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FUB 2014

Revisor de Textos

Questão 1

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“quando possibilita (...) lógica” (L.27-29): ao possibilitar o crescimento do saber e do entendimento do público leigo sobre o processo científico e sua lógica.
Questão 2

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“especialmente (...) públicos” (L.34-35): especialmente em um país cuja a quase totalidade dos investimentos na área é pública.
Questão 3

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“Independentemente dos mitos (...) séculos” (L.7-11): Independentemente dos mitos, lendas e crenças, que moldaram as culturas mais atrasadas, o pensamento humano sempre esteve, de certa forma, ligado ao conhecimento científico que foi renovado e foi disseminado com o passar dos séculos.
Questão 4

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“Mesmo com todo (...) meios de comunicação de massa” (L.12-16): Questiona-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de comunicação de massa, apesar de todo o aparato tecnológico que tem tornado possível o acesso quase instantâneo à informação.
Questão 5

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1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas do texto.
A vírgula imediatamente após “aberta” (L.20) foi empregada para separar dois termos de mesma função sintática, uma vez que tanto “aberta” quanto “principal veículo condutor de conteúdos culturais” (L.20-21) exercem a função de adjunto adnominal do nome “televisão” (L.20).
Questão 6

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas do texto.
Em “o cerca” (L.4), o pronome “o”, que se refere ao termo “o homem” (L.3), exerce a função de complemento da forma verbal “cerca”.
Questão 7

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Há muito tempo a sociedade demonstra interesse por
 
assuntos relacionados à ciência e à tecnologia. Na verdade,
 
desde a pré-história, o homem busca explicações para a
 
realidade e os mistérios do mundo que o cerca. Observou os
5
movimentos das estrelas, manuseou o fogo, aprendeu a usar
 
ferramentas em seu favor, buscou respostas para os fenômenos
 
da natureza. Independentemente dos mitos, lendas e crenças
 
que moldaram as culturas mais primitivas, o pensamento
 
humano sempre esteve, de alguma forma, atrelado ao
10
conhecimento científico, que se renovou e se disseminou com
 
o passar dos séculos.
 
Mesmo com todo o aparato tecnológico, que tem
 
possibilitado o acesso praticamente instantâneo à informação,
 
questionam-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos
15
dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de
 
comunicação de massa. A divulgação, por meio do jornalismo
 
científico, está longe do ideal. Na grande mídia, a ciência e a
 
tecnologia ficam relegadas a segundo plano, restritas a notas e
 
notícias isoladas, em uma cobertura que busca sempre valorizar
20
o espetáculo e o sensacionalismo. A televisão aberta, principal
 
veículo condutor de conteúdos culturais, não contribui como
 
deveria para o processo de “alfabetização científica”, exibindo
 
programas sobre o tema em horários de baixa audiência.
 
Mas até que ponto é relevante incluir a sociedade de
25
massa na esfera de discussão de um grupo seleto de estudiosos?
 
A promoção da informação científica contribui para o processo
 
de construção da cidadania, quando possibilita a ampliação do
 
conhecimento e da compreensão do público leigo a respeito do
 
processo científico e de sua lógica, no momento em que
30
constrói uma opinião pública informada sobre os impactos do
 
desenvolvimento científico e tecnológico sobre a sociedade e
 
quando permite a ampliação da possibilidade e da qualidade de
 
participação da sociedade na formulação de políticas públicas
 
e na escolha de opções tecnológicas, especialmente em um país
35
onde a grande maioria dos investimentos na área são públicos.
Luiz Fernando Dal Pian Nobre. Do jornal para o livro: ensaios curtos de cientistas. Internet: < www.portcom.intercom.org.br> (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas do texto.
Na linha 13, o uso do acento indicativo de crase em “à informação” deve-se à regência do substantivo “acesso” e à presença do artigo feminino determinando “informação”.
Questão 8

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
De acordo com as ideias expressas no texto,.
para que a divulgação midiática de pesquisas e projetos seja compreensível e acessível, é necessário que os jornalistas se aproximem mais da esfera de atividade humana dos pesquisadores e vice-versa.
Questão 9

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
De acordo com as ideias expressas no texto,.
a comunidade científica é uma das principais apoiadoras da divulgação midiática de pesquisas e projetos, uma vez que essa divulgação contribui para o crescimento da comunidade científica.
Questão 10

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
De acordo com as ideias expressas no texto,.
a divulgação midiática de pesquisas e projetos é prejudicada pelo fato de que tanto os jornalistas quanto os pesquisadores, ao escreverem, se esquecem de que o seu texto será lido por um público geral e não por uma comunidade específica.
Questão 11

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.
A forma verbal “pertence” (L.36) está empregada no texto no sentido de participa, podendo ser por esta substituída, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do período.
Questão 12

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.
Na linha 9, o pronome “aqueles” exerce a função de sujeito das formas verbais “lerão” e “têm”, o que justifica o emprego do plural nessas formas.
Questão 13

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.
O pronome “sua” (L.23) remete ao termo “os dois profissionais” (L.22), que, por sua vez, se refere conjuntamente a “O jornalista” (L.13) e a “o pesquisador” (L.18).
Questão 14

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Muitas vezes, na divulgação midiática de pesquisas e
 
projetos científicos, o profissional da área de comunicação
 
tropeça em questões teóricas, não dá a devida importância para
 
a pesquisa em si, põe em foco questões do processo de
5
pesquisa que são irrelevantes para o projeto e para o
 
pesquisador, ou mesmo propaga conhecimentos e crenças
 
populares em vez de ser “fiel” ao trabalho do pesquisador. Já
 
o pesquisador, ao escrever sobre seu projeto ou pesquisa,
 
esquece por vezes que aqueles que lerão nem sempre têm
10
conhecimento linguístico da área e utiliza uma linguagem não
 
acessível a pessoas que não pertencem ao meio acadêmico e,
 
dessa forma, dificulta a divulgação de sua pesquisa.
 
O jornalista está dentro de uma esfera que tem como
 
foco a comunicação em si e não o que se comunica. O foco é
15
uma linguagem acessível, interessante e que chame a atenção
 
do público para comprar e consumir os textos e artigos que são
 
escritos e, se for necessário, ele sacrifica o conteúdo em prol da
 
atenção do público e da linguagem. Já o pesquisador está em
 
uma esfera cujo foco é o conteúdo, o objeto de pesquisa e a
20
pesquisa em si e, muitas vezes, ele sacrifica um grupo extenso
 
de leitores ao empregar linguagem específica, científica e não
 
acessível. Portanto, ao escrever, os dois profissionais têm de ter
 
em mente que sua esfera de atividade humana e, por
 
consequência, de comunicação, se torna mais complexa. O
25
jornalista deve ter em mente que, quando escreve sobre um
 
projeto científico, não atua apenas em sua área de atividade
 
humana, a comunicação, mas na comunicação científica. O
 
cientista ou pesquisador deve considerar que a divulgação de
 
sua pesquisa não deve ser feita apenas para a comunidade
30
científica, mas para o público em geral. Dessa forma, o
 
pesquisador precisa constantemente pensar mais nesse público
 
e, consequentemente, na linguagem utilizada. O jornalista, por
 
sua vez, precisa ficar mais atento à pesquisa que está sendo
 
divulgada. Cada um precisa aprender com o outro,
35
permitindo-se entrar mais em uma esfera de atividade humana
 
à qual não pertence originalmente. O principal motivo desse
 
intercâmbio de intenções ao escrever é aumentar o acesso do
 
público à ciência.
 
