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IRBr 2012

Diplomata

Questão 1

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Desde 1934 — Lampião à solta, Antônio Silvino
 
preso no Recife, Sinhô Pereira arribado para os lados de Minas
 
Gerais — Clarival Valladares despertava para o mundo de
 
significados que o cangaceiro carregava penduradas,
5
afiveladas, cravadas ou costuradas no conjunto do traje e nos
 
equipamentos, como ainda hoje se vê no aguadeiro das feiras
 
do Marrocos, as cartucheiras envernizadas e bem ajoujadas ao
 
corpo, a não deverem homenagem — senão a requerê-la — à
 
guarda de um Ibn-Saud. Com a população portuguesa drenada
10
para a aventura da Índia, foi o moçárabe, em boa parte, que
 
veio povoar o Brasil. Presença viva na cultura brasileira, a
 
árabe, por suas muitas composições, teve aulas a dar em maior
 
número a um sertão de 500 mm de chuva anual que a uma
 
faixa litorânea de fáceis 1.500 mm. O que Valladares percebeu
15
foi a raiz pastoril da estética do cangaço, encantando-se por ver
 
que a do guerreiro ia muito além da que pontuava as alfaias
 
magras do pastor, por não se ver empobrecida pelo teto
 
limitador da funcionalidade, capaz de explicar tudo na
 
vestimenta do vaqueiro. Para ele, assim:
20
O traje do cangaceiro é um dos exemplos
 
demonstrativos do comportamento arcaico brasileiro. Ao invés
 
de procurar camuflagem para a proteção do combatente, é
 
adornado de espelhos, moedas, metais, botões e recortes
 
multicores, tornando-se um alvo de fácil visibilidade até no
25
escuro. Lembremo-nos, entretanto, que, no entendimento do
 
comportamento arcaico, o homem está ligado e dependente ao
 
sobrenatural, em nome do qual ele exerce uma missão, lidera
 
um grupo, desafia porque se acredita protegido e inviolável e,
 
de fato, desligado do componente da morte. Esta explicação,
30
embora sumária, de algum modo justifica a incidência da
 
superfluidade ornamental no traje do cangaceiro, que, antes
 
de sua implicação mística, deriva do empírico traje do
 
vaqueiro.
Frederico Pernambucano de Mello. Estrelas de couro — a estética do cangaço. São Paulo: Escrituras, 2010, p. 48-9 (com adaptações).
Em relação às ideias do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Pelas relações estabelecidas no texto, conclui-se que a cultura árabe influenciou a cultura brasileira do sertão, tendo deixado marcas em acessórios de que se valeram os cangaceiros brasileiros.
Questão 2

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Desde 1934 — Lampião à solta, Antônio Silvino
 
preso no Recife, Sinhô Pereira arribado para os lados de Minas
 
Gerais — Clarival Valladares despertava para o mundo de
 
significados que o cangaceiro carregava penduradas,
5
afiveladas, cravadas ou costuradas no conjunto do traje e nos
 
equipamentos, como ainda hoje se vê no aguadeiro das feiras
 
do Marrocos, as cartucheiras envernizadas e bem ajoujadas ao
 
corpo, a não deverem homenagem — senão a requerê-la — à
 
guarda de um Ibn-Saud. Com a população portuguesa drenada
10
para a aventura da Índia, foi o moçárabe, em boa parte, que
 
veio povoar o Brasil. Presença viva na cultura brasileira, a
 
árabe, por suas muitas composições, teve aulas a dar em maior
 
número a um sertão de 500 mm de chuva anual que a uma
 
faixa litorânea de fáceis 1.500 mm. O que Valladares percebeu
15
foi a raiz pastoril da estética do cangaço, encantando-se por ver
 
que a do guerreiro ia muito além da que pontuava as alfaias
 
magras do pastor, por não se ver empobrecida pelo teto
 
limitador da funcionalidade, capaz de explicar tudo na
 
vestimenta do vaqueiro. Para ele, assim:
20
O traje do cangaceiro é um dos exemplos
 
demonstrativos do comportamento arcaico brasileiro. Ao invés
 
de procurar camuflagem para a proteção do combatente, é
 
adornado de espelhos, moedas, metais, botões e recortes
 
multicores, tornando-se um alvo de fácil visibilidade até no
25
escuro. Lembremo-nos, entretanto, que, no entendimento do
 
comportamento arcaico, o homem está ligado e dependente ao
 
sobrenatural, em nome do qual ele exerce uma missão, lidera
 
um grupo, desafia porque se acredita protegido e inviolável e,
 
de fato, desligado do componente da morte. Esta explicação,
30
embora sumária, de algum modo justifica a incidência da
 
superfluidade ornamental no traje do cangaceiro, que, antes
 
de sua implicação mística, deriva do empírico traje do
 
vaqueiro.
Frederico Pernambucano de Mello. Estrelas de couro — a estética do cangaço. São Paulo: Escrituras, 2010, p. 48-9 (com adaptações).
Em relação às ideias do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Pela análise da vestimenta do cangaceiro, pretende-se demonstrar o caráter profundamente místico desse combatente “dependente ao sobrenatural”, que contrasta com o vaqueiro, caracterizado pelo “teto limitador da funcionalidade”, sem qualquer anseio místico ou submissão às crenças relacionadas ao sobrenatural.
Questão 3

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Desde 1934 — Lampião à solta, Antônio Silvino
 
preso no Recife, Sinhô Pereira arribado para os lados de Minas
 
Gerais — Clarival Valladares despertava para o mundo de
 
significados que o cangaceiro carregava penduradas,
5
afiveladas, cravadas ou costuradas no conjunto do traje e nos
 
equipamentos, como ainda hoje se vê no aguadeiro das feiras
 
do Marrocos, as cartucheiras envernizadas e bem ajoujadas ao
 
corpo, a não deverem homenagem — senão a requerê-la — à
 
guarda de um Ibn-Saud. Com a população portuguesa drenada
10
para a aventura da Índia, foi o moçárabe, em boa parte, que
 
veio povoar o Brasil. Presença viva na cultura brasileira, a
 
árabe, por suas muitas composições, teve aulas a dar em maior
 
número a um sertão de 500 mm de chuva anual que a uma
 
faixa litorânea de fáceis 1.500 mm. O que Valladares percebeu
15
foi a raiz pastoril da estética do cangaço, encantando-se por ver
 
que a do guerreiro ia muito além da que pontuava as alfaias
 
magras do pastor, por não se ver empobrecida pelo teto
 
limitador da funcionalidade, capaz de explicar tudo na
 
vestimenta do vaqueiro. Para ele, assim:
20
O traje do cangaceiro é um dos exemplos
 
demonstrativos do comportamento arcaico brasileiro. Ao invés
 
de procurar camuflagem para a proteção do combatente, é
 
adornado de espelhos, moedas, metais, botões e recortes
 
multicores, tornando-se um alvo de fácil visibilidade até no
25
escuro. Lembremo-nos, entretanto, que, no entendimento do
 
comportamento arcaico, o homem está ligado e dependente ao
 
sobrenatural, em nome do qual ele exerce uma missão, lidera
 
um grupo, desafia porque se acredita protegido e inviolável e,
 
de fato, desligado do componente da morte. Esta explicação,
30
embora sumária, de algum modo justifica a incidência da
 
superfluidade ornamental no traje do cangaceiro, que, antes
 
de sua implicação mística, deriva do empírico traje do
 
vaqueiro.
Frederico Pernambucano de Mello. Estrelas de couro — a estética do cangaço. São Paulo: Escrituras, 2010, p. 48-9 (com adaptações).
Em relação às ideias do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Dos trechos “Lampião à solta” e “Sinhô Pereira arribado para os lados de Minas Gerais” depreende-se que a mobilidade dos cangaceiros devia-se ao exercício da missão mística de ampliação dos limites geográficos dos estados brasileiros.
Questão 4

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Desde 1934 — Lampião à solta, Antônio Silvino
 
preso no Recife, Sinhô Pereira arribado para os lados de Minas
 
Gerais — Clarival Valladares despertava para o mundo de
 
significados que o cangaceiro carregava penduradas,
5
afiveladas, cravadas ou costuradas no conjunto do traje e nos
 
equipamentos, como ainda hoje se vê no aguadeiro das feiras
 
do Marrocos, as cartucheiras envernizadas e bem ajoujadas ao
 
corpo, a não deverem homenagem — senão a requerê-la — à
 
guarda de um Ibn-Saud. Com a população portuguesa drenada
10
para a aventura da Índia, foi o moçárabe, em boa parte, que
 
veio povoar o Brasil. Presença viva na cultura brasileira, a
 
árabe, por suas muitas composições, teve aulas a dar em maior
 
número a um sertão de 500 mm de chuva anual que a uma
 
faixa litorânea de fáceis 1.500 mm. O que Valladares percebeu
15
foi a raiz pastoril da estética do cangaço, encantando-se por ver
 
que a do guerreiro ia muito além da que pontuava as alfaias
 
magras do pastor, por não se ver empobrecida pelo teto
 
limitador da funcionalidade, capaz de explicar tudo na
 
vestimenta do vaqueiro. Para ele, assim:
20
O traje do cangaceiro é um dos exemplos
 
demonstrativos do comportamento arcaico brasileiro. Ao invés
 
de procurar camuflagem para a proteção do combatente, é
 
adornado de espelhos, moedas, metais, botões e recortes
 
multicores, tornando-se um alvo de fácil visibilidade até no
25
escuro. Lembremo-nos, entretanto, que, no entendimento do
 
comportamento arcaico, o homem está ligado e dependente ao
 
sobrenatural, em nome do qual ele exerce uma missão, lidera
 
um grupo, desafia porque se acredita protegido e inviolável e,
 
de fato, desligado do componente da morte. Esta explicação,
30
embora sumária, de algum modo justifica a incidência da
 
superfluidade ornamental no traje do cangaceiro, que, antes
 
de sua implicação mística, deriva do empírico traje do
 
vaqueiro.
Frederico Pernambucano de Mello. Estrelas de couro — a estética do cangaço. São Paulo: Escrituras, 2010, p. 48-9 (com adaptações).
Em relação às ideias do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Depreende-se da leitura do texto que Clarival Valladares iniciou o estudo sobre o significado das vestimentas e do comportamento dos cangaceiros a partir de 1934, quando ocorreram os sinais de que o cangaço havia deixado de ser uma ameaça ao poder local.
Questão 5

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando os aspectos linguísticos e a estrutura da narrativa nos fragmentos apresentados, extraídos da obra Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Ambos os fragmentos apresentam a estrutura textual típica da narrativa, recurso empregado pelo autor como forma de manter a coerência dos fatos narrados.
Questão 6

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando os aspectos linguísticos e a estrutura da narrativa nos fragmentos apresentados, extraídos da obra Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Em ambos os fragmentos, encontram-se traços de subjetividade: no primeiro, do narrador; no segundo, do autor da carta.
Questão 7

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando os aspectos linguísticos e a estrutura da narrativa nos fragmentos apresentados, extraídos da obra Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Na linha 12 do fragmento I, a oração “que tinha”, sintática e semanticamente dispensável para o texto, caracteriza-se por ter um pronome relativo como sujeito sintático.
Questão 8

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando os aspectos linguísticos e a estrutura da narrativa nos fragmentos apresentados, extraídos da obra Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Observa-se, nos fragmentos apresentados, que o narrador onisciente do primeiro fragmento não se faz presente no segundo.
Questão 9

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1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando a coerência, a progressão temática e as marcas de referencialidade do fragmento II do texto, julgue (C ou E) os seguintes itens.
O advérbio “assim” (R.12 e 14) reporta-se, em ambas as ocorrências no fragmento, a “apelativo de Amazonas” (R.11), termo que pode substituir esse advérbio nas duas linhas, sem prejuízo para as estruturas sintáticas ou os sentidos do texto.
Questão 10

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1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando a coerência, a progressão temática e as marcas de referencialidade do fragmento II do texto, julgue (C ou E) os seguintes itens.
A formalidade da linguagem, na carta endereçada às icamiabas, é adequada ao texto e coerente com as características do remetente, “Macunaíma Imperator”, e das destinatárias, as icamiabas.
Questão 11

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1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando a coerência, a progressão temática e as marcas de referencialidade do fragmento II do texto, julgue (C ou E) os seguintes itens.
O conteúdo semântico do fragmento II é suficiente para que dele se infira quem não conhecia as icamiabas no trecho “não sois conhecidas como ‘icamiabas’” (R.9-10): os mesmos indivíduos que as chamavam de Amazonas.
Questão 12

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói
 
da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
 
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
 
escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas
5
pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
 
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro
 
passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar
 
exclamava:
 
— Ai! Que preguiça!...
10
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
 
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
 
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
 
e Jiguê na força do homem.
1
Às mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.
 
Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,
 
São Paulo.
 
Senhoras:
5
Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e
 
a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas
 
linhas de saudade e muito amor, com desagradável nova. É
 
bem verdade que na boa cidade de São Paulo — a maior do
 
universo, no dizer de seus prolixos habitantes — não sois
10
conhecidas como “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo
 
apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes
 
ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois
 
chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais
 
dislates da erudição, porém heis de convir conosco que, assim,
15
ficais mais heroicas e mais conspícuas, tocadas por essa plátina
 
respeitável da tradição e da pureza antiga.
 
