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TJ/MG 2015

Juiz Leigo

Questão 1

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“Pedro é pai de dois filhos: Antônio e Joaquim, ambos maiores e capazes. Pedro, desejan-do mudar‐se de residência, resolveu  vender  o  imóvel  onde  morava:  um  apartamento  com  o  valor  comercial  de  R$  500.000,00.  Entretanto, Joaquim é manifestamente  contra o pai vender o bem. Antônio, por outro  lado, sempre gostou daquele  imóvel e acabou  por  comprá‐lo  de  seu  pai,  que  lhe  deu  um  desconto  de R$  100.000,00,  tudo  isso  sem  a  concordância  de Joaquim.” Diante de tais circunstâncias e considerando‐se a legislação civil em vigor, assinale a alternativa correta.

Questão 2

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“Amarildo, vendedor profissional de veículos, vendeu um automóvel usado a Reinaldo, pelo valor de R$ 20.000,00. Como Reinaldo não tinha a totalidade do preço, celebrou contrato com o  ‘Banco BZ’, que emprestou‐lhe o valor de R$  10.000,00  para  a  quitação  do  veículo  com  Amarildo.  No  contrato  com  a  instituição  financeira  foi  instituída  alienação  fiduciária  em  garantia  do  pagamento  do  empréstimo  e  dos  juros,  que  foi  dividido  em  20  parcelas  de R$ 600,00.” A partir da situação descrita e  considerando‐se a legislação civil em vigor, assinale a alternativa correta.

Questão 3

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Instituto fundamental no direito civil, a prescrição visa  instaurar estabilidade nas relações  jurídicas, pondo termo à  possibilidade  de  exercício  do  direito  de  ação,  em  razão  da  negligência  de  seu  titular  em  exercê‐lo,  dentro  de  determinado lapso temporal. Sobre o instituto descrito, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 4

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Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 5

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Considerando-se as disposições do Código de Processo Civil vigente sobre a competência dos órgãos jurisdicionais, é  correto afirmar que

Questão 6

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São hábeis para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ou a defesa quaisquer meios legais e moralmente  legítimos, ainda que não especificados no Código de Processo Civil. Sobre o tema, é INCORRETO afirmar que

Questão 7

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“O Estado de Minas Gerais realizou concurso público para provimento do cargo efetivo de professor de matemática  do  ensino médio. A  organizadora  do  certame  foi  a UEMG,  autarquia  estadual  ligada  à  administração  indireta  do Estado.  João, que  atualmente  é ocupante do  cargo  efetivo de nível  superior de  Técnico  Judiciário  no  TJMG,  caso  aprovado no referido concurso, poderá acumular as duas atividades, desde que haja compatibilidade de horários e  desde que  a  soma das  remunerações não ultrapasse o  teto  constitucional. Na hipótese de  João, na qualidade de  agente público, causar danos a  terceiros, o Estado de Minas Gerais  responderá objetivamente em  face do  terceiro  prejudicado, cabendo, posteriormente, propor ação regressiva em desfavor de João. Supondo que João venha a ser  demitido,  após  regular processo  administrativo disciplinar, o  ato  administrativo  sancionatório deverá  atender  aos  requisitos de validade do ato administrativo. Um desses requisitos é o motivo, elemento que corresponde às razões  de fato e de direito que autorizam a imposição da penalidade.” Com fundamento no Direito Administrativo brasileiro,  assinale a afirmativa correta.

Questão 8

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Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 9

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Quanto ao mandado de segurança, ação popular e ação civil pública, assinale a afirmativa correta.

Questão 10

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Considerando a  jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça pertinente a matéria  tributária, assinale a afirmativa correta.

Questão 11

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Com  fundamento na Lei nº 9.494/1997, que dispõe sobre a  tutela antecipada contra a Fazenda Pública, assinale a  afirmativa correta.

Questão 12

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Nos termos do Código Tributário Nacional, cabe cobrança de TAXA na hipótese de:

Questão 13

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Sobre os princípios aplicáveis aos Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 14

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Nas causas previstas na Lei nº 9.099/1995, é competente o Juizado do Foro:

Questão 15

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Assinale a alternativa que contenha causa NÃO excluída da competência do Juizado Especial Cível.

Questão 16

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Poderão ser parte no Juizado Especial Cível:

Questão 17

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Sobre a participação de preposto e representação e assistência por advogado nos Juizados Especiais Cíveis, assinale a  alternativa INCORRETA.

Questão 18

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Quanto aos temas “Das Partes” e “Do Pedido”, nos processos relativos aos  Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, admitir‐se‐á:

Questão 19

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“De  acordo  com  a  Lei  nº  9.099/1995,  registrado  o  pedido,  independentemente  de  distribuição  e  autuação,  a Secretaria do Juizado designará a sessão de conciliação, a realizar‐se no prazo de _______ dias.” Assinale a alternativa  que completa corretamente a afirmativa anterior.

Questão 20

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Sobre o tratamento que a Lei nº 9.099/1995 dá às Provas, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 21

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Sobre  a  responsabilidade  civil  pelo  Fato  do  Produto  e  do  Serviço,  prevista  no  Código  de Defesa  do  Consumidor,  assinale a alternativa correta.

Questão 22

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De acordo com precedentes do Superior Tribunal de Justiça, NÃO se entende como relação de consumo para efeitos  de aplicação do Código de Defesa do Consumidor:

Questão 23

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Sobre a relação jurídica de consumo, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 24

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Assinale a alternativa que NÃO contenha, exclusivamente, princípios da Polícia Nacional das Relações de Consumo.

Questão 25

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Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 26

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Sobre o que dispõe o Código de Defesa do Consumidor  (CDC) quanto à defesa do consumidor em  juízo, assinale a  alternativa INCORRETA.

Questão 27

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Sobre o  tema  “Desconsideração da Personalidade  Jurídica no Código de Defesa do Consumidor  (CDC)”, assinale a  alternativa INCORRETA.

Questão 28

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“O  direito  de  reclamar  pelos  vícios  aparentes  ou  de  fácil  constatação  caduca  em  _______,  tratando‐se  de  fornecimento de  serviço  e de produtos duráveis.” Assinale  a  alternativa que  completa  corretamente  a  afirmativa  anterior.

Questão 29

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Sobre  a  Resolução  nº  174/2013,  do  Conselho  Nacional  de  Justiça,  que  “dispõe  sobre  a  atividade  de  juiz  leigo  no Sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal”, analise as afirmativas a seguir.

I. Os Tribunais de Justiça deverão providenciar a capacitação de seus  juízes leigos, no mínimo por 40 horas, observado o conteúdo programático mínimo estabelecido no Anexo da citada Resolução.

II. Ao magistrado da unidade  incumbe o dever de  fiscalizar  e  coordenar o  trabalho de  juízes  leigos, devendo estar presente na unidade do Juizado Especial  durante a realização  das audiências.

III. Não obstante submetidos a procedimento de seleção, os  juízes  leigos poderão ser suspensos ou afastados de suas  funções, ad nutum.

IV. O  juiz  leigo terá o prazo máximo de 15 dias, a contar do encerramento da  instrução, para apresentar o projeto de  sentença,  que  só  poderá  ser  entranhado  aos  autos  e  disponibilizado  para  o  público  externo  no  sistema  de  informática caso seja homologado.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

Questão 30

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Assinale a alternativa que NÃO contenha um dever dos juízes leigos, de acordo com a Resolução nº 174 do CNJ.

Questão 31

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Nos termos do seu Regimento Interno, os juízes que integram o TRE/AP servirão pelo período equivalente a um biênio, que é contado a partir da data da posse. É hipótese de interrupção da contagem desse biênio se o juiz

Questão 32

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Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 33

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O treinamento de um corredor é composto por 4 etapas. Em geral, cada uma dessas 4 etapas é de 1.000 m. No entanto, para aprimorar sua forma física, em determinado dia o treinamento foi alterado de modo que a partir da 2ª etapa o corredor percorreu 10% a mais do que havia percorrido na etapa anterior. Desta maneira, em relação aos treinamentos usuais, o total da distância percorrida neste dia de treinamento, também realizado em 4 etapas, corresponde a um acréscimo de, aproximadamente,

Questão 34

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1
O mundo das  leis não precisa ser um universo  indecifrável. Para provar  isso, um magistrado gaúcho redigiu uma 
 
sentença  trocando  o  tom  pomposo  do  Direito  pela  linguagem  do  dia  a  dia.  O  resultado  foi  um  texto  de  fácil 
 
compreensão e uma repercussão maior do que ele imaginava: virou notícia no meio jurídico — e fora dele. 
 
A  ideia  surgiu quando  João Batista de Matos Danda, então  juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região,     
5
viu‐se completamente perdido em uma conversa com a filha. Por mensagem, a jovem contava sobre um novo emprego, 
 
na área do marketing. 
 