A academia não pode estar voltada apenas para seu
40
público interno. É muito importante que as informações sejam
 
divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo
 
fechado, até para que haja crescimento da própria comunidade
 
científica.
Camila Delmondes Dias et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. In: Ciência e Cultura. São Paulo, v. 65, n.o 2, jun./2013. Internet: < http://cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.
As orações “que as informações sejam divulgadas e não permaneçam circulando em um grupo fechado” (L.40-42), ligadas entre si por uma relação de coordenação, exercem a função de complemento do nome “importante” (L.40).
Questão 15

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1

 
Em 2006 e em 2010, o Ministério da Ciência e Tecnologia
 
promoveu uma pesquisa de cunho nacional cujo objetivo era fazer
 
um mapeamento do interesse, grau de informação, atitudes e visões
5
dos brasileiros sobre ciência e tecnologia. Para tanto, foram
 
realizadas 2.016 entrevistas organizadas quanto a variáveis como
 
gênero, idade, escolaridade, renda e região de moradia. Um dos
 
resultados a que se chegou é apresentado no gráfico acima, que
 
mostra a visão dos brasileiros em relação aos benefícios trazidos
10
pela ciência e tecnologia.
Ministério da Ciência e Tecnologia. Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil: resultados da enquete de 2010. Internet: < www.mct.gov.br> (com adaptações).
Considerando que ns/nr signifique que o entrevistado não sabe/não respondeu, julgue os itens com base nas informações acima.
Apenas 2,5% dos brasileiros entrevistados em 2010 acreditam que predominam os malefícios trazidos pela ciência e tecnologia.
Questão 16

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1

 
Em 2006 e em 2010, o Ministério da Ciência e Tecnologia
 
promoveu uma pesquisa de cunho nacional cujo objetivo era fazer
 
um mapeamento do interesse, grau de informação, atitudes e visões
5
dos brasileiros sobre ciência e tecnologia. Para tanto, foram
 
realizadas 2.016 entrevistas organizadas quanto a variáveis como
 
gênero, idade, escolaridade, renda e região de moradia. Um dos
 
resultados a que se chegou é apresentado no gráfico acima, que
 
mostra a visão dos brasileiros em relação aos benefícios trazidos
10
pela ciência e tecnologia.
Ministério da Ciência e Tecnologia. Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil: resultados da enquete de 2010. Internet: < www.mct.gov.br> (com adaptações).
Considerando que ns/nr signifique que o entrevistado não sabe/não respondeu, julgue os itens com base nas informações acima.
Somente em 2010, o brasileiro passou a acreditar que a ciência e a tecnologia resultam em mais benefícios que malefícios.
Questão 17

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1

 
Em 2006 e em 2010, o Ministério da Ciência e Tecnologia
 
promoveu uma pesquisa de cunho nacional cujo objetivo era fazer
 
um mapeamento do interesse, grau de informação, atitudes e visões
5
dos brasileiros sobre ciência e tecnologia. Para tanto, foram
 
realizadas 2.016 entrevistas organizadas quanto a variáveis como
 
gênero, idade, escolaridade, renda e região de moradia. Um dos
 
resultados a que se chegou é apresentado no gráfico acima, que
 
mostra a visão dos brasileiros em relação aos benefícios trazidos
10
pela ciência e tecnologia.
Ministério da Ciência e Tecnologia. Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil: resultados da enquete de 2010. Internet: < www.mct.gov.br> (com adaptações).
Considerando que ns/nr signifique que o entrevistado não sabe/não respondeu, julgue os itens com base nas informações acima.
Em relação a 2006, os dados de 2010 mostram que a menor queda percentual registrada envolveu a categoria dos brasileiros que creem que a ciência e a tecnologia trazem apenas males.
Questão 18

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1

 
Em 2006 e em 2010, o Ministério da Ciência e Tecnologia
 
promoveu uma pesquisa de cunho nacional cujo objetivo era fazer
 
um mapeamento do interesse, grau de informação, atitudes e visões
5
dos brasileiros sobre ciência e tecnologia. Para tanto, foram
 
realizadas 2.016 entrevistas organizadas quanto a variáveis como
 
gênero, idade, escolaridade, renda e região de moradia. Um dos
 
resultados a que se chegou é apresentado no gráfico acima, que
 
mostra a visão dos brasileiros em relação aos benefícios trazidos
10
pela ciência e tecnologia.
Ministério da Ciência e Tecnologia. Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil: resultados da enquete de 2010. Internet: < www.mct.gov.br> (com adaptações).
Considerando que ns/nr signifique que o entrevistado não sabe/não respondeu, julgue os itens com base nas informações acima.
Comparando-se os dados das duas pesquisas, o maior crescimento percentual em 2010 foi registrado em relação ao número de brasileiros que acreditam que a ciência traz apenas benefícios.
Questão 19

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base nos preceitos das Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília (UnB), julgue os itens subsecutivos.
O trecho a seguir está adequado, quanto à forma e ao conteúdo, para compor uma ata: Aos dezenove dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e quatorze, às dezesseis horas, no auditório da Reitoria, realiza-se a quinta reunião extraordinária do Conselho Universitário para outorgar o título ‘Mérito Universitário’ à Servidora Rachel de Queiroz, por relevante contribuição para a Universidade de Brasília. Estiveram presentes o Magnífico Reitor, os Conselheiros e convidados.
Questão 20

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base nos preceitos das Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília (UnB), julgue os itens subsecutivos.
Em correspondências internas assinadas pelo reitor e destinadas às autoridades universitárias da UnB, devem-se empregar o fecho Atenciosamente e o pronome de tratamento Vossa(s) Senhoria(s)..
Questão 21

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base nos preceitos das Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília (UnB), julgue os itens subsecutivos.
Nos documentos oficiais da UnB, é admitido o emprego da terceira pessoa do singular ou da primeira do plural, devendo-se, ao se optar por uma delas, manter essa opção em todo o texto.
Questão 22

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base nos preceitos das Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília (UnB), julgue os itens subsecutivos.
O trecho a seguir está adequado, quanto à forma e ao conteúdo, para compor uma circular: Senhores Conselheiros, convoco Vossas Senhorias para participar da Reunião do Consuni, a se realizar nesta sexta, às 14h30, no auditório da Reitoria. Os assuntos para deliberação constam na PAUTA ANEXA.
Questão 23

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Julgue os itens a seguir, a respeito dos sistemas operacionais Windows e Linux.
No ambiente Linux, os comandos executados por um usuário são interpretados pelo programa shell.
Questão 24

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Julgue os itens a seguir, a respeito dos sistemas operacionais Windows e Linux.
Os programas e aplicativos do Linux são os mesmos nas diversas distribuições existentes, o que o caracteriza como um sistema operacional de fácil utilização.
Questão 25

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Julgue os itens a seguir, a respeito dos sistemas operacionais Windows e Linux.
Para se iniciar uma pesquisa de arquivos no Windows 8.1, é suficiente pressionar simultaneamente as teclas + .
Questão 26

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Acerca do Microsoft Office 2013, julgue os itens subsequentes.
Por meio do recurso Preenchimento Relâmpago, do Excel, é possível identificar um padrão utilizado no preenchimento de algumas células e preencher as demais células com base nesse padrão.
Questão 27

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Acerca do Microsoft Office 2013, julgue os itens subsequentes.
No Word, não é possível a personalização de um conjunto de fontes, dado que os documentos nele editados possuem visual padronizado.
Questão 28

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que diz respeito aos conceitos e ferramentas de redes de computadores e ao programa de navegação Google Chrome, julgue os itens que se seguem.
Tanto o Ping quanto o Traceroute são ferramentas utilizadas na sondagem de uma rede de computadores.
Questão 29

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que diz respeito aos conceitos e ferramentas de redes de computadores e ao programa de navegação Google Chrome, julgue os itens que se seguem.
No modo de navegação anônima do Google Chrome, as páginas visitadas não são registradas no histórico de navegação, embora os cookies sejam mantidos após as páginas terem sido fechadas.
Questão 30