(...)
 
Macunaíma, Imperator
Mário de Andrade. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 13, 97 e 109.
Considerando a coerência, a progressão temática e as marcas de referencialidade do fragmento II do texto, julgue (C ou E) os seguintes itens.
Na expressão “voz espúria” (R.10), o adjetivo empregado tem, no contexto, sentido de não castiça.
Questão 13

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
(...) na questão de se o mundo é mais digno de riso ou
 
de pranto, e se à vista do mesmo mundo tem mais razão quem
 
ri, como ria Demócrito, ou quem chora, como chorava
 
Heráclito, eu, para defender, como sou obrigado, a parte do
5
pranto, confessarei uma coisa e direi outra. Confesso que a
 
primeira propriedade do racional é o risível: e digo que a maior
 
impropriedade da razão é o riso. O riso é o final do racional, o
 
pranto é o uso da razão. (...)
 
Mas se Demócrito era um homem tão grande entre os
10
homens e um filósofo tão sábio, e se não só via este mundo,
 
mas tantos mundos, como ria? Poderá dizer-se que ele ria não
 
deste nosso mundo, mas daqueles seus mundos.
 
E com razão, porque a matéria de que eram
 
compostos os seus mundos imaginados, toda era de riso. É
15
certo, porém, que ele ria neste mundo e que se ria deste mundo.
 
Como, pois, se ria ou podia rir-se Demócrito do mesmo mundo
 
ou das mesmas coisas que via e chorava Heráclito? A mim,
 
senhores, mo parece que Demócrito não ria, mas que
 
Demócrito e Heráclito ambos choravam, cada um ao seu modo.
20
Que Demócrito não risse, eu o provo. Demócrito ria
 
sempre: logo não ria. A consequência parece difícil e evidente.
 
O riso, como dizem todos os filósofos, nasce da novidade e da
 
admiração, e cessando a novidade ou a admiração, cessa
 
também o riso; o como Demócrito se ria dos ordinários
25
desconcertos do mundo, o que é ordinário e se vê sempre, não
 
pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria,
 
rindo sempre, pois não havia matéria que motivasse o riso.
Padre Antônio Vieira. Sermão da sexagésima. In: J. Verdasca (Org. e coord.). Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 190-2.
Considerando a estrutura textual, a consistência argumentativa e as estruturas linguísticas do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Com o propósito explícito de tratar da “questão de se o mundo é mais digno de riso ou de pranto” (R.1-2), o autor argumenta em favor da conclusão de que o mundo, devido aos seus “ordinários desconcertos” (R.24-25), é mais digno de riso.
Questão 14

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
(...) na questão de se o mundo é mais digno de riso ou
 
de pranto, e se à vista do mesmo mundo tem mais razão quem
 
ri, como ria Demócrito, ou quem chora, como chorava
 
Heráclito, eu, para defender, como sou obrigado, a parte do
5
pranto, confessarei uma coisa e direi outra. Confesso que a
 
primeira propriedade do racional é o risível: e digo que a maior
 
impropriedade da razão é o riso. O riso é o final do racional, o
 
pranto é o uso da razão. (...)
 
Mas se Demócrito era um homem tão grande entre os
10
homens e um filósofo tão sábio, e se não só via este mundo,
 
mas tantos mundos, como ria? Poderá dizer-se que ele ria não
 
deste nosso mundo, mas daqueles seus mundos.
 
E com razão, porque a matéria de que eram
 
compostos os seus mundos imaginados, toda era de riso. É
15
certo, porém, que ele ria neste mundo e que se ria deste mundo.
 
Como, pois, se ria ou podia rir-se Demócrito do mesmo mundo
 
ou das mesmas coisas que via e chorava Heráclito? A mim,
 
senhores, mo parece que Demócrito não ria, mas que
 
Demócrito e Heráclito ambos choravam, cada um ao seu modo.
20
Que Demócrito não risse, eu o provo. Demócrito ria
 
sempre: logo não ria. A consequência parece difícil e evidente.
 
O riso, como dizem todos os filósofos, nasce da novidade e da
 
admiração, e cessando a novidade ou a admiração, cessa
 
também o riso; o como Demócrito se ria dos ordinários
25
desconcertos do mundo, o que é ordinário e se vê sempre, não
 
pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria,
 
rindo sempre, pois não havia matéria que motivasse o riso.
Padre Antônio Vieira. Sermão da sexagésima. In: J. Verdasca (Org. e coord.). Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 190-2.
Considerando a estrutura textual, a consistência argumentativa e as estruturas linguísticas do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
No período “Que Demócrito não risse, eu o provo” (R.20), o verbo provar complementa-se com uma estrutura em forma de objeto direto pleonástico, com uma oração servindo de referente para um pronome.
Questão 15

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
(...) na questão de se o mundo é mais digno de riso ou
 
de pranto, e se à vista do mesmo mundo tem mais razão quem
 
ri, como ria Demócrito, ou quem chora, como chorava
 
Heráclito, eu, para defender, como sou obrigado, a parte do
5
pranto, confessarei uma coisa e direi outra. Confesso que a
 
primeira propriedade do racional é o risível: e digo que a maior
 
impropriedade da razão é o riso. O riso é o final do racional, o
 
pranto é o uso da razão. (...)
 
Mas se Demócrito era um homem tão grande entre os
10
homens e um filósofo tão sábio, e se não só via este mundo,
 
mas tantos mundos, como ria? Poderá dizer-se que ele ria não
 
deste nosso mundo, mas daqueles seus mundos.
 
E com razão, porque a matéria de que eram
 
compostos os seus mundos imaginados, toda era de riso. É
15
certo, porém, que ele ria neste mundo e que se ria deste mundo.
 
Como, pois, se ria ou podia rir-se Demócrito do mesmo mundo
 
ou das mesmas coisas que via e chorava Heráclito? A mim,
 
senhores, mo parece que Demócrito não ria, mas que
 
Demócrito e Heráclito ambos choravam, cada um ao seu modo.
20
Que Demócrito não risse, eu o provo. Demócrito ria
 
sempre: logo não ria. A consequência parece difícil e evidente.
 
O riso, como dizem todos os filósofos, nasce da novidade e da
 
admiração, e cessando a novidade ou a admiração, cessa
 
também o riso; o como Demócrito se ria dos ordinários
25
desconcertos do mundo, o que é ordinário e se vê sempre, não
 
pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria,
 
rindo sempre, pois não havia matéria que motivasse o riso.
Padre Antônio Vieira. Sermão da sexagésima. In: J. Verdasca (Org. e coord.). Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 190-2.
Considerando a estrutura textual, a consistência argumentativa e as estruturas linguísticas do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O verbo rir, empregado com regências diferentes no trecho “É certo, porém, que ele ria neste mundo e que se ria deste mundo” (R.14-15), tem, em ambas as ocorrências, o sentido de tratar ou considerar (alguém ou algo) com desdém; ridicularizar; zombar.
Questão 16

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
(...) na questão de se o mundo é mais digno de riso ou
 
de pranto, e se à vista do mesmo mundo tem mais razão quem
 
ri, como ria Demócrito, ou quem chora, como chorava
 
Heráclito, eu, para defender, como sou obrigado, a parte do
5
pranto, confessarei uma coisa e direi outra. Confesso que a
 
primeira propriedade do racional é o risível: e digo que a maior
 
impropriedade da razão é o riso. O riso é o final do racional, o
 
pranto é o uso da razão. (...)
 
Mas se Demócrito era um homem tão grande entre os
10
homens e um filósofo tão sábio, e se não só via este mundo,
 
mas tantos mundos, como ria? Poderá dizer-se que ele ria não
 
deste nosso mundo, mas daqueles seus mundos.
 
E com razão, porque a matéria de que eram
 
compostos os seus mundos imaginados, toda era de riso. É
15
certo, porém, que ele ria neste mundo e que se ria deste mundo.
 
Como, pois, se ria ou podia rir-se Demócrito do mesmo mundo
 
ou das mesmas coisas que via e chorava Heráclito? A mim,
 
senhores, mo parece que Demócrito não ria, mas que
 
Demócrito e Heráclito ambos choravam, cada um ao seu modo.
20
Que Demócrito não risse, eu o provo. Demócrito ria
 
sempre: logo não ria. A consequência parece difícil e evidente.
 
O riso, como dizem todos os filósofos, nasce da novidade e da
 
admiração, e cessando a novidade ou a admiração, cessa
 
também o riso; o como Demócrito se ria dos ordinários
25
desconcertos do mundo, o que é ordinário e se vê sempre, não
 
pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria,
 
rindo sempre, pois não havia matéria que motivasse o riso.
Padre Antônio Vieira. Sermão da sexagésima. In: J. Verdasca (Org. e coord.). Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 190-2.
Considerando a estrutura textual, a consistência argumentativa e as estruturas linguísticas do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
No período “Demócrito ria sempre: logo não ria.” (R.20-21), a “consequência” (R.21), à primeira vista ilógica, sustenta-se no emprego do advérbio “sempre”, o que se constata pelas explicações que se seguem no mesmo parágrafo.
Questão 17

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
As críticas, de um modo geral, não me fazem bem. A
 
do Álvaro Lins (...) me abateu e isso foi bom de certo modo.
 
Escrevi para ele dizendo que não conhecia Joyce nem Virginia
 
Woolf nem Proust quando fiz o livro, porque o diabo do
5
homem só faltou me chamar de representante comercial deles.
 
Não gosto quando dizem que tenho afinidades com Virginia
 
Woolf (só li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro):
 
é que não quero perdoar o fato de ela se ter suicidado. O
 
horrível dever é ir até o fim.
Clarice Lispector. Carta a Tania Lispector Kaufmann. In: Olga Borelli. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 45.
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos ao fragmento de texto acima, extraído de carta escrita por Clarisse Lispector.
Admite-se como forma alternativa de reescrita da expressão coloquial “o diabo do homem só faltou me chamar de” (R.4-5) a estrutura só faltou o diabo do homem me chamar de, na qual o verbo faltar é empregado como impessoal e, portanto, integra uma oração sem sujeito.
Questão 18

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
As críticas, de um modo geral, não me fazem bem. A
 
do Álvaro Lins (...) me abateu e isso foi bom de certo modo.
 
Escrevi para ele dizendo que não conhecia Joyce nem Virginia
 
Woolf nem Proust quando fiz o livro, porque o diabo do
5
homem só faltou me chamar de representante comercial deles.
 
Não gosto quando dizem que tenho afinidades com Virginia
 
Woolf (só li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro):
 
é que não quero perdoar o fato de ela se ter suicidado. O
 
horrível dever é ir até o fim.
Clarice Lispector. Carta a Tania Lispector Kaufmann. In: Olga Borelli. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 45.
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos ao fragmento de texto acima, extraído de carta escrita por Clarisse Lispector.
Infere-se do texto que Clarice Lispector postergou a leitura da obra de Virginia Woolf devido à sua dificuldade em desculpar suicidas, que, segundo ela, são pessoas que manifestam fraqueza ao interromper um dever existencial, ainda que um “horrível dever”.
Questão 19

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
As críticas, de um modo geral, não me fazem bem. A
 
do Álvaro Lins (...) me abateu e isso foi bom de certo modo.
 
Escrevi para ele dizendo que não conhecia Joyce nem Virginia
 
Woolf nem Proust quando fiz o livro, porque o diabo do
5
homem só faltou me chamar de representante comercial deles.
 
Não gosto quando dizem que tenho afinidades com Virginia
 
Woolf (só li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro):
 
é que não quero perdoar o fato de ela se ter suicidado. O
 
horrível dever é ir até o fim.
Clarice Lispector. Carta a Tania Lispector Kaufmann. In: Olga Borelli. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 45.
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos ao fragmento de texto acima, extraído de carta escrita por Clarisse Lispector.
No terceiro período do texto, a oração iniciada pelo conector “quando” (R.4) e a iniciada pelo conector “porque” (R.4) indicam, respectivamente, as circunstâncias de tempo e causa relacionadas ao fato expresso na oração “que não conhecia Joyce nem Virginia Woolf nem Proust” (R.3-4).
Questão 20

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
As críticas, de um modo geral, não me fazem bem. A
 
do Álvaro Lins (...) me abateu e isso foi bom de certo modo.
 
Escrevi para ele dizendo que não conhecia Joyce nem Virginia
 
Woolf nem Proust quando fiz o livro, porque o diabo do
5
homem só faltou me chamar de representante comercial deles.
 
Não gosto quando dizem que tenho afinidades com Virginia
 
Woolf (só li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro):
 
é que não quero perdoar o fato de ela se ter suicidado. O
 
horrível dever é ir até o fim.
Clarice Lispector. Carta a Tania Lispector Kaufmann. In: Olga Borelli. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 45.
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos ao fragmento de texto acima, extraído de carta escrita por Clarisse Lispector.
A organização sintática do trecho “Não gosto quando dizem que tenho afinidades com Virginia Woolf (só li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro)” (R.6-7), em que são desprezadas prescrições de regência verbal, caracteriza registro linguístico adequado à escrita de uma carta informal, como é o caso do texto apresentado.
Questão 21

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Estou tão perdida. Mas é assim mesmo que se vive:
 
perdida no tempo e no espaço.
 
