dentro do rio. Bacalhau, queijo, doces. Fiquei com
 
inveja dos peixes que não trabalham e passam bem.
Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2004, p. 54 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes.
O referente da forma verbal “guarda” (.11) é a expressão “o atacadista” (.6).
Questão 15

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
O título, o formato e o assunto do texto permitem que ele seja classificado como reprodução exemplar de uma correspondência oficial do século XIX no Brasil.
Questão 16

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
O texto prima pela clareza, pela concisão e pelo necessário domínio da norma culta da língua portuguesa, preconizados pelas normas atuais da correspondência oficial.
Questão 17

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
A aproximação entre o formato de correspondência usada em órgãos públicos e o assunto de âmbito da vida privada, que caracteriza o estilo irônico da carta do desembargador X, é um procedimento inaceitável segundo os parâmetros atuais da redação oficial.
Questão 18

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
O fato de o objetivo da carta do desembargador X estar claramente expresso no final da missiva demonstra uma característica do texto que é exigida pelas normas atuais de correspondência oficial: a objetividade.
Questão 19

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
O acontecimento informado pelo remetente ao destinatário — a visita de Alcebíades — ocorreu, como ele afirma, graças à sua transposição para o tempo e lugar da obra de Plutarco.
Questão 20

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Corte, 20 de setembro de 1875.
 
 
Desculpe V. Ex. o tremido da letra e o desgrenhadoa
 
do estilo; entendê-los-á daqui a pouco. Hoje, à tardinha,
5
4 acabado o jantar, enquanto esperava a hora do Cassino,
 
estirei-me no sofá e abri um tomo de Plutarco. V. Ex.ª, que
 
foi meu companheiro de estudos, há de lembrar-se que eu,
 
7 desde rapaz, padeci esta devoção ao grego; devoção ou
 
mania, que era o nome que V. Ex.ª lhe dava, e tão intensa
10
que me ia fazendo reprovar em outras disciplinas. Abri o
 
10 tomo, e sucedeu o que sempre se dá comigo quando leio
 
alguma cousa antiga: transporto-me ao tempo e ao meio da
 
ação ou da obra. Foi o que se deu hoje. A página aberta
 
13 acertou de ser a vida de Alcebíades. (...) Juro a V. Ex.ª que
15
não acreditei; por mais fiel que fosse o testemunho dos
 
sentidos, não podia acabar de crer que tivesse ali, em minha
 
16 casa, não a sombra de Alcebíades, mas o próprio Alcebíades
 
redivivo. Nutri ainda a esperança de que tudo aquilo não
 
fosse mais do que o efeito de uma digestão mal rematada, um
20
19 simples eflúvio do quilo, através da luneta de Plutarco.(...)
 
Alcebíades olhou para mim, cambaleou e caiu. Corri ao
 
ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era
 
22 tarde; estava morto, morto pela segunda vez. Rogo a V. Ex.ª
 
se digne de expedir suas respeitáveis ordens para que o
25
cadáver seja transportado ao necrotério, e se proceda ao
 
25 corpo de delito, relevando-me de não ir pessoalmente à casa
 
de V. Ex.ª agora mesmo (dez da noite) em atenção ao
 
profundo abalo por que acabo de passar, o que aliás farei
 
28 amanhã de manhã, antes das oito.
Machado de Assis. Uma visita de Alcebíades. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 91-8 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto Carta do desembargador X... ao chefe de polícia da Corte e à redação de correspondências oficiais, julgue os itens subsequentes.
Em “padeci esta devoção ao grego” (L.7), não haveria prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto, se fosse empregada a palavra desta em lugar de “esta”.
Questão 21

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
A crise internacional que se estende pelo mundo desde fins de 2008, originada na economia real, moveu-se para o sistema financeiro.
Questão 22

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Os impactos da crise de que trata o texto, embora muito fortes nas economias do Sul, tiveram pouca repercussão nos países do Norte.
Questão 23

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
No caminho da crise internacional, a economia do Japão recuou para os níveis da recessão que se presenciou a partir de 1970.
Questão 24

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Com raízes advindas das desregulamentações financeiras dos anos anteriores e, iniciada em 2008, a crise econômica atual já apresenta encaminhamento organizado e sistêmico, com soluções multilaterais consensuais à vista entre governos e empresas.
Questão 25