— Ela escreveu expressões como “startup”, “incubada”, “transmídia”, “DNA de marca”. Aí, eu perguntei: “minha 
 
filha, o que tu estás falando exatamente? Traduz, por favor” — conta Danda, ainda achando graça do papo que não lhe 
 
fez sentido. 
10
Ao se dar conta de que a linguagem técnica acaba restringindo o entendimento a poucos, geralmente aqueles que 
 
trabalham na mesma área, o  juiz, então,  se propôs  ser mais claro em  suas decisões — desafio que  levou com certo 
 
exagero  em  abril  passado,  quando  foi  relator  no  processo  em  que  o  pedreiro  Lucas  de  Oliveira  pedia  vínculo  de 
 
emprego  e  indenização  por  danos morais,  após  sofrer  acidente  em  uma  obra  particular,  de  propriedade  de  Itamar 
 
Carboni.  
15
Danda foi direto na explicação do rolo. “Três meses depois de iniciada a obra, o pedreiro caiu da sacada, um pouco 
 
por falta de sorte, outro pouco por falta de cuidado, porque ele não tinha e não usava equipamento de proteção. Ele, 
 
Itamar,  ficou  com pena e acabou pagando até o  serviço que o operário ainda não  tinha  terminado”, disse o  juiz na 
 
sentença. 
 
Lá pelas tantas do acórdão, ao falar do processo de revisão da sentença, o magistrado soltou essa: “para julgar de 
20
novo, vou  ler as declarações de todos mais uma vez e olhar os documentos. Pode ser que me convença do contrário. 
 
Mas pode ser que não. Vamos ver”. 
 
É um texto tão coloquial que parece não ter nada de mais, certo? Errado. O próprio juiz conta como normalmente 
 
essa ideia seria escrita, em um processo “normal”:  
 
—  Inconformado com a sentença, que  julgou  improcedente a ação,  recorre o  reclamante buscando sua  reforma 
25
quanto  ao  vínculo  de  emprego  e  indenização  por  acidente  de  trabalho.  Com  contrarrazões  sobem  os  autos  a  este 
 
tribunal. É o relatório. Passo a decidir. 
 
Na  decisão,  Danda  defendeu  que  não  havia  vínculo  de  emprego  na  situação,  mas  que  isso  não  impedia  o 
 
trabalhador de receber  indenização por danos morais. A reparação, segundo o  juiz, “serve para amenizar um pouco o 
 
sofrimento de Lucas, mas também serve para Itamar lembrar que tem obrigação de cuidar da segurança daqueles que 
30
trabalham na sua casa, mesmo quando não são empregados”. 
(Bruna Scirea. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/06/magistrado‐faz‐sentenca‐em‐linguagem‐coloquial‐para‐ combater‐juridiques‐4774852.html. Acesso em: 10/2015.)
“Três meses depois de iniciada a obra, o pedreiro caiu da sacada, um pouco por falta de sorte, outro pouco por falta  de  cuidado,  porque  ele  não  tinha  e  não  usava  equipamento  de  proteção.  Ele,  Itamar,  ficou  com  pena  e  acabou  pagando até o  serviço que o operário ainda não  tinha  terminado.”  (5º§) O uso do  termo em destaque no  trecho  anterior tem por finalidade:

Questão 35

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O mundo das  leis não precisa ser um universo  indecifrável. Para provar  isso, um magistrado gaúcho redigiu uma 
 
sentença  trocando  o  tom  pomposo  do  Direito  pela  linguagem  do  dia  a  dia.  O  resultado  foi  um  texto  de  fácil 
 
compreensão e uma repercussão maior do que ele imaginava: virou notícia no meio jurídico — e fora dele. 
 
A  ideia  surgiu quando  João Batista de Matos Danda, então  juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região,     
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viu‐se completamente perdido em uma conversa com a filha. Por mensagem, a jovem contava sobre um novo emprego, 
 
na área do marketing. 
 
— Ela escreveu expressões como “startup”, “incubada”, “transmídia”, “DNA de marca”. Aí, eu perguntei: “minha 
 
filha, o que tu estás falando exatamente? Traduz, por favor” — conta Danda, ainda achando graça do papo que não lhe 
 
fez sentido. 
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Ao se dar conta de que a linguagem técnica acaba restringindo o entendimento a poucos, geralmente aqueles que 
 
trabalham na mesma área, o  juiz, então,  se propôs  ser mais claro em  suas decisões — desafio que  levou com certo 
 
exagero  em  abril  passado,  quando  foi  relator  no  processo  em  que  o  pedreiro  Lucas  de  Oliveira  pedia  vínculo  de 
 
emprego  e  indenização  por  danos morais,  após  sofrer  acidente  em  uma  obra  particular,  de  propriedade  de  Itamar 
 
Carboni.  
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Danda foi direto na explicação do rolo. “Três meses depois de iniciada a obra, o pedreiro caiu da sacada, um pouco 
 
por falta de sorte, outro pouco por falta de cuidado, porque ele não tinha e não usava equipamento de proteção. Ele, 
 
Itamar,  ficou  com pena e acabou pagando até o  serviço que o operário ainda não  tinha  terminado”, disse o  juiz na 
 
sentença. 
 
