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2º Tenente - Psicólogo Soldado da Polícia Militar
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Polícia Militar/PA 2010

Polícia Militar/PA 2016

Curso de Formação de Oficiais

Questão 1

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
1
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares
 
do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade
 
que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em
 
santuários dessa arte, como São Paulo.
5
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito
 
organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia.
 
É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam
 
mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
 
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de
10
atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de
 
pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que
 
costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele
 
apresentou suas armas:
 
– É, sou mesmo arrogante.
15
E estava apresentado.
 
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a
 
princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só
 
consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
 
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido,
20
talvez me tivesse agredido.
 
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota
 
justificativa de provocação? (...)
 
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se
 
repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a
25
frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por
 
uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e
 
ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu
 
maior temor.
 
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço.
30
Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem
 
sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais
 
exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos
 
ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
 
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos
35
agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer
 
reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
 
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de
 
improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem
 
comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e
40
da história. (...)
 
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo
 
pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia,
 
de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas
 
estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que
45
podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da
 
camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que
 
acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do
 
manipulado cidadão amazônida.
 
Ao bom combate, pois.
50
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano
 
nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:< https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/ >. Acesso em: 12 mar. 2016.
Julgue os itens abaixo com base nas ideias desenvolvidas no texto.

I O tom com que o jornalista expõe o episódio de que foi vítima é de indignação.
II O principal propósito de Lucio Flávio Pinto é denunciar a fragilidade do sistema de segurança pública nos grandes centros urbanos.
III No cerne da crítica feita pelo jornalista, está a agressividade gratuita que tem caracterizado o comportamento das pessoas nas grandes cidades.
IV Ao aludir à sabedoria popular por meio do ditado “quem sai na chuva se molha” (L. 30 e 31), o autor admite não se surpreender com os problemas decorrentes de sua atuação como jornalista.

São corretas as afirmações que constam dos itens

Questão 2

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
1
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares
 
do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade
 
que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em
 
santuários dessa arte, como São Paulo.
5
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito
 
organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia.
 
É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam
 
mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
 
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de
10
atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de
 
pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que
 
costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele
 
apresentou suas armas:
 
– É, sou mesmo arrogante.
15
E estava apresentado.
 
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a
 
princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só
 
consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
 
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido,
20
talvez me tivesse agredido.
 
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota
 
justificativa de provocação? (...)
 
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se
 
repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a
25
frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por
 
uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e
 
ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu
 
maior temor.
 
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço.
30
Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem
 
sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais
 
exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos
 
ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
 
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos
35
agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer
 
reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
 
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de
 
improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem
 
comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e
40
da história. (...)
 
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo
 
pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia,
 
de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas
 
estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que
45
podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da
 
camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que
 
acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do
 
manipulado cidadão amazônida.
 
Ao bom combate, pois.
50
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano
 
nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:< https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/ >. Acesso em: 12 mar. 2016.
No final do texto, o autor deixa claro o objetivo de seu blog. Entre seus propósitos, não consta o de

Questão 3

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
1
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares
 
do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade
 
que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em
 
santuários dessa arte, como São Paulo.
5
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito
 
organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia.
 
É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam
 
mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
 
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de
10
atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de
 
pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que
 
costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele
 
apresentou suas armas:
 
– É, sou mesmo arrogante.
15
E estava apresentado.
 
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a
 
princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só
 
consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
 
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido,
20
talvez me tivesse agredido.
 
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota
 
justificativa de provocação? (...)
 
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se
 
repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a
25
frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por
 
uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e
 
ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu
 
maior temor.
 
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço.
30
Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem
 
sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais
 
exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos
 
ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
 
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos
35
agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer
 
reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
 
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de
 
improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem
 
comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e
40
da história. (...)
 
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo
 
pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia,
 
de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas
 
estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que
45
podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da
 
camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que
 
acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do
 
manipulado cidadão amazônida.
 
Ao bom combate, pois.
50
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano
 
nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:< https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/ >. Acesso em: 12 mar. 2016.
A descrição, quanto à estrutura e à organização do texto, está correta no seguinte enunciado:

Questão 4

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
1
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares
 
do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade
 
que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em
 
santuários dessa arte, como São Paulo.
5
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito
 
organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia.
 
É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam
 
mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
 
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de
10
atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de
 
pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que
 
costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele
 
apresentou suas armas:
 
– É, sou mesmo arrogante.
15
E estava apresentado.
 
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a
 
princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só
 
consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
 
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido,
20
talvez me tivesse agredido.
 
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota
 
justificativa de provocação? (...)
 
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se
 
repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a
25
frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por
 
uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e
 
ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu
 
maior temor.
 
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço.
30
Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem
 
sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais
 
exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos
 
ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
 
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos
35
agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer
 
reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
 
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de
 
improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem
 
comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e
40
da história. (...)
 
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo
 
pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia,
 
de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas
 
estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que
45
podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da
 
camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que
 
acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do
 
manipulado cidadão amazônida.
 
Ao bom combate, pois.
50
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano
 
nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:< https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/ >. Acesso em: 12 mar. 2016.
Analise os itens a seguir com base nas noções de morfossintaxe.

I Os termos sublinhados em “gesto de selvageria” (l. 16) e “acidentes da natureza” (L. 44) têm função adjetiva.
II Há um desvio quanto às regras de concordância verbal em “Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se repete” (L. 23 e 24).
III Em “Por que tanta agressividade na manhã que mal começava” (L. 21), o vocábulo “mal” funciona como advérbio, com o sentido de “apenas”.
IV Os verbos sublinhados, em “Se se vive por uma causa, espera-se morrer por ela” (L. 25 e 26), encontram-se na voz passiva sintética, imprimindo um tom de objetividade ao texto.

São corretas as afirmações que constam dos itens

Questão 5

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
1
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares
 
do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade
 
que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em
 
santuários dessa arte, como São Paulo.
5
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito
 
organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia.
 
É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam
 
mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
 
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de
10
atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de
 
pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que
 
costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele
 
apresentou suas armas:
 
– É, sou mesmo arrogante.
15
E estava apresentado.
 
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a
 
princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só
 
consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
 
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido,
20
talvez me tivesse agredido.
 
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota
 
justificativa de provocação? (...)
 
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se
 
repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a
25
frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por
 
uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e
 
ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu
 
maior temor.
 
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço.
30
Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem
 
sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais
 
exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos
 
ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
 
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos
35
agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer
 
reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
 
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de
 
improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem
 
comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e
40
da história. (...)
 
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo
 
pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia,
 
de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas
 
estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que
45
podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da
 
camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que
 
acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do
 
manipulado cidadão amazônida.
 
Ao bom combate, pois.
50
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano
 
nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:< https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/ >. Acesso em: 12 mar. 2016.
Observe a partícula “se” no enunciado “os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã” (L. 2). Ela ocorre com a mesma função em

Questão 6

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Quanto à usina hidrelétrica de Tucuruí é correto afirmar que

Questão 7

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Uma das razões para que a grilagem e os conflitos pela terra se convertessem em práticas cotidianas na Amazônia é que

Questão 8

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A grande polêmica causada pela Lei Kandir em alguns estados brasileiros, inclusive o Pará, ocorre porque

Questão 9

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Os resíduos poluentes que correspondem à matéria orgânica potencialmente ativa, que entra em decomposição ao ser lançada no meio ambiente e cujas principais fontes são os esgotos domésticos, frigoríficos, laticínios, etc., são conhecidos como

Questão 10

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Considerando a situação da infraestrutura da Amazônia neste fim de século, os pressupostos de ordem política, os atuais dispositivos legais e, principalmente, a necessidade de conquistar o desenvolvimento sustentável da região, uma ação que contribuiria fortemente para a consolidação de uma rede básica de transportes no Pará seria

Questão 11

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre os direitos e deveres fundamentais é correto afirmar que

Questão 12

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre o direito à nacionalidade é correto afirmar que

Questão 13

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A Defesa do Estado e das instituições democráticas configuram o sistema de emergência constitucional. Neste sentido, podemos afirmar que

Questão 14

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Com relação às normas da Constituição do Estado do Pará sobre o governador e vice-governador é possível afirmar que

Questão 15

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais

» Esta questão foi anulada pela banca.
A Administração Pública regulada pela Constituição do Estado do Pará tem como normas

Questão 16

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
É correto afirmar que

Questão 17

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Em relação aos atos administrativos, é correto afirmar que

Questão 18

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Em relação à organização administrativa da Administração Pública Brasileira, é correto afirmar que

Questão 19

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
É correto afirmar que

Questão 20

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
É correto afirmar que

Questão 21

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
O Código Penal adota o princípio da territorialidade. Este, contudo, comporta exceções. Ficam sujeitos à lei brasileira, de forma incondicional, os crimes

Questão 22

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Abelardo é oficial de justiça e, atendendo a um pedido de um conhecido político da região, retardou ato de busca e apreensão de determinado bem. Se fosse preso, Abelardo responderia por crime de

Questão 23

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Não é crime de redução a condição análoga à de escravo

Questão 24

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Duas pessoas foram denunciadas pelo art. 121 do Código Penal por ceifarem a vida de uma mulher. O autor do homicídio foi absolvido em razão do reconhecimento de que agiu sob a excludente de ilicitude. O partícipe, que deu a arma para que fossem efetuados os disparos,

Questão 25

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre o crime de recepção é correto afirmar que

Questão 26

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais

» Esta questão foi anulada pela banca.
Sobre o inquérito policial é correto afirmar que

Questão 27

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A ação penal, que constitui poder político constitucional de acudir aos tribunais para formular a pretensão acusatória, pode ser de vários tipos. Sobre o assunto é correto afirmar que

Questão 28

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre jurisdição e competência é correto afirmar que

Questão 29

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. A prisão preventiva sem a exibição do mandado é possível no caso de

Questão 30

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A criação dos juizados especiais representou significativa mudança para o Poder Judiciário no Brasil. Sobre os juizados especiais criminais é correto afirmar que

Questão 31

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Considerando as regras que autorizam a aplicação de penas no Código Penal Militar, à luz da Constituição de 1988, é correto afirmar que

Questão 32

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
De acordo com as regras sobre ação penal e demais condições objetivas de punibilidade, constantes do Código Penal Militar, é correto afirmar que

Questão 33

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Em certo Município, a Polícia Militar se resume a três terceiros-sargentos, sendo que um deles exerce a função de chefia da equipe. Este chefe determina aos outros dois que realizem patrulhamento na zona rural. Os dois, todavia, entendem que não lhes foram ofertadas condições de trabalho e pretendem descumprir a ordem. Neste caso, pode-se recusar a configuração do crime de motim com base no argumento de que

Questão 34

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Policial militar designado como oficial rondante no policiamento ostensivo aproveita-se dessa condição e se dirige à própria residência, fora da área geográfica que lhe fora destinada, para ajudar a esposa em trabalhos de reforma do imóvel. Em relação ao tipo de abandono de posto, é correto afirmar que esse policial

Questão 35

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Oficial conhecido por seus métodos abusivos nos treinamentos da Academia de Polícia Militar é informado de que um recruta não está suportando a pressão e dá sinais de desequilíbrio emocional. Ao saber disso, o oficial aumenta o rigor do treinamento e passa a provocar pessoalmente o recruta, que acaba por atentar contra a própria vida. Nesse caso, é correto afirmar que

Questão 36

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos mais importantes que inauguram a fase da internacionalização dos direitos humanos. Sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é correto afirmar que

Questão 37

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
O Pacto de São José da Costa Rica corresponde a um tratado internacional aprovado na Organização dos Estados Americanos. Sobre o Pacto de São José da Costa Rica, que recebe a designação originária de Convenção Americana de Direitos Humanos, é correto afirmar que

Questão 38

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
O Pacto de São José da Costa Rica cria o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos e estabelece as funções da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Sobre esse tribunal internacional, pode-se afirmar que

Questão 39

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é o órgão da Organização dos Estados Americanos especializado em matéria de Direitos Humanos, cujas atribuições também são definidas pelo Pacto de São José da Costa Rica. Sobre a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, é correto afirmar que

Questão 40

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A luta pela vigência dos Direitos Humanos e o embate político-diplomático, travado nos organismos internacionais, consolida e acrescenta a normatização de direitos que surgem para atender necessidades humanas, dando significado ao Direito Internacional e aos Direitos Humanos. Sobre essa fase do Direito Internacional e dos Direitos Humanos, tem-se a afirmar que

Questão 41

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre os sujeitos processuais é correto afirmar que

Questão 42

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre as medidas preventivas e assecuratórias, incidentes sobre coisas ou pessoas, é correto afirmar que

Questão 43

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Sobre a competência da justiça militar estadual é correto afirmar que

Questão 44

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
No processo penal militar há um procedimento ordinário e alguns procedimentos especiais. Em relação a estes é correto afirmar que

Questão 45

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
A Constituição de 1988 veda, expressamente, a impetração de habeas corpus em caso de aplicação de punições disciplinares militares. Trata-se, no entanto, de norma que precisa ser analisada à luz dos direitos e das garantias fundamentais, de modo que é admissível a impetração desse remédio heroico quando o paciente militar pretenda

Questão 46

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Conforme previsão da Lei Estadual nº 6.833/2006, o Pundonor policial-militar é:

Questão 47

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
De acordo com a Lei Estadual nº 5.251/85, dentre outras situações, fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato ou de incompatibilidade com o mesmo o oficial que, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado, for condenado por tribunal civil ou militar a pena restritiva de liberdade individual superior a

Questão 48

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
De acordo com a Lei Complementar Estadual 053/06, o Quadro Complementar de Oficiais Policiais Militares (QCOPM) deve ser constituído de oficiais possuidores de especializações de nível superior necessárias ao apoio psicossocial dos integrantes da Corporação e seus dependentes, ao desenvolvimento funcional e das missões da Polícia Militar e deve contar, para o posto de tenente coronel a ser preenchido por oficiais de qualquer das categorias pertencentes ao respectivo quadro, com

Questão 49

Polícia Militar/PA 2016 - FADESP - Curso de Formação de Oficiais
Conforme previsto pelo Decreto-lei 667/69, o cargo de inspetor-geral das polícias militares será exercido por um

Questão 50

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De acordo com o Decreto Federal 88.777/83, o comandante da Polícia Militar, quando oficial do Exército, não poderá desempenhar, ainda que acumulativamente com as funções de comandantes, outra função, no âmbito estadual, por prazo superior a



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