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Na China, vulnerável diante da dependência das exportações como fator relevante no seu PIB, vê-se crescimento mais lento nos primeiros meses de 2009.
Questão 26

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
A América Latina está alheia ao processo de deterioração das economias do Norte, ao seguir sua rota de crescimento econômico intocável.
Questão 27

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Em graus diferenciados, ao manter certo crescimento médio acumulado nos últimos anos, as economias africanas seguem com seus problemas estruturais, embora não tenham sido ainda dramaticamente abaladas pela crise internacional.
Questão 28

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
No Brasil, maior economia da América Latina, há problemas naturais, advindos do contexto externo adverso, com particular impacto na capacidade exportadora, tendente a diminuir ante as dificuldades de compra de vários de seus parceiros no Norte.
Questão 29

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Nos países da América Latina, muito acoplados à economia norte-americana, como o México, vivem-se momentos de grande dificuldade ante a crise internacional do capitalismo.
Questão 30

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Na África do Sul, país sede da Copa do Mundo de Futebol de 2010, não se distingue influência da crise atual do capitalismo ante o ritmo de construção de estádios e da infraestrutura para o evento internacional que se aproxima.
Questão 31

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
A crise oriunda da toxicidade dos capitais, fato global
 
mais relevante da segunda metade de 2008, ao migrar para as
 
atividades produtivas já no fim do mesmo ano, aprofundou-se e
 
alastrou-se geograficamente. Quase não houve surpresa, para o
5
observador comum dos fatos globais, seu efeito dominó nos
 
primeiros meses de 2009. A África naturalmente não está imune.
 
A retração chinesa teve impacto no continente. O avanço dos
 
capitais do Golfo Pérsico, no entanto, compensou o crédito e o
 
financiamento infraestrutural dos novos projetos do NEPAD,
10
a iniciativa africana de desenvolvimento sustentável e de
 
incorporação social dos mais vulneráveis.
José Flávio Sombra Saraiva. A África e o outro lado da crise. In: Correio Braziliense, 22/2/2009, p. 17 (com adaptações).
Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue os itens que se seguem.
Na Argentina, país vizinho e membro do MERCOSUL, aplicou-se recentemente o expediente protecionista na compra de produtos brasileiros, sob alegação fundamentada no atual contexto de crise.
Questão 32

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca do trabalho, da tecnologia e do desenvolvimento sustentável, julgue os itens subsequentes.
No contexto da globalização em que hoje se vive, o mundo do trabalho ainda é uma obrigação do Estado, sendo que a grande maioria dos habitantes do planeta, em idade produtiva, tem um trabalho regular e proteções legais trabalhistas.
Questão 33

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca do trabalho, da tecnologia e do desenvolvimento sustentável, julgue os itens subsequentes.
Se um braço da evolução tecnológica contemporânea é a renovação rápida do conhecimento aplicado a inovações, uma contrapartida dessa evolução é a crescente robotização dos processos produtivos, que reduzem a presença das forças de trabalho massivas.
Questão 34

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca do trabalho, da tecnologia e do desenvolvimento sustentável, julgue os itens subsequentes.
O desenvolvimento sustentável, uma utopia para o mundo atual, é anseio de todos os setores sociais e políticos dos países centrais do capitalismo.
Questão 35

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca do trabalho, da tecnologia e do desenvolvimento sustentável, julgue os itens subsequentes.
Regiões no Brasil como a Amazônia necessitam ainda de melhor aproveitamento de seus recursos naturais e humanos em projeto sustentável e soberano de desenvolvimento que beneficie suas populações e o país no seu conjunto.
Questão 36

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A partir do texto, julgue os itens a seguir.
Na sequência de frases abaixo, há três proposições. Quantos tribunais regionais do trabalho há na região Sudeste do Brasil? O TRT/ES lançou edital para preenchimento de 200 vagas. Se o candidato estudar muito, então ele será aprovado no concurso do TRT/ES. Indivíduo com 50 anos de idade ou mais não poderá se inscrever no concurso do TRT/ES.
Questão 37

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A partir do texto, julgue os itens a seguir.
A negação da proposição “O juiz determinou a libertação de um estelionatário e de um ladrão” é expressa na forma “O juiz não determinou a libertação de um estelionatário nem de um ladrão”.
Questão 38

