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Câmara dos Deputados 2002

Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I

* As numerações que você vê abaixo não correspondem à numeração original da prova. Alguns ajustes foram necessário para colocar estas questões no sistema
Questão 1

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito das estruturas lingüísticas do texto I.
Na linha 3, as duas ocorrências da preposição “de”, antes de “processos” e “identificação”, são exigidas pela regência da palavra “resultados” (L.2).
Questão 2

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito das estruturas lingüísticas do texto I.
A inserção do artigo masculino o imediatamente antes de “homem” (L.5) prejudicaria a coerência textual.
Questão 3

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito das estruturas lingüísticas do texto I.
No texto, a palavra “responsáveis” (L.8) é polissêmica porque sua concordância no plural tanto se dá com “negociações”(L.6) quanto com “identidades” (L.4).
Questão 4

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito das estruturas lingüísticas do texto I.
Pelos sentidos textuais, o termo “identificações” — nas linhas 11 e 12 — denota o sentido processual de “identidades” — nas linhas 1, 4 e 10.
Questão 5

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, a respeito das estruturas lingüísticas do texto I.
O emprego do infinitivo verbal na estrutura sintática “ao fazê-lo” (L.15) sofre contração com o pronome pessoal que o completa como objeto direto.
Questão 6

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência das idéias desenvolvidas no texto I, seria correto.
iniciá-lo com o seguinte trecho: A preocupação com a identidade não é, obviamente, nova. Podemos dizer até que a modernidade nasce dela e com ela. O primeiro nome moderno da identidade é subjetividade.
Questão 7

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência das idéias desenvolvidas no texto I, seria correto.
tanto iniciá-lo quanto concluí-lo com o seguinte trecho: Estas duas tensões — subjetividade individual/ subjetividade coletiva; subjetividade contextual/ subjetividade universal — está na base das duas grandes tradições da teoria social que refaz o referido percurso.
Questão 8

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência das idéias desenvolvidas no texto I, seria correto.
ilustrá-lo com o seguinte trecho: Os artistas europeus raramente tiveram de perguntar pela sua identidade, mas os artistas africanos e latino-americanos, trabalhando na Europa, foram forçados a suscitar a questão da identidade.
Questão 9

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência das idéias desenvolvidas no texto I, seria correto.
dar-lhe continuidade com o seguinte trecho: Portanto, o que sabemos de novo a respeito dos processos de identidade e de identificação não sendo muito é contudo precioso para avaliar as transformações que passa a teoria social.
Questão 10

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência das idéias desenvolvidas no texto I, seria correto.
tomar o seguinte trecho como argumento para as suas idéias: Estamos em uma época em que é muito difícil ser-se linear. Nesse sentido, também as identidades não são consideradas em sua linearidade, mas em uma multiplicidade que, de tempos em tempos, registra um equilíbrio com aparência de solidez e imutabilidade.
Questão 11

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
1
Um problema atual é o império das aparências que a
 
mídia proclama. Tudo é “atitude”. Mesmo aqueles que acham
 
que estão contestando o status quo não percebem que fazem
 
parte dele. Reduzem suas opiniões sobre o mundo a estigmas
5
visuais e verbais. A sociedade se dividiu em “tribos” —
 
pessoas que já declaram o que são e o que querem ao adotar
 
os modismos e as gírias daquele segmento. O ser humano
 
termina reduzido aos rótulos, e as diferenças são mais
 
importantes que as semelhanças. Em tal ambiente, é
10
complicado entender o outro. O ideal, enfim, é um balanço
 
entre tolerância e liberdade. O verdadeiro humanismo requer
 
tanto o esforço de compreensão quanto o senso crítico.
 
Tolerar é uma arte, sua idéia não pode estar a serviço dos que
 
temem a liberdade e justificam o mal.
Daniel Piza. Século 21. In: CLASSE, n.o 89, nov./dez./2001 (com adaptações).
A partir da leitura comparativa dos textos I e II, julgue os itens abaixo.
Nos dois textos, o termo “outro” — na linha 16 do texto I e na linha 10 do texto II — tem como referente o não-eu.
Questão 12

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
1
Um problema atual é o império das aparências que a
 
mídia proclama. Tudo é “atitude”. Mesmo aqueles que acham
 
que estão contestando o status quo não percebem que fazem
 
parte dele. Reduzem suas opiniões sobre o mundo a estigmas
5
visuais e verbais. A sociedade se dividiu em “tribos” —
 
pessoas que já declaram o que são e o que querem ao adotar
 
os modismos e as gírias daquele segmento. O ser humano
 
termina reduzido aos rótulos, e as diferenças são mais
 
importantes que as semelhanças. Em tal ambiente, é
10
complicado entender o outro. O ideal, enfim, é um balanço
 
entre tolerância e liberdade. O verdadeiro humanismo requer
 
tanto o esforço de compreensão quanto o senso crítico.
 
Tolerar é uma arte, sua idéia não pode estar a serviço dos que
 
temem a liberdade e justificam o mal.
Daniel Piza. Século 21. In: CLASSE, n.o 89, nov./dez./2001 (com adaptações).
A partir da leitura comparativa dos textos I e II, julgue os itens abaixo.
No texto II, a afirmação “o que são e o que querem ao adotar os modismos e as gírias daquele segmento” (L.6-7) pode servir como ilustração de idéias do texto I: a fugacidade das identidades e a “obsessão da diferença” (L.13) em relação ao que é hegemônico.
Questão 13

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
1
Um problema atual é o império das aparências que a
 
mídia proclama. Tudo é “atitude”. Mesmo aqueles que acham
 
que estão contestando o status quo não percebem que fazem
 
parte dele. Reduzem suas opiniões sobre o mundo a estigmas
5
visuais e verbais. A sociedade se dividiu em “tribos” —
 
pessoas que já declaram o que são e o que querem ao adotar
 
os modismos e as gírias daquele segmento. O ser humano
 
termina reduzido aos rótulos, e as diferenças são mais
 
importantes que as semelhanças. Em tal ambiente, é
10
complicado entender o outro. O ideal, enfim, é um balanço
 
entre tolerância e liberdade. O verdadeiro humanismo requer
 
tanto o esforço de compreensão quanto o senso crítico.
 
Tolerar é uma arte, sua idéia não pode estar a serviço dos que
 
temem a liberdade e justificam o mal.
Daniel Piza. Século 21. In: CLASSE, n.o 89, nov./dez./2001 (com adaptações).
A partir da leitura comparativa dos textos I e II, julgue os itens abaixo.
A palavra “rótulos”, na linha 8 do texto II, poderia ser empregada para caracterizar as idéias de “carência” e “subordinação”, ambas na linha 17 do texto I.
Questão 14

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1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
1
Um problema atual é o império das aparências que a
 
mídia proclama. Tudo é “atitude”. Mesmo aqueles que acham
 
que estão contestando o status quo não percebem que fazem
 
parte dele. Reduzem suas opiniões sobre o mundo a estigmas
5
visuais e verbais. A sociedade se dividiu em “tribos” —
 
pessoas que já declaram o que são e o que querem ao adotar
 
os modismos e as gírias daquele segmento. O ser humano
 
termina reduzido aos rótulos, e as diferenças são mais
 
importantes que as semelhanças. Em tal ambiente, é
10
complicado entender o outro. O ideal, enfim, é um balanço
 
entre tolerância e liberdade. O verdadeiro humanismo requer
 
tanto o esforço de compreensão quanto o senso crítico.
 
Tolerar é uma arte, sua idéia não pode estar a serviço dos que
 
temem a liberdade e justificam o mal.
Daniel Piza. Século 21. In: CLASSE, n.o 89, nov./dez./2001 (com adaptações).
A partir da leitura comparativa dos textos I e II, julgue os itens abaixo.
Em ambos os textos, a mídia aparece como força motriz da mudança nas atitudes e na aparência: implicitamente no texto I; explicitamente no texto II.
Questão 15

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1
Sabemos hoje que as identidades culturais não são
 
rígidas nem, muito menos, imutáveis. São resultados sempre
 
transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo
 
as identidades aparentemente mais sólidas, como a de mulher,
5
homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
 
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia,
 
choques de temporalidades em constante processo de
 
transformação, responsáveis em última instância pela
 
sucessão de configurações hermenêuticas que de época para
10
época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são,
 
pois, identificações em curso.
 
Sabemos também que as identificações, além de
 
plurais, são dominadas pela obsessão da diferença e pela
 
hierarquia das distinções. Quem pergunta pela sua identidade
15
questiona as referências hegemônicas mas, ao fazê-lo,
 
coloca-se na posição de outro e, simultaneamente, em uma
 
situação de carência e por isso de subordinação.
Boaventura de Sousa Santos. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. In: Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 5, n.os 1-2, nov./1994, p. 31 (com adaptações).
1
Um problema atual é o império das aparências que a
 
mídia proclama. Tudo é “atitude”. Mesmo aqueles que acham
 
que estão contestando o status quo não percebem que fazem
 
parte dele. Reduzem suas opiniões sobre o mundo a estigmas
5
visuais e verbais. A sociedade se dividiu em “tribos” —
 
pessoas que já declaram o que são e o que querem ao adotar
 
os modismos e as gírias daquele segmento. O ser humano
 
termina reduzido aos rótulos, e as diferenças são mais
 
importantes que as semelhanças. Em tal ambiente, é
10
complicado entender o outro. O ideal, enfim, é um balanço
 
entre tolerância e liberdade. O verdadeiro humanismo requer
 
tanto o esforço de compreensão quanto o senso crítico.
 
Tolerar é uma arte, sua idéia não pode estar a serviço dos que
 
temem a liberdade e justificam o mal.
Daniel Piza. Século 21. In: CLASSE, n.o 89, nov./dez./2001 (com adaptações).
A partir da leitura comparativa dos textos I e II, julgue os itens abaixo.
No texto II, o conectivo “tanto (...) quanto” (L.12) corresponde, semântica e sintaticamente, a: não só (...) mas também, tanto (...) como, assim (...) como, seja (...) seja, ora (...) ora.
Questão 16

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
Com respeito às idéias do texto III, julgue os itens que se seguem.
Há uma relação estreita entre a formulação do discurso que se configura como ensaio, descrição ou ficção e a terra brasileira, de forma que esses textos são espelhos miméticos das relações do homem brasileiro com o seu território.
Questão 17

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
Com respeito às idéias do texto III, julgue os itens que se seguem.
Alguns habitantes vieram nos primórdios da colonização, protegidos por privilégios e benesses, mas não representam o interesse principal dos livros que interpretam o território e o povo brasileiro.
Questão 18

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
Com respeito às idéias do texto III, julgue os itens que se seguem.
Os livros que descrevem o território e o povo brasileiros alertam para os desacertos administrativos, mas ignoram a interpretação das questões sociais e a crítica às estéticas conservadoras.
Questão 19

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
Com respeito às idéias do texto III, julgue os itens que se seguem.
Os valores liberais ou revolucionários são os principais definidores da participação brasileira no cenário globalizado das nações do ocidente.
Questão 20

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
Com respeito às idéias do texto III, julgue os itens que se seguem.
Os livros que focalizam o território e o povo brasileiros mostram interesse pelo habitante que, nascido no Brasil, procurava construir um modo de vida independente da matriz e pelo estrangeiro colonizador.
Questão 21

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1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
A propósito dos recursos lingüísticos e semânticos que estruturam o texto III, julgue os itens subseqüentes.
Infere-se do texto que os valores que determinam a condição brasileira no cenário mundial apresentam unanimidade ideológica.
Questão 22

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1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
A propósito dos recursos lingüísticos e semânticos que estruturam o texto III, julgue os itens subseqüentes.
As expressões “farol” (L.4), “facho de luz” (L.6) e “iluminam” (L.7) estão sendo empregadas em sentido conotativo e formam uma cadeia metafórica adequada ao gênero de discurso parlamentar.
Questão 23

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1
Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
A propósito dos recursos lingüísticos e semânticos que estruturam o texto III, julgue os itens subseqüentes.
Em “valores sociais, políticos, econômicos e estéticos que — conservadores” (L.13-14), há elipse do artigo masculino plural imediatamente antes de “conservadores”.
Questão 24

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
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Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
A propósito dos recursos lingüísticos e semânticos que estruturam o texto III, julgue os itens subseqüentes.
As ocorrências do termo “se” nas expressões “se transplantar” (L.21) e “Interessam-se” (L.25) indicam indeterminação do sujeito.
Questão 25

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Os muitos livros que temos e que envolvem, de
 
maneira descritiva, ensaística ou ficcional, o território
 
chamado Brasil e o povo chamado brasileiro, sempre nos
 
serviram de farol (e não de espelho, como quer uma teoria
5
mimética apegada à relação estreita entre realidade e
 
discurso). Com a sua ajuda e facho de luz é que temos
 
caminhado, pois eles iluminam não só a vasta e multifacetada
 
região em que vivemos, como também a nós, habitantes que
 
dela somos, alertando-nos tanto para os acertos quanto os
10
desacertos administrativos, tanto para o sentido do progresso
 
moral quanto para o precipício dos atrasos irremediáveis. São
 
eles que nos instruem no tocante às categorias de análise e
 
interpretação dos valores sociais, políticos, econômicos e
 
estéticos que — conservadores, liberais ou revolucionários;
15
pessimistas, entreguistas ou ufanistas — foram, são e serão
 
determinantes da nossa condição no concerto das nações do
 
Ocidente e, mais recentemente, das nações do planeta em vias
 
de globalização.
 
O interesse mais profundo e direto que esses livros
20
manifestam não é pelo habitante privilegiado desde a
 
primeira hora. Aquele que, ao se transplantar de lá para cá,
 
recebeu benesses, ou aquele outro que foi alvo de ato de
 
nomeação para ocupar cargo oficial, auferindo altos
 
proventos e jurando obediência irrestrita à Coroa portuguesa.
25
Interessam-se, antes e quase que exclusivamente, pelo
 
habitante que, já nascido nestas terras, buscava construir (ou
 
inventar) um pequeno domínio de que seria proprietário
 
exclusivo, sem reconhecer os limites das amarras políticas e
 
fiscais metropolitanas; interessam-se ainda pelo estrangeiro
30
que, ao adotar a nova pátria, queria colonizá-la à sua própria
 
maneira, dela extraindo o que havia de mais rentável para si
 
próprio e para os seus descendentes.
Silviano Santiago. Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. I, 2000, p. XV (com adaptações).
A propósito dos recursos lingüísticos e semânticos que estruturam o texto III, julgue os itens subseqüentes.
Em “à sua própria maneira (L.30-31), de acordo com a norma culta, o emprego do sinal indicativo de crase é opcional.
Questão 26

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1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto IV, julgue os itens seguintes.
A forma verbal “Respondem” (L.3) tanto pode referir-se a “portugueses” (L.3) quanto a “textos” (L.1), sem prejuízo para a interpretação dos períodos.
Questão 27

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto IV, julgue os itens seguintes.
Se a palavra “instigação” (L.6) for substituída pela palavra incitação, modificam-se o sentido do texto e as referências extratextuais a que o período remete.
Questão 28

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto IV, julgue os itens seguintes.
Da expressão “repetição das regras de um jogo cujo resultado é previsível” (L.6-7), pode-se inferir a idéia de que prevalecia a percepção eurocêntrica que sempre desfavorece o colonizado.
Questão 29

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto IV, julgue os itens seguintes.
No texto, a estrutura da voz passiva em “observam-se” (L.10) equivale a foram observados.
Questão 30

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1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto IV, julgue os itens seguintes.
A palavra “espectadores” (L.14), em relação à forma expectadores, exemplifica, em língua portuguesa, um dos casos em que há flutuação ortográfica, com formas homônimas que podem se alternar no mesmo contexto e com o mesmo significado.
Questão 31

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1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Ainda em relação às idéias e estruturas do texto IV, julgue os itens abaixo.
A expressão “tábula rasa” (L.17) é uma construção erudita que pode ser substituída por tábua rasa, sem prejuízo para o respeito à grafia da norma culta.
Questão 32

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1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Ainda em relação às idéias e estruturas do texto IV, julgue os itens abaixo.
A palavra “descodificação”, em relação à palavra decodificação, exemplifica, em língua portuguesa, um dos casos em que, mesmo com formação diferente, duas grafias podem se alternar no mesmo contexto, sem alteração do significado.
Questão 33

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Ainda em relação às idéias e estruturas do texto IV, julgue os itens abaixo.
O emprego de “nós” (L.20), combinado com o trecho “eu, português que escrevo, possuo” (L.21), indica que o produtor do texto apresenta adesão ideológica e é favorável ao argumento dos portugueses a que se refere.
Questão 34

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Ainda em relação às idéias e estruturas do texto IV, julgue os itens abaixo.
Em “impô-los” (L.25), a forma pronominal enclítica estabelece coesão ao referir-se a “valores culturais ou religiosos” (L.19) e “escrita” (L.20).
Questão 35

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A maioria dos primeiros textos que foram escritos para
 
descrever terra e homem da nova região levam a assinatura de
 
portugueses. Respondem às próprias perguntas que colocam,
 
umas atrás das outras, em termos de violentas afirmações
5
eurocêntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores é
 
menos uma instigação ao saber do que a repetição das regras
 
de um jogo cujo resultado é previsível. Os nativos eram de
 
carne-e-osso, mas não existiam como seres civilizados,
 
assemelhavam-se a animais. Na Carta de Pero Vaz de
10
Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as
 
obsessões dos portugueses, intrusos assustados e visitantes
 
temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes,
 
do que as preocupações dos indígenas, descritos como meros
 
espectadores passivos do grande feito e do grande evento que
15
é a cerimônia religiosa da missa, realizada em terra. Não é,
 
pois, por casualidade que a primeira metáfora para descrever
 
a condição do indígena recém-visto é a “tábula rasa”, ou o
 
“papel branco”. Eis uma boa descodificação das metáforas:
 
eles não possuem valores culturais ou religiosos próprios e
20
nós, europeus civilizados, os possuímos; não possuem escrita
 
e eu, português que escrevo, possuo. Mas da tábula rasa e do
 
papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocínio
 
etnocêntrico, a inocência e a virtude paradisíacas, indicando
 
que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequética do
25
missionário jesuíta que, ao impô-los em língua portuguesa,
 
estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela
 
circulam em transparência.
Idem, ibidem, p. XVII (com adaptações).
Ainda em relação às idéias e estruturas do texto IV, julgue os itens abaixo.
No texto, está subjacente a idéia de que a língua portuguesa veicula para o colonizado, que é compelido a aprendê-la, as informações factuais, mas não afeta seus valores culturais e religiosos.
Questão 36

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
A propósito das idéias e dos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens que se seguem.
Infere-se do texto que o período de 1882 a 1884 configura a primeira viagem de Nabuco a Londres.
Questão 37

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
A propósito das idéias e dos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens que se seguem.
A informação central do texto é que o livro O Abolicionismo somente veio à luz por causa da apropriação das idéias desenvolvidas nos ensaios de Karl Marx.
Questão 38

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
A propósito das idéias e dos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens que se seguem.
Nas formas verbais “Dedica-se” (L.4) e “torna-se” (L.7), o pronome enclítico exerce funções sintáticas diferentes.
Questão 39

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
A propósito das idéias e dos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens que se seguem.
O emprego do presente do indicativo em “Dedica-se” (L.4), “torna-se” (L.7) e “Reflete e lê” (L.8) exemplifica a possibilidade de dar realismo a ações praticadas de forma contínua no momento da produção do texto.
Questão 40

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
A propósito das idéias e dos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens que se seguem.
Na linha 15, seria sintaticamente correto substituir o ponto-final por vírgula e o pronome demonstrativo “Isso” por o que.
Questão 41

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
Ainda quanto às idéias e aos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens a seguir.
No trecho “Isso lhe permite escrever” (L.15), o pronome sublinhado exerce a função de objeto indireto e poderia ser substituído pela expressão a ele.
Questão 42

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
Ainda quanto às idéias e aos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens a seguir.
Na linha 18, ao se substituir “um monumento de erudição, pleno de” por reflexões eruditas, plenas de, a forma verbal “Trata-se” deve ser flexionada em número.
Questão 43

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1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
Ainda quanto às idéias e aos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens a seguir.
A propriedade da expressão “jamais escritos no Brasil” (L.22), no contexto em que ocorre, justifica-se por não haver livro similar no Brasil.
Questão 44

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
Ainda quanto às idéias e aos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens a seguir.
Na linha 25, o conectivo “quando” introduz uma explicação relacionada ao sentido da palavra “Hoje” (L.24), especificando-o não apenas como o momento da produção de texto.
Questão 45

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de
 
1882, permanecendo como correspondente do Jornal do
 
Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o tempo
 
londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao
5
estudo. Como vários outros intelectuais do seu tempo,
 
interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no
 
exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu.
 
O Museu Britânico é fonte de muitas obras importantes das
10
ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros
 
ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base
 
de um dos textos fundamentais das ciências sociais
 
brasileiras. A atividade principal da sua mais recente
 
temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a
15
respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um
 
livro da qualidade de O Abolicionismo — a reflexão mais
 
coerente, profunda e completa já feita no Brasil acerca do
 
assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de
 
conhecimento de história, política, sociologia, direito e de
20
tudo quanto se refere à escravidão negra. Pelo alto nível do
 
conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais
 
importantes das ciências sociais jamais escritos no Brasil.
 
Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia
 
específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de
25
cem anos depois da sua primeira edição, quando as ciências
 
sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro
 
ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo volume
 
28 de informações, seja pelos variados enfoques — alguns
 
extremamente originais —, seja ainda pela forma superior.
30
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a
 
redação de O Abolicionismo para justificar a proveitosa
 
estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra.
 
&&Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).
Ainda quanto às idéias e aos recursos lingüísticos que estruturam o texto V, julgue os itens a seguir.
Na língua portuguesa brasileira atual, a palavra estadia tem seu emprego como uma opção correta para o contexto de “estada” (L.32), pois ambas se equivalem semanticamente, assim como as formas melhora e melhoria, morada e moradia.
Questão 46

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
A partir da segunda metade do século passado, o
 
Brasil sofreu uma transformação radical. De uma sociedade
 
agrária, latifundiária, escravagista e aristocrática, passou-se,
 
lentamente, a uma civilização burguesa, onde foram surgindo
5
os primeiros núcleos de proletariado urbano. A necessidade
 
de serviços públicos para o atendimento dessa nova realidade
 
social, aliada à expansão das fronteiras dolorosamente
 
desbravadas, nos rastros fincados pelos bandeirantes desde o
 
século XII, impunha um sistema eficiente de coleta de
10
impostos, além de exigir um exército profissional para
 
garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território.
Flávio F. da C. Bierrenbach. Onze de agosto – data nacional. In: Correio Braziliense, 10/8/2002, “Opinião”, p. 5 (com adaptações).
Acerca das idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Os dois primeiros períodos do texto têm sujeitos sintáticos diferentes, mas que remetem à mesma idéia.
Questão 47

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1
A partir da segunda metade do século passado, o
 
Brasil sofreu uma transformação radical. De uma sociedade
 
agrária, latifundiária, escravagista e aristocrática, passou-se,
 
lentamente, a uma civilização burguesa, onde foram surgindo
5
os primeiros núcleos de proletariado urbano. A necessidade
 
de serviços públicos para o atendimento dessa nova realidade
 
social, aliada à expansão das fronteiras dolorosamente
 
desbravadas, nos rastros fincados pelos bandeirantes desde o
 
século XII, impunha um sistema eficiente de coleta de
10
impostos, além de exigir um exército profissional para
 
garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território.
Flávio F. da C. Bierrenbach. Onze de agosto – data nacional. In: Correio Braziliense, 10/8/2002, “Opinião”, p. 5 (com adaptações).
Acerca das idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
No texto, a expressão “A necessidade de serviços públicos”(L.5-6) tanto pode ser interpretada como alguém tem necessidade de serviços públicos como os serviços públicos têm necessidade de.
Questão 48

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1
A partir da segunda metade do século passado, o
 
Brasil sofreu uma transformação radical. De uma sociedade
 
agrária, latifundiária, escravagista e aristocrática, passou-se,
 
lentamente, a uma civilização burguesa, onde foram surgindo
5
os primeiros núcleos de proletariado urbano. A necessidade
 
de serviços públicos para o atendimento dessa nova realidade
 
social, aliada à expansão das fronteiras dolorosamente
 
desbravadas, nos rastros fincados pelos bandeirantes desde o
 
século XII, impunha um sistema eficiente de coleta de
10
impostos, além de exigir um exército profissional para
 
garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território.
Flávio F. da C. Bierrenbach. Onze de agosto – data nacional. In: Correio Braziliense, 10/8/2002, “Opinião”, p. 5 (com adaptações).
Acerca das idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
A expressão “nova realidade social” (L.6-7) designa tanto a civilização burguesa e urbana quanto a expansão de fronteiras.
Questão 49

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1
A partir da segunda metade do século passado, o
 
Brasil sofreu uma transformação radical. De uma sociedade
 
agrária, latifundiária, escravagista e aristocrática, passou-se,
 
lentamente, a uma civilização burguesa, onde foram surgindo
5
os primeiros núcleos de proletariado urbano. A necessidade
 
de serviços públicos para o atendimento dessa nova realidade
 
social, aliada à expansão das fronteiras dolorosamente
 
desbravadas, nos rastros fincados pelos bandeirantes desde o
 
século XII, impunha um sistema eficiente de coleta de
10
impostos, além de exigir um exército profissional para
 
garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território.
Flávio F. da C. Bierrenbach. Onze de agosto – data nacional. In: Correio Braziliense, 10/8/2002, “Opinião”, p. 5 (com adaptações).
Acerca das idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
A preposição “para” (L.10) introduz uma finalidade — “garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território” — para as idéias de “um sistema eficiente de coleta” (L.9) e “um exército profissional” (L.10).
Questão 50

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1
A partir da segunda metade do século passado, o
 
Brasil sofreu uma transformação radical. De uma sociedade
 
agrária, latifundiária, escravagista e aristocrática, passou-se,
 
lentamente, a uma civilização burguesa, onde foram surgindo
5
os primeiros núcleos de proletariado urbano. A necessidade
 
de serviços públicos para o atendimento dessa nova realidade
 
social, aliada à expansão das fronteiras dolorosamente
 
desbravadas, nos rastros fincados pelos bandeirantes desde o
 
século XII, impunha um sistema eficiente de coleta de
10
impostos, além de exigir um exército profissional para
 
garantir a ocupação dos espaços e a integridade do território.
Flávio F. da C. Bierrenbach. Onze de agosto – data nacional. In: Correio Braziliense, 10/8/2002, “Opinião”, p. 5 (com adaptações).
Acerca das idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Infere-se do texto que o Brasil não teria exército profissional se não tivesse feito a transição para uma civilização burguesa.
Questão 51

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1
O Brasil de hoje é resultado das indústrias que
 
começaram a se instalar por aqui na década de 50. Das
 
chamadas indústrias de base, fundamentais para o
 
funcionamento da economia, que vieram para cá na década
5
de 60. Das estradas que foram construídas na de 70. Dos
 
programas de vacinação que se intensificaram a partir dos
 
anos 80. Na última década, o país experimentou uma fase de
 
incrível estabilidade no campo político e econômico. Uma
 
das lições mais importantes que ensinam os países ricos é que
10
o desenvolvimento ocorre como fruto de um processo longo
 
e contínuo de aprimoramento no campo político, social e
 
econômico. Parece estar acontecendo no Brasil.
Veja Especial, maio/2002, p. 20 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, a respeito do emprego das palavras e expressões no texto acima.
Na linha 1, a expressão “de hoje”, modificadora do substantivo, caracteriza “Brasil” e, por isso, exerce a função de adjetivo.
Questão 52

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1
O Brasil de hoje é resultado das indústrias que
 
começaram a se instalar por aqui na década de 50. Das
 
chamadas indústrias de base, fundamentais para o
 
funcionamento da economia, que vieram para cá na década
5
de 60. Das estradas que foram construídas na de 70. Dos
 
programas de vacinação que se intensificaram a partir dos
 
anos 80. Na última década, o país experimentou uma fase de
 
incrível estabilidade no campo político e econômico. Uma
 
das lições mais importantes que ensinam os países ricos é que
10
o desenvolvimento ocorre como fruto de um processo longo
 
e contínuo de aprimoramento no campo político, social e
 
econômico. Parece estar acontecendo no Brasil.
Veja Especial, maio/2002, p. 20 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, a respeito do emprego das palavras e expressões no texto acima.
Como a palavra resultado está subentendida no início das orações iniciadas nas linhas 2 e 5, tais orações funcionam sintaticamente como predicativos de “Brasil” (L.1).
Questão 53

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1
O Brasil de hoje é resultado das indústrias que
 
começaram a se instalar por aqui na década de 50. Das
 
chamadas indústrias de base, fundamentais para o
 
funcionamento da economia, que vieram para cá na década
5
de 60. Das estradas que foram construídas na de 70. Dos
 
programas de vacinação que se intensificaram a partir dos
 
anos 80. Na última década, o país experimentou uma fase de
 
incrível estabilidade no campo político e econômico. Uma
 
das lições mais importantes que ensinam os países ricos é que
10
o desenvolvimento ocorre como fruto de um processo longo
 
e contínuo de aprimoramento no campo político, social e
 
econômico. Parece estar acontecendo no Brasil.
Veja Especial, maio/2002, p. 20 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, a respeito do emprego das palavras e expressões no texto acima.
Mantêm-se as relações semânticas e torna-se mais adequada a coesão textual com a substituição de “Na última” (L.7) por Nessa.
Questão 54

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1
O Brasil de hoje é resultado das indústrias que
 
começaram a se instalar por aqui na década de 50. Das
 
chamadas indústrias de base, fundamentais para o
 
funcionamento da economia, que vieram para cá na década
5
de 60. Das estradas que foram construídas na de 70. Dos
 
programas de vacinação que se intensificaram a partir dos
 
anos 80. Na última década, o país experimentou uma fase de
 
incrível estabilidade no campo político e econômico. Uma
 
das lições mais importantes que ensinam os países ricos é que
10
o desenvolvimento ocorre como fruto de um processo longo
 
e contínuo de aprimoramento no campo político, social e
 
econômico. Parece estar acontecendo no Brasil.
Veja Especial, maio/2002, p. 20 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, a respeito do emprego das palavras e expressões no texto acima.
No texto, de acordo com as regras de concordância da norma culta, “ensinam” (L.9) tanto pode ser empregado no plural — como está — quanto no singular.
Questão 55

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O Brasil de hoje é resultado das indústrias que
 
começaram a se instalar por aqui na década de 50. Das
 
chamadas indústrias de base, fundamentais para o
 
funcionamento da economia, que vieram para cá na década
5
de 60. Das estradas que foram construídas na de 70. Dos
 
programas de vacinação que se intensificaram a partir dos
 
anos 80. Na última década, o país experimentou uma fase de
 
incrível estabilidade no campo político e econômico. Uma
 
das lições mais importantes que ensinam os países ricos é que
10
o desenvolvimento ocorre como fruto de um processo longo
 
e contínuo de aprimoramento no campo político, social e
 
econômico. Parece estar acontecendo no Brasil.
Veja Especial, maio/2002, p. 20 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, a respeito do emprego das palavras e expressões no texto acima.
Pela flexibilidade do emprego dos adjetivos em língua portuguesa, na linha 10, obter-se-ia uma oração correta com o deslocamento de “longo” para imediatamente antes de “processo”, pois essa é uma possibilidade semântica, sintática e textual.
Questão 56

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1
O quadro abaixo — adaptado de Veja Especial, maio de 2002 — permite conferir o nível de desenvolvimento alcançado pela
 
sociedade brasileira. Nele, estão apontadas algumas das principais características presentes nos países pobres. Até meados da década
 
passada, o Brasil tinha todas elas. Nos últimos anos, conseguiu livrar-se de algumas dessas marcas.
 