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que diz respeito aos conceitos e ferramentas de redes de computadores e ao programa de navegação Google Chrome, julgue os itens que se seguem.
Diversas tecnologias estão envolvidas na ligação de computadores em redes, o que gera uma pluralidade de combinações de redes.
Questão 31

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Julgue os itens seguintes, no que se refere ao programa de correio eletrônico Mozilla Thunderbird e ao conceito de organização e gerenciamento de arquivos.
Um arquivo executável pode possuir extensões nos formatos .exe e .bat, conforme o sistema operacional utilizado.
Questão 32

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Julgue os itens seguintes, no que se refere ao programa de correio eletrônico Mozilla Thunderbird e ao conceito de organização e gerenciamento de arquivos.
O Mozilla Thunderbird permite que o usuário exclua automaticamente mensagens indesejadas por meio da utilização de filtros, ainda que não forneça a opção de bloquear emails de um domínio específico.
Questão 33

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Acerca dos procedimentos de segurança e de becape, julgue os itens subsecutivos.
A realização de becape dos dados de um computador de uso pessoal garante que o usuário recuperará seus dados caso ocorra algum dano em seu computador.
Questão 34

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Acerca dos procedimentos de segurança e de becape, julgue os itens subsecutivos.
A implantação de procedimentos de segurança nas empresas consiste em um processo simples, não sendo necessário, portanto, que sua estrutura reflita a estrutura organizacional da empresa.
Questão 35

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base no que dispõem o Código de Ética da Administração Pública Federal, a Lei de Improbidade Administrativa e a Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Ao servidor público em estágio probatório é garantida a licença para tratar de assuntos particulares. Concedida a licença, o período avaliativo ficará suspenso, sendo retomado a partir do término do impedimento.
Questão 36

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base no que dispõem o Código de Ética da Administração Pública Federal, a Lei de Improbidade Administrativa e a Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Considere que determinado particular tenha solicitado informação a um servidor público sobre fato contrário ao interesse de órgão da administração pública. Nesse caso, não sendo a informação objeto de segurança nacional, investigação policial ou interesse superior do Estado e da administração pública, será vedado ao servidor omitir-lhe a informação.
Questão 37

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base no que dispõem o Código de Ética da Administração Pública Federal, a Lei de Improbidade Administrativa e a Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Suponha que, em razão da extrema necessidade do serviço público, devidamente comprovada, um candidato aprovado para o cargo de técnico em contabilidade tenha sido lotado no cargo de revisor de texto. Nesse caso, ele não poderá insurgir-se contra o referido ato administrativo, uma vez que é dever do servidor cumprir as ordens superiores e observar o interesse público.
Questão 38

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base no que dispõem o Código de Ética da Administração Pública Federal, a Lei de Improbidade Administrativa e a Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Considere que um administrador público tenha realizado a dispensa irregular de licitação para a compra de canetas. Nesse caso, considerando-se a dispensa indevida de procedimento licitatório, segundo entendimento do STJ, o administrador público poderá responder por ato de improbidade administrativa, ainda que o preço tenha sido compatível ao de mercado e não tenha havido benefício a qualquer pessoa.
Questão 39

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com base no que dispõem o Código de Ética da Administração Pública Federal, a Lei de Improbidade Administrativa e a Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Caso um prestador de serviço temporário e não remunerado a determinado ente público apresente-se embriagado no serviço, poderá ser-lhe aplicada a sanção de censura.
Questão 40

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que se refere ao disposto no Regimento Geral da Universidade de Brasília, julgue o item abaixo.
Dos atos de competência privativa do reitor caberá recurso administrativo somente se eivados de vício de forma. Nesses casos, o recurso deverá ser dirigido ao Conselho Universitário da Universidade de Brasília ou ao Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília, conforme a matéria versada.
Questão 41

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Considerando o disposto na Lei n.º 9.784/1999, julgue os itens a subsequentes.
A autoridade superior, verificando a morosidade na adoção de decisões pelo órgão hierarquicamente inferior, poderá, desde que motivadamente, avocar definitivamente a competência a ele atribuída.
Questão 42

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Considerando o disposto na Lei n.º 9.784/1999, julgue os itens a subsequentes.
Constitui exemplo do princípio da impulsão a possibilidade de a autoridade recorrida conferir, sem o requerimento da parte interessada, efeito suspensivo ao recurso, quando houver receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução da decisão.
Questão 43

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com relação ao governo da Venezuela, julgue os itens a seguir.
Apesar das críticas em relação à condução política do governo venezuelano, a economia do país apresenta crescimento.
Questão 44

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com relação ao governo da Venezuela, julgue os itens a seguir.
Em 2013, o presidente Nicolás Maduro decretou a antecipação da comemoração do Natal para o mês de novembro.
Questão 45

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Com relação ao governo da Venezuela, julgue os itens a seguir.
Na casa legislativa da Venezuela, foi aprovado projeto que permite a Nicolás Maduro governar o país por meio de decreto, sem submeter, anteriormente, propostas políticas à avaliação dos parlamentares.
Questão 46

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que se refere à gestão dos direitos autorais no Brasil e à polêmica em torno da publicação de biografias de pessoas jurídicas, julgue os itens que se seguem.
Artistas que integram o movimento Procure Saber, entre os quais se incluem Chico Buarque, Roberto Carlos e Caetano Veloso, apoiaram o projeto de lei em que se propõe a dispensa de autorização prévia para a publicação de biografias.
Questão 47

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
No que se refere à gestão dos direitos autorais no Brasil e à polêmica em torno da publicação de biografias de pessoas jurídicas, julgue os itens que se seguem.
A polêmica em torno da publicação de biografias detém-se, especialmente, em duas questões: liberdade de expressão e direito à privacidade.
Questão 48

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
A respeito dos conflitos vividos pelos indígenas no Brasil, especialmente no que se refere à ocupação de suas terras, julgue os seguintes itens.
O processo de regularização das terras indígenas diminuiu devido à resistência dos produtores rurais à demarcação das terras indígenas.
Questão 49

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
A respeito dos conflitos vividos pelos indígenas no Brasil, especialmente no que se refere à ocupação de suas terras, julgue os seguintes itens.
Muitos agricultores que invadem terras indígenas detêm escritura de terra fornecida por governos estaduais, o que dificulta a resolução de conflitos que envolvam a posse dessas terras.
Questão 50

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
O Uruguai tornou-se, recentemente, o primeiro país do mundo a legalizar a produção, distribuição e venda de maconha. A respeito desse assunto, julgue o item abaixo.
A lei uruguaia não limita a quantidade máxima de maconha a ser portada por usuários dessa substância.
Questão 51

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
Os dois primeiros parágrafos do texto são iniciados por tópicos frasais, ou seja, por uma ideia central, em cada parágrafo, exposta em um período ou frase síntese.
Questão 52

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
O autor defende a tese de que as concepções científicas da língua são funcionais para a compreensão da matéria essencial que compõe a atividade do escritor.
Questão 53

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
Em resumo, os três elementos que o autor considera fundamentais à escrita literária são: a língua, o território do autor e a alteridade.
Questão 54

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1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
A concepção de linguagem e de atividade literária apresentada pelo autor compreende a abordagem da língua como fato individual/social e a visão da escrita como instrumento de interação entre os homens.
Questão 55

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1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
É uma característica fundamental do estilo do texto a rejeição proposital do rigor científico no trato da terminologia linguística especializada.
Questão 56

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1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
No quarto parágrafo, ao empregar a expressão “território essencial” (L.44), o autor retoma a ideia veiculada pela expressão “depósito de palavras” (L.6).
Questão 57