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A partir do texto, julgue os itens a seguir.
Caso a proposição “No Brasil havia, em média, em 2007, seis juízes para cada 100 mil habitantes na justiça do trabalho estadual, mas, no estado do Espírito Santo, essa média era de 13 juízes” tenha valor lógico V, também será V a proposição “Se no Brasil não havia, em média, em 2007, seis juízes para cada 100 mil habitantes na justiça do trabalho estadual, então, no estado do Espírito Santo, essa média não era de 13 juízes”.
Questão 39

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Denomina-se proposição toda frase que pode ser julgada
 
como verdadeira — V — ou falsa — F —, mas não como V e F
 
simultaneamente. As proposições simples são aquelas que não contêm
 
mais de uma proposição como parte. As proposições compostas são
5
construídas a partir de outras proposições, usando-se símbolos lógicos
 
e parênteses para evitar ambiguidades. As proposições são usualmente
 
simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C etc. Uma
 
proposição composta na forma AB, chamada disjunção, é lida como
 
“A ou B” e tem valor lógico F se A e B são F, e V, nos demais casos.
10
Uma proposição composta na forma AB, chamada conjunção, é lida
 
como “A e B” e tem valor lógico V se A e B são V, e F, nos demais
 
casos. Uma proposição composta na forma AB, chamada
 
implicação, é lida como “se A, então B” e tem valor lógico F se A é V
 
e B é F, e V, nos demais casos. Além disso, ¬A, que simboliza a
15
negação da proposição A, é V se A for F, e é F se A for V.
A partir do texto, julgue os itens a seguir.
As proposições têm os mesmos valores lógicos para todas as possíveis valorações lógicas das proposições A e B.
Questão 40

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Uma dedução é uma sequência de proposições em que
 
algumas são premissas e as demais são conclusões. Uma
 
dedução é denominada válida quando tanto as premissas
 
quanto as conclusões são verdadeiras. Suponha que as
5
seguintes premissas sejam verdadeiras.
 
I Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz
 
os analisou.
 
II O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou
 
ele estava lendo os processos na sala de audiências.
10
III Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório,
 
então os processos estavam sobre a mesa.
 
IV O juiz não analisou os processos.
 
V Se o juiz estava lendo os processos na sala de
 
audiências, então os processos estavam sobre a bandeja.
A partir do texto e das informações e premissas acima, é correto afirmar que a proposição
“Se o juiz não estava lendo os processos em seu escritório, então ele estava lendo os processos na sala de audiências” é uma conclusão verdadeira.
Questão 41

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Uma dedução é uma sequência de proposições em que
 
algumas são premissas e as demais são conclusões. Uma
 
dedução é denominada válida quando tanto as premissas
 
quanto as conclusões são verdadeiras. Suponha que as
5
seguintes premissas sejam verdadeiras.
 
I Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz
 
os analisou.
 
II O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou
 
ele estava lendo os processos na sala de audiências.
10
III Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório,
 
então os processos estavam sobre a mesa.
 
IV O juiz não analisou os processos.
 
V Se o juiz estava lendo os processos na sala de
 
audiências, então os processos estavam sobre a bandeja.
A partir do texto e das informações e premissas acima, é correto afirmar que a proposição
“Se os processos não estavam sobre a mesa, então o juiz estava lendo os processos na sala de audiências” não é uma conclusão verdadeira.
Questão 42

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Uma dedução é uma sequência de proposições em que
 
algumas são premissas e as demais são conclusões. Uma
 
dedução é denominada válida quando tanto as premissas
 
quanto as conclusões são verdadeiras. Suponha que as
5
seguintes premissas sejam verdadeiras.
 
I Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz
 
os analisou.
 
II O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou
 
ele estava lendo os processos na sala de audiências.
10
III Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório,
 
então os processos estavam sobre a mesa.
 
IV O juiz não analisou os processos.
 