5
A partir da leitura comparativa das colunas do quadro acima, julgue os itens subseqüentes.
Se cada item da coluna “problemas” for ligado a seu respectivo comentário, o conectivo mais adequado para isso será porquanto.
Questão 57

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1
O quadro abaixo — adaptado de Veja Especial, maio de 2002 — permite conferir o nível de desenvolvimento alcançado pela
 
sociedade brasileira. Nele, estão apontadas algumas das principais características presentes nos países pobres. Até meados da década
 
passada, o Brasil tinha todas elas. Nos últimos anos, conseguiu livrar-se de algumas dessas marcas.
 
5
A partir da leitura comparativa das colunas do quadro acima, julgue os itens subseqüentes.
Os tempos verbais empregados na coluna “problemas” indicam situações que podem ou não se preservar até o presente.
Questão 58

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1
O quadro abaixo — adaptado de Veja Especial, maio de 2002 — permite conferir o nível de desenvolvimento alcançado pela
 
sociedade brasileira. Nele, estão apontadas algumas das principais características presentes nos países pobres. Até meados da década
 
passada, o Brasil tinha todas elas. Nos últimos anos, conseguiu livrar-se de algumas dessas marcas.
 
5
A partir da leitura comparativa das colunas do quadro acima, julgue os itens subseqüentes.
As informações da coluna “comentários” revelam que nem todos os problemas podem ser considerados resolvidos.
Questão 59

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1
O quadro abaixo — adaptado de Veja Especial, maio de 2002 — permite conferir o nível de desenvolvimento alcançado pela
 
sociedade brasileira. Nele, estão apontadas algumas das principais características presentes nos países pobres. Até meados da década
 
passada, o Brasil tinha todas elas. Nos últimos anos, conseguiu livrar-se de algumas dessas marcas.
 
5
A partir da leitura comparativa das colunas do quadro acima, julgue os itens subseqüentes.
Para haver coerência entre as duas colunas, a solução para o problema “A migração interna era acelerada” implicaria, necessariamente, também a solução para o problema “Havia inchaço populacional nas metrópoles”.
Questão 60

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O quadro abaixo — adaptado de Veja Especial, maio de 2002 — permite conferir o nível de desenvolvimento alcançado pela
 
sociedade brasileira. Nele, estão apontadas algumas das principais características presentes nos países pobres. Até meados da década
 
passada, o Brasil tinha todas elas. Nos últimos anos, conseguiu livrar-se de algumas dessas marcas.
 
5
A partir da leitura comparativa das colunas do quadro acima, julgue os itens subseqüentes.
As expressões lingüísticas utilizadas na coluna “problemas” subentendem um sujeito sintático: o Brasil.
Questão 61

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
Os itens abaixo constituem reescrituras de trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical, à grafia e à pontuação.
A desigualdade econômica não é a única forma de injustiça na sociedade capitalista liberal: a perseguição dos clandestinos na Europa; a exclusão dos descendentes de escravos negros e indígenas nas Américas; a opressão de milhões de indivíduos que pertencem às castas de “intocáveis” na Índia; e tantas outras formas de racismo ou discriminação por motivo de cor, religião ou língua são onipresentes do norte ao sul do planeta.
Questão 62

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
Os itens abaixo constituem reescrituras de trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical, à grafia e à pontuação.
Uma sociedade igualitária significa a radical supressão dessas discriminações. Ela implica também uma outra relação entre homens e mulheres, que rompa com o mais antigo sistema de desigualdade da história humana — o patriarcado —, responsável pela violência contra as mulheres, por sua marginalização na esfera pública e por sua exclusão do emprego.
Questão 63

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
Os itens abaixo constituem reescrituras de trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical, à grafia e à pontuação.
A grande maioria de pobres e desempregados no mundo são mulheres. O que significa “fraternidade”? É a tradução moderna do velho princípio judaico-cristão: o amor ao próximo.
Questão 64

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
Os itens abaixo constituem reescrituras de trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical, à grafia e à pontuação.
Fraternidade é a substituição das relações de competição — que fazem do indivíduo, na sociedade atual, um lobo para os outros seres humanos — por relações de cooperação, partilha, ajuda mútua, solidariedade.
Questão 65

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
Os itens abaixo constituem reescrituras de trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical, à grafia e à pontuação.
Uma solidariedade que inclui não só os irmãos, mas também as irmãs, e que supera os limites da família, do clã, da tribo, da etnia, da comunidade religiosa, da nação, para se tornar autenticamente universal, mundial, internacional.

Itens adaptados de Michael Löwy e Frei Betto. Valores de uma nova civilização. Internet .
Questão 66

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O texto a seguir, adaptado do caderno “Pensar” (Correio Braziliense, 14/7/2002), reproduz trecho de entrevista concedida por Arlindo
 
Machado, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de livros a respeito dos desafios do uso de recursos tecnológicos nas
 
artes plásticas.
 
Correio Braziliense — É freqüente ouvir queixas de público nãoespecializado
5
quanto à impenetrabilidade da arte contemporânea.
 
A arte realizada com recursos tecnológicos traz novas perspectivas
 
para esse público?
 
Arlindo — A arte contemporânea viveu um período de gueto,
 
separação, e foi-se tornando muito especializada, voltada para um
10
público de entendidos. Uma coisa interessante da arte tecnológica é
 
que ela reata o diálogo com o grande público. Ela começa com
 
grandes espetáculos coletivos na rua, sai do ambiente da galeria, faz projeções de laser no céu, nas paredes dos edifícios. O artista
 
tecnológico vai saindo do gueto e descobre que tem que dialogar com
 
a cidade, com o mundo, com o grande público; percebe que tem que
15
enfrentar o desafio do mercado, tem que negociar com os detentores
 
do poder para colocar o trabalho no ar. O artista hoje coloca seu
 
trabalho para uma platéia que não domina.
Julgue os seguintes itens, a respeito do trecho de entrevista acima.
Se fosse dada uma resposta objetiva e sucinta à pergunta do Correio Braziliense, subentende-se que Arlindo Machado diria Sim.
Questão 67

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1
O texto a seguir, adaptado do caderno “Pensar” (Correio Braziliense, 14/7/2002), reproduz trecho de entrevista concedida por Arlindo
 
Machado, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de livros a respeito dos desafios do uso de recursos tecnológicos nas
 
artes plásticas.
 
Correio Braziliense — É freqüente ouvir queixas de público nãoespecializado
5
quanto à impenetrabilidade da arte contemporânea.
 
A arte realizada com recursos tecnológicos traz novas perspectivas
 
para esse público?
 
Arlindo — A arte contemporânea viveu um período de gueto,
 
separação, e foi-se tornando muito especializada, voltada para um
10
público de entendidos. Uma coisa interessante da arte tecnológica é
 
que ela reata o diálogo com o grande público. Ela começa com
 
grandes espetáculos coletivos na rua, sai do ambiente da galeria, faz projeções de laser no céu, nas paredes dos edifícios. O artista
 
tecnológico vai saindo do gueto e descobre que tem que dialogar com
 
a cidade, com o mundo, com o grande público; percebe que tem que
15
enfrentar o desafio do mercado, tem que negociar com os detentores
 
do poder para colocar o trabalho no ar. O artista hoje coloca seu
 
trabalho para uma platéia que não domina.
Julgue os seguintes itens, a respeito do trecho de entrevista acima.
Apesar de a palavra “público” ter a mesma significação nas linhas 1 e 7, o conjunto de pessoas referido em cada caso é necessariamente diferente.
Questão 68

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O texto a seguir, adaptado do caderno “Pensar” (Correio Braziliense, 14/7/2002), reproduz trecho de entrevista concedida por Arlindo
 
Machado, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de livros a respeito dos desafios do uso de recursos tecnológicos nas
 
artes plásticas.
 