Morro de medo de comparecer diante de um Juiz.
 
Emeretíssimo, dá licença de eu fumar? Dou, sim senhora, eu
5
mesmo fumo cachimbo. Obrigada, Vossa Eminência. Trato
 
bem o Juiz, Juiz é Brasília. Mas não vou abrir processo contra
 
Brasília. Ela não me ofendeu. (...)
 
Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói, mas a
 
gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de Deus.
10
E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão
 
precisada.
 
Sim. Aceito, my Lord. Sob protesto.
 
Mas Brasília é esplendor.
 
Estou assustadíssima.
Clarice Lispector. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1981, p. 106-7.
No que concerne a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir.
A inadequação no emprego do pronome de tratamento em “Emeretíssimo, dá licença de eu fumar?” (R.4) é sanada pela escritora no período “Obrigada, Vossa Eminência.” (R.5), o que evidencia o deliberado desrespeito a padrões normativos da língua portuguesa.
Questão 22

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Estou tão perdida. Mas é assim mesmo que se vive:
 
perdida no tempo e no espaço.
 
Morro de medo de comparecer diante de um Juiz.
 
Emeretíssimo, dá licença de eu fumar? Dou, sim senhora, eu
5
mesmo fumo cachimbo. Obrigada, Vossa Eminência. Trato
 
bem o Juiz, Juiz é Brasília. Mas não vou abrir processo contra
 
Brasília. Ela não me ofendeu. (...)
 
Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói, mas a
 
gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de Deus.
10
E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão
 
precisada.
 
Sim. Aceito, my Lord. Sob protesto.
 
Mas Brasília é esplendor.
 
Estou assustadíssima.
Clarice Lispector. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1981, p. 106-7.
No que concerne a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Na frase “Dou, sim senhora, eu mesmo fumo cachimbo.” (R.4-5), a escolha vocabular e o emprego do advérbio de afirmação seguido, sem pausa, do vocativo “senhora” caracterizam a fala formal de um juiz, a qual contrasta com o conteúdo intimista e o coloquialismo, predominantes no texto.
Questão 23

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Estou tão perdida. Mas é assim mesmo que se vive:
 
perdida no tempo e no espaço.
 
Morro de medo de comparecer diante de um Juiz.
 
Emeretíssimo, dá licença de eu fumar? Dou, sim senhora, eu
5
mesmo fumo cachimbo. Obrigada, Vossa Eminência. Trato
 
bem o Juiz, Juiz é Brasília. Mas não vou abrir processo contra
 
Brasília. Ela não me ofendeu. (...)
 
Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói, mas a
 
gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de Deus.
10
E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão
 
precisada.
 
Sim. Aceito, my Lord. Sob protesto.
 
Mas Brasília é esplendor.
 
Estou assustadíssima.
Clarice Lispector. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1981, p. 106-7.
No que concerne a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir.
No período “Mas é assim mesmo que se vive: perdida no tempo e no espaço.” (R.1-2), o particípio do verbo perder, empregado em estrutura de indeterminação do sujeito da oração, poderia, conforme regra de concordância nominal, estar na forma masculina, regra da qual, no entanto, a obra literária prescinde, dada a liberdade que preside a criação artística.
Questão 24

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Estou tão perdida. Mas é assim mesmo que se vive:
 
perdida no tempo e no espaço.
 
Morro de medo de comparecer diante de um Juiz.
 
Emeretíssimo, dá licença de eu fumar? Dou, sim senhora, eu
5
mesmo fumo cachimbo. Obrigada, Vossa Eminência. Trato
 
bem o Juiz, Juiz é Brasília. Mas não vou abrir processo contra
 
Brasília. Ela não me ofendeu. (...)
 
Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói, mas a
 
gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de Deus.
10
E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão
 
precisada.
 
Sim. Aceito, my Lord. Sob protesto.
 
Mas Brasília é esplendor.
 
Estou assustadíssima.
Clarice Lispector. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1981, p. 106-7.
No que concerne a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Da combinação inusitada do verbo morrer, flexionado no pretérito perfeito do indicativo, com a expressão adverbial “desde pequena” (R.8) infere-se uma compreensão da morte diferente da que estaria implícita caso tivesse sido empregada a locução verbal Venho morrendo.
Questão 25

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Ah, o brasileiro mata e morre por uma frase.
 
Há um velho e obtuso preconceito segundo o qual todas as frases querem dizer alguma coisa. Nem sempre. Certas frases
 
vivem, precisamente, de mistério e de suspense. A nitidez seria fatal. Escrevi isso para chegar a uma verdade eterna, ou seja: a pequena
 
causa, ou o motivo irrelevante, pode produzir um grande efeito.
5
Não sei se vocês acompanharam, pelos jornais, o episódio do paletó. Era em Brasília. E para lá embarcou uma comissão dos
 
“Cem mil” que ia avistar-se com o presidente Costa e Silva. Um dos seus membros era meu amigo, que pôs o seu melhor terno e a
 
sua melhor gravata. A comissão ia resolver problemas de alta transcendência, ia propor nobilíssimas e urgentíssimas reivindicações.
 
E lá chegam os intelectuais e estudantes. Entra a comissão e vem o assessor da presidência espavorido. Os dois estudantes
 
não têm paletó, nem gravata. E, como o protocolo exigia uma coisa e outra, era preciso que ambos se compusessem.
10
Pode, não pode, e criou-se o impasse. O diabo é que o problema era aparentemente insolúvel. Felizmente, surgiu a ideia:
 
— dois contínuos emprestariam tanto o paletó como a gravata. Mas os estudantes não aceitaram. Absolutamente. Queriam ser
 
recebidos sem paletó e sem gravata. Outros assessores vieram. Discute daqui, dali. Apelos patéticos.
 
Vejam como um nada pode mudar a direção da História. De repente, os estudantes presos, o Calabouço, as Reformas, tudo,
 
tudo passou para um plano secundário ou nulo. Os dois estudantes faziam pé firme. O paletó e a gravata eram agora “O inimigo”.
15
Vesti-los seria a abjeção suprema, a humilhação total, a derrota irreversível.
 
O rádio e a TV pediam paletós e gravatas, assim como quem pede remédios salvadores. Paletós de luxo e gravatas de Paris,
 
de Londres, de Berlim foram doados. Mas os dois permaneciam inexpugnáveis. Gravata, não! Paletó, jamais! O Poder os esperava
 
e, dócil ao protocolo, de gravata e paletó.
 
Se um de nós por lá aparecesse, haveria de imaginar que tudo estava resolvido, e tinham sido atendidas as reivindicações
20
específicas da classe. Claro! Uma vez que se discutiam paletós e gravatas, como se aquilo fosse uma assembleia acadêmica de
 
alfaiates, a “Grande Causa” estava vitoriosa. Libertados os estudantes, aberto, e de par em par, o Calabouço, e substituída toda a
 
estrutura do ensino. E continuava a “Resistência”, muito mais épica e muito mais obstinada do que a francesa na guerra. Até que, de
 
repente, veio do alto a ordem: — “Manda entrar, mesmo sem paletó, mesmo sem gravata.” Era a vitória. E, por um momento, os
 
presentes tiveram a vontade de cantar o Hino Nacional.
Nelson Rodrigues. A frase. In: A cabra vadia – novas confissões. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 267-70 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, bem como a argumentação nele desenvolvida, julgue (C ou E) os próximos itens.
O cronista ironiza tanto a causa dos estudantes quanto a decisão das autoridades, como comprovam os trechos “O paletó e a gravata eram agora ‘O inimigo’” (R.14) e “O rádio e a TV pediam paletós e gravatas, assim como quem pede remédios salvadores” (R.16).
Questão 26

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Ah, o brasileiro mata e morre por uma frase.
 
Há um velho e obtuso preconceito segundo o qual todas as frases querem dizer alguma coisa. Nem sempre. Certas frases
 
vivem, precisamente, de mistério e de suspense. A nitidez seria fatal. Escrevi isso para chegar a uma verdade eterna, ou seja: a pequena
 
causa, ou o motivo irrelevante, pode produzir um grande efeito.
5
Não sei se vocês acompanharam, pelos jornais, o episódio do paletó. Era em Brasília. E para lá embarcou uma comissão dos
 
“Cem mil” que ia avistar-se com o presidente Costa e Silva. Um dos seus membros era meu amigo, que pôs o seu melhor terno e a
 
sua melhor gravata. A comissão ia resolver problemas de alta transcendência, ia propor nobilíssimas e urgentíssimas reivindicações.
 
E lá chegam os intelectuais e estudantes. Entra a comissão e vem o assessor da presidência espavorido. Os dois estudantes
 
não têm paletó, nem gravata. E, como o protocolo exigia uma coisa e outra, era preciso que ambos se compusessem.
10
Pode, não pode, e criou-se o impasse. O diabo é que o problema era aparentemente insolúvel. Felizmente, surgiu a ideia:
 
— dois contínuos emprestariam tanto o paletó como a gravata. Mas os estudantes não aceitaram. Absolutamente. Queriam ser
 
recebidos sem paletó e sem gravata. Outros assessores vieram. Discute daqui, dali. Apelos patéticos.
 
Vejam como um nada pode mudar a direção da História. De repente, os estudantes presos, o Calabouço, as Reformas, tudo,
 
tudo passou para um plano secundário ou nulo. Os dois estudantes faziam pé firme. O paletó e a gravata eram agora “O inimigo”.
15
Vesti-los seria a abjeção suprema, a humilhação total, a derrota irreversível.
 
O rádio e a TV pediam paletós e gravatas, assim como quem pede remédios salvadores. Paletós de luxo e gravatas de Paris,
 
de Londres, de Berlim foram doados. Mas os dois permaneciam inexpugnáveis. Gravata, não! Paletó, jamais! O Poder os esperava
 
e, dócil ao protocolo, de gravata e paletó.
 
Se um de nós por lá aparecesse, haveria de imaginar que tudo estava resolvido, e tinham sido atendidas as reivindicações
20
específicas da classe. Claro! Uma vez que se discutiam paletós e gravatas, como se aquilo fosse uma assembleia acadêmica de
 
alfaiates, a “Grande Causa” estava vitoriosa. Libertados os estudantes, aberto, e de par em par, o Calabouço, e substituída toda a
 
estrutura do ensino. E continuava a “Resistência”, muito mais épica e muito mais obstinada do que a francesa na guerra. Até que, de
 
repente, veio do alto a ordem: — “Manda entrar, mesmo sem paletó, mesmo sem gravata.” Era a vitória. E, por um momento, os
 
presentes tiveram a vontade de cantar o Hino Nacional.
Nelson Rodrigues. A frase. In: A cabra vadia – novas confissões. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 267-70 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, bem como a argumentação nele desenvolvida, julgue (C ou E) os próximos itens.
O trecho “a pequena causa, ou o motivo irrelevante, pode produzir um grande efeito” (R.3-4) poderia ser reescrito, sem prejuízo para a correção gramatical ou para os sentidos do texto, da seguinte forma: a causa pouco significativa, ou o pequeno motivo, pode provocar um resultado de extensa repercussão.
Questão 27

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Ah, o brasileiro mata e morre por uma frase.
 
Há um velho e obtuso preconceito segundo o qual todas as frases querem dizer alguma coisa. Nem sempre. Certas frases
 
vivem, precisamente, de mistério e de suspense. A nitidez seria fatal. Escrevi isso para chegar a uma verdade eterna, ou seja: a pequena
 
causa, ou o motivo irrelevante, pode produzir um grande efeito.
5
Não sei se vocês acompanharam, pelos jornais, o episódio do paletó. Era em Brasília. E para lá embarcou uma comissão dos
 
“Cem mil” que ia avistar-se com o presidente Costa e Silva. Um dos seus membros era meu amigo, que pôs o seu melhor terno e a
 
sua melhor gravata. A comissão ia resolver problemas de alta transcendência, ia propor nobilíssimas e urgentíssimas reivindicações.
 
E lá chegam os intelectuais e estudantes. Entra a comissão e vem o assessor da presidência espavorido. Os dois estudantes
 
não têm paletó, nem gravata. E, como o protocolo exigia uma coisa e outra, era preciso que ambos se compusessem.
10
Pode, não pode, e criou-se o impasse. O diabo é que o problema era aparentemente insolúvel. Felizmente, surgiu a ideia:
 
— dois contínuos emprestariam tanto o paletó como a gravata. Mas os estudantes não aceitaram. Absolutamente. Queriam ser
 
recebidos sem paletó e sem gravata. Outros assessores vieram. Discute daqui, dali. Apelos patéticos.
 
Vejam como um nada pode mudar a direção da História. De repente, os estudantes presos, o Calabouço, as Reformas, tudo,
 
tudo passou para um plano secundário ou nulo. Os dois estudantes faziam pé firme. O paletó e a gravata eram agora “O inimigo”.
15
Vesti-los seria a abjeção suprema, a humilhação total, a derrota irreversível.
 