V Se o juiz estava lendo os processos na sala de
 
audiências, então os processos estavam sobre a bandeja.
A partir do texto e das informações e premissas acima, é correto afirmar que a proposição
“Os processos não estavam sobre bandeja” é uma conclusão verdadeira.
Questão 43

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Denomina-se proposição toda frase que pode ser julgada
 
como verdadeira — V — ou falsa — F —, mas não como V e F
 
simultaneamente. As proposições simples são aquelas que não contêm
 
mais de uma proposição como parte. As proposições compostas são
5
construídas a partir de outras proposições, usando-se símbolos lógicos
 
e parênteses para evitar ambiguidades. As proposições são usualmente
 
simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C etc. Uma
 
proposição composta na forma AB, chamada disjunção, é lida como
 
“A ou B” e tem valor lógico F se A e B são F, e V, nos demais casos.
10
Uma proposição composta na forma AB, chamada conjunção, é lida
 
como “A e B” e tem valor lógico V se A e B são V, e F, nos demais
 
casos. Uma proposição composta na forma AB, chamada
 
implicação, é lida como “se A, então B” e tem valor lógico F se A é V
 
e B é F, e V, nos demais casos. Além disso, ¬A, que simboliza a
15
negação da proposição A, é V se A for F, e é F se A for V.
Uma dedução é uma sequência de proposições em que algumas são premissas e as demais são conclusões. Uma dedução é denominada válida quando tanto as premissas quanto as conclusões são verdadeiras. Suponha que as seguintes premissas sejam verdadeiras.
I Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz os analisou.
II O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou ele estava lendo os processos na sala de audiências.
III Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório, então os processos estavam sobre a mesa.
IV O juiz não analisou os processos.
V Se o juiz estava lendo os processos na sala de audiências, então os processos estavam sobre a bandeja. A partir do texto e das informações e premissas acima, é correto afirmar que a proposição.

“Se o juiz analisou os processos, então ele não esteve no escritório” é uma conclusão verdadeira.
Questão 44

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Nos diagramas acima, estão representados dois conjuntos de pessoas que possuem o diploma do curso superior de direito, dois conjuntos de juízes e dois elementos desses conjuntos: Mara e Jonas. Julgue os itens subsequentes tendo como referência esses diagramas e o texto.
A proposição “Mara é formada em direito e é juíza” é verdadeira.
Questão 45

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Nos diagramas acima, estão representados dois conjuntos de pessoas que possuem o diploma do curso superior de direito, dois conjuntos de juízes e dois elementos desses conjuntos: Mara e Jonas. Julgue os itens subsequentes tendo como referência esses diagramas e o texto.
A proposição “Se Jonas não é um juiz, então Mara e Jonas são formados em direito” é falsa.
Questão 46

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Julgue os itens seguintes, acerca de contagem e probabilidades.
Se, em um concurso público com o total de 145 vagas, 4.140 inscritos concorrerem a 46 vagas para o cargo de técnico e7.920 inscritos concorrerem para o cargo de analista, com provas para esses cargos em horários distintos, de forma que um indivíduo possa se inscrever para os dois cargos, então a probabilidade de que um candidato inscrito para os dois cargos obtenha uma vaga de técnico ou de analista será inferior a 0,025.
Questão 47

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Julgue os itens seguintes, acerca de contagem e probabilidades.
Considere que a corregedoria-geral da justiça do trabalho de determinado estado tenha constatado, em 2007, que, no resíduo de processos em fase de execução nas varas do trabalho desse estado, apenas 23% tiveram solução, e que esse índice não tem diminuído. Nessa situação, caso um cidadão tivesse, em 2007, um processo em fase de execução, então a probabilidade de seu processo não ser resolvido era superior a .
Questão 48

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Julgue os itens seguintes, acerca de contagem e probabilidades.
Se, em determinado tribunal, há 54 juízes de 1.º grau, entre titulares e substitutos, então a quantidade de comissões distintas que poderão ser formados por 5 desses juízes, das quais os dois mais antigos no tribunal participem obrigatoriamente, será igual a 35.100.
Questão 49

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Julgue os itens seguintes, acerca de contagem e probabilidades.
Existem menos de 4 × 105 maneiras distintas de se distribuir 12 processos entre 4 dos 54 juízes de 1.º grau de um tribunal de forma que cada juiz receba 3 processos.
Questão 50

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Julgue os itens seguintes, acerca de contagem e probabilidades.
Se, de um grupo de pessoas formado por 15 graduados em direito, 12 graduados em arquitetura e 11 graduados em estatística, 5 forem graduados em direito e estatística; 8, em direito e arquitetura; 4, em arquitetura e estatística; e 3, em direito, arquitetura e estatística, então, nesse grupo, haverá mais de 5 pessoas graduadas somente em direito.
Questão 51

