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Pref. Baião/PA 2016

Guarda Municipal

Questão 1

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
1
Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
Da leitura do texto, depreende-se que, para Eduardo Loureiro Jr., os ditos populares são importantes porque contêm

Questão 2

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1
Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
O conselho dado pela avó de Eduardo Loureiro Jr. à tia de mudança para São Paulo significava

Questão 3

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1
Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
No lugar da avó, o autor teria sugerido para a ocasião o provérbio "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei" por refletir um estímulo à(ao)

Questão 4

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Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
Há um trecho predominantemente narrativo em

Questão 5

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Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
Há uma correlação inadequada entre a palavra grifada e a sua interpretação em:

Questão 6

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Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
A palavra destacada que não pode ser substituída pela palavra entre colchetes, pois isso alteraria o sentido original do texto, é

Questão 7

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Eduardo Loureiro Jr.
 
Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
Na passagem “sua mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora...” (l. 21 a 22) ocorre uma

Questão 8

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Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2008/02/quem-guarda-com-fome-eduardo-loureiro.html. Acesso em 4 maio 2016.
Em relação à sintaxe, o termo destacado foi analisado incorretamente em

Questão 9

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São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
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No que respeita às classes de palavras, é correto afirmar que

Questão 10

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Há algumas décadas, quando minha tia médica foi fazer residência em
 
São Paulo capital, minha avó, nascida e crescida no interior do Ceará, deu-lhe
 
um único conselho: "Em terra de sapos, de cócoras como eles." O conselho foi
5
seguido e há cinco anos, quando comemorávamos o aniversário de 80 anos de
 
minha avó, minha tia escolheu a lembrança desse conselho para falar de sua
 
mãe.
 
Os ditados, ou provérbios, constituem uma sabedoria simples que nós,
 
em nossos delírios de complexidade urbana, já quase não conseguimos
10
entender: para nós, soam simplistas ou moralistas, e quando os repetimos é
 
mais por um hábito de linguagem do que por acreditar em suas palavras.
 
Entretanto, brinco de imaginar que minha avó poderia ter aconselhado
 
minha tia com um ditado diferente: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei".
 
O provérbio, de sentido praticamente oposto ao anterior, incentivaria não a
15
adaptação mas a autoexpressão diferenciada. Está aí a riqueza dos provérbios:
 
para cada um deles, há um outro que diz o inverso, de forma que há ditados
 
para tudo. "Incoerência", poderia pensar nossa mente racionalizada. Eu prefiro
 
ver outra riqueza valiosa no fundo dessa riqueza "incoerente": a grandeza dos
 
provérbios não está apenas no que eles explicitamente expressam, está na
20
sabedoria de saber usar o ditado certo na hora certa.
 
Meses atrás, durante um almoço em família, um de meus cunhados falou
 
do seu hábito de guardar a melhor parte da comida para o final e de como sua
 
mulher, minha irmã, tinha o "dom" de chegar justo na hora em que ele estava
 
prestes a saborear seu pequeno tesouro, pedindo: "Amor, me dá esse
25
pedacinho." Depois de muito rir, lembrei daquele outro ditado: "Quem guarda
 
com fome, o gato vem e come".
 
Sim, há qualquer coisa maravilhosa em se guardar o melhor para depois,
 
ou mesmo para o final: que filme ou história teria graça se o final feliz fosse no
 
começo? Talvez até a sobremesa não parecesse tão apetitosa se tivéssemos
30
por hábito comê-la antes do prato principal.
 
Eu também tinha esse costume de adiar as coisas boas para torná-las
 
ainda mais atraentes algum tempo depois. Ultimamente, tenho guardado menos
 
e tenho brincado mais de descobrir o ponto exato da vontade: se quero, como;
 
se não quero, passo. [...]
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As palavras que não são acentuadas de acordo com a mesma regra são:

Questão 11

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1
No mapa da cidade de Baião, o perímetro margeado pela rua Rui Barbosa, travessa Oito, avenida
 
Santos Dumont e rua Levindo Rocha aproxima-se de um retângulo, conforme as figuras abaixo.
 
Se os comprimentos relativos às ruas Levindo Rocha e Rui Barbosa medirem respectivamente 10.0m e 500m, o perímetro dessa região retangular medirá

Questão 12

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
1
No mapa da cidade de Baião, o perímetro margeado pela rua Rui Barbosa, travessa Oito, avenida
 
Santos Dumont e rua Levindo Rocha aproxima-se de um retângulo, conforme as figuras abaixo.
 
Se o perímetro desse retângulo medir 1.440 metros, e o comprimento relativo à avenida Santos Dumont for o quíntuplo do correspondente ao da travessa Oito, a área dessa região medirá

Questão 13

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Um quarto do que um Guarda Municipal recebe por mês é gasto com alimentação e ainda lhe restam R$ 900,00. Nesse caso, esse guarda recebe mensalmente

Questão 14

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Uma prestação no valor de R$ 120,00, se não for pa R$ 0,12 de juros por dia de atraso. Com 20 dias de atraso, o valor a pagar por essa multa será de

Questão 15

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
1
Uma prova de concurso tem 10 questões de Língua Portuguesa, 10 de Matemática e 20 de
 
Conhecimentos Específicos, sendo considerado aprovado o candidato que acertar 50% ou mais do total
 
das questões da prova.
Os acertos de quatro candidatos são apresentados nas alternativas abaixo. Analisando esses resultados, concluímos que o único aprovado foi o que acertou

Questão 16

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1
Uma prova de concurso tem 10 questões de Língua Portuguesa, 10 de Matemática e 20 de
 
Conhecimentos Específicos, sendo considerado aprovado o candidato que acertar 50% ou mais do total
 
das questões da prova.
Um gráfico tipo “Pizza”, que representa a distribuição do número de questões dessa prova, assemelha-se ao da alternativa

Questão 17

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Na Guarda Municipal de uma cidade, a quantidade de mulheres corresponde à terça parte do número de guardas homens, e, com isso, o número de homens supera em 18 o quantitativo de guardas mulheres. No total, essa cidade tem

Questão 18

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1
A tabela acima apresenta uma inconsistência no ano de

Questão 19

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1
A razão entre o número de homens e o número de mulheres no ano de 2014, indica que, nesse ano, havia

Questão 20

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Considere o gráfico abaixo sobre as ocorrências de uma semana registradas pela Guarda Municipal de um Município.



O dia da semana que teve mais ocorrências foi

Questão 21

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Segundo a Constituição Federal, dois dos órgãos através dos quais a segurança pública é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio são

Questão 22

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O crime de subtrair para si ou para outrem, coisa alheia móvel mediante grave ameaça é denominado de

Questão 23

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Os incêndios em equipamentos elétricos cuja extinção exige um meio não condutor de energia elétrica estão relacionados na classe

Questão 24

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Um incêndio se propaga em razão da transmissão do calor de uma parte para outra. Quando essa transferência se dá através do transporte de matéria (ar ou fumaça) e se processa em decorrência da diferença de densidade do ar que ocorre com a absorção ou perda de calor, provocando a subida do ar quente causando o processo pelo qual o calor, se propaga nas galerias ou janelas dos edifícios em chamas, essa propagação é denominada

Questão 25

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Durante o socorro a uma vítima, para fazer a análise inicial da situação, