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Agente Técnico Técnico em Contabilidade
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Câmara de Olinda/PE 2015

Agente Administrativo

Questão 1

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
5
miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
10
glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
15
“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
20
de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
25
vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
30
saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
“Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por  mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às  pressas,  de  um  consolo  exíguo  encostado a uma parede.” (3º§) Nessa frase, a palavra “exíguo” significa

Questão 2

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
A  escolha  do  foco  narrativo  é muito  importante  para  o  desenvolvimento  de  uma  crônica. O  texto  em  questão,  narrado em 1ª pessoa, estabelece:

Questão 3

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
O par de vocábulos do texto, acentuado pela mesma regra, é

Questão 4

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
5
miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
15
“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Segundo o texto,

Questão 5

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
5
miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
10
glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
15
“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
20
de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
25
vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
30
saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Entende‐se, a partir do texto, que “mulheres virtuosas” são mulheres

Questão 6

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Em todas as frases a seguir, as palavras sublinhadas possuem o mesmo valor semântico, EXCETO:

Questão 7

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
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De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
“E  o  que  sabe  de  um  lar  uma  criança  que  não  foi  chamada,  na  doçura  da  tarde,  do  fundo  de  um  quintal,  para  interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa posta para o lanche, com mansas senhoras  gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das ingênuas   vaidades doceiras, da exibição das velhas  receitas, copiadas em  letra bonita de um caderno ornado de cromos”.  (3º§) Nesse período entende‐se que exibir o  dom da culinária era

Questão 8

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
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De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
25
vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
A cronista estabelece uma relação entre a casa grande e branca da rua quieta e suas  reflexões. Infere‐se que a visão  da casa

Questão 9

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De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
5
miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
10
glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
15
“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
20
de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
25
vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
30
saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Assinale alternativa em que o encontro vocálico está corretamente analisado.

Questão 10

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
De  repente,  escolhemos  a  vida de  alguém. Era essa que  a  gente queria. Naquela  casa  grande e branca, na  rua 
 
quieta, na cidade pequena. Sim, estamos  trocando  tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos 
 
olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, 
 
aquele  risonho  voto  de  confiança  na  vida,  aquela  promissória  em  branco  contra  o  futuro,  descontada  cada  dia, 
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miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos. 
 
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a  inquietação, a angústia  latente e 
 
sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir 
 
de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras 
 
das  venezianas para que o  sol  entre,  com  gesto de quem  abre o  coração. Qual  é o hormônio,  e destilado por que 
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glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há 
 
uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro 
 
dos muros da  sua cidadela, as  flores viçam, a poeira  foge, nada vence o alvo  imaculado das cortinas, os cães vadios 
 
acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato 
 
há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho. 
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“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola 
 
dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs 
 
flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá 
 
no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e 
 
torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato 
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de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um 
 
automóvel  encostado  à  sua  bomba.  Trocamos  as  velhas  salas  de  jantar  por mesas  de  abas,  que  se  improvisam,  às 
 
pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na 
 
doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa 
 
posta para o  lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das  ingênuas 
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vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos. 
 
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do 
 
repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde 
 
nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois 
 
na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que 
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saem demais de  casa, para não  se  saber onde,  fazendo  fila para comprar,  tomar condução ou assistir a um  cinema. 
 
Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais 
 
é canseira e aflição de espírito. 
 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas, tem‐se a correspondência correta em

Questão 11

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
O número de anagramas da palavra doze é

Questão 12

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Seja o gráfico da função   representado a seguir. 

  A área do triângulo ABC é igual a

Questão 13

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Dos 400 clientes que efetuaram compra em um supermercado durante um dia, tem-se que 123 compraram produto de limpeza e alimento, 257 compraram produto de limpeza e 198 compraram alimento. O número de pessoas que não compraram nem produto de limpeza e nem alimento foi igual a

Questão 14

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Num cofre a razão entre o número de notas de R$ 50,00 e o número de notas de  R$ 100,00 é igual a 0,75. Quantos reais há nesse cofre se há nove notas de R$ 100,00  a mais que notas de R$ 50,00 e só existem esses dois tipos de notas?

Questão 15

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
O ponto de interseção entre as retas de equações y = 2x – 3 e y = 3x + b tem  ordenada igual a 5. Assim, o valor de b é  igual a

Questão 16

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
No triângulo retângulo a seguir, o cosseno do ângulo α é igual a 0,6.

      A área desse triângulo é igual a

Questão 17

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
No  atendimento  aos  seus  clientes  uma  empresa  dispõe  de  quatro  funcionários  trabalhando  cinco  horas  por  dia,  atendendo, em média, 120 pessoas. Se mais dois funcionários forem contratados e todos passarem a trabalhar oito  horas por dia, o número de pessoas atendidas em média passará a ser de

Questão 18

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
A idade de João é igual a dois terços da idade de José. Antônio tem o dobro da idade de  José. Pedro é seis anos mais velho que Antônio. Jorge tem a metade da idade de Pedro  e é nove anos mais velho que Francisco. Se Francisco tem 21 anos então a idade de  João é

Questão 19

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
O perímetro de um terreno retangular tem 66 m. Qual é a área desse terreno se o comprimento excede a largura em  3 m?