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O sistema tradicional de arquivos demonstrou grande fragilidade com as crescentes concentrações de arquivos ocorridas no século XVI, que consistiram no agrupamento de vários acervos em um mesmo depósito.
Questão 52

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O Registratur, sistema alemão, é caracterizado pela manutenção dos processos por negócio ou ato administrativo, sendo cada um deles formado pelo conjunto dos documentos recebidos e pelas minutas de cartas expedidas por ocasião de um mesmo negócio.
Questão 53

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O conhecimento arquivístico é tributário da expansão das empresas privadas com suas complexas necessidades informacionais e também vinculado a essa mesma expansão.
Questão 54

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
A procura pelos arquivos intensificou-se, nos séculos XVII e XVIII, em função do chamado valor primário dos documentos.
Questão 55

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
A legislação arquivística produzida pela Revolução Francesa teve dois aspectos importantes: a criação de um órgão nacional e independente para administrar os arquivos e a intenção de liberar o acesso aos documentos.
Questão 56

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
As classificações adotadas na organização dos arquivos, como resultado das concentrações em massa dos arquivos e das concepções teóricas racionalistas dos séculos XVIII e XIX, na prática, não contribuíram para qualquer aperfeiçoamento arquivístico.
Questão 57

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O sistema non-registratur, que vigorou na França antes do princípio de respeito aos fundos, fundamentava-se na organização dos documentos desde a sua origem, sendo estes registrados com base em uma tabela metódica.
Questão 58

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O princípio de respeito aos fundos não era uma novidade absoluta no século XIX, mas foi nas instruções do Ministério do Interior francês que tal princípio se concretizou de maneira explícita.
Questão 59

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O principal resultado da aplicação do princípio de respeito aos fundos é a ordenação dos documentos por assuntos.
Questão 60

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos conceitos fundamentais de arquivologia, julgue os itens a seguir.
O método histórico é uma versão italiana aperfeiçoada do princípio de respeito aos fundos, que inclui o princípio da ordem original.
Questão 61

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Desde o desenvolvimento da arquivologia como
 
disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada
 
a tenha revolucionado tanto quanto a concepção teórica e os
 
desdobramentos práticos da gestão ou a administração de
5
documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial. Para
 
alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias
 
e ainda restrito, como experiência, a poucos países.
José Maria Jardim. O conceito e a prática de gestão de documentos, 1987.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os próximos itens, a respeito da gestão de documentos aplicada aos arquivos governamentais.
A gestão documental apareceu como nova área com estreito vínculo com a administração e distinta da arquivística, sendo esta considerada, no período entre as grandes guerras mundiais, como preocupada apenas com a documentação de interesse histórico.
Questão 62

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Desde o desenvolvimento da arquivologia como
 
disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada
 
a tenha revolucionado tanto quanto a concepção teórica e os
 
desdobramentos práticos da gestão ou a administração de
5
documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial. Para
 
alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias
 
e ainda restrito, como experiência, a poucos países.
José Maria Jardim. O conceito e a prática de gestão de documentos, 1987.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os próximos itens, a respeito da gestão de documentos aplicada aos arquivos governamentais.
A gestão de documentos visa a uma intervenção inicial na segunda idade documental, o arquivo intermediário, com a finalidade de aplicar métodos de economia e eficácia na gestão dos arquivos.
Questão 63

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Desde o desenvolvimento da arquivologia como
 
disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada
 
a tenha revolucionado tanto quanto a concepção teórica e os
 
desdobramentos práticos da gestão ou a administração de
5
documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial. Para
 
alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias
 
e ainda restrito, como experiência, a poucos países.
José Maria Jardim. O conceito e a prática de gestão de documentos, 1987.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os próximos itens, a respeito da gestão de documentos aplicada aos arquivos governamentais.
A gestão da informação é a sistematização, a organização e a disponibilização dos documentos arquivísticos sem a necessidade de articulação com outros recursos informacionais existentes nas organizações.
Questão 64