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1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos diversos aspectos do texto, julgue os itens seguintes.
O texto apresenta um problema estrutural consistente na contradição entre as pessoas do discurso, observada no emprego da primeira pessoa do singular no primeiro parágrafo (“falo”, “me refiro”) e da primeira pessoa do plural (“ouviríamos”, “nos ouvem”) ao final, o que prejudica a defesa de suas ideias.
Questão 58

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A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos gramaticais do texto.
No trecho “Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados, isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano” (L.52-53), as vírgulas isolam expressão que não expressa informação nova, mas, sim, explicação do vocábulo “solitários”.
Questão 59

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos gramaticais do texto.
Seria mantido o sentido original do texto caso se inserisse uma vírgula antes do pronome relativo no trecho “Esse espetáculo das vozes que falam sem parar no mundo em torno”.
Questão 60

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar
 
compreendê-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom
 
caminho para compreender a atividade da literatura. A questão
 
é que há tantas línguas, e isso no universo do mesmo idioma,
5
quanto há escritores. Quando falo de língua, não me refiro
 
apenas ao simples depósito de palavras que circulam em uma
 
comunidade, nem a um sistema gramatical normativo às vezes
 
mais, às vezes menos estável numa sociedade, numa estação do
 
ano, num sexo, numa região, numa família ou em parte dela,
10
num lugarejo, numa classe social, naquela rua, num
 
determinado dia, num livro e quase nunca num país inteiro.
 
A língua em que circula o escritor jamais é uma
 
entidade unitária. Não pode ser, em caso algum, uma ordem
 
unida. Porque a matéria da literatura não é um sistema abstrato
15
de regras e relações, uma análise combinatória de fonemas ou
 
um conjunto de universais semânticos como tem sido a língua
 
para uma corrente considerável dos cientistas da língua.
 
Justamente por serem abstratos, justamente por serem apenas
 
fonemas e justamente por serem universais, esses elementos
20
primeiros são desprovidos de significado: servindo a todos, não
 
servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir em
 
“língua”, uma vez que deles se suprimiu a outra parte
 
indispensável da palavra: o falante.
 
O falante, o homem que tem a palavra, é, portanto, o
25
verdadeiro território do escritor: a língua real é ele. E em que
 
sentido ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso
 
interessa, porque, no exato momento em que uma palavra
 
ganha vida, na voz do falante, ela ganha também o seu limite:
 
o pé no chão, que não é qualquer chão, o espaço, que é esse
30
espaço, e não outro, o ar que se respira, o tempo, o dia, a hora,
 
toda a soma das intenções muito específicas convertidas no
 
impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o que a
 
palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o
 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente
35
no que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar
 
no mundo em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato
 
momento, é a vida indispensável de quem escreve. É nessa
 
diversidade imensa e imediata que se move quem escreve, o
 
ouvido atento.
40
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra,
 
além da sua matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se
 
desdobramos a palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não
 
é exatamente o falante. Ninguém no mundo fala sozinho.
 
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o
45
território de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos
 
outros. Num sentido duplo, interessa tanto o que os outros nos
 
dizem (e somos nós que damos vida a essas palavras que vêm
 
de lá, antes mesmo de se tornarem voz), quanto o que nós
 
dizemos (e são eles, os outros, que dão vida ao que dizemos,
50
antes mesmo de a gente abrir a boca). Para a palavra e para
 
tudo que significa, os outros não são uma escolha, mas parte
 
inseparável. Mesmo solitários, de olhos e ouvidos fechados,
 
isolados na mais remota ilha do mais remoto oceano, no fundo
 
de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá, ouviríamos, em
55
cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável dos que
 
nos ouvem.
Cristóvão Tezza. Internet:< http://cristovaotezza.com.br> (com adaptações).
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos gramaticais do texto.
Na frase “A língua em que circula o escritor jamais é uma entidade unitária” (L.12-13), verifica-se relação de coordenação entre as formas verbais “circula” e “é”, como evidencia a ausência de conjunção subordinativa ligando ambas as orações.
Questão 61

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
A expressão “Uma explicação” (L.14), que inicia o 4.o parágrafo do texto, exerce função coesiva, dado que prepara textualmente o desenvolvimento de ideias expressas no parágrafo anterior.
Questão 62

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
As expressões “Conclusão” (L.39) e “Em suma” (L.45) exercem a mesma função textual, a de preparar a apresentação de conclusões pessoais do autor acerca da importância da leitura de textos ficcionais.
Questão 63

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
Nos primeiros parágrafos, o autor do texto utiliza uma modalidade de discurso em que o receptor é incluído, buscando, assim, uma interlocução mais direta e empática com quem lê seu texto.
Questão 64

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
Segundo o autor, a capacidade de construção de situações e personagens ilógicos e irreais na literatura de ficção é decisiva na prevenção de psicopatologias graves.
Questão 65

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
O autor utiliza um estudo para confirmar sua opinião a respeito da importância da leitura de textos literários.
Questão 66

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
A ficção literária seria, de acordo com as conclusões da pesquisa aludidas no texto, eficaz para quem deseja construir uma perspectiva crítica dos assuntos do mundo cotidiano e aprimorar a fluência linguística.
Questão 67

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue os itens seguintes.
O emprego das aspas na expressão “teoria da mente” (L.16 e R.26-27) indica que ela é utilizada de modo irônico, por meio do qual o autor procura sutilmente contestar as conclusões da pesquisa por ele apresentada.
Questão 68

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem
 
não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um
 
critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique
 
se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um
5
psicoterapeuta? Mesma sugestão.
 
E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor
 
do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para
 
mim é ler especificamente literatura — ficção literária.
 
Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado
10
em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science
 
(migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves
 
Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da
 
mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
 
Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”,
15
“teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da
 
palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa
 
capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira
 
correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
 
A teoria da mente emocional é a capacidade de
20
reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar
 
empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a
 
capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e,
 
portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais.
 
Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma
25
condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 
Existem vários testes para medir nossa “teoria da
 
mente” — os mais conhecidos são o RMET e o DANVA,
 
testes de interpretação da mente do outro pelo seu olhar ou pela
 
sua expressão facial. Em geral, esses testes são usados no
30
diagnóstico de transtornos que vão desde o isolamento autista
 
até a inquietante indiferença ao destino dos outros de que dão
 
prova psicopatas e sociopatas.
 
Kidd e Castano aplicaram esses testes em diferentes
 
grupos, criados a partir de uma amostra homogênea: 1) um
35
grupo que acabava de ler trechos de ficção literária, 2) um
 
grupo que acabava de ler trechos de não ficção, 3) um grupo
 
que acabava de ler trechos de ficção popular, 4) um grupo que
 
não lera nada.
 
Conclusão: os leitores de ficção literária enxergam
40
melhor a complexidade do outro e, com isso, podem aumentar
 
sua empatia e seu respeito pela diferença de seus semelhantes.
 