O rádio e a TV pediam paletós e gravatas, assim como quem pede remédios salvadores. Paletós de luxo e gravatas de Paris,
 
de Londres, de Berlim foram doados. Mas os dois permaneciam inexpugnáveis. Gravata, não! Paletó, jamais! O Poder os esperava
 
e, dócil ao protocolo, de gravata e paletó.
 
Se um de nós por lá aparecesse, haveria de imaginar que tudo estava resolvido, e tinham sido atendidas as reivindicações
20
específicas da classe. Claro! Uma vez que se discutiam paletós e gravatas, como se aquilo fosse uma assembleia acadêmica de
 
alfaiates, a “Grande Causa” estava vitoriosa. Libertados os estudantes, aberto, e de par em par, o Calabouço, e substituída toda a
 
estrutura do ensino. E continuava a “Resistência”, muito mais épica e muito mais obstinada do que a francesa na guerra. Até que, de
 
repente, veio do alto a ordem: — “Manda entrar, mesmo sem paletó, mesmo sem gravata.” Era a vitória. E, por um momento, os
 
presentes tiveram a vontade de cantar o Hino Nacional.
Nelson Rodrigues. A frase. In: A cabra vadia – novas confissões. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 267-70 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, bem como a argumentação nele desenvolvida, julgue (C ou E) os próximos itens.
No segundo e no quarto parágrafos do texto, emprega-se o presente do indicativo com a mesma finalidade: a de realçar fatos ocorridos no passado.
Questão 28

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Ah, o brasileiro mata e morre por uma frase.
 
Há um velho e obtuso preconceito segundo o qual todas as frases querem dizer alguma coisa. Nem sempre. Certas frases
 
vivem, precisamente, de mistério e de suspense. A nitidez seria fatal. Escrevi isso para chegar a uma verdade eterna, ou seja: a pequena
 
causa, ou o motivo irrelevante, pode produzir um grande efeito.
5
Não sei se vocês acompanharam, pelos jornais, o episódio do paletó. Era em Brasília. E para lá embarcou uma comissão dos
 
“Cem mil” que ia avistar-se com o presidente Costa e Silva. Um dos seus membros era meu amigo, que pôs o seu melhor terno e a
 
sua melhor gravata. A comissão ia resolver problemas de alta transcendência, ia propor nobilíssimas e urgentíssimas reivindicações.
 
E lá chegam os intelectuais e estudantes. Entra a comissão e vem o assessor da presidência espavorido. Os dois estudantes
 
não têm paletó, nem gravata. E, como o protocolo exigia uma coisa e outra, era preciso que ambos se compusessem.
10
Pode, não pode, e criou-se o impasse. O diabo é que o problema era aparentemente insolúvel. Felizmente, surgiu a ideia:
 
— dois contínuos emprestariam tanto o paletó como a gravata. Mas os estudantes não aceitaram. Absolutamente. Queriam ser
 
recebidos sem paletó e sem gravata. Outros assessores vieram. Discute daqui, dali. Apelos patéticos.
 
Vejam como um nada pode mudar a direção da História. De repente, os estudantes presos, o Calabouço, as Reformas, tudo,
 
tudo passou para um plano secundário ou nulo. Os dois estudantes faziam pé firme. O paletó e a gravata eram agora “O inimigo”.
15
Vesti-los seria a abjeção suprema, a humilhação total, a derrota irreversível.
 
O rádio e a TV pediam paletós e gravatas, assim como quem pede remédios salvadores. Paletós de luxo e gravatas de Paris,
 
de Londres, de Berlim foram doados. Mas os dois permaneciam inexpugnáveis. Gravata, não! Paletó, jamais! O Poder os esperava
 
e, dócil ao protocolo, de gravata e paletó.
 
Se um de nós por lá aparecesse, haveria de imaginar que tudo estava resolvido, e tinham sido atendidas as reivindicações
20
específicas da classe. Claro! Uma vez que se discutiam paletós e gravatas, como se aquilo fosse uma assembleia acadêmica de
 
alfaiates, a “Grande Causa” estava vitoriosa. Libertados os estudantes, aberto, e de par em par, o Calabouço, e substituída toda a
 
estrutura do ensino. E continuava a “Resistência”, muito mais épica e muito mais obstinada do que a francesa na guerra. Até que, de
 
repente, veio do alto a ordem: — “Manda entrar, mesmo sem paletó, mesmo sem gravata.” Era a vitória. E, por um momento, os
 
presentes tiveram a vontade de cantar o Hino Nacional.
Nelson Rodrigues. A frase. In: A cabra vadia – novas confissões. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 267-70 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, bem como a argumentação nele desenvolvida, julgue (C ou E) os próximos itens.
A letra inicial maiúscula e as aspas na palavra “Resistência” (R.22) são recursos estilísticos empregados para destacar a atitude insurgente dos estudantes, comparada, no texto, à dos franceses na Segunda Guerra.
Questão 29

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os itens a seguir, relativos ao MERCOSUL.
O Parlamento do MERCOSUL permite a formação de grupos políticos integrados por, pelo menos, 10% dos parlamentares se todos se originarem de um mesmo Estado-membro, ou compostos por, pelo menos, cinco parlamentares, caso seus membros sejam oriundos de mais de um Estado-membro.
Questão 30

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os itens a seguir, relativos ao MERCOSUL.
A Ata de Buenos Aires, assinada por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai em 1990, fixou, para 1994, a formação de um mercado comum entre os quatro países.
Questão 31

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os itens a seguir, relativos ao MERCOSUL.
São de responsabilidade do Grupo Mercado Comum, órgão superior do MERCOSUL, a direção do processo de integração dos Estados-membros e a tomada de decisões políticas.
Questão 32

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os itens a seguir, relativos ao MERCOSUL.
O Programa MERCOSUL Social e Participativo, instituído, em 2008, por decreto do presidente Lula, assegura a livre circulação de trabalhadores e o exercício de suas atividades laborais nos Estados-membros, sem necessidade de vistos de trabalho.
Questão 33

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a questões a ela relacionadas, julgue (C ou E) os próximos itens.
Um dos primeiros passos para a formação da CPLP foi dado com a criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
Questão 34

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a questões a ela relacionadas, julgue (C ou E) os próximos itens.
É permitido a país cujo idioma oficial não seja a língua portuguesa participar da CPLP na condição de observador associado.
Questão 35

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a questões a ela relacionadas, julgue (C ou E) os próximos itens.
Nas reuniões que antecederam a formação da CPLP, processo que se estendeu por algumas décadas, diferentes governos brasileiros marcaram posição contrária à criação dessa comunidade.
Questão 36

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a questões a ela relacionadas, julgue (C ou E) os próximos itens.
A cooperação entre os Estados-membros da CPLP não se restringe à seara política, abrangendo vários outros domínios, como saúde, ciência e tecnologia, cultura e desporto.
Questão 37

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Acerca das relações Brasil-África durante o governo Lula, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Embora o comércio entre o Brasil e a África tenha aumentado exponencialmente nesse período, o Brasil registrou déficit nessa relação comercial, em decorrência da política de substituição competitiva de importações, que outorga preferências comerciais a países africanos.
Questão 38

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Acerca das relações Brasil-África durante o governo Lula, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Nesse período, além de ter investido recursos da Agência Brasileira de Cooperação na África, o governo brasileiro perdoou dívidas de diversos países africanos.
Questão 39

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Acerca das relações Brasil-África durante o governo Lula, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Durante a Segunda Cúpula América do Sul-África, realizada, em 2009, na Venezuela, os líderes dos dois continentes reafirmaram seu apoio à reforma e ampliação do Conselho de Segurança da ONU e às candidaturas do Brasil e da Nigéria, que pleiteiam vaga para compor o conselho ampliado.
Questão 40

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Acerca das relações Brasil-África durante o governo Lula, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A política de distribuição de imagens do Satélite Sino- Brasileiro de Recursos Terrestres foi ampliada nos países africanos, onde foram, ainda, construídas estações receptoras.
Questão 41

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação às revoltas populares que culminaram com a derrubada de regimes políticos na Tunísia, Egito e Líbia e deflagram guerras civis em outros países do Oriente Médio, julgue (C ou E) os seguintes itens.
A estratégia adotada por Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU e enviado especial das Nações Unidas para instar as partes em conflito a depor as armas e buscar um acordo pacífico, tem-se mostrado bem-sucedida no convencimento das partes em relação a um cessar-fogo temporário.
Questão 42

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação às revoltas populares que culminaram com a derrubada de regimes políticos na Tunísia, Egito e Líbia e deflagram guerras civis em outros países do Oriente Médio, julgue (C ou E) os seguintes itens.
O Conselho Nacional Sírio, principal força da oposição ao regime de Bashar Al-Assad, tem feito apelos por uma intervenção militar internacional para depor o dirigente sírio e permitir a tomada do poder pelos rebeldes.
Questão 43

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação às revoltas populares que culminaram com a derrubada de regimes políticos na Tunísia, Egito e Líbia e deflagram guerras civis em outros países do Oriente Médio, julgue (C ou E) os seguintes itens.
Em fevereiro de 2011, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou proposta de resolução que instava os dois lados do atual conflito armado na Síria a cessarem imediatamente a violência e a guerra civil em razão do único veto à resolução, dado pela Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho com direito a veto.
Questão 44

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação às revoltas populares que culminaram com a derrubada de regimes políticos na Tunísia, Egito e Líbia e deflagram guerras civis em outros países do Oriente Médio, julgue (C ou E) os seguintes itens.
Em tentativa anterior do Conselho de Segurança das Nações Unidas de aprovar resolução contra o regime de Bashar al-Assad, em outubro de 2011, o Brasil posicionou-se, juntamente com as potências ocidentais membros permanentes do Conselho, favoravelmente à aprovação da resolução.
Questão 45

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A proteção à biodiversidade e aos ecossistemas ameaçados pela atividade humana tem mobilizado governos, agências multilaterais, organismos internacionais de financiamento e organizações não governamentais em direção à elaboração de políticas públicas e à definição de estratégias de conservação.

Acerca dessa atual tendência da gestão ambiental, julgue (C ou E) os itens a seguir.

Desde que a questão ecológica adquiriu importância econômica, as estratégias de gestão ambiental passaram a ser de competência exclusiva do Estado por meio de legislação pertinente, ressalvada a gestão de projetos de pesquisa e de conservação da natureza estabelecidos por agências de cooperação internacional sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável.
Questão 46

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A proteção à biodiversidade e aos ecossistemas ameaçados pela atividade humana tem mobilizado governos, agências multilaterais, organismos internacionais de financiamento e organizações não governamentais em direção à elaboração de políticas públicas e à definição de estratégias de conservação.

Acerca dessa atual tendência da gestão ambiental, julgue (C ou E) os itens a seguir.

Políticas ambientais internacionais têm estabelecido direcionamentos para a internacionalização de áreas de grande biodiversidade que se destinem à preservação da natureza, sob a gestão de instituição supranacional mantida com provisão de fundos oriundos de organismos internacionais.
Questão 47

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A proteção à biodiversidade e aos ecossistemas ameaçados pela atividade humana tem mobilizado governos, agências multilaterais, organismos internacionais de financiamento e organizações não governamentais em direção à elaboração de políticas públicas e à definição de estratégias de conservação.

Acerca dessa atual tendência da gestão ambiental, julgue (C ou E) os itens a seguir.

O modelo de gestão característico da política brasileira de recursos hídricos elegeu a bacia hidrográfica como unidade espacial de planejamento, visando à resolução de conflitos entre usuários, à solução de problemas de poluição das águas e à restrição, de modo a conservar a cobertura vegetal, do desmatamento de áreas de mananciais.
Questão 48

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A proteção à biodiversidade e aos ecossistemas ameaçados pela atividade humana tem mobilizado governos, agências multilaterais, organismos internacionais de financiamento e organizações não governamentais em direção à elaboração de políticas públicas e à definição de estratégias de conservação.

Acerca dessa atual tendência da gestão ambiental, julgue (C ou E) os itens a seguir.