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Desde o desenvolvimento da arquivologia como
 
disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada
 
a tenha revolucionado tanto quanto a concepção teórica e os
 
desdobramentos práticos da gestão ou a administração de
5
documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial. Para
 
alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias
 
e ainda restrito, como experiência, a poucos países.
José Maria Jardim. O conceito e a prática de gestão de documentos, 1987.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os próximos itens, a respeito da gestão de documentos aplicada aos arquivos governamentais.
O nível intermediário de aplicação da gestão de documentos compreende, entre outros elementos, a adoção de programas básicos de elaboração e gestão de formulários, elaboração de sistemas de arquivos correntes e gestão de correspondência e de documentos vitais.
Questão 65

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Desde o desenvolvimento da arquivologia como
 
disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada
 
a tenha revolucionado tanto quanto a concepção teórica e os
 
desdobramentos práticos da gestão ou a administração de
5
documentos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial. Para
 
alguns, trata-se de um conceito emergente, alvo de controvérsias
 
e ainda restrito, como experiência, a poucos países.
José Maria Jardim. O conceito e a prática de gestão de documentos, 1987.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os próximos itens, a respeito da gestão de documentos aplicada aos arquivos governamentais.
A identificação e a descrição das séries documentais, o estabelecimento de programas de avaliação e destinação de documentos, o arquivamento intermediário, a eliminação e o recolhimento dos documentos de valor permanente às instituições arquivísticas são componentes da fase de produção da gestão de documentos.
Questão 66

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação ao diagnóstico da situação arquivística, julgue os itens subsequentes.
A realização do diagnóstico da situação arquivística proporciona informações importantes e fundamentais para a elaboração do plano de classificação e da tabela de temporalidade de documentos.
Questão 67

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação ao diagnóstico da situação arquivística, julgue os itens subsequentes.
A quantificação dos documentos em suporte papel deve ser feita por unidade.
Questão 68

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação ao diagnóstico da situação arquivística, julgue os itens subsequentes.
O diagnóstico da situação arquivística do TRT da 17.ª Região é do tipo maximalista.
Questão 69

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação ao diagnóstico da situação arquivística, julgue os itens subsequentes.
Ao encontrar ampliações fotográficas em uma massa documental acumulada, o arquivista deve quantificá-las por unidade e registrar, entre outros elementos, a cromia e as dimensões.
Questão 70

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação ao diagnóstico da situação arquivística, julgue os itens subsequentes.
Para se fazer o diagnóstico da situação arquivística, é preciso coletar dados quantitativos e qualitativos, principalmente acerca das informações não orgânicas.
Questão 71

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
A distribuição e a tramitação de documentos são atividades desenvolvidas pelos setores de protocolo ou pelos arquivos setoriais.
Questão 72

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
Os processos devem ser autuados nos setores de protocolo, onde devem receber um número para seu controle e terem os seus dados incluídos em um sistema manual ou informatizado.
Questão 73

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
Apensar um processo é juntá-lo em definitivo a outro processo, por necessidade do serviço.
Questão 74

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
A transferência de documentos dos arquivos correntes ao arquivo intermediário é justificada pelo término do valor primário dos documentos.
Questão 75

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
A instalação de arquivos setoriais é uma forma de centralização dos arquivos correntes da organização como um todo.
Questão 76

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
O plano ou o código de classificação aplicado nos arquivos correntes deve sofrer modificações para sua implementação no arquivo intermediário, motivadas, principalmente, pela alteração no perfil dos usuários dos documentos.
Questão 77

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
A tabela de temporalidade é um instrumento de gestão dos prazos de guarda dos documentos aplicada inicialmente no arquivo intermediário.
Questão 78

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
Os documentos armazenados no arquivo intermediário caracterizam-se pela grande possibilidade de uso pelos setores que os acumularam.
Questão 79

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
A passagem dos documentos do arquivo intermediário ao arquivo permanente é conhecida tecnicamente como recolhimento e, juntamente com a transferência, é uma função arquivística.
Questão 80

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca dos arquivos correntes e intermediários, julgue os itens abaixo.
Os documentos podem passar diretamente dos arquivos correntes para o arquivo permanente, sem necessidade de armazenamento no arquivo intermediário.
Questão 81

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
Os valores primários e secundários definem, em uma tabela de temporalidade, os prazos nas fases corrente e intermediária e a destinação final dos documentos.
Questão 82

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
O princípio da ordem original fundamenta teoricamente todas as ações de avaliação de documentos arquivísticos.
Questão 83