Com um pouco de otimismo, seria possível apostar que ler
 
literatura seja um jeito de se precaver contra sociopatia e
 
psicopatia.
45
Em suma, o texto literário é aquele que pede esforços
 
de interpretação por aquelas caraterísticas que foram notadas
 
pelos melhores leitores do século 20: por ser ambíguo (William
 
Empson), aberto (Umberto Eco) e repleto de significações
 
secundárias (Roland Barthes).
Contardo Calligaris In:. Folha de S.Paulo, 13/10/2013. Internet: < http://www1.folha.uol.com.br/> (com adaptações).
Ainda com referência ao texto, julgue o próximo item.
Estruturalmente, o texto se organiza como uma reportagem científica em que o protagonismo concentra-se nos dados colhidos pelos autores da pesquisa, com a devida omissão da opinião do autor do artigo.
Questão 69

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
A resenhista credita a Velhos amigos o mérito de configurar-se como um conjunto de estórias capaz de despertar empatia e emoções nos leitores.
Questão 70

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
Percebe-se, tanto pelo vocabulário quanto pela tonalidade do discurso, que a autora da resenha deseja imprimir ao seu texto um estilo de base objetiva, procurando elidir laivos de emotividade ao comentar o conjunto de estórias.
Questão 71

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
Empregado no terceiro parágrafo do texto, o termo “as suas estórias” (L.16-17) estabelece relação textual reiterativa e progressiva com o título da obra, mencionado no título do texto e nos dois primeiros parágrafos.
Questão 72

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
As expressões “Desse modo” (L.16), “dessa maneira” (L.42) e “Dessa forma” (L.50) exercem equivalente função textual, pois reiteram elementos do texto.
Questão 73

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
Ao principiar o texto com dois períodos interrogativos, a resenhista pretende chamar a atenção do leitor para questões propostas na obra Velhos amigos, como é possível inferir da sequência em que ela, após a indagação, apresenta sua argumentação.
Questão 74

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
Segundo a autora da resenha, a unidade das estórias que compõem o livro Velhos amigos resulta sobretudo da rígida de limitação do gênero textual adotado pela escritora.
Questão 75

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Julgue os próximos itens, relativos aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.
Para a resenhista o encanto dos personagens que povoam as estórias de Velhos amigos está na familiaridade que eles mantêm com modelos de heróis do mundo antigo, seja no seu sofrimento, seja no seu heroísmo.
Questão 76

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1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Ainda em relação ao texto, julgue os itens seguintes.
No trecho: “e souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música” (L.14 - 15) a resenhista utiliza a preposição “e” como elemento expressivo do texto, enfatizando o sentido de adversidade entre os termos da enumeração.
Questão 77

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1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Ainda em relação ao texto, julgue os itens seguintes.
Em termos de estrutura, o texto é constituído de uma soma entre análise literária, opinião da resenhista e informações externas ao texto resenhado.
Questão 78

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1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Ainda em relação ao texto, julgue os itens seguintes.
As expressões “uma sombra de nostalgia” (L.33) e “uma pungência próxima do patético” (L.33-34) exercem a função de complemento da forma verbal “perpassam” (L.32).
Questão 79

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Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Ainda em relação ao texto, julgue os itens seguintes.
O emprego do circunflexo nos vocábulos “entrevê” e “pungência” justifica-se com base na mesma regra de acentuação gráfica.
Questão 80

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Por que sentimos, ao longo da leitura de Velhos
 
amigos, uma comoção discreta a nos acompanhar por todas as
 
estórias, sendo elas tão diferentes entre si? Será que as estórias
 
mantêm um vínculo de simpatia, como se houvesse uma
5
continuidade secreta que as fizesse compartilhar uma reiterada
 
variação em fuga?
 
A impressão que temos, após a leitura de Velhos
 
amigos, é que, pelo livro todo, corre uma utopia de civilização,
 
em que a história dos homens se encontraria com o ciclo da
10
natureza, e esta, por sua vez, seria humanizada pela intervenção
 
libertadora dos gestos de cultivo. Assim, as cabaças e abóboras
 
que crescem e se entrelaçam pelo meio das páginas são
 
testemunho de culturas que, do fundo da terra, fizeram-nas
 
germinar e guardaram suas sementes ao longo do tempo, e
15
souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música.
 
Desse modo, a autora Ecléia Bosi parece tratar as suas
 
estórias, que nem sabemos definir se são contos, se são
 
crônicas, memórias ou reflexões — como se nelas não
 
houvesse arranjo algum, ou artifício, mas uma vizinhança da
20
evocação as fizesse brotar, como se a cultura fosse um
 
crescimento em continuidade com a natureza, e que a máxima
 
felicidade fosse a do homem que consegue escapar do mundo
 
administrado e de todo seu falso progresso. As personagens
 
sonham — o taxista entrevê uma ilha, porto de seus olhos
25
cansados, atrás da fumaça do trânsito; o jardineiro prefere
 
arrancar as ervas daninhas com a mão — instrumento mais
 
refinado que a enxada —, e se cura do veneno de cobra
 
nadando em cachoeiras (ao invés de tomar injeções e
 
remédios); a bola do menino é levada pelas ondas e se
30
assemelha a um planeta azul flutuando na névoa — objeto
 
liberto para a contemplação.
 
Mas, mesmo pelas estórias de final feliz, perpassam,
 
em Velhos amigos, uma sombra de nostalgia, uma pungência
 
próxima do patético. Bakhtin, no seu trabalho sobre a história
35
do romance, percebeu que os heróis da antiguidade são
 
monumentais, colocados num pedestal, distantes de nós,
 
especialmente na épica e na tragédia. O herói moderno, pelo
 
contrário, é nosso companheiro — com ele nos identificamos,
 
rimos e choramos. Essa proximidade começou na época do
40
romantismo, no século XIX, momento em que os pobres
 
passaram a ser figurantes sérios na literatura.
 
É dessa maneira que o tom de Velhos amigos chega
 
perto do leitor, que sente continuamente um nó na garganta,
 
como se fizesse parte daquele círculo de personagens, seus
45
parentes e amigos antigos, e participasse do desenlace de suas
 
vidas. O tom narrativo participa da mesma despretensão,
 
despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da
 
experiência comezinha, resgatados por uma espécie de aura
 
não sublime ou heroica e, sim, muito próxima de nós.
50
Dessa forma, nós leitores, somos levados a descobrir,
 
através de Velhos amigos, “uma brecha para entrar no
 
passado”. Passado que ainda está passando, mantido em fundos
 
de potes de cabaça que, quando abertos, permitem que se inale
 
de repente um sopro, que sorvemos como quem anda distraído
55
pela rua e, só por um breve momento, sente o cheiro suave e
 
penetrante de uma árvore perfumada, e logo continua seu
 
caminho, agora feliz, em devaneio, aberto para outra dimensão
 
do tempo, livre por um instante da coação das tarefas
 
imediatas.
60
O livro vai abrindo portas no coração da confraria de
 
leitores que, por meio de seu encanto, vão entrando e
 
participando das estórias, despertando em cada um a vontade
 
de narrar. À medida que descobrem (descobrimos) o
 
significado ampliador da memória e da experiência, realizamos
65
o desejo de nos tornarmos todos Velhos amigos.
Viviana Bosi. In: Revista Psicologia USP, mar./2008. Internet:
< http://pepsic.bvsalud.org > (com adaptações) .
Ainda em relação ao texto, julgue os itens seguintes.
No trecho: “O tom narrativo participa da mesma despretensão, despertando a simpatia do leitor para personagens e eventos da experiência comezinha” (L.46-48), a oração reduzida de gerúndio reforça a consistência semântica temporal presente no período.
Questão 81

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
EVENTO: IV CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS
 
DATA: 13/2/ 2013
 
LOCAL DO EVENTO: São Paulo
 
AUTOR: José da Silva
5
TÍTULO DO TRABALHO: Sobre a cultura das minorias
 
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Anais
 
LOCAL DE PUBLICAÇÃO: Brasília
 
EDITORA: Mídia
 
DATA DA PUBLICAÇÃO: 13/2/2013
Com base na NBR 6023/2002 e considerando os dados acima, julgue os itens subsequentes, relativos à elaboração de referências em trabalhos científicos.
Caso não se pudesse determinar o local de publicação dos Anais do Congresso Nacional Sobre Minorias, a respectiva referência deveria ser elaborada da seguinte forma:
CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS, 4., 2013,
São Paulo. Anais... Mídia, 2013.
Questão 82

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
EVENTO: IV CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS
 