Correio Braziliense — É freqüente ouvir queixas de público nãoespecializado
5
quanto à impenetrabilidade da arte contemporânea.
 
A arte realizada com recursos tecnológicos traz novas perspectivas
 
para esse público?
 
Arlindo — A arte contemporânea viveu um período de gueto,
 
separação, e foi-se tornando muito especializada, voltada para um
10
público de entendidos. Uma coisa interessante da arte tecnológica é
 
que ela reata o diálogo com o grande público. Ela começa com
 
grandes espetáculos coletivos na rua, sai do ambiente da galeria, faz projeções de laser no céu, nas paredes dos edifícios. O artista
 
tecnológico vai saindo do gueto e descobre que tem que dialogar com
 
a cidade, com o mundo, com o grande público; percebe que tem que
15
enfrentar o desafio do mercado, tem que negociar com os detentores
 
do poder para colocar o trabalho no ar. O artista hoje coloca seu
 
trabalho para uma platéia que não domina.
Julgue os seguintes itens, a respeito do trecho de entrevista acima.
A substituição de “um” (L.6) por esse preservaria a correção gramatical e tornaria mais eficientes os mecanismos de coesão textual.
Questão 69

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O texto a seguir, adaptado do caderno “Pensar” (Correio Braziliense, 14/7/2002), reproduz trecho de entrevista concedida por Arlindo
 
Machado, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de livros a respeito dos desafios do uso de recursos tecnológicos nas
 
artes plásticas.
 
Correio Braziliense — É freqüente ouvir queixas de público nãoespecializado
5
quanto à impenetrabilidade da arte contemporânea.
 
A arte realizada com recursos tecnológicos traz novas perspectivas
 
para esse público?
 
Arlindo — A arte contemporânea viveu um período de gueto,
 
separação, e foi-se tornando muito especializada, voltada para um
10
público de entendidos. Uma coisa interessante da arte tecnológica é
 
que ela reata o diálogo com o grande público. Ela começa com
 
grandes espetáculos coletivos na rua, sai do ambiente da galeria, faz projeções de laser no céu, nas paredes dos edifícios. O artista
 
tecnológico vai saindo do gueto e descobre que tem que dialogar com
 
a cidade, com o mundo, com o grande público; percebe que tem que
15
enfrentar o desafio do mercado, tem que negociar com os detentores
 
do poder para colocar o trabalho no ar. O artista hoje coloca seu
 
trabalho para uma platéia que não domina.
Julgue os seguintes itens, a respeito do trecho de entrevista acima.
Considerando a continuidade de sentidos do texto, o deslocamento do último período sintático da resposta para a linha 8, logo após o período terminado por “grande público”, prejudicaria a coerência e a coesão textuais.
Questão 70

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
O texto a seguir, adaptado do caderno “Pensar” (Correio Braziliense, 14/7/2002), reproduz trecho de entrevista concedida por Arlindo
 
Machado, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de livros a respeito dos desafios do uso de recursos tecnológicos nas
 
artes plásticas.
 
Correio Braziliense — É freqüente ouvir queixas de público nãoespecializado
5
quanto à impenetrabilidade da arte contemporânea.
 
A arte realizada com recursos tecnológicos traz novas perspectivas
 
para esse público?
 
Arlindo — A arte contemporânea viveu um período de gueto,
 
separação, e foi-se tornando muito especializada, voltada para um
10
público de entendidos. Uma coisa interessante da arte tecnológica é
 
que ela reata o diálogo com o grande público. Ela começa com
 
grandes espetáculos coletivos na rua, sai do ambiente da galeria, faz projeções de laser no céu, nas paredes dos edifícios. O artista
 
tecnológico vai saindo do gueto e descobre que tem que dialogar com
 
a cidade, com o mundo, com o grande público; percebe que tem que
15
enfrentar o desafio do mercado, tem que negociar com os detentores
 
do poder para colocar o trabalho no ar. O artista hoje coloca seu
 
trabalho para uma platéia que não domina.
Julgue os seguintes itens, a respeito do trecho de entrevista acima.
O emprego do ponto-e-vírgula após “grande público” (L.12) indica o fim da enumeração anterior, marcada por vírgulas.
Questão 71

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
As stated in text VI,.
Brazil has already experienced every single electoral system but one.
Questão 72

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
As stated in text VI,.
October 3rd has always been a Brazilian national holiday.
Questão 73

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
As stated in text VI,.
for more than twenty years elections in Brazil were held on November 15th.
Questão 74

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
As stated in text VI,.
Brazilian election laws cannot be considered lax.
Questão 75

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
As stated in text VI,.
lowering the voting age may have accounted for a high turnout at elections.
Questão 76

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In relation to text VI, it is correct to affirm that in Brazil.
extra names can be added to the list of candidates when voting.
Questão 77

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In relation to text VI, it is correct to affirm that in Brazil.
party primaries are sometimes officially recognized.
Questão 78

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In relation to text VI, it is correct to affirm that in Brazil.
voting is not universally compulsory.
Questão 79

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In relation to text VI, it is correct to affirm that in Brazil.
election day was changed from October 3 to November 15 during the military regime.
Questão 80

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In relation to text VI, it is correct to affirm that in Brazil.
illiterate people have the right to vote.
Questão 81

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
It can be inferred from text VI that.
not all candidates have to quit their posts if they want to be re-elected.
Questão 82

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
It can be inferred from text VI that.
very few Brazilian voters have already participated in three consecutive presidential elections.
Questão 83

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
It can be inferred from text VI that.
the Brazilian electorate amounts to less than 90 million people.
Questão 84

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
It can be inferred from text VI that.
casting blank ballots is the way many voters use to show their political disagreement.
Questão 85

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
It can be inferred from text VI that.
every candidate must belong to a political party.
Questão 86

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
From the sentences included in lines 24 to 31 of text VI, it can be inferred that Brazilian citizens.
must register, although, in accordance with the law, they may choose not to vote.
Questão 87

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
From the sentences included in lines 24 to 31 of text VI, it can be inferred that Brazilian citizens.
are exempted from voting if they can prove they are not officially registered.
Questão 88

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
From the sentences included in lines 24 to 31 of text VI, it can be inferred that Brazilian citizens.
not only have the right to vote but also legal obligation.
Questão 89

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
From the sentences included in lines 24 to 31 of text VI, it can be inferred that Brazilian citizens.
past the age of seventy do not have to vote.
Questão 90

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
From the sentences included in lines 24 to 31 of text VI, it can be inferred that Brazilian citizens.
may give up their right to vote at any time.
Questão 91

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In the sentence "Illiterates vote, but their voting registration card identifies their status" (L.26/28), the underlined word may be correctly replaced by.
however.
Questão 92

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In the sentence "Illiterates vote, but their voting registration card identifies their status" (L.26/28), the underlined word may be correctly replaced by.
nevertheless.
Questão 93

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1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In the sentence "Illiterates vote, but their voting registration card identifies their status" (L.26/28), the underlined word may be correctly replaced by.
in as much as.
Questão 94

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In the sentence "Illiterates vote, but their voting registration card identifies their status" (L.26/28), the underlined word may be correctly replaced by.
despite.
Questão 95

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Since independence Brazil has experimented
 
with almost every possible electoral system: single
 
and multimember districts, and proportional
 
representation with various formulas. Only the
5
so-called mixed systems are yet to be tried. Election
 
day is always a national holiday. Until 1965 national
 
and state elections were held on October 3, but the
 
military moved the date to November 15 (Day of the
 
Republic, a military holiday). The constitution of
10
1988 re-established October 3 (ninety days before
 
the inauguration of executive-branch elected
 
officials) for the first round of voting, and
 
November 15 for runoff elections when needed.
 
Brazilian election laws are very complex and
15
detailed. The law requires that all candidates who
 
hold executive positions resign six months before the
 
election. No “write-in” candidacies are allowed; only
 
candidates officially presented by a registered
 
political party may participate. Parties choose their
20
candidates in municipal, state, or national
 
conventions. Although the legislation does not
 
recognize party primaries officially, on occasion they
 
have been used informally.
 