A proteção do Cerrado, prevista nas metas do plano estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica, justifica-se pela necessidade de recuperação de áreas desmatadas ou degradadas pelas pastagens.
Questão 49

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
O Brasil, que sempre se caracterizou pela existência, em
 
uma região ou em outra, de fronteira de povoamento, viu, com o
 
processo de industrialização do campo, o aparecimento de
 
fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
5
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira
 
suscitam novos centros de comercialização e beneficiamento de
 
produção agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços
 
ou, em muitos casos, de centros que já nascem como reservatórios
 
de uma força de trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E) os itens seguintes.
A implantação, na região amazônica, de atividades industriais e agrárias exploradas por empresas públicas e privadas exemplifica o processo de desenvolvimento descrito no texto.
Questão 50

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
O Brasil, que sempre se caracterizou pela existência, em
 
uma região ou em outra, de fronteira de povoamento, viu, com o
 
processo de industrialização do campo, o aparecimento de
 
fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
5
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira
 
suscitam novos centros de comercialização e beneficiamento de
 
produção agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços
 
ou, em muitos casos, de centros que já nascem como reservatórios
 
de uma força de trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Dado o processo de industrialização do campo, resultante da modernização das técnicas e das relações sociais de produção, a maior parte da força de trabalho da produção agrícola concentra-se nas grandes propriedades, o que reduz o índice de subemprego e atenua a baixa produtividade rural.
Questão 51

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
O Brasil, que sempre se caracterizou pela existência, em
 
uma região ou em outra, de fronteira de povoamento, viu, com o
 
processo de industrialização do campo, o aparecimento de
 
fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
5
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira
 
suscitam novos centros de comercialização e beneficiamento de
 
produção agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços
 
ou, em muitos casos, de centros que já nascem como reservatórios
 
de uma força de trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Sob o impacto da globalização, as transformações mencionadas no texto provocam uma menor diferenciação entre os centros urbanos, que passam a desempenhar as mesmas funções na rede urbana, ou seja, a de reservatórios de força de trabalho temporária.
Questão 52

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
O Brasil, que sempre se caracterizou pela existência, em
 
uma região ou em outra, de fronteira de povoamento, viu, com o
 
processo de industrialização do campo, o aparecimento de
 
fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
5
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira
 
suscitam novos centros de comercialização e beneficiamento de
 
produção agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços
 
ou, em muitos casos, de centros que já nascem como reservatórios
 
de uma força de trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Contraditoriamente, a criação de novos centros urbanos acentuou a concentração espacial da população brasileira, o que se evidencia na distribuição populacional ainda marcada por vazios populacionais e pela existência de um processo de fragmentação da rede urbana.
Questão 53

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os próximos itens, relativos à formação histórica do território brasileiro.
A formação histórica do território brasileiro iniciou-se com a assinatura do Tratado de Madri, que determinou, por meio da criação de uma linha imaginária, o primeiro limite territorial da colônia portuguesa nas Américas.
Questão 54

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os próximos itens, relativos à formação histórica do território brasileiro.
No início do século XX, o governo brasileiro assegurou a posse de novas terras por meio de acordos diplomáticos que envolveram questões fronteiriças com a Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Suriname, nos quais se destacou a figura do Barão do Rio Branco.
Questão 55

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os próximos itens, relativos à formação histórica do território brasileiro.
Os séculos XVII e XVIII constituem marcos da exploração de imensas propriedades rurais, com limites mal definidos, doadas pela Coroa portuguesa a aristocratas portugueses.
Questão 56

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Julgue (C ou E) os próximos itens, relativos à formação histórica do território brasileiro.
Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento, a configuração atual do território brasileiro permanece conforme a implantação das capitanias hereditárias.
Questão 57

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Godzilla’s grandchildren
 
In Japan there is no kudos in going to jail for your art.
 
Bending the rules, let alone breaking them, is largely taboo.
 
That was one reason Toshinori Mizuno was terrified as he
5
worked undercover at the Fukushima Dai-ichi nuclear-power
 
plant, trying to get the shot that shows him in front of the
 
mangled third reactor holding up a referee’s red card. He was
 
also terrified of the radiation, which registered its highest
 
reading where he took the photograph. The only reason he did
10
not arouse suspicion, he says, is because he was in regulation
 
radiation kit. And in Japan people rarely challenge a man in
 
uniform.
 
Mr. Mizuno is part of ChimPom, a six-person
 
collective of largely unschooled artists who have spent a lot of
15
time getting into tight spots since the disaster, and are
 
engagingly thoughtful about the results.
 
It is easy to dismiss ChimPom’s work as a publicity16
 
stunt. But the artists’ actions speak at least as loudly as their
 
images. There is a logic to their seven years of guerrilla art that
20
has become clearer since the nuclear disaster of March 11th
 
2011. In fact, Noi Sawaragi, a prominent art critic, says they
 
may be hinting at a new direction in Japanese contemporary
 
art.
 
Radiation and nuclear annihilation have suffused
25
Japan’s subculture since the film Gojira (the Japanese
 
Godzilla) in 1954. The two themes crop up repeatedly in
 
manga and anime cartoons.
 
Other young artists are ploughing similar ground.
 
Kota Takeuchi, for instance, secretly took a job at Fukushima
30
Dai-ichi and is recorded pointing an angry finger at the camera
 
that streams live images of the site. Later he used public news
 
conferences to pressure Tepco, operator of the plant, about the
 
conditions of its workers inside. His work, like ChimPom’s,
 
blurs the distinction between art and activism.
35
Japanese political art is unusual and the new
 
subversiveness could be a breath of fresh air; if only anyone
 
noticed. The ChimPom artists have received scant coverage in
 
the stuffy arts pages of the national newspapers. The group
 
held just one show of Mr. Mizuno’s reactor photographs in
Japan. He says: “The timing has not been right. The media will just want to make the work look like a crime.”40 Internet: <www.economist.
According to the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
Toshinori Mizuno was more concerned with the radiation he was exposed to while he was at the nuclear-power plant than with the fact that his art challenged the Japanese established rules.
Questão 58

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Godzilla’s grandchildren
 
In Japan there is no kudos in going to jail for your art.
 
Bending the rules, let alone breaking them, is largely taboo.
 
That was one reason Toshinori Mizuno was terrified as he
5
worked undercover at the Fukushima Dai-ichi nuclear-power
 
plant, trying to get the shot that shows him in front of the
 
mangled third reactor holding up a referee’s red card. He was
 
also terrified of the radiation, which registered its highest
 
reading where he took the photograph. The only reason he did
10
not arouse suspicion, he says, is because he was in regulation
 
radiation kit. And in Japan people rarely challenge a man in
 
uniform.
 
Mr. Mizuno is part of ChimPom, a six-person
 
collective of largely unschooled artists who have spent a lot of
15
time getting into tight spots since the disaster, and are
 
engagingly thoughtful about the results.
 
It is easy to dismiss ChimPom’s work as a publicity16
 
stunt. But the artists’ actions speak at least as loudly as their
 
images. There is a logic to their seven years of guerrilla art that
20
has become clearer since the nuclear disaster of March 11th
 
2011. In fact, Noi Sawaragi, a prominent art critic, says they
 
may be hinting at a new direction in Japanese contemporary
 
art.
 
Radiation and nuclear annihilation have suffused
25
Japan’s subculture since the film Gojira (the Japanese
 
Godzilla) in 1954. The two themes crop up repeatedly in
 
manga and anime cartoons.
 
Other young artists are ploughing similar ground.
 
Kota Takeuchi, for instance, secretly took a job at Fukushima
30
Dai-ichi and is recorded pointing an angry finger at the camera
 
that streams live images of the site. Later he used public news
 
conferences to pressure Tepco, operator of the plant, about the
 
conditions of its workers inside. His work, like ChimPom’s,
 
blurs the distinction between art and activism.
35
Japanese political art is unusual and the new
 
subversiveness could be a breath of fresh air; if only anyone
 
noticed. The ChimPom artists have received scant coverage in
 
the stuffy arts pages of the national newspapers. The group
 
held just one show of Mr. Mizuno’s reactor photographs in
Japan. He says: “The timing has not been right. The media will just want to make the work look like a crime.”40 Internet: <www.economist.
According to the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
Some Fukushima Dai-ichi employers have turned into political activists after the accident of 2011.
Questão 59

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Godzilla’s grandchildren
 
In Japan there is no kudos in going to jail for your art.
 
Bending the rules, let alone breaking them, is largely taboo.
 
That was one reason Toshinori Mizuno was terrified as he
5
worked undercover at the Fukushima Dai-ichi nuclear-power
 
plant, trying to get the shot that shows him in front of the
 
mangled third reactor holding up a referee’s red card. He was
 
also terrified of the radiation, which registered its highest
 
reading where he took the photograph. The only reason he did
10
not arouse suspicion, he says, is because he was in regulation
 
radiation kit. And in Japan people rarely challenge a man in
 
uniform.
 
Mr. Mizuno is part of ChimPom, a six-person
 
collective of largely unschooled artists who have spent a lot of
15
time getting into tight spots since the disaster, and are
 
engagingly thoughtful about the results.
 
It is easy to dismiss ChimPom’s work as a publicity16
 
stunt. But the artists’ actions speak at least as loudly as their
 
images. There is a logic to their seven years of guerrilla art that
20
has become clearer since the nuclear disaster of March 11th
 
2011. In fact, Noi Sawaragi, a prominent art critic, says they
 
may be hinting at a new direction in Japanese contemporary
 
art.
 
Radiation and nuclear annihilation have suffused
25
Japan’s subculture since the film Gojira (the Japanese
 
Godzilla) in 1954. The two themes crop up repeatedly in
 
manga and anime cartoons.
 
Other young artists are ploughing similar ground.
 
Kota Takeuchi, for instance, secretly took a job at Fukushima
30
Dai-ichi and is recorded pointing an angry finger at the camera
 
that streams live images of the site. Later he used public news
 
conferences to pressure Tepco, operator of the plant, about the
 
conditions of its workers inside. His work, like ChimPom’s,
 
blurs the distinction between art and activism.
35
Japanese political art is unusual and the new
 
subversiveness could be a breath of fresh air; if only anyone
 
noticed. The ChimPom artists have received scant coverage in
 
the stuffy arts pages of the national newspapers. The group
 
held just one show of Mr. Mizuno’s reactor photographs in
Japan. He says: “The timing has not been right. The media will just want to make the work look like a crime.”40 Internet: <www.economist.
According to the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The Japanese in general are enthusiastic about artists who get in trouble for breaking the traditional dogmas prevalent in the artistic milieu.
Questão 60

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Godzilla’s grandchildren
 
In Japan there is no kudos in going to jail for your art.
 
Bending the rules, let alone breaking them, is largely taboo.
 
That was one reason Toshinori Mizuno was terrified as he
5
worked undercover at the Fukushima Dai-ichi nuclear-power
 
plant, trying to get the shot that shows him in front of the
 
mangled third reactor holding up a referee’s red card. He was
 
also terrified of the radiation, which registered its highest
 
reading where he took the photograph. The only reason he did
10
not arouse suspicion, he says, is because he was in regulation
 
radiation kit. And in Japan people rarely challenge a man in
 
uniform.
 
Mr. Mizuno is part of ChimPom, a six-person
 
collective of largely unschooled artists who have spent a lot of
15
time getting into tight spots since the disaster, and are
 
engagingly thoughtful about the results.
 
It is easy to dismiss ChimPom’s work as a publicity16
 
stunt. But the artists’ actions speak at least as loudly as their
 
images. There is a logic to their seven years of guerrilla art that
20
has become clearer since the nuclear disaster of March 11th
 
2011. In fact, Noi Sawaragi, a prominent art critic, says they
 
may be hinting at a new direction in Japanese contemporary
 
art.
 
Radiation and nuclear annihilation have suffused
25
Japan’s subculture since the film Gojira (the Japanese
 
Godzilla) in 1954. The two themes crop up repeatedly in
 
manga and anime cartoons.
 
Other young artists are ploughing similar ground.
 
Kota Takeuchi, for instance, secretly took a job at Fukushima
30
Dai-ichi and is recorded pointing an angry finger at the camera
 
that streams live images of the site. Later he used public news
 
conferences to pressure Tepco, operator of the plant, about the
 
conditions of its workers inside. His work, like ChimPom’s,
 
blurs the distinction between art and activism.
35
Japanese political art is unusual and the new
 
subversiveness could be a breath of fresh air; if only anyone
 
noticed. The ChimPom artists have received scant coverage in
 
the stuffy arts pages of the national newspapers. The group
 
held just one show of Mr. Mizuno’s reactor photographs in
Japan. He says: “The timing has not been right. The media will just want to make the work look like a crime.”40 Internet: <www.economist.
According to the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
Mr. Mizuno believes the radiation kit protected him from more than the radiation in the area.
Questão 61

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The recent discovery of a planet with some features very similar to those of the Earth is one of the interesting finds of the Kepler space telescope.
Questão 62

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The European TV correspondent reported a scientific find that had been long known as if it were a recent breakthrough.
Questão 63

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Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The researchers seem baffled by the recent find of the probe, since they did not expect planets to survive their sun’s expansion and subsequent shrinkage.
Questão 64

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Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The article mocks the European TV correspondent’s disinformation about astronomy.
Questão 65

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1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
According to the text, judge if the items below about Natalie Batalha are right (C) or wrong (E).
She is the chief researcher of the space project that involves the Kepler telescope.
Questão 66

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
According to the text, judge if the items below about Natalie Batalha are right (C) or wrong (E).
She was taken aback by the European TV correspondent’s ignorance about the natural process of a star’s living cycle.
Questão 67

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1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
According to the text, judge if the items below about Natalie Batalha are right (C) or wrong (E).
Natalie Batalha demonstrated how planets can survive the death of the star they orbit.
Questão 68

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1
Natalie Batalha has had plenty of experience fielding
 
questions from both layfolk and other scientists over the past
 
couple of years — and with good reason. Batalha is the deputy
 
principal investigator for the spectacularly successful Kepler
5
space telescope, which has found evidence of more than 2,000
 
planets orbiting distant stars so far — including, just last week,
 
a world almost exactly the size of Earth.
 