Questão 20

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
O primeiro e o último  termo de uma progressão aritmética são,  respectivamente, –43 e 430. Sendo a  razão dessa  progressão igual a 11, então o seu número de termos é igual a

Questão 21

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
“Um usuário está com um documento aberto na ferramenta Microsoft Office Word 2003  (configuração padrão).” O procedimento para fechar este documento é: na barra de  menu clicar na opção

Questão 22

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Analise as seguintes funções digitadas nas células apresentadas na ferramenta Microsoft Office Excel 2003 (configuração  padrão): 

O resultado das funções anteriores para as células A1, A2 e A3 é, respectivamente:

Questão 23

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Analise as afirmativas sobre teclas de atalho no Sistema Operacional Microsoft Windows XP (configuração padrão – idioma Português Brasil) e marque V para as verdadeiras e F para as falsas. 

(     ) As teclas Windows + D são utilizadas para minimizar ou restaurar  todas as janelas e mostrar a área de trabalho.
(     ) As teclas Ctrl + ESC são utilizadas para abrir o gerenciador de tarefas.
(     ) A tecla F1 é utilizada para apresentar ajuda de um item selecionado.
(     ) A tecla Ctrl + S é utilizada para selecionar tudo em uma pasta.

  A sequência está correta em

Questão 24

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
“Ao  fechar a  folha de pagamento da prefeitura, o setor de contabilidade apurou o  montante de R$ 70.000,00 em  pagamentos de auxílio‐alimentação e vale transpor-te.” É correto afirmar que essas despesas são classificadas como

Questão 25

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
A  despesa  orçamentária  possui,  de  acordo  com  as  normas  vigentes,  etapas  que  devem  ser  cumpridas  pela administração, uma delas é o planejamento. Compreende o planejamento da despesa orçamentária, EXCETO:

Questão 26

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
“A prefeitura municipal apurou, ao final do exercício financeiro, que as receitas com tri-butos municipais ultrapassaram em 40% a previsão da lei orçamentária.”

Com base nesta informação, é correto afirmar que ocorreu um(a)

Questão 27

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
 
  (     ) Os estágios da despesa orçamentária são: empenho, liquidação e  lançamento.
  (     ) O regime contábil aplicado ao setor público é o regime misto.
  (     ) Os valores descontados dos servidores a título de contribuição  previdenciária são receitas extraorçamentárias.
  (     ) A  modalidade  de  licitação  “pregão”  é  aquela  em  que  a  técnica  ou qualidade  são  fatores  de  definição  do  material/serviço contratado.

   A sequência está correta em

Questão 28

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo

» Esta questão foi anulada pela banca.
“O Tribunal de Contas emitiu parecer recomendando a rejeição das contas do Executivo  Municipal. A Câmara analisou o relatório e em sessão plenária o rejeitou aprovando as  contas.” Este procedimento é definido como parte do(a)

Questão 29

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 30

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Observadas as regras estabelecidas pela Lei Orgânica Municipal de Olinda sobre os  servidores municipais, assinale a  alternativa correta.

Questão 31

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
“Segundo dados do World Resources Institute, consultoria com sede nos EUA, _____________ está prestes a superar  _____________  como  principal  causador  do  aquecimento  global  provocado  pelo  homem  desde  1990,  ano  de  referência para a ação sobre mudanças climáticas, liderada pela ONU, em uma guinada histórica que pode aumentar a pressão para a adoção de medidas que promovam a redução das emissões de gases de efeito estufa.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

Questão 32

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
“Neste primeiro semestre de 2014, a presidente Dilma Rousseff anunciou uma parceria  do governo federal com uma  das maiores  redes  sociais do Planeta para ampliar a  inclusão digital e o acesso à  rede no país, após participar da  Cúpula  das  Américas,  realizada  na  cidade  do  Panamá  (Panamá),  onde  se  encontrou  com  seu  fundador  Mark  Zuckerberg.” Trata‐se do:

Questão 33

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“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) anunciou no primeiro semestre de  2015 novas regras a serem  aplicadas em embalagens de produtos derivados do  tabaco.  Além da  foto na parte de  trás, que  já vem com uma  mensagem  sobre os efeitos nocivos do  cigarro, a parte da frente apresentará uma  advertência ocupando 30% do  espaço total alertando para uma doença.” Trata‐se do(a)

Questão 34

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1
(Disponível em: http://noticias.terra.com.br/marchas‐historicas/.)
Em meados de 2013, as ruas das principais cidades brasileiras foram tomadas por ma-nifestantes que reclamavam dos  gastos  com  a  Copa  do  Mundo,  ocorrida  em  2014,  dos  descasos  com  a  educação,  saúde  e  segurança,  além  dos  escândalos de corrupção. Foram elencadas diversas reivindicações que atingiram as três esferas do governo brasileiro (municipal, estadual e federal). Este movimento  teve início com o

Questão 35

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
1
(Disponível em: http://noticias.terra.com.br/marchas‐historicas/.)
Um  dos  principais  eventos  populares  já  registrados  na  história  do  Brasil,  que  acabou  ajudando  a  derrubar  o  presidente  João  Goulart  e  instaurar  a  ditadura  militar,  a  “Marcha  da  Família  com  Deus  pela  Liberdade”  possui  algumas consonâncias com os movimentos atuais no Brasil com bandeiras como: 
 
I.    Combate ao governo federal e sua política.  II.   Fortes ligações com religiosos católicos do país.  III.  Oposição ao comunismo e críticas ao governo cubano.  IV.  Formado, em maioria, por integrantes da classe trabalhadora. 