Lá pelas tantas do acórdão, ao falar do processo de revisão da sentença, o magistrado soltou essa: “para julgar de 
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novo, vou  ler as declarações de todos mais uma vez e olhar os documentos. Pode ser que me convença do contrário. 
 
Mas pode ser que não. Vamos ver”. 
 
É um texto tão coloquial que parece não ter nada de mais, certo? Errado. O próprio juiz conta como normalmente 
 
essa ideia seria escrita, em um processo “normal”:  
 
—  Inconformado com a sentença, que  julgou  improcedente a ação,  recorre o  reclamante buscando sua  reforma 
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quanto  ao  vínculo  de  emprego  e  indenização  por  acidente  de  trabalho.  Com  contrarrazões  sobem  os  autos  a  este 
 
tribunal. É o relatório. Passo a decidir. 
 
Na  decisão,  Danda  defendeu  que  não  havia  vínculo  de  emprego  na  situação,  mas  que  isso  não  impedia  o 
 
trabalhador de receber  indenização por danos morais. A reparação, segundo o  juiz, “serve para amenizar um pouco o 
 
sofrimento de Lucas, mas também serve para Itamar lembrar que tem obrigação de cuidar da segurança daqueles que 
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trabalham na sua casa, mesmo quando não são empregados”. 
(Bruna Scirea. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/06/magistrado‐faz‐sentenca‐em‐linguagem‐coloquial‐para‐ combater‐juridiques‐4774852.html. Acesso em: 10/2015.)


A reescrita do segmento “Na decisão, Danda defendeu que não havia vínculo de emprego na situação, mas que isso  não  impedia  o  trabalhador  de  receber  indenização  por  danos morais”.  (9º§)  cuja  correção  linguística  encontra‐se  preservada pode ser identificada em (desconsidere possíveis alterações de sentido):

Questão 36

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O treinamento de um corredor é composto por 4 etapas. Em geral, cada uma dessas 4 etapas é de 1.000 m. No entanto, para aprimorar sua forma física, em determinado dia o treinamento foi alterado de modo que a partir da 2ª etapa o corredor percorreu 10% a mais do que havia percorrido na etapa anterior. Desta maneira, em relação aos treinamentos usuais, o total da distância percorrida neste dia de treinamento, também realizado em 4 etapas, corresponde a um acréscimo de, aproximadamente,

Questão 37

TJ/MG 2015 - CONSULPLAN - Juiz Leigo
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O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia 
 
brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo. 
 
De  repente,  um  alemão  forte  pra  cachorro  levantou  e  gritou  que  não  via  homem  pra  ele  ali  dentro. Houve  a 
 
surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou‐se de lá e perguntou: 
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— Isso é comigo? 
 
— Pode ser com você também — respondeu o alemão. 
 
Aí então o  turco avançou para o alemão e  levou uma  traulitada  tão  segura que caiu no chão. Vai daí o alemão 
 
repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou‐se então um português que era maior ainda do que o turco. 
 
Queimou‐se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos 
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e caiu sem sentidos. 
 
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia 
 
homem para ele ali naquele café. Levantou‐se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois 
 
do  inglês  foi  a  vez  de  um  francês,  depois  de  um  norueguês  etc.  etc. Até  que,  lá  do  canto  do  café  levantou‐se  um 
 
brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros: 
15
— Isso é comigo? 
 
O alemão voltou a dizer que podia  ser. Então o brasileiro deu um  sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando 
 
assim pro  lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu‐lhe uma porrada na cabeça com 
 
tanta força que quase desmonta o brasileiro. 
 
Como,  minha  senhora?  Qual  é  o  fim  da  história?  Pois  a  história  termina  aí,  madame.  Termina  aí  que  é  pros 
20
brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros. 
(PONTE PRETA, Stanislaw. In: O melhor de Stanislaw Ponte Preta, 2. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.)
“Um texto curto, extraído do livro ‘O Melhor da Crônica Brasileira – 1’, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1997, pág.  71, nos faz recordar o _____________ de Stanislaw (Sérgio Porto) e pensar na falta que  ele nos faz.”