But Kepler is giving astronomers all sorts of new
 
information about stars as well, and that’s what an European
10
TV correspondent wanted to know about during an interview
 
last year. Was it true, she asked, that stars like the sun will
 
eventually swell up and destroy their planets? It’s a common
 
question, and Batalha recited the familiar answer, one that’s
 
been in astronomy textbooks for at least half a century: Yes,
15
it’s true. Five or six billion years from now, Earth will be burnt
 
to a cinder. This old news was apparently quite new to the
 
European correspondent, because when she reported her
 
terrifying scoop, she added a soupçon of conspiracy theory to
 
it: NASA, she suggested, was trying to downplay the story.
20
It was not a proud moment for science journalism, but
 
unexpectedly, at about the same time the European
 
correspondent was reporting her nonbulletin, Kepler scientists
 
did discover a whole new wrinkle to the planet-eating-star
 
scenario: it’s apparently possible for planets to be swallowed
25
up by their suns and live to tell the tale. According to a paper
 
just published in Nature, the Kepler probe has taken a closer
 
look at a star called KOI 55 and identified it as a “B
 
subdwarf”, the red-hot corpse of a sunlike star, one that already
 
went through its deadly expansion. Around it are two planets,
30
both a bit smaller than Earth — and both so close to their home
 
star that even the tiniest solar expansion ought to have
 
consumed them whole. And yet they seem, writes astronomer
 
Eliza Kempton in a Nature commentary, “to be alive and well.
 
Which begs the question, how did they survive?”
35
How indeed? A star like the sun takes about 10 billion
 
years to use up the hydrogen supply. Once the hydrogen is
 
gone, the star cools from white hot to red hot and swells
 
dramatically: in the case of our solar system, the sun’s outer
 
layers will reach all the way to Earth. Eventually, those outer
40
layers will waft away to form what’s called a planetary nebula
 
while the core shrinks back into an object just like KOI 55.
 
If a planet like Earth spent a billion years simmering
 
in the outer layers of a star it would, says astronomer Betsy
 
Green, “just evaporate. Only planets with masses very much
45
larger than the Earth, like Jupiter or Saturn, could possibly survive.”
 
And yet these two worlds, known as KOI 55.01 and
 
KOI 55.02, lived through the ordeal anyway. The key to this
 
seeming impossibility, suggest the astronomers, is that the
 
planets may have begun life as gas giants like Jupiter or Saturn,
50
with rocky cores surrounded by vast, crushing atmospheres. As
 
the star expanded, the gas giants would have spiraled inward
 
until they dipped into the stellar surface itself. The plunge
 
would have been enough to strip off their atmospheres, but
 
their rocky interiors could have survived — leaving,
55
eventually, the bleak tableau of the naked cores of two planets
 
orbiting the naked core of an elderly star.
Internet: <www.time.com> (adapted).
According to the text, judge if the items below about Natalie Batalha are right (C) or wrong (E).
Natalie Batalha is used to talking about her research to specialists and non-specialists alike.
Questão 69

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The music produced by the slaves had the power to incite them to rebel against their appalling condition.
Questão 70

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The author of the text ascribes his nascent political awareness regarding slavery to the tunes he heard the slaves sing.
Questão 71

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The narrator believes that his fellow slaves managed to translate their dire predicament into moving tunes.
Questão 72

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
To outsiders, the music sung by the slaves would probably sound like babbling.
Questão 73

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Regarding the text, judge if the items below are right (C) or wrong (E).
The fragment “quicken my sympathies for my brethren in bonds” (R.28) means that the narrator is fast when it comes to forging emotional and spiritual bonds with his own real family through music.
Questão 74

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Regarding the text, judge if the items below are right (C) or wrong (E).
In “than the reading of whole volumes” (R.9-10), the omission of the definite article would not interfere with the grammar correction of the sentence.
Questão 75

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
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slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Regarding the text, judge if the items below are right (C) or wrong (E).
The relationship the word “within” (R.13) bears with “without” (R.14) is one of opposition.
Questão 76

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
While on their way, the slaves selected to go to the
 
great House farm would make the dense old woods, for miles
 
around, reverberate with their wild songs, revealing at once the
 
highest joy and the deepest sadness. (...) They would sing, as
5
a chorus, to words which to many would seem unmeaning
 
jargon, but which, nevertheless, were full of meaning to
 
themselves. I have sometimes thought that the mere hearing of
 
those songs would do more to impress some minds with the
 
horrible character of slavery, than the reading of whole
10
volumes of philosophy on the subject could do.
 
I did not, when a slave, understand the deep meaning
 
of those rude and apparently incoherent songs. I was myself
 
within the circle; so that I neither saw nor heard as those
 
without might see and hear. They told a tale of woe which was
15
then altogether beyond my feeble comprehension; they were
 
tones loud, long, and deep; they breathed the prayer and
 
complaint of souls boiling over with the bitterest anguish.
 
Every tone was a testimony against slavery, and a prayer to
 
God for deliverance from chains. The hearing of those wild
20
notes always depressed my spirit, and filled me with ineffable
 
sadness. I have frequently found myself in tears while hearing
 
them. The mere recurrence to those songs, even now, afflicts
 
me; and while I am writing these lines, an expression of feeling
 
has already found its way down my cheek. To those songs I
25
trace my first glimmering conception of the dehumanizing
 
character of slavery. I can never get rid of that conception.
 
Those songs still follow me, to deepen my hatred of slavery,
 
and quicken my sympathies for my brethren in bonds. If any
 
one wishes to be impressed with the soul-killing effects of
30
slavery, let him go to Colonel Lloyd’s plantation, and, on
 
allowance-day, place himself in the deep pine woods, and there31
 
let him, in silence, analyze the sounds that shall pass through
 
the chambers of his soul, and if he is not thus impressed, it will
 
only be because “there is no flesh in his obdurate heart.”
Frederick Douglass. Narrative of the life of Frederick Douglass, an American slave. Charleston (SC): Forgotten Books, 2008, p. 26-7 (adapted).
Regarding the text, judge if the items below are right (C) or wrong (E).
Although the slaves’ songs touched the narrator’s heart, the uncultured quality of their music sometimes annoyed him, as shown in the fragment “The hearing of those wild notes always depressed my spirit” (R.19-20).
Questão 77

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Caravaggio’s art is made from darkness and light. His
 
pictures present spotlit moments of extreme and often agonized
 
human experience. A man is decapitated in his bedchamber,
 
blood spurting from a deep gash in his neck. A woman is shot
5
in the stomach with a bow and arrow at point-blank range.
 
Caravaggio’s images freeze time but also seem to hover on the
 
brink of their own disappearance. Faces are brightly
 
illuminated. Details emerge from darkness with such uncanny
 
clarity that they might be hallucinations. Yet always the
10
shadows encroach, the pools of blackness that threaten to
 
obliterate all. Looking at his pictures is like looking at the
 
world of flashes of lightning.
 
Caravaggio’s life is like his art, a series of lightning
 
flashes in the darkness of nights. He is a man who can never be
15
known in full because almost all that he did, said and thought
 
is lost in the irrecoverable past. He was one of the most
 
electrifying original artists ever to have lived, yet we have only
 
one solitary sentence from him on the subject of painting —
 
the sincerity of which is, in any case, questionable, since it was
20
elicited from him when he was under interrogation for the
 
capital crime of libel.
 
When Caravaggio emerges from the obscurity of the
 
past he does so, like the characters in his own paintings, as a
 
man in extremis. He lived much of his life as a fugitive, and
25
that is how he is preserved in history — a man on the run,
 
heading for the hills, keeping to the shadows. But he is caught,
 
now and again, by the sweeping beam of a searchlight. Each
 
glimpse is different. He appears in many guises and moods.
 
Caravaggio throws stones at the house of his landlady and
30
sings ribald songs outside her window. He has a fight with a
 
waiter about the dressing on a plate of artichokes. His life is a
 
series of intriguing and vivid tableaux — scenes that abruptly
 
switch from low farce to high drama.
Andrew Graham-Dixon. Caravaggio: a life sacred and profane. New York – London: W. W. Norton & Company, 2010 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
In the second paragraph, the author suggests that information collected under duress is not reliable.
Questão 78

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Caravaggio’s art is made from darkness and light. His
 
pictures present spotlit moments of extreme and often agonized
 
human experience. A man is decapitated in his bedchamber,
 
blood spurting from a deep gash in his neck. A woman is shot
5
in the stomach with a bow and arrow at point-blank range.
 
Caravaggio’s images freeze time but also seem to hover on the
 
brink of their own disappearance. Faces are brightly
 
illuminated. Details emerge from darkness with such uncanny
 
clarity that they might be hallucinations. Yet always the
10
shadows encroach, the pools of blackness that threaten to
 
obliterate all. Looking at his pictures is like looking at the
 
world of flashes of lightning.
 
Caravaggio’s life is like his art, a series of lightning
 
flashes in the darkness of nights. He is a man who can never be
15
known in full because almost all that he did, said and thought
 
is lost in the irrecoverable past. He was one of the most
 
electrifying original artists ever to have lived, yet we have only
 
one solitary sentence from him on the subject of painting —
 
the sincerity of which is, in any case, questionable, since it was
20
elicited from him when he was under interrogation for the
 
capital crime of libel.
 
When Caravaggio emerges from the obscurity of the
 
past he does so, like the characters in his own paintings, as a
 
man in extremis. He lived much of his life as a fugitive, and
25
that is how he is preserved in history — a man on the run,
 
heading for the hills, keeping to the shadows. But he is caught,
 
now and again, by the sweeping beam of a searchlight. Each
 
glimpse is different. He appears in many guises and moods.
 
Caravaggio throws stones at the house of his landlady and
30
sings ribald songs outside her window. He has a fight with a
 
waiter about the dressing on a plate of artichokes. His life is a
 
series of intriguing and vivid tableaux — scenes that abruptly
 
switch from low farce to high drama.
Andrew Graham-Dixon. Caravaggio: a life sacred and profane. New York – London: W. W. Norton & Company, 2010 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The text is built on images associated with darkness, which suggests that Caravaggio’s life, as well as the quality of his art, was shadowy and shady.
Questão 79

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Caravaggio’s art is made from darkness and light. His
 
pictures present spotlit moments of extreme and often agonized
 
human experience. A man is decapitated in his bedchamber,
 
blood spurting from a deep gash in his neck. A woman is shot
5
in the stomach with a bow and arrow at point-blank range.
 
Caravaggio’s images freeze time but also seem to hover on the
 
brink of their own disappearance. Faces are brightly
 
illuminated. Details emerge from darkness with such uncanny
 
clarity that they might be hallucinations. Yet always the
10
shadows encroach, the pools of blackness that threaten to
 
obliterate all. Looking at his pictures is like looking at the
 
world of flashes of lightning.
 
Caravaggio’s life is like his art, a series of lightning
 
flashes in the darkness of nights. He is a man who can never be
15
known in full because almost all that he did, said and thought
 
is lost in the irrecoverable past. He was one of the most
 
electrifying original artists ever to have lived, yet we have only
 
one solitary sentence from him on the subject of painting —
 
the sincerity of which is, in any case, questionable, since it was
20
elicited from him when he was under interrogation for the
 
capital crime of libel.
 
When Caravaggio emerges from the obscurity of the
 
past he does so, like the characters in his own paintings, as a
 
man in extremis. He lived much of his life as a fugitive, and
25
that is how he is preserved in history — a man on the run,
 
heading for the hills, keeping to the shadows. But he is caught,
 
now and again, by the sweeping beam of a searchlight. Each
 
glimpse is different. He appears in many guises and moods.
 
Caravaggio throws stones at the house of his landlady and
30
sings ribald songs outside her window. He has a fight with a
 
waiter about the dressing on a plate of artichokes. His life is a
 
series of intriguing and vivid tableaux — scenes that abruptly
 
switch from low farce to high drama.
Andrew Graham-Dixon. Caravaggio: a life sacred and profane. New York – London: W. W. Norton & Company, 2010 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
The author provides the opening paragraph with a cinematic quality for he attempts to create dynamic scenes.
Questão 80

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
Caravaggio’s art is made from darkness and light. His
 
pictures present spotlit moments of extreme and often agonized
 
human experience. A man is decapitated in his bedchamber,
 
blood spurting from a deep gash in his neck. A woman is shot
5
in the stomach with a bow and arrow at point-blank range.
 
Caravaggio’s images freeze time but also seem to hover on the
 
brink of their own disappearance. Faces are brightly
 
illuminated. Details emerge from darkness with such uncanny
 
clarity that they might be hallucinations. Yet always the
10
shadows encroach, the pools of blackness that threaten to
 
obliterate all. Looking at his pictures is like looking at the
 
world of flashes of lightning.
 
Caravaggio’s life is like his art, a series of lightning
 
flashes in the darkness of nights. He is a man who can never be
15
known in full because almost all that he did, said and thought
 
is lost in the irrecoverable past. He was one of the most
 
electrifying original artists ever to have lived, yet we have only
 
one solitary sentence from him on the subject of painting —
 
the sincerity of which is, in any case, questionable, since it was
20
elicited from him when he was under interrogation for the
 
capital crime of libel.
 