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
O prazo de guarda nas fases corrente e intermediária é definido por necessidades administrativas, prescrições legais, extinção de atribuições, entre outros elementos.
Questão 84

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
A proposta dos portugueses para a avaliação de documentos não trabalha com a teoria dos valores, mas com a pertinência, a frequência e a densidade da informação.
Questão 85

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
A macroavaliação de documentos de arquivo tem como diferencial a utilização de um instrumental matemático para realizar a seleção dos documentos de guarda permanente.
Questão 86

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
As preocupações dos arquivistas com a avaliação foram
 
sentidas, de forma mais forte, no período entre as duas guerras
 
mundiais, e surgiram em consequência do aumento considerável
 
da produção de documentos, o que levou as administrações e
5
os arquivistas a encararem o problema de uma forma mais
 
determinada.
Fernanda Ribeiro. Novos caminhos da avaliação da informação. In: Arquivística.Net, Rio de Janeiro, v. 1, n.º 2, jul.-dez./2005 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca da avaliação de documentos.
O principal objetivo da avaliação, independentemente do modelo teórico, é a eliminação dos documentos sem valor.
Questão 87

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das tipologias documentais, julgue os itens a seguir.
Acórdão é um documento diplomático informativo e enunciativo e também decisão proferida em grau de recurso por tribunal.
Questão 88

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das tipologias documentais, julgue os itens a seguir.
Relatório de atividades, negativo fotográfico, ata de reunião e cartão de visita são exemplos de tipologias documentais.
Questão 89

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das tipologias documentais, julgue os itens a seguir.
A análise tipológica no âmbito da arquivística parte do princípio da proveniência, e essa análise verifica, entre outras possibilidades, se o conjunto homogêneo de atos está expresso em um conjunto homogêneo de documentos.
Questão 90

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das tipologias documentais, julgue os itens a seguir.
A efetivação da análise tipológica a partir da arquivística exige conhecimento prévio do gênero documental.
Questão 91

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca da teoria e da prática de arranjo, julgue os itens a seguir.
A organização dos documentos de arquivo envolve três importantes conceitos: classificação, ordenação e arquivamento. Os dois primeiros são operações intelectuais, enquanto o arquivamento é uma operação física.
Questão 92

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca da teoria e da prática de arranjo, julgue os itens a seguir.
O arranjo dos documentos de arquivo tem, como fundamentos teóricos, o princípio de respeito aos fundos e o princípio da ordem original ou da ordem primitiva.
Questão 93

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca da teoria e da prática de arranjo, julgue os itens a seguir.
O arranjo interno de um fundo de arquivo pode ser temático para facilitar todo o processo de acesso à informação.
Questão 94

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca da teoria e da prática de arranjo, julgue os itens a seguir.
As séries, as subséries, os grupos e os subgrupos são unidades de classificação de um quadro de arranjo de documentos de arquivo.
Questão 95

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca da teoria e da prática de arranjo, julgue os itens a seguir.
Os níveis de classificação de um quadro de arranjo, por exemplo, são resultado da aplicação de princípios de classificação ou de divisão.
Questão 96

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
A Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE) é uma adaptação das normas internacionais à realidade brasileira. A NOBRADE considera a existência de seis principais níveis de descrição: acervo da entidade custodiadora (nível 0), fundo ou coleção (nível 1), seção
(nível 2), grupo (nível 3), subgrupo (nível 4) e dossiê
(nível 5).
Questão 97

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
O elemento de descrição é cada uma das categorias de informação que compõem a descrição normalizada de documentos.
Questão 98

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
A data-assunto é o elemento de identificação cronológica do assunto de um documento, independentemente da sua data de produção.
Questão 99

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
A posição da unidade de descrição em uma estrutura hierarquizada de organização de um acervo é a unidade de descrição.
Questão 100

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
A elaboração dos instrumentos de pesquisa deve ser sucessiva, partindo do geral para o particular. Considerando a necessidade de se fornecer uma visão geral dos fundos do arquivo, seus serviços e possibilidades de acesso, o primeiro instrumento a ser elaborado deve ser o inventário sumário.
Questão 101