Voting is considered both a right and a duty
25
in Brazil; thus registration and voting are compulsory
 
between the ages of eighteen and seventy. Illiterates
 
vote, but their voting registration card identifies their
 
status, and they sign the voting list with a fingerprint
 
on election day. The 1988 constitution lowered the
30
voting age, permitting sixteen- and seventeen
 
year-olds to vote on a voluntary basis. In 1994 these
 
young voters (who cannot legally drink or drive)
 
totalled 2,132,190 (2.2% of the electorate). For these
 
reasons, turnouts for all elections in Brazil are very
35
high, usually more than 85%. At certain times, voters
 
have cast blank and void ballots as a means of
 
protest, especially in 1970, when the military
 
oppression was at its height.
Internet: . Access in 5/Aug./2002 (with adaptations).
In the sentence "Illiterates vote, but their voting registration card identifies their status" (L.26/28), the underlined word may be correctly replaced by.
though.
Questão 96

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
Judge if the words or expressions listed in each item below can correctly fill in the corresponding spaces left in text VII.
(A) adherence (B) include (C) set out.
Questão 97

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1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
Judge if the words or expressions listed in each item below can correctly fill in the corresponding spaces left in text VII.
(A) faithfulness (B) encompass (C) set forth.
Questão 98

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
Judge if the words or expressions listed in each item below can correctly fill in the corresponding spaces left in text VII.
(A) respect (B) deny (C) established.
Questão 99

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
Judge if the words or expressions listed in each item below can correctly fill in the corresponding spaces left in text VII.
(A) following (B) contain (C) fixed.
Questão 100

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
Judge if the words or expressions listed in each item below can correctly fill in the corresponding spaces left in text VII.
(A) adhesion (B) encounter (C) determined.
Questão 101

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
From text VII, it can be conveyed that.
during the 103rd – 105th Congresses there were instances of lack of decorum.
Questão 102

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1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
From text VII, it can be conveyed that.
never has there been any kind of rule breaking.
Questão 103

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
From text VII, it can be conveyed that.
the majority party representative can act as chairman in some particular cases.
Questão 104

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
From text VII, it can be conveyed that.
the House may not be separated into its constituent parts.
Questão 105

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1
Congress has always considered (A) to norms
 
of behavior such as courtesy and reciprocity to be critical to
 
collective policymaking. These forms of behavior, which in
 
recent years have come to be referred to as “comity”, have
5
been understood to (B) “both standards of behavior for
 
members and the mutual respect of the two chambers for each
 
others’ prerogatives”. During debate in the House, comity is
 
to be preserved through the establishment, observance, and
 
the enforcement of standards of decorum. These standards
10
are (C) in House rules, related sections of Jefferson’s
 
Manual, the House’s precedents, and “announced policies” of
 
the Speaker. The rules of the House also provide the chair
 
and individual members with a range of mechanisms for
 
enforcing decorum in floor debate. This report examines the
15
standards governing decorum in House debate and discusses
 
the different procedures available for enforcing them.
 
Examples of alleged breaches of decorum during 103rd
 
105th Congresses are provided to illustrate the use of these
 
enforcement procedures, and the interpretation of decorum
20
standards through the chair’s rulings, admonitions and
 
responses to parliamentary inquiries.
 
At the beginning of a daily session of the House, the
 
Speaker may appoint a majority party representative to
 
preside in the Speaker’s absence as Speaker pro tempore.
25
When the House resolves itself into the Committee of the
 
Whole, the Speaker appoints a majority party representative
 
to preside as chairman during consideration of a particular
 
measure. In this report, the term “chair” refers to the
 
presiding Representative in both the House and the
30
Committee of the Whole. Though this report focuses on
 
House floor debate, the House’s rules and precedents for
 
decorum in debate generally apply as well in committees and
 
subcommittees.
Internet: (with adaptations).
From text VII, it can be conveyed that.
the Committee of the Whole operates under formal rules.
Questão 106

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El gobierno del presidente Chirac, en conformidad con el texto VIII,.
al cabo de un mes, en lo que respecta al orden público, está saliendo despacio de las ideas de la campaña electoral a la práctica.
Questão 107

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El gobierno del presidente Chirac, en conformidad con el texto VIII,.
preocupado con el tema de la seguridad y apoyado por el Consejo de Ministros, ya está encarcelando a los menores infractores entre trece y dieciséis años.
Questão 108

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El gobierno del presidente Chirac, en conformidad con el texto VIII,.
comprueba, a través de la opinión de entrevistados, que la población francesa aprueba mayoritariamente que los adolescentes delincuentes cumplan penas de prisión domiciliaria en los planteles de reeducación.
Questão 109

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El gobierno del presidente Chirac, en conformidad con el texto VIII,.
a pesar de las críticas de la oposición de izquierdas, pretende dar poderes a jueces no profesionales para juzgar a menores infractores de pequeños delitos.
Questão 110

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El gobierno del presidente Chirac, en conformidad con el texto VIII,.
ha aprobado presupuesto para comprar armamento.
Questão 111

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
De acuerdo con el texto VIII, el autor hace.
un alerta hacia la defensa de los derechos de los menores infractores.
Questão 112

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
De acuerdo con el texto VIII, el autor hace.
una denuncia bromista afirmando que Chirac tuvo votos debido a las promesas relacionadas con la seguridad pública.
Questão 113

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
De acuerdo con el texto VIII, el autor hace.
una afirmación de que según el proyecto de seguridad del gobierno de Chirac se castigará con más rigor a los menores entre 13 y 16 años que se escapen.
Questão 114

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
De acuerdo con el texto VIII, el autor hace.
explícita su opinión que considera que el gobierno Chirac está contradiciendo, con la represión, el avance de la libertad social conquistada por el pueblo francés.
Questão 115

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
De acuerdo con el texto VIII, el autor hace.
una advertencia implícita de que más adecuado sería combatir las causas reales de la delincuencia, en vez de reprimirlas.
Questão 116

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El texto VIII.
alega que el derecho a la ciudadanía francesa ha sido el tema central de la campaña política del gobierno conservador.
Questão 117

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El texto VIII.
afirma que el Consejo de Ministros es quien ha sido el más reacio en aprobar el proyecto de modificación del derecho penal de los menores.
Questão 118

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El texto VIII.
afirma que el cuerpo de jueces francés ha criticado que los más de tres mil jueces de proximidad tengan, de acuerdo al nuevo proyecto, el poder de decidir sobre el futuro de los adolescentes delincuentes.
Questão 119

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El texto VIII.
divulga que tanto la comisión independiente sobre derechos humanos como la oposición de izquierda francesas han criticado la nueva tendencia represora de las nuevas medidas sobre deberes ciudadanos.
Questão 120

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El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
El texto VIII.
traduce la desaprobación del proyecto de medidas de represión a los menores infractores porque las considera un retroceso democrático.
Questão 121

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
En el texto VIII, sin que haya cambio en su significado, se podría sustituir el trecho.
“Y lo está haciendo preocupantemente” (L.5-6) por Y lo está realizando preocupándose.
Questão 122

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
En el texto VIII, sin que haya cambio en su significado, se podría sustituir el trecho.
“a juzgar sobre todo por el visto bueno” (L.6) por si se considera más que nada la aprobación.
Questão 123

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
En el texto VIII, sin que haya cambio en su significado, se podría sustituir el trecho.
“si se escapan” (L.9) por en caso que huyan.
Questão 124

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
En el texto VIII, sin que haya cambio en su significado, se podría sustituir el trecho.
“El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran” (L.11) por El Ejecutivo presenta sondeos que demuestran.
Questão 125

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1
El Gobierno conservador francés, apoyado en la
 
abrumadora mayoría parlamentaria conseguida hace un mes,
 
está pasando velozmente de las ideas a los hechos en su
 
concepción de la seguridad ciudadana, eje de la campaña
5
electoral del presidente Chirac. Y lo está haciendo
 
preocupantemente, a juzgar sobre todo por el visto bueno del
 
Consejo de Ministros al proyecto de reforma de la justicia
 
que prevé, entre otras medidas, el encarcelamiento de
 
menores delincuentes de 13 a 16 años de edad si se escapan
10
de los nuevos centros de reeducación.
 
El Ejecutivo esgrime encuestas que muestran que la
 
gran mayoría de los ciudadanos favorece tanto estos centros
 
cerrados como los llamados jueces de proximidad, no
 
profesionales que en número superior a 3.000 recibirán
15
competencias para entender de pequeños delitos y también
 
para decidir la suerte de los adolescentes. Ambas medidas no
 
sólo han sido criticadas por la oposición de izquierda, la
 
judicatura y los medios más liberales. La comisión
 
independiente sobre derechos humanos que asesora al jefe del
20
Gobierno considera una regresión el talante represivo de la
 
modificación del derecho penal de menores.
 
Chirac y su primer ministro Raffarin han decidido
 
hacer de la seguridad el centro de su mandato. Para que no
 
quepa duda, la Asamblea Nacional ha aprobado en primera
25
lectura, con la oposición socialista dividida, el proyecto de
 
ley que dota de medios financieros sin precedentes a la
 
gendarmería y la policía para su reorganización y ampliación.
 
En otoño, una batería de medidas complementarias incidirá
 
sobre aspectos como la mendicidad, la prostitución o nuevos
30
ficheros sobre quienes no pueden comprar o tener armas.
 
El presidente francés y los partidos que le sostienen
 
deben a sus promesas de dureza en cuestiones de orden
 
público una buena parte de los votos obtenidos en los
 
comicios presidenciales y legislativos, pero el derecho
35
incuestionable del Gobierno a dotar al país de los medios
 
necesarios en materia de justicia y policía para defender sus
 
compromisos electorales no debe ejercerse a costa de hacer
 
retroceder el sistema legal a épocas felizmente abandonadas.
 
El predominio de medios represivos para corregir situaciones
40
preocupantes, sin bucear en sus causas reales, es un error
 
impropio de un régimen de libertades tan consolidado como
 
el francés.
El País, 20/7/2002 (adaptado).
En el texto VIII, sin que haya cambio en su significado, se podría sustituir el trecho.
“competencias para entender de pequeños delitos” (L.15) por ocurrencias para resbalar de pequeños delitos.
Questão 126

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1
En un libro publicado ahora sobre la Constitución
 
Española, escrito veinte años después de su aprobación, se
 
contiene una inteligente sentencia de Miguel Roca. Asegura,
 
con razón, que no sólo es un texto de consenso sino para el
5
consenso. Eso quiere decir que el acuerdo fundamental sobre
 
su contenido se debió prolongar en su aplicación a muchas
 
cuestiones y así tiene que seguir sucediendo en el futuro.
 
En los años ochenta y en los noventa el clima de acuerdo no
 
existió salvo excepciones: lo impidió tanto la mayoría
10
10 absoluta del PSOE como la aspereza de la oposición del PP.
 
Ahora, en cambio, después de una campaña electoral como
 
la vasca, que se ha caracterizado por su crispación, parece
 
que vuelve a emerger un ambiente consensual.
 
Si se examina en qué consiste y cómo va articulándose
15
se comprobará que difiere en muchos puntos del que se dio
 
en el momento constituyente. Hace un cuarto de siglo, el
 
clima de consenso se construyó a partir de un previo
 
alejamiento global de posturas sin ni siquiera necesidad de
 
enfrentamiento previo. Ahora parece emerger tras la gresca
20
en cuestiones puntuales. En el pasado fue, sobre todo, obra
 
del Gobierno que en ocasiones utilizaba al PCE como pinza,
 
a AP como apoyo y al CiU como puente. Hoy el clima
 
consensual ha nacido, a lo que parece, más de la oposición
 
que del propio Gobierno. Así fue en el caso del pacto
25
antiterrorista; en el caso de la Justicia el modo inicial en que
 
fue planteada su reforma por el Gobierno no parecía el más
 
propicio para la feliz conclusión final. El nuevo consenso no
 
admite resultados “apócrifos”, como se dijo entonces,
 
producto de la acumulación de frases vagas o contradictorias
30
precisamente porque nace de un desacuerdo previo.
Javier Tusell. El País, 2/6/2001 (adaptado).
De acuerdo con la fecha de la edición y con lo que se lee en el texto IX, "En un libro publicado ahora sobre la Constitución Española, escrito veinte años después de su aprobación, se contiene una inteligente sentencia de Miguel Roca" (L.1/3), se deduce que.
Miguel Roca ha expresado, recientemente, en una publicación, un pensamiento interesante respecto a la Constitución.
Questão 127

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
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En un libro publicado ahora sobre la Constitución
 
Española, escrito veinte años después de su aprobación, se
 
contiene una inteligente sentencia de Miguel Roca. Asegura,
 
con razón, que no sólo es un texto de consenso sino para el
5
consenso. Eso quiere decir que el acuerdo fundamental sobre
 
su contenido se debió prolongar en su aplicación a muchas
 
cuestiones y así tiene que seguir sucediendo en el futuro.
 
En los años ochenta y en los noventa el clima de acuerdo no
 
existió salvo excepciones: lo impidió tanto la mayoría
10
10 absoluta del PSOE como la aspereza de la oposición del PP.
 
Ahora, en cambio, después de una campaña electoral como
 
la vasca, que se ha caracterizado por su crispación, parece
 
que vuelve a emerger un ambiente consensual.
 
Si se examina en qué consiste y cómo va articulándose
15
se comprobará que difiere en muchos puntos del que se dio
 
en el momento constituyente. Hace un cuarto de siglo, el
 
clima de consenso se construyó a partir de un previo
 
alejamiento global de posturas sin ni siquiera necesidad de
 
enfrentamiento previo. Ahora parece emerger tras la gresca
20
en cuestiones puntuales. En el pasado fue, sobre todo, obra
 
del Gobierno que en ocasiones utilizaba al PCE como pinza,
 
a AP como apoyo y al CiU como puente. Hoy el clima
 
consensual ha nacido, a lo que parece, más de la oposición
 
que del propio Gobierno. Así fue en el caso del pacto
25
antiterrorista; en el caso de la Justicia el modo inicial en que
 
fue planteada su reforma por el Gobierno no parecía el más
 
propicio para la feliz conclusión final. El nuevo consenso no
 
admite resultados “apócrifos”, como se dijo entonces,
 
producto de la acumulación de frases vagas o contradictorias
30
precisamente porque nace de un desacuerdo previo.
Javier Tusell. El País, 2/6/2001 (adaptado).
De acuerdo con la fecha de la edición y con lo que se lee en el texto IX, "En un libro publicado ahora sobre la Constitución Española, escrito veinte años después de su aprobación, se contiene una inteligente sentencia de Miguel Roca" (L.1/3), se deduce que.
la Constitución fue aprobada alrededor de los años sesenta.
Questão 128

Câmara dos Deputados 2002 - CESPE - Analista Legislativo/ Assistente Técnico - FC de Consultor Legislativo - Área I
1
En un libro publicado ahora sobre la Constitución
 
Española, escrito veinte años después de su aprobación, se
 
contiene una inteligente sentencia de Miguel Roca. Asegura,
 
con razón, que no sólo es un texto de consenso sino para el
5
consenso. Eso quiere decir que el acuerdo fundamental sobre
 
su contenido se debió prolongar en su aplicación a muchas
 
cuestiones y así tiene que seguir sucediendo en el futuro.
 
En los años ochenta y en los noventa el clima de acuerdo no
 
existió salvo excepciones: lo impidió tanto la mayoría
10
10 absoluta del PSOE como la aspereza de la oposición del PP.
 
Ahora, en cambio, después de una campaña electoral como
 
la vasca, que se ha caracterizado por su crispación, parece
 
que vuelve a emerger un ambiente consensual.
 
Si se examina en qué consiste y cómo va articulándose
15
se comprobará que difiere en muchos puntos del que se dio
 
en el momento constituyente. Hace un cuarto de siglo, el
 
clima de consenso se construyó a partir de