DATA: 13/2/ 2013
 
LOCAL DO EVENTO: São Paulo
 
AUTOR: José da Silva
5
TÍTULO DO TRABALHO: Sobre a cultura das minorias
 
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Anais
 
LOCAL DE PUBLICAÇÃO: Brasília
 
EDITORA: Mídia
 
DATA DA PUBLICAÇÃO: 13/2/2013
Com base na NBR 6023/2002 e considerando os dados acima, julgue os itens subsequentes, relativos à elaboração de referências em trabalhos científicos.
Caso se fizesse a citação desse evento como um todo em um documento, suas referências deveriam ser apresentadas da seguinte forma:
CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS, 4., 2013,
São Paulo. Anais... Brasília: Mídia, 2013.
Questão 83

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
EVENTO: IV CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS
 
DATA: 13/2/ 2013
 
LOCAL DO EVENTO: São Paulo
 
AUTOR: José da Silva
5
TÍTULO DO TRABALHO: Sobre a cultura das minorias
 
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Anais
 
LOCAL DE PUBLICAÇÃO: Brasília
 
EDITORA: Mídia
 
DATA DA PUBLICAÇÃO: 13/2/2013
Com base na NBR 6023/2002 e considerando os dados acima, julgue os itens subsequentes, relativos à elaboração de referências em trabalhos científicos.
Se as informações do referido evento tivessem sido obtidas em meio eletrônico, no dia 21 de janeiro de 2014, suas referências como um todo deveriam apresentar-se da seguinte forma:
CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS, 4., 2013,
São Paulo. Anais eletrônicos... Brasília: Mídia, 2013.
Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2014.
Questão 84

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
EVENTO: IV CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS
 
DATA: 13/2/ 2013
 
LOCAL DO EVENTO: São Paulo
 
AUTOR: José da Silva
5
TÍTULO DO TRABALHO: Sobre a cultura das minorias
 
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Anais
 
LOCAL DE PUBLICAÇÃO: Brasília
 
EDITORA: Mídia
 
DATA DA PUBLICAÇÃO: 13/2/2013
Com base na NBR 6023/2002 e considerando os dados acima, julgue os itens subsequentes, relativos à elaboração de referências em trabalhos científicos.
Se o trabalho citado, apresentado e publicado nos anais do referido congresso, tiver que ser referenciado em um documento, sua citação, contendo os elementos essenciais, deverá ser a seguinte:
Silva, José. Sobre a Cultura das minorias. In: CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS, 4., 2013, São Paulo.
Anais... Brasília: Mídia, 2013.
Questão 85

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
EVENTO: IV CONGRESSO NACIONAL SOBRE MINORIAS
 
DATA: 13/2/ 2013
 
LOCAL DO EVENTO: São Paulo
 
AUTOR: José da Silva
5
TÍTULO DO TRABALHO: Sobre a cultura das minorias
 
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Anais
 
LOCAL DE PUBLICAÇÃO: Brasília
 
EDITORA: Mídia
 
DATA DA PUBLICAÇÃO: 13/2/2013
Com base na NBR 6023/2002 e considerando os dados acima, julgue os itens subsequentes, relativos à elaboração de referências em trabalhos científicos.
Desconsiderando-se as outras informações necessárias a uma citação completa, a referência a três autores de um trabalho qualquer apresentado no mencionado congresso estaria corretamente expressa da seguinte forma:
SILVA, José; DAMIÃO, Regina Toledo; HENRIQUES, Antônio.
Questão 86

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Ainda em relação ao que estabelece a NBR 6023/2002, julgue os itens a seguir.
Na apresentação das referências de uma publicação de artigo científico elaborado por dois autores, o emprego da expressão “et al.” é opcional.
Questão 87

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Ainda em relação ao que estabelece a NBR 6023/2002, julgue os itens a seguir.
Em um projeto de pesquisa científica desenvolvida por cinco autores, caso a menção dos nomes seja indispensável para certificar a autoria, é facultado indicar todos eles nas referências do projeto.
Questão 88

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Ainda em relação ao que estabelece a NBR 6023/2002, julgue os itens a seguir.
Se, em dada obra, houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra, em coletâneas de vários autores, deve constar, na entrada da referência, o nome do responsável, seguido da abreviação, no singular e entre parênteses, do tipo de participação.
Questão 89

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Ainda em relação ao que estabelece a NBR 6023/2002, julgue os itens a seguir.
Na entrada da referência de uma obra de responsabilidade de uma entidade governamental, deve constar o nome do autor da obra, para que sejam garantidos os direitos autorais.
Questão 90

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
Ainda em relação ao que estabelece a NBR 6023/2002, julgue os itens a seguir.
Na elaboração de referências, podem ser usados como recursos tipográficos o negrito, o grifo ou o itálico para destaque do título de obras, desde que o uso desses recursos seja uniforme, ou seja, adotado em todas as referências de título em um mesmo documento.
Questão 91

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos

Considerando os sinais feitos no texto acima e os códigos de correção registrados na coluna à direita, julgue os próximos itens, à luz das orientações da NBR 6025/2002.

O sinal ao lado da linha 1, à direita, indica que a palavra circulada no texto deve ser destacada em itálico.
Questão 92

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos

Considerando os sinais feitos no texto acima e os códigos de correção registrados na coluna à direita, julgue os próximos itens, à luz das orientações da NBR 6025/2002.

Na linha 4, o sinal |----| foi utilizado para indicar que o trecho determinado no texto, nessa linha, seja suprimido.
Questão 93

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos

Considerando os sinais feitos no texto acima e os códigos de correção registrados na coluna à direita, julgue os próximos itens, à luz das orientações da NBR 6025/2002.

Na linha 3, o sinal z/ foi corretamente utilizado e a indicação é de que se substitua, no texto, a letra “s” da palavra “Sousa” pela letra “z”.
Questão 94

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos

Considerando os sinais feitos no texto acima e os códigos de correção registrados na coluna à direita, julgue os próximos itens, à luz das orientações da NBR 6025/2002.

Em razão do avanço tecnológico, que é cada vez maior, a norma NBR 6025/2002 recomenda a substituição da revisão em página impressa pela revisão na tela do computador, o que requer a adaptação dos códigos utilizados no texto.
Questão 95

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
São problemas de ordem ambiental: aquecimento
 
global, mudanças climáticas, escassez de recursos naturais,
 
resíduo. Em consequência, têm sido gerados novos saberes no
 
campo da ciência, da tecnologia e da educação ambiental, de
5
modo a se proporem alternativas para que o homem possa
 
relacionar-se com o ambiente de maneira sustentável. Nesse
 
sentido, a mídia tem contribuído na veiculação desses
 
conhecimentos. Na imprensa escrita, revistas e jornais têm
 
criado seções, suplementos, cadernos em que se tematiza
10
educação e meio ambiente. Muitos periódicos nacionais
 
produzem matérias para serem utilizadas em sala de aula. A
 
partir do referencial teórico-metodológico da análise discurso,
 
este artigo analisa o discurso da sustentabilidade, baseado na
 
difusão de conhecimentos científicos, nos textos de periódicos
15
nacionais, e discute sua limitação como estratégia de educação
 
ambiental.
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue os itens subsequentes.
No último período do texto, o termo “como” poderia ser corretamente substituído por enquanto.
Questão 96