When Caravaggio emerges from the obscurity of the
 
past he does so, like the characters in his own paintings, as a
 
man in extremis. He lived much of his life as a fugitive, and
25
that is how he is preserved in history — a man on the run,
 
heading for the hills, keeping to the shadows. But he is caught,
 
now and again, by the sweeping beam of a searchlight. Each
 
glimpse is different. He appears in many guises and moods.
 
Caravaggio throws stones at the house of his landlady and
30
sings ribald songs outside her window. He has a fight with a
 
waiter about the dressing on a plate of artichokes. His life is a
 
series of intriguing and vivid tableaux — scenes that abruptly
 
switch from low farce to high drama.
Andrew Graham-Dixon. Caravaggio: a life sacred and profane. New York – London: W. W. Norton & Company, 2010 (adapted).
Based on the text, judge if the following items are right (C) or wrong (E).
From the passage “He is a man who can never be known in full because almost all that he did, said and thought is lost in the irrecoverable past.” (R.14-16) it can be correctly inferred that the author is of the opinion that the study of history is a futile attempt to reconstruct events from the past.
Questão 81

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No Brasil, o processo interno da independência e os
 
problemas internacionais suscitados apresentam mais pontos
 
divergentes que semelhantes em relação ao restante da América
 
Latina. Um século antes da Sociedade das Nações, primeira
5
tentativa de conferir institucionalidade formal ao sistema
 
internacional, a aceitação de um ator recém-independente no
 
cenário mundial dependia, em última instância, do reconhecimento
 
da legitimidade do novo participante pelas grandes potências.
Rubens Ricupero. O Brasil no mundo. In: Lilia Moritz Schwarcz (dir.). História do Brasil nação: 1808-2010, v. 1. Madri: Fundación Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 139 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico da Independência do Brasil bem como aspectos marcantes do Primeiro Reinado (1822-1831), julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O reconhecimento da independência do Brasil, diferentemente do que se verificou com as colônias espanholas na América, ocorreu mediante negociação tripartite, na qual se destacou a mediação da Inglaterra entre metrópole e ex-colônia.
Questão 82

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No Brasil, o processo interno da independência e os
 
problemas internacionais suscitados apresentam mais pontos
 
divergentes que semelhantes em relação ao restante da América
 
Latina. Um século antes da Sociedade das Nações, primeira
5
tentativa de conferir institucionalidade formal ao sistema
 
internacional, a aceitação de um ator recém-independente no
 
cenário mundial dependia, em última instância, do reconhecimento
 
da legitimidade do novo participante pelas grandes potências.
Rubens Ricupero. O Brasil no mundo. In: Lilia Moritz Schwarcz (dir.). História do Brasil nação: 1808-2010, v. 1. Madri: Fundación Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 139 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico da Independência do Brasil bem como aspectos marcantes do Primeiro Reinado (1822-1831), julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A Inglaterra demorou a reconhecer o Brasil independente, porque, a despeito da importância relativamente pequena do mercado brasileiro para as exportações britânicas e do fim do tráfico africano assegurado pelo governo de D. Pedro I, era forte a resistência das elites locais à renovação dos tratados de 1810, extremamente vantajosos para os ingleses.
Questão 83

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No Brasil, o processo interno da independência e os
 
problemas internacionais suscitados apresentam mais pontos
 
divergentes que semelhantes em relação ao restante da América
 
Latina. Um século antes da Sociedade das Nações, primeira
5
tentativa de conferir institucionalidade formal ao sistema
 
internacional, a aceitação de um ator recém-independente no
 
cenário mundial dependia, em última instância, do reconhecimento
 
da legitimidade do novo participante pelas grandes potências.
Rubens Ricupero. O Brasil no mundo. In: Lilia Moritz Schwarcz (dir.). História do Brasil nação: 1808-2010, v. 1. Madri: Fundación Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 139 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico da Independência do Brasil bem como aspectos marcantes do Primeiro Reinado (1822-1831), julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O trecho final do texto sugere que o reconhecimento do Estado nacional brasileiro pelos Estados Unidos da América (EUA) era condição essencial para que outras potências também o fizessem, devido à relevância de Washington no jogo de poder mundial e à amplitude de sua ação internacional na primeira metade do século XIX.
Questão 84

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
No Brasil, o processo interno da independência e os
 
problemas internacionais suscitados apresentam mais pontos
 
divergentes que semelhantes em relação ao restante da América
 
Latina. Um século antes da Sociedade das Nações, primeira
5
tentativa de conferir institucionalidade formal ao sistema
 
internacional, a aceitação de um ator recém-independente no
 
cenário mundial dependia, em última instância, do reconhecimento
 
da legitimidade do novo participante pelas grandes potências.
Rubens Ricupero. O Brasil no mundo. In: Lilia Moritz Schwarcz (dir.). História do Brasil nação: 1808-2010, v. 1. Madri: Fundación Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 139 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico da Independência do Brasil bem como aspectos marcantes do Primeiro Reinado (1822-1831), julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Com a independência do Brasil, foram prejudicados tanto os setores dominantes da ex-colônia, dado o rompimento da ponte estabelecida com a Coroa portuguesa na abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, quanto as elites do Vale do Paraíba, dados os acordos celebrados com a Inglaterra e com Portugal para o reconhecimento do novo Estado, mediante os quais foi renovada a perspectiva de poder da aristocracia açucareira nordestina.
Questão 85

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico a que ele se reporta, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Os avanços e recuos verificados na estratégia de abertura política formulada por Geisel e Golbery refletiam, respectivamente, o sentimento oposicionista, que começava a ganhar força na sociedade brasileira, e a linha-dura, com fortes pressões de áreas integrantes do sistema de poder contrárias a qualquer forma de distensão do regime.
Questão 86

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico a que ele se reporta, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Aparadas as arestas com alguns importantes e tradicionais parceiros, como França e Itália, o Brasil assinou, com a Alemanha, acordo nuclear que previa a implantação de centrais nucleares, o reprocessamento de combustíveis e a produção de reatores nucleares, com respectivas instalações e componentes, mas vetava, em face das pressões norte-americanas, a prospecção, o tratamento e o enriquecimento do urânio.
Questão 87

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico a que ele se reporta, julgue (C ou E) os itens seguintes.
A diplomacia econômica praticada pelo governo Geisel com a finalidade de promover o desenvolvimento pretendia reduzir as vulnerabilidades do país aos contingenciamentos da economia internacional, orientando-se pela busca de diversificação de parcerias, o que explica a aproximação do Brasil com a América Latina, a África e a Europa Oriental, entre outros parceiros.
Questão 88

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico a que ele se reporta, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Ao longo do regime militar instaurado, no Brasil, em 1964, a política externa brasileira para a África, a partir do governo Costa e Silva e principalmente do governo Geisel, subordinou-se aos imperativos econômicos; assim, a necessidade de abrir novos mercados para produtos industrializados e de obter fornecimento de petróleo, que levou o Brasil a reconhecer todas as ex-colônias portuguesas, superou os interesses estritamente políticos, assentados no desejo de afastar o país do modelo calcado na defesa de posições colonialistas.
Questão 89

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
A respeito da Revolução Industrial na Europa e de fatos a ela relacionados, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
A disseminação da economia industrial na Europa Continental foi facilitada pelos grandes fluxos de investimentos internacionais que surgiram dos excedentes de capitais, com o objetivo de boas oportunidades de negócios, o que permitiu a injeção de capitais no sistema financeiro europeu e de tecnologias no processo de industrialização.
Questão 90

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
De meados da década de 60 até o final da de 70 do século
 
passado, o Brasil ascendeu rapidamente na escala global de
 
distribuição de poder econômico relativo, e, com isso, suas
 
ambições e seu padrão de relacionamento com a economia mundial
5
mudaram. Essas transformações, que ocorreram de forma mais
 
complexa durante a presidência de Ernesto Geisel (1974-1979),
 
inserem-se em um contexto de declínio relativo dos EUA e de
 
distensão da Guerra Fria, os quais proporcionaram as condições
 
para a adoção de uma política econômica externa cuja tônica era a
10
diversificação de parcerias sob o signo da promoção do
 
desenvolvimento econômico.
Raphael Coutinho da Cunha e Rogério de Souza Farias. As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979). In: Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília: IBRI, jul.-dez./2011, p. 46 (com adaptações).
A respeito da Revolução Industrial na Europa e de fatos a ela relacionados, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
A expansão da Revolução Industrial na Europa favoreceu o surgimento de movimentos políticos e sociais, alguns deles relacionados ao rápido processo de urbanização que se verificou no continente a partir do século XIX.
Questão 91

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A respeito da Revolução Industrial na Europa e de fatos a ela relacionados, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
A economia industrial no continente europeu foi dinamizada, entre outros importantes fatores, pela inexistência, até a década de 60 do século XIX, de políticas protecionistas de comércio exterior.
Questão 92

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
A respeito da Revolução Industrial na Europa e de fatos a ela relacionados, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
O retardo do desenvolvimento da economia industrial nos países da Europa Continental, comparativamente ao da Grã-Bretanha, deveu-se à precária cultura liberal empreendedora e às dificuldades econômicas advindas de conflitos armados.
Questão 93

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A história mundial contemporânea, iniciada no último
 
terço do século XVIII, apresenta-se como uma sucessão de sistemas
 
mundiais intercalados por fases de transição e configuração de
 
novas lideranças. Assim, de 1776 (ano da independência dos EUA
5
e da publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith) a
 
1890, a Pax Britânica, embasada na Revolução Industrial e
 
regulada pelo liberalismo, deu início ao mundo dominado pelas
 
potências anglo-saxônicas.
 
Paulo G. Fagundes Visentini e Analúcia Danilevicz Pereira. História do mundo
10
contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 10 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos da história econômica mundial, julgue (C ou E) os itens seguintes.
O processo de colonização vigente nas décadas finais do século XIX integra um contexto de expansão do sistema produtivo, do qual resultam a busca de mercados consumidores, de matéria-prima industrial e de bases estratégicas, bem como o surgimento de áreas propícias ao investimento de capitais e ao recebimento dos contingentes populacionais excedentes das metrópoles.
Questão 94

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A história mundial contemporânea, iniciada no último
 
terço do século XVIII, apresenta-se como uma sucessão de sistemas
 
mundiais intercalados por fases de transição e configuração de
 
novas lideranças. Assim, de 1776 (ano da independência dos EUA
5
e da publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith) a
 
1890, a Pax Britânica, embasada na Revolução Industrial e
 
regulada pelo liberalismo, deu início ao mundo dominado pelas
 
potências anglo-saxônicas.
 
Paulo G. Fagundes Visentini e Analúcia Danilevicz Pereira. História do mundo
10
contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 10 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos da história econômica mundial, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Em A Riqueza das Nações, Adam Smith critica o mercantilismo, alinhando-se, nesse aspecto, com os fisiocratas franceses, mas deles se afastando ao sustentar que ao Estado compete conduzir e proteger a economia nacional na disputa por mercados com outros países.
Questão 95

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A história mundial contemporânea, iniciada no último
 
terço do século XVIII, apresenta-se como uma sucessão de sistemas
 
mundiais intercalados por fases de transição e configuração de
 
novas lideranças. Assim, de 1776 (ano da independência dos EUA
5
e da publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith) a
 
1890, a Pax Britânica, embasada na Revolução Industrial e
 
regulada pelo liberalismo, deu início ao mundo dominado pelas
 
potências anglo-saxônicas.
 
Paulo G. Fagundes Visentini e Analúcia Danilevicz Pereira. História do mundo
10
contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 10 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos da história econômica mundial, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Ao longo do século XIX, nas regiões economicamente mais dinâmicas, capitalismo e sociedade industrial consolidaram-se em meio a um cenário de crescente urbanização, de formação e expansão do mercado de trabalho assalariado, de uma economia cada vez mais permeada por bens industrializados, de concentração e centralização da riqueza e dos capitais em grandes empresas, e de um mercado em franco processo de mundialização.
Questão 96

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A história mundial contemporânea, iniciada no último
 
terço do século XVIII, apresenta-se como uma sucessão de sistemas
 
mundiais intercalados por fases de transição e configuração de
 
novas lideranças. Assim, de 1776 (ano da independência dos EUA
5
e da publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith) a
 
1890, a Pax Britânica, embasada na Revolução Industrial e
 
regulada pelo liberalismo, deu início ao mundo dominado pelas
 
potências anglo-saxônicas.
 