Sobre a relação da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” com os movimentos  atuais, estão corretas apenas  as alternativas

Questão 36

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1
(Disponível em: http://noticias.terra.com.br/marchas‐historicas/.)
Um  dos  movimentos  mais  famosos  do  Brasil,  envolvendo  jovens,  é  dos  “caras‐pintadas”,  da  década  de  1990,  promovido  contra  o  governo  do  presidente  Fernando  Collor  de Mello.  As manifestações  ocorreram  no  seguinte  contexto: 

I.   Primeiro presidente civil eleito por voto popular, após a ditadura militar, Collor se  indispôs com a população logo no  início  de  seu  governo  devido  ao  plano  de  combate  à  inflação  que  implicou  no  congelamento  dos  depósitos  e  poupanças dos cidadãos brasileiros. 

II.  O escândalo de extorsão denunciado por Pedro Collor, irmão do presidente, a uma  grande revista semanal brasileira, envolvendo Paulo César Farias, foi o pivô desenca-deador do movimento.
 
III.  Por não reconhecer os apelos dos jovens e adultos nas ruas de todo o país e não  renunciar, conforme reivindicavam os manifestantes, Collor sofreu um processo de Im-peachment, sendo deposto pelo Congresso Nacional. 

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Questão 37

Câmara de Olinda/PE 2015 - CONSULPLAN - Agente Administrativo
Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 38

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» Esta questão foi anulada pela banca.
Criticado  por  centrais  sindicais,  mas  apoiado  por  grande  parte  do  empresariado  nacional,  o  projeto  de  lei  que  regulamenta a terceirização  dos contratos de trabalho vem passando por votações no Congresso Nacional, cercado  de polêmicas e muitas discussões. Até agora, por causa da ausência de parâmetros  definidos para a terceirização, o tema vinha sendo regulado pelo Tribunal Superior do  Trabalho (TST), por meio da chamada Súmula 331, que estabelece: 

I.   A terceirização é aceita quando se refere à atividade‐meio da empresa,  e não à atividade‐fim. 

II.  Não concordância com a contratação de trabalhadores por meio de empresas  interpostas, exceto os trabalhadores  temporários (como aqueles que  trabalham em época de Natal e Páscoa).  

III.  A empresa contratante  (tomadora de serviços) assume  responsabilidade por  fiscalizar se a empresa  terceirizadora  (fornecedora de serviços), verificando  se está fazendo os pagamentos trabalhistas e garantindo os benefícios legais,  como férias remuneradas.

  Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Questão 39

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“Os brasileiros  jogam fora 76 milhões de toneladas de  lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a 
 
reciclagem. Em dez anos, o número de municípios que  implantaram programas de  reciclagem aumentou de 81 para 
 
mais de 900. Mas  isso não representa nem 20% das cidades. Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. 
 
Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas. Mas a 
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reciclagem no Brasil ainda está engatinhando.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2015/04/apenas‐3‐de‐todo‐o‐lixo‐produzido‐no‐brasil‐e‐reciclado.html.)
Existe uma Resolução do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente – que estabelece o código de cores para  os  diferentes  tipos  de  resíduos,  a  ser  adotado  na  identificação  de  coletores  e  transportadores,  bem  como  nas  campanhas informativas para a coleta seletiva. Para os resíduos ambulatoriais e de  serviços de  saúde é regulada a  utilização do

Questão 40

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“Os brasileiros  jogam fora 76 milhões de toneladas de  lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a 
 
reciclagem. Em dez anos, o número de municípios que  implantaram programas de  reciclagem aumentou de 81 para 
 
mais de 900. Mas  isso não representa nem 20% das cidades. Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. 
 
Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas. Mas a 
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reciclagem no Brasil ainda está engatinhando.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2015/04/apenas‐3‐de‐todo‐o‐lixo‐produzido‐no‐brasil‐e‐reciclado.html.)
Analise as afirmativas abaixo de forma distinta e verifique se há ou não relação entre  ambas. 

“A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, marcou o  início de uma  forte articulação  institucional  envolvendo os três entes federados – União, Estados e Municípios –, o setor produtivo e a sociedade em geral na busca  de soluções para os problemas na gestão de resíduos sólidos que comprometem a  qualidade de vida dos brasileiros.” 

  PORQUE 

  “A PNRS foi construída com base no conceito de responsabilidade compartilhada, onde  a sociedade como um todo –  cidadãos, governos, setor privado e sociedade  civil organizada – passou a ser responsável pela gestão ambientalmente  adequada dos resíduos sólidos e não apenas os organismos governamentais.”  Assinale a alternativa correta.



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