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
São problemas de ordem ambiental: aquecimento
 
global, mudanças climáticas, escassez de recursos naturais,
 
resíduo. Em consequência, têm sido gerados novos saberes no
 
campo da ciência, da tecnologia e da educação ambiental, de
5
modo a se proporem alternativas para que o homem possa
 
relacionar-se com o ambiente de maneira sustentável. Nesse
 
sentido, a mídia tem contribuído na veiculação desses
 
conhecimentos. Na imprensa escrita, revistas e jornais têm
 
criado seções, suplementos, cadernos em que se tematiza
10
educação e meio ambiente. Muitos periódicos nacionais
 
produzem matérias para serem utilizadas em sala de aula. A
 
partir do referencial teórico-metodológico da análise discurso,
 
este artigo analisa o discurso da sustentabilidade, baseado na
 
difusão de conhecimentos científicos, nos textos de periódicos
15
nacionais, e discute sua limitação como estratégia de educação
 
ambiental.
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue os itens subsequentes.
O resumo caracteriza-se como verboso, prolixo, apresentando linguagem refinada, o que prejudica sua compreensão.
Questão 97

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
São problemas de ordem ambiental: aquecimento
 
global, mudanças climáticas, escassez de recursos naturais,
 
resíduo. Em consequência, têm sido gerados novos saberes no
 
campo da ciência, da tecnologia e da educação ambiental, de
5
modo a se proporem alternativas para que o homem possa
 
relacionar-se com o ambiente de maneira sustentável. Nesse
 
sentido, a mídia tem contribuído na veiculação desses
 
conhecimentos. Na imprensa escrita, revistas e jornais têm
 
criado seções, suplementos, cadernos em que se tematiza
10
educação e meio ambiente. Muitos periódicos nacionais
 
produzem matérias para serem utilizadas em sala de aula. A
 
partir do referencial teórico-metodológico da análise discurso,
 
este artigo analisa o discurso da sustentabilidade, baseado na
 
difusão de conhecimentos científicos, nos textos de periódicos
15
nacionais, e discute sua limitação como estratégia de educação
 
ambiental.
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue os itens subsequentes.
Não é possível estabelecer, ao contrário do que faz supor o emprego da expressão “Em consequência” (L.3), uma relação de causa e consequência entre as ideias expressas no primeiro e no segundo período do texto.
Questão 98

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
São problemas de ordem ambiental: aquecimento
 
global, mudanças climáticas, escassez de recursos naturais,
 
resíduo. Em consequência, têm sido gerados novos saberes no
 
campo da ciência, da tecnologia e da educação ambiental, de
5
modo a se proporem alternativas para que o homem possa
 
relacionar-se com o ambiente de maneira sustentável. Nesse
 
sentido, a mídia tem contribuído na veiculação desses
 
conhecimentos. Na imprensa escrita, revistas e jornais têm
 
criado seções, suplementos, cadernos em que se tematiza
10
educação e meio ambiente. Muitos periódicos nacionais
 
produzem matérias para serem utilizadas em sala de aula. A
 
partir do referencial teórico-metodológico da análise discurso,
 
este artigo analisa o discurso da sustentabilidade, baseado na
 
difusão de conhecimentos científicos, nos textos de periódicos
15
nacionais, e discute sua limitação como estratégia de educação
 
ambiental.
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue os itens subsequentes.
Está gramaticalmente correta a seguinte proposta de reescrita para o trecho “Na imprensa escrita, (...) e meio ambiente.” (L.8-9) A temática da educação e meio ambiente têm sido veiculada na imprensa escrita, por meio de seções, suplementos e cadernos criados em revistas.
Questão 99

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Se não se valorizar, nos currículos, a dimensão da natureza
 
da ciência, os alunos vão continuar a aprender ciências de uma
 
forma descontextualizada, que não lhes vai permitir compreender,
 
de forma aprofundada, o conhecimento científico produzido e usar
5
esse conhecimento para tomar decisões pessoais e sociais
 
informadas (cf. McCOMAS, 2000). Segundo Reis e Galvão
 
(2004a), a compreensão da ciência é essencial para permitir aos
 
alunos participarem em debates e em processos de tomada de
 
decisão e contribuírem para a construção de uma sociedade mais
10
democrática, na qual todos podem ter uma voz.
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522.
Com base no trecho acima e no que estabelece a NBR 10520/2002, julgue os próximos itens.
O termo “apud”, que significa “aqui e ali, em diversas passagens”, pode ser usado tanto em notas de rodapé quanto no texto.
Questão 100

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Se não se valorizar, nos currículos, a dimensão da natureza
 
da ciência, os alunos vão continuar a aprender ciências de uma
 
forma descontextualizada, que não lhes vai permitir compreender,
 
de forma aprofundada, o conhecimento científico produzido e usar
5
esse conhecimento para tomar decisões pessoais e sociais
 
informadas (cf. McCOMAS, 2000). Segundo Reis e Galvão
 
(2004a), a compreensão da ciência é essencial para permitir aos
 
alunos participarem em debates e em processos de tomada de
 
decisão e contribuírem para a construção de uma sociedade mais
10
democrática, na qual todos podem ter uma voz.
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522.
Com base no trecho acima e no que estabelece a NBR 10520/2002, julgue os próximos itens.
No texto, as referências de autoria estão apresentadas de maneira correta, pois há diferença entre as citações feitas entre parênteses e as registradas fora de parênteses, ou seja, incluídas na sentença.
Questão 101

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Se não se valorizar, nos currículos, a dimensão da natureza
 
da ciência, os alunos vão continuar a aprender ciências de uma
 
forma descontextualizada, que não lhes vai permitir compreender,
 
de forma aprofundada, o conhecimento científico produzido e usar
5
esse conhecimento para tomar decisões pessoais e sociais
 
informadas (cf. McCOMAS, 2000). Segundo Reis e Galvão
 
(2004a), a compreensão da ciência é essencial para permitir aos
 
alunos participarem em debates e em processos de tomada de
 
decisão e contribuírem para a construção de uma sociedade mais
10
democrática, na qual todos podem ter uma voz.
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522.
Com base no trecho acima e no que estabelece a NBR 10520/2002, julgue os próximos itens.
No texto, constam duas referências, ambas são indiretas.
Questão 102

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Se não se valorizar, nos currículos, a dimensão da natureza
 
da ciência, os alunos vão continuar a aprender ciências de uma
 
forma descontextualizada, que não lhes vai permitir compreender,
 
de forma aprofundada, o conhecimento científico produzido e usar
5
esse conhecimento para tomar decisões pessoais e sociais
 
informadas (cf. McCOMAS, 2000). Segundo Reis e Galvão
 
(2004a), a compreensão da ciência é essencial para permitir aos
 
alunos participarem em debates e em processos de tomada de
 
decisão e contribuírem para a construção de uma sociedade mais
10
democrática, na qual todos podem ter uma voz.
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522.
Com base no trecho acima e no que estabelece a NBR 10520/2002, julgue os próximos itens.
A forma da referência “Reis e Galvão (2004a)” indica que há mais de uma obra de mesma autoria publicada nesse mesmo ano.
Questão 103

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Se não se valorizar, nos currículos, a dimensão da natureza
 
da ciência, os alunos vão continuar a aprender ciências de uma
 
forma descontextualizada, que não lhes vai permitir compreender,
 
de forma aprofundada, o conhecimento científico produzido e usar
5
esse conhecimento para tomar decisões pessoais e sociais
 
informadas (cf. McCOMAS, 2000). Segundo Reis e Galvão
 
(2004a), a compreensão da ciência é essencial para permitir aos
 
alunos participarem em debates e em processos de tomada de
 
decisão e contribuírem para a construção de uma sociedade mais
10
democrática, na qual todos podem ter uma voz.
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522.
Com base no trecho acima e no que estabelece a NBR 10520/2002, julgue os próximos itens.
Em “(Cf. McCOMAS, 2000)”, a abreviatura Cf. significa confira, confronte..
Questão 104

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
O programa de Biologia e Geologia para o 10.º e o 11.º
 
ano do Curso Geral de Ciências Naturais refere como objetivos
 
comuns ao ensino das ciências experimentais:

“[...] Fornecer uma visão integradora da ciência,
estabelecendo relações entre esta e as aplicações
tecnológicas, a sociedade e o ambiente” e “fomentar
a participação ativa
em discussões e debates
públicos respeitantes a problemas que envolvam a
ciência, a tecnologia, a sociedade” e o ambiente.”
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522 (adaptado)
Considerando esse texto, julgue os itens subsequentes, com base nas recomendações da NBR 10520/2002.
O sinal [...], usado no início da citação, indica que houve supressão de parte do texto.
Questão 105

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
O programa de Biologia e Geologia para o 10.º e o 11.º
 
ano do Curso Geral de Ciências Naturais refere como objetivos
 
comuns ao ensino das ciências experimentais:

“[...] Fornecer uma visão integradora da ciência,
estabelecendo relações entre esta e as aplicações
tecnológicas, a sociedade e o ambiente” e “fomentar
a participação ativa
em discussões e debates
públicos respeitantes a problemas que envolvam a
ciência, a tecnologia, a sociedade” e o ambiente.”
Ciência & Educação, v. 17, n. 3, 2011, p. 505-522 (adaptado)
Considerando esse texto, julgue os itens subsequentes, com base nas recomendações da NBR 10520/2002.
No que diz respeito à formatação e ao uso de aspas, as citações feitas no texto estão de acordo com a referida norma.
Questão 106

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Mem. 123/2002-MF
 
Brasília, 20 de maio de 2012
 
Assunto: Contratação de Novos Servidores.
 
Senhor Ministro,
5

              
 
Encaminho, para exame e pronunciamento de Vossa Senhoria,
 
os documentos anexos que tratam de relatório sobre a necessidade
 
da contratação de novos servidores para a Secretaria de Assuntos
 
Estratégicos, criada de acordo com a Lei n.º 4.321, de 2011.
10
Solicito vosso parecer, a fim de que possamos iniciar o
 
processo de contratação.
 
Atenciosamente,
 
____________________
 
Maria Silva
15
Chefe do Departamento de Recursos Humanos
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, em relação à redação e à correspondência oficial.
O texto acima caracteriza-se pela impessoalidade e pela concisão, qualidades dos textos oficiais.
Questão 107

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Mem. 123/2002-MF
 
Brasília, 20 de maio de 2012
 
Assunto: Contratação de Novos Servidores.
 
Senhor Ministro,
5

              
 
Encaminho, para exame e pronunciamento de Vossa Senhoria,
 
os documentos anexos que tratam de relatório sobre a necessidade
 
da contratação de novos servidores para a Secretaria de Assuntos
 
Estratégicos, criada de acordo com a Lei n.º 4.321, de 2011.
10
Solicito vosso parecer, a fim de que possamos iniciar o
 
processo de contratação.
 
Atenciosamente,
 
____________________
 
Maria Silva
15
Chefe do Departamento de Recursos Humanos
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, em relação à redação e à correspondência oficial.
Considerando-se o cargo do remetente e o do destinatário do texto, é correto afirmar que a expressão “Atenciosamente” foi adequadamente utilizada no texto.
Questão 108

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Mem. 123/2002-MF
 
Brasília, 20 de maio de 2012
 
Assunto: Contratação de Novos Servidores.
 
Senhor Ministro,
5

              
 
Encaminho, para exame e pronunciamento de Vossa Senhoria,
 
os documentos anexos que tratam de relatório sobre a necessidade
 
da contratação de novos servidores para a Secretaria de Assuntos
 
Estratégicos, criada de acordo com a Lei n.º 4.321, de 2011.
10
Solicito vosso parecer, a fim de que possamos iniciar o
 
processo de contratação.
 
Atenciosamente,
 
____________________
 
Maria Silva
15
Chefe do Departamento de Recursos Humanos
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, em relação à redação e à correspondência oficial.
O pronome “vosso”, no segundo parágrafo, foi empregado no texto para concordar com a expressão “Vossa Senhoria”, no primeiro parágrafo, de modo a atender às regras de redação oficial.
Questão 109

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Mem. 123/2002-MF
 
Brasília, 20 de maio de 2012
 
Assunto: Contratação de Novos Servidores.
 
Senhor Ministro,
5

              
 
Encaminho, para exame e pronunciamento de Vossa Senhoria,
 
os documentos anexos que tratam de relatório sobre a necessidade
 
da contratação de novos servidores para a Secretaria de Assuntos
 
Estratégicos, criada de acordo com a Lei n.º 4.321, de 2011.
10
Solicito vosso parecer, a fim de que possamos iniciar o
 
processo de contratação.
 
Atenciosamente,
 
____________________
 
Maria Silva
15
Chefe do Departamento de Recursos Humanos
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, em relação à redação e à correspondência oficial.
O emprego de “Vossa senhoria” é adequado à comunicação apresentada, uma vez que essa comunicação é destinada a ministro de Estado.
Questão 110

FUB 2014 - CESPE - Revisor de Textos
1
Mem. 123/2002-MF
 
Brasília, 20 de maio de 2012
 
Assunto: Contratação de Novos Servidores.
 
Senhor Ministro,
5

              
 
Encaminho, para exame e pronunciamento de Vossa Senhoria,
 
os documentos anexos que tratam de relatório sobre a necessidade
 
da contratação de novos servidores para a Secretaria de Assuntos
 
Estratégicos, criada de acordo com a Lei n.º 4.321, de 2011.
10
Solicito vosso parecer, a fim de que possamos iniciar o
 
processo de contratação.
 
Atenciosamente,
 
____________________
 
Maria Silva
15
Chefe do Departamento de Recursos Humanos
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, em relação à redação e à correspondência oficial.
O memorando é a modalidade de comunicação utilizada entre unidades administrativas de um mesmo órgão, estejam elas em um mesmo nível hierárquico ou em níveis distintos.
Questão 111

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No que se refere a argumentos, julgue os itens a seguir.
O período seguinte expressa um argumento: “Esse texto está mal escrito e parece ter sido copiado da Internet”.
Questão 112

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No que se refere a argumentos, julgue os itens a seguir.
Um argumento consiste em uma sequência de proposições, algumas delas premissas e somente uma conclusão.
Questão 113

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No que se refere a argumentos, julgue os itens a seguir.
As palavras “daí”, “logo”, “assim”, “pois” e “porque” são indicadoras de premissas.
Questão 114

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Julgue os itens relativos a dedução e indução.
A conclusão de um argumento dedutivo é uma consequência necessária da verdade da conjunção das premissas, o que significa que, sendo verdadeiras as premissas, é impossível a conclusão ser falsa.
Questão 115

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Julgue os itens relativos a dedução e indução.
O seguinte trecho constitui exemplo de dedução: “Se um texto vai ser publicado, então ele deve ser revisado. O texto vai ser publicado. Desse modo, ele deve ser revisado”.
Questão 116

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Julgue os itens relativos a dedução e indução.
A conclusão de um argumento indutivo é meramente provável, de modo que premissas verdadeiras não implicam necessariamente uma conclusão verdadeira.
Questão 117

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Julgue os itens relativos a dedução e indução.
Constitui exemplo de indução o seguinte trecho: “Ele sempre escreveu péssimos textos. Por isso, não adianta, seu próximo texto também será péssimo”.
Questão 118

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Em relação aos vícios de raciocínio, julgue os próximos itens.
Se um fato A aconteceu antes de um fato B, então A é causa de B.
Questão 119

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Em relação aos vícios de raciocínio, julgue os próximos itens.
Não há falácia no trecho a seguir: “Ele fez seu doutorado em Letras em Oxford. Portanto, seus textos são de alto nível”.
Questão 120

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Em relação aos vícios de raciocínio, julgue os próximos itens.
No seguinte trecho há uma falácia: “Ele é esquizofrênico. Nesse caso, não confie em seus textos”.


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