Paulo G. Fagundes Visentini e Analúcia Danilevicz Pereira. História do mundo
10
contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 10 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos da história econômica mundial, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Maior potência industrial do século XIX, a Inglaterra, que optou pela mediação política de autoridades locais em suas colônias, não se beneficiou da corrida imperialista na mesma proporção alcançada por seus concorrentes diretos, como a Alemanha.
Questão 97

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação ao colonialismo europeu no século XIX, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A disputa entre Portugal e Bélgica pelas riquezas minerais de Angola exemplifica a influência determinante exercida pela corrida colonial sobre a política continental, com a qual se envolveram as potências europeias no período de 1871 a 1890.
Questão 98

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação ao colonialismo europeu no século XIX, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, consagrou o princípio da ocupação declarada de áreas em litígio, garantindo a soberania ao país que ocupava o território.
Questão 99

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação ao colonialismo europeu no século XIX, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O novo colonialismo europeu, identificado a partir do último terço do século XIX, retomou a corrida por possessões coloniais, motivado pelos mesmos interesses e inspirado pelas mesmas dinâmicas políticas, religiosas, civilizacionais e econômicas que marcaram o século XVI.
Questão 100

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
Com relação ao colonialismo europeu no século XIX, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A corrida colonialista do final do século XIX, para a qual serve de exemplo de ordem econômica o capitalismo industrial, necessitado, naquele momento, de ampliar o fornecimento de matérias-primas e de aumentar o mercado consumidor, resultou da conjunção de vários processos, entre os quais se incluem fatores de natureza estratégica e ideológica.
Questão 101

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A Belle Époque terminou subitamente em 28 de junho de
 
1914, dia do assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono
 
da Áustria-Hungria, pelo jovem sérvio Gavrilo Princip. Aquele ato
 
de terror perpetrado em Sarajevo, nos turbulentos Bálcãs, empurrou
5
as potências para a guerra geral que ninguém desejava.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Ao término da Primeira Guerra, além de sofrer as consequências dos milhões de mortos e inválidos, a Europa viu-se devedora dos EUA, tendo perdido a primazia na economia mundial e, ainda, assistiu a manifestações de muitas de suas colônias, que reivindicavam a alteração de suas relações com as metrópoles.
Questão 102

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A Belle Époque terminou subitamente em 28 de junho de
 
1914, dia do assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono
 
da Áustria-Hungria, pelo jovem sérvio Gavrilo Princip. Aquele ato
 
de terror perpetrado em Sarajevo, nos turbulentos Bálcãs, empurrou
5
as potências para a guerra geral que ninguém desejava.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Comprovada a participação direta do governo sérvio no assassinato do sucessor ao trono austro-húngaro, o governo da Áustria radicalizou sua posição em relação ao de Belgrado. Ao apresentar seu ultimato à Sérvia, a Áustria demonstrou, ainda que de maneira sutil, apoio ao movimento nacionalista eslavo na região balcânica.
Questão 103

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1
A Belle Époque terminou subitamente em 28 de junho de
 
1914, dia do assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono
 
da Áustria-Hungria, pelo jovem sérvio Gavrilo Princip. Aquele ato
 
de terror perpetrado em Sarajevo, nos turbulentos Bálcãs, empurrou
5
as potências para a guerra geral que ninguém desejava.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) os itens seguintes.
Entre os contextos de crise que impeliram as potências para a guerra, destacam-se a criação da Entente Cordiale anglo-francesa e a reação alemã à sua criação, manifestada nas pretensões de Berlim em relação ao Marrocos, em claro sinal de que a Alemanha desejava barrar a expansão francesa no norte da África.
Questão 104

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1
A Belle Époque terminou subitamente em 28 de junho de
 
1914, dia do assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono
 
da Áustria-Hungria, pelo jovem sérvio Gavrilo Princip. Aquele ato
 
de terror perpetrado em Sarajevo, nos turbulentos Bálcãs, empurrou
5
as potências para a guerra geral que ninguém desejava.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) os itens seguintes.
A Belle Époque, destruída pela guerra, é definida como o espírito que prevaleceu na Europa antes de 1914, compartilhado por todos os estratos sociais e assentado nos sonhos otimistas e grandiosos provocados pela prosperidade e pelos avanços tecnológicos da Segunda Revolução Industrial.
Questão 105

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A ideia de uma União Europeia, de uma forma ou de
 
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
 
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
 
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
5
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
 
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
 
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
 
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu. Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a temática por ele abordada, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Exemplo de êxito daquilo que o texto identifica como “variedade de uniões alfandegárias”, o Zollverein foi o passo inicial e decisivo para o processo de unificação política alemã. Liderada pela burguesia austríaca, a crescente integração econômica dos Estados germânicos isolou a aristocracia junker e deu suporte à estratégia bismarckiana.
Questão 106

IRBr 2012 - CESPE - Diplomata
1
A ideia de uma União Europeia, de uma forma ou de
 
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
 
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
 
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
5
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
 
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
 
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
 
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu. Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a temática por ele abordada, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Ao lançar o Comecon (Conselho de Ajuda Mútua), o governo de Moscou pretendia estabelecer um mercado comum que integrasse as economias da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e dos países do Leste Europeu, estando essa decisão inserida no contexto de confronto ideológico, que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, e de reconstrução econômica da Europa Ocidental, capitaneada pelo Plano Marshall.
Questão 107

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1
A ideia de uma União Europeia, de uma forma ou de
 
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
 
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
 
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
5
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
 
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
 
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
 
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu. Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a temática por ele abordada, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Com o indispensável apoio do governo francês, representado por Raymond Poincaré e Aristide Briand, o britânico Lloyd George propôs, alguns anos depois de terminada a Primeira Guerra, um plano para a estabilização política e a reconstrução da Europa, no qual não se admitia a moratória do pagamento das reparações ditadas pelo Tratado de Versalhes.
Questão 108

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1
A ideia de uma União Europeia, de uma forma ou de
 
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
 
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
 
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
5
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
 
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
 
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
 
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu. Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a temática por ele abordada, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A assinatura de tratados como o de Roma e o de Maastricht resultou de um longo processo de integração europeia, iniciado no pós-Segunda Guerra, tendo o fim da Guerra Fria possibilitado, dada a remoção dos obstáculos geopolíticos que impunham limites à expansão do espaço comunitário, um novo ciclo de ampliação do número de países integrantes da União Europeia.
Questão 109

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A ideia de uma União Europeia, de uma forma ou de
 
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
 
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
 
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
5
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
 
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
 
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
 
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu. Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Considerando as negociações sobre armamentos estratégicos, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
As negociações entre os EUA e a União Soviética na década de 70 do século XX resultaram no estabelecimento de determinados limites para a produção de armas estratégicas.
Questão 110

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Considerando as negociações sobre armamentos estratégicos, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O Tratado de Não Proliferação Nuclear, cujo objetivo era evitar que os países não signatários desenvolvessem armas nucleares, foi um dos acordos decorrentes do avanço das negociações entabuladas no contexto do Plano Salt.
Questão 111

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Considerando as negociações sobre armamentos estratégicos, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O Plano Salt, acrônimo de Strategic Arms Limitation Talks, representou o marco inicial das negociações entre soviéticos, de um lado, e norte-americanos e britânicos, de outro.
Questão 112

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Considerando as negociações sobre armamentos estratégicos, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A década de 80 do século XX, marcada pela dedicação das superpotências ao manejo dos conflitos existentes na periferia do sistema internacional, iniciou-se, diferentemente da anterior, sob o signo da estabilidade, resultante da superação da corrida armamentista e da eliminação dos riscos da disseminação nuclear.
Questão 113

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Com relação às características do Estado brasileiro e à organização dos poderes, conforme disposto na CF, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Dada a inexistência, no ordenamento jurídico nacional, do denominado direito de secessão, qualquer tentativa de um estado-membro de exercer esse direito constitui ofensa à integridade nacional, o que dá ensejo à decretação de intervenção federal.
Questão 114

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Com relação às características do Estado brasileiro e à organização dos poderes, conforme disposto na CF, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Compete privativamente ao Senado Federal aprovar previamente, por voto secreto, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente, bem como autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal (DF), dos territórios e dos municípios.
Questão 115

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Com relação às características do Estado brasileiro e à organização dos poderes, conforme disposto na CF, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Cabe exclusivamente ao presidente da República, na condição de chefe de Estado, permitir, sem a necessidade de autorização do Congresso Nacional, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.
Questão 116

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Com relação às características do Estado brasileiro e à organização dos poderes, conforme disposto na CF, julgue (C ou E) os itens a seguir.
O processo e o julgamento de litígio entre a União e Estado estrangeiro ou organismo internacional constituem competências do Supremo Tribunal Federal (STF), cabendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar as causas e os conflitos entre a União e os estados-membros do Brasil, a União e o DF, ou entre uns e outros entes federados, incluindo-se as respectivas entidades da administração indireta.
Questão 117

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Acerca do processo legislativo e dos direitos e garantias fundamentais, conforme previstos na CF, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
O Congresso Nacional aprova os tratados e convenções internacionais mediante a edição de resolução, ato que dispensa sanção ou promulgação por parte do presidente da República.
Questão 118

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Acerca do processo legislativo e dos direitos e garantias fundamentais, conforme previstos na CF, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Embora esteja previsto na CF que os tratados aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois terços dos votos dos respectivos membros, equivalham às emendas constitucionais, não há, na atualidade, registro de ato ou convenção internacional que tenham sido aprovados de acordo com esse trâmite.
Questão 119

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Acerca do processo legislativo e dos direitos e garantias fundamentais, conforme previstos na CF, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
A iniciativa das leis complementares e ordinárias pode ser exercida tanto por parlamentares quanto por comissões da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, pelo presidente da República, pelo STF e tribunais superiores, pelo procurador-geral da República e por cidadãos, na forma e nos casos previstos na CF.
Questão 120

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Acerca do processo legislativo e dos direitos e garantias fundamentais, conforme previstos na CF, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, cabe ao STJ avocar para si, como forma de assegurar o cumprimento de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, inquérito ou processo que estiver em andamento no âmbito do primeiro e do segundo graus de jurisdição.
Questão 121

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A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, por princípios de direito internacional público previstos de forma expressa na CF.

Acerca da constitucionalização do direito internacional público no ordenamento jurídico brasileiro, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

O compromisso da República Federativa do Brasil com a manutenção da paz e com a não beligerância é enfatizado por referências textuais da Lei Maior à solução pacífica de controvérsias na ordem internacional.
Questão 122

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A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, por princípios de direito internacional público previstos de forma expressa na CF.

Acerca da constitucionalização do direito internacional público no ordenamento jurídico brasileiro, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

O Brasil, que consagra constitucionalmente o princípio da igualdade das nações, é membro da ONU, órgão em cujas decisões esse princípio nem sempre é adotado.
Questão 123

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A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, por princípios de direito internacional público previstos de forma expressa na CF.

Acerca da constitucionalização do direito internacional público no ordenamento jurídico brasileiro, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

O pan-americanismo é rigidamente acolhido como norma de política externa, com a previsão da integração econômica, política, social e cultural de todos os povos do continente, para o progresso da humanidade, com a formação de blocos econômicos e de associações regionais, como o MERCOSUL e a UNASUL.
Questão 124

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A República Federativa do Brasil rege-se, em suas relações internacionais, por princípios de direito internacional público previstos de forma expressa na CF.

Acerca da constitucionalização do direito internacional público no ordenamento jurídico brasileiro, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

No Brasil, a não intervenção e a não ingerência em assuntos internos de outras nações estão incorporadas à CF como normas que impedem o país de, sem prévia declaração de guerra, empregar suas Forças Armadas fora do território nacional.
Questão 125

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Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Considere que um consumidor gaste toda a sua renda com a compra de bens e serviços. Nessa hipótese, não é possível que todos os bens da cesta de consumo desse consumidor sejam bens inferiores.
Questão 126

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Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Sabendo-se que a função de serviços administrativos de determinado órgão público exije um computador para cada funcionário, conclui-se que as isoquantas entre esses dois insumos são formadas por linhas retas paralelas, cuja inclinação é igual a -1.
Questão 127

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Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Suponha que o aumento substancial dos preços cobrados para o estacionamento de veículos nas grandes cidades eleve a quantidade demandada de corridas de táxi nesses locais. Dessa forma, conclui-se que esse aumento de preços provoca um deslocamento ao longo da curva de demanda por serviços de táxi.
Questão 128

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Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Mudanças legislativas que facilitem a entrada de mão de obra estrangeira especializada na área de eletrônica contribuem para deslocar — para baixo e para a direita — a curva de oferta de longo prazo da indústria eletrônica.
Questão 129

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Com base na análise das estruturas de mercado, crucial para o entendimento da formação dos preços nos diferentes setores da economia, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
A cartelização de determinado mercado é facilitada quando as firmas que o compõem são do mesmo tamanho e se confrontam com demandas elásticas.
Questão 130

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Com base na análise das estruturas de mercado, crucial para o entendimento da formação dos preços nos diferentes setores da economia, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Alegar que as escolas públicas brasileiras, por serem muito pequenas, apresentam custos médios elevados é um raciocínio consistente com a existência de economias de escala na produção do ensino público.
Questão 131

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Com base na análise das estruturas de mercado, crucial para o entendimento da formação dos preços nos diferentes setores da economia, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Nos mercados competitivos, a maximização dos lucros no curto prazo, que exige que o preço seja superior ao custo médio de produção, impede uma firma de operar com perdas.
Questão 132

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Com base na análise das estruturas de mercado, crucial para o entendimento da formação dos preços nos diferentes setores da economia, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
O fato de as passagens aéreas compradas com antecedência serem, em geral, mais baratas que as compradas de última hora é compatível com a suposição de que as companhias aéreas atuam como monopólios que praticam discriminação de preços.


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