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
1
Normas para descrição de documentos arquivísticos
 
visam garantir descrições consistentes, apropriadas e
 
autoexplicativas. A padronização da descrição, além de
 
proporcionar maior qualidade ao trabalho técnico, contribui para
5
a economia dos recursos aplicados e para a otimização das
 
informações recuperadas.
BRASIL. Conselho Nacional de Arquivos. NOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006.
Considerando o texto acima, julgue os próximos itens , acerca dos instrumentos de pesquisa.
A exposição de documentos é uma das ações culturais defendidas pela literatura da área como um fator de disseminação da ideia de arquivo.
Questão 102

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito da legislação arquivística, julgue os itens a seguir.
A autorização para a eliminação de documentos dos órgãos da justiça do trabalho deve ser dada, de acordo com a legislação em vigor, pelo Arquivo Nacional.
Questão 103

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito da legislação arquivística, julgue os itens a seguir.
Não há necessidade, no âmbito dos órgãos do Poder Judiciário, da criação de comissões permanentes de avaliação, mas há, sim, de comissões permanentes de acesso à informação.
Questão 104

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito da legislação arquivística, julgue os itens a seguir.
A coordenação dos programas de gestão de documentos nos órgãos do Poder Judiciário deve ser feita por comitês gestores, que visam definir as diretrizes dos programas de gestão de documentos.
Questão 105

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito da legislação arquivística, julgue os itens a seguir.
Os órgãos do Poder Judiciário têm representação no Conselho Nacional de Arquivos e fazem parte do Sistema Nacional de Arquivos por causa da independência entre os poderes.
Questão 106

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
A literatura arquivística defende que as microfilmagens sistemáticas de séries ou de fundos inteiros só devem ser efetuadas em casos excepcionais.
Questão 107

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
A microfilmagem de documentos acarreta a necessidade de eliminação do original, mesmo que o documento tenha valor secundário.
Questão 108

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
O Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos (e-ARQ Brasil) é uma especificação de requisitos que estabelece um conjunto de condições a serem cumpridas pela organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir a sua confiabilidade e sua autenticidade, assim como o acesso a eles.
Questão 109

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
A segurança é um dos procedimentos e operações técnicas do Sistema de Gestão Arquivística de Documentos Digitais e Convencionais e consiste em declarar um documento como sendo um documento arquivístico, incorporando-o ao sistema de gestão arquivística.
Questão 110

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
Um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos deve ser capaz de interoperar com outros sistemas por meio de padrões abertos de interoperabilidade.
Questão 111

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Com relação à microfilmagem, à digitalização e à preservação de documentos de arquivo, julgue os itens abaixo.
A degradação do suporte e a obsolescência tecnológica não comprometem a preservação dos documentos digitais. Os metadados garantem, por seus requisitos, a autenticidade, a integridade e a acessibilidade desses documentos digitais.
Questão 112

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Quanto ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, julgue os itens a seguir à luz da Lei n.° 8.1121990.
Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.
Questão 113

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Quanto ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, julgue os itens a seguir à luz da Lei n.° 8.1121990.
Servidor público não poderá realizar curso fora do país com duração superior a 2 anos; e findo o estudo, somente decorridos 4 anos será permitida nova ausência por 2 anos.
Questão 114

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Quanto ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, julgue os itens a seguir à luz da Lei n.° 8.1121990.
Não será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio.
Questão 115

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das disposições que regulam o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue os seguintes itens segundo a Lei n.° 9.7841999.
Titular de órgão administrativo que delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de delegação.
Questão 116

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das disposições que regulam o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue os seguintes itens segundo a Lei n.° 9.7841999.
Órgão é unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta; entidade é unidade não dotada de personalidade jurídica.
Questão 117

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das disposições que regulam o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue os seguintes itens segundo a Lei n.° 9.7841999.
Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.
Questão 118

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
Acerca das disposições que regulam o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue os seguintes itens segundo a Lei n.° 9.7841999.
Se o recorrente de decisão administrativa alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da inaplicabilidade da súmula.
Questão 119

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito dos atos de improbidade administrativa, julgue os itens a seguir de acordo com a Lei n.° 8.4291992.
Retardar, indevidamente, ato de ofício constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública.
Questão 120

TRT 17ª 2009 - CESPE - Analista Judiciário - Arquivologia
A respeito dos atos de improbidade administrativa, julgue os itens a seguir de acordo com a Lei n.° 8.4291992.
Concorrer, dolosa ou culposamente, para que terceiro se enriqueça ilicitamente constitui ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.


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