(Disponível em: http://www.releituras.com/spontepreta_folga.asp.) 


Assinale a alternativa que preenche a lacuna do comentário referente ao texto anterior de forma coerente tendo em  vista seu conteúdo.

Questão 38

TJ/MG 2015 - CONSULPLAN - Juiz Leigo
Antônio Carlos, Técnico de Segurança Institucional, voltando de uma diligência, deparou-se com a presença de populares em ato de protesto em frente ao prédio em que exerce as suas funções. Dada a grande movimentação na via pública, disparou a arma que portava apontando para um canto em que não havia transeuntes, objetivando assustá-los e abrir caminho para adentrar ao prédio. A conduta de Antônio Carlos foi

Questão 39

TJ/MG 2015 - CONSULPLAN - Juiz Leigo
1
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia 
 
brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo. 
 
De  repente,  um  alemão  forte  pra  cachorro  levantou  e  gritou  que  não  via  homem  pra  ele  ali  dentro. Houve  a 
 
surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou‐se de lá e perguntou: 
5
— Isso é comigo? 
 
— Pode ser com você também — respondeu o alemão. 
 
Aí então o  turco avançou para o alemão e  levou uma  traulitada  tão  segura que caiu no chão. Vai daí o alemão 
 
repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou‐se então um português que era maior ainda do que o turco. 
 
Queimou‐se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos 
10
e caiu sem sentidos. 
 
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia 
 
homem para ele ali naquele café. Levantou‐se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois 
 
do  inglês  foi  a  vez  de  um  francês,  depois  de  um  norueguês  etc.  etc. Até  que,  lá  do  canto  do  café  levantou‐se  um 
 
brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros: 
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— Isso é comigo? 
 
O alemão voltou a dizer que podia  ser. Então o brasileiro deu um  sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando 
 
assim pro  lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu‐lhe uma porrada na cabeça com 
 
tanta força que quase desmonta o brasileiro. 
 
Como,  minha  senhora?  Qual  é  o  fim  da  história?  Pois  a  história  termina  aí,  madame.  Termina  aí  que  é  pros 
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brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros. 
(PONTE PRETA, Stanislaw. In: O melhor de Stanislaw Ponte Preta, 2. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.)


Algumas palavras foram utilizadas no texto com o propósito de remeter a elementos presentes no texto ou que são  inferíveis a partir deste. Tal processo contribui para que a tessitura textual ocorra de  forma clara e compreensível.

Dentre os segmentos destacados a seguir, NÃO há ocorrência de tal mecanismo linguístico apenas em:

Questão 40

TJ/MG 2015 - CONSULPLAN - Juiz Leigo
1
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia 
 
brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo. 
 
De  repente,  um  alemão  forte  pra  cachorro  levantou  e  gritou  que  não  via  homem  pra  ele  ali  dentro. Houve  a 
 
surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou‐se de lá e perguntou: 
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— Isso é comigo? 
 
— Pode ser com você também — respondeu o alemão. 
 
Aí então o  turco avançou para o alemão e  levou uma  traulitada  tão  segura que caiu no chão. Vai daí o alemão 
 
repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou‐se então um português que era maior ainda do que o turco. 
 
Queimou‐se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos 
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e caiu sem sentidos. 
 
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia 
 
homem para ele ali naquele café. Levantou‐se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois 
 
do  inglês  foi  a  vez  de  um  francês,  depois  de  um  norueguês  etc.  etc. Até  que,  lá  do  canto  do  café  levantou‐se  um 
 
brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros: 
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— Isso é comigo? 
 
O alemão voltou a dizer que podia  ser. Então o brasileiro deu um  sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando 
 
assim pro  lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu‐lhe uma porrada na cabeça com 
 
tanta força que quase desmonta o brasileiro. 
 
Como,  minha  senhora?  Qual  é  o  fim  da  história?  Pois  a  história  termina  aí,  madame.  Termina  aí  que  é  pros 
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brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros. 
(PONTE PRETA, Stanislaw. In: O melhor de Stanislaw Ponte Preta, 2. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.)


O  autor  utiliza  algumas  expressões  que  caracterizam  a  linguagem  coloquial,  adequadamente  utilizada  no  texto  considerando‐se  o  gênero  em  análise. Dentre  os  comentários  a  seguir,  caberia  ao  contexto  e  nível  de  linguagem  utilizados no ambiente em que se desenvolve a maior parte dos fatos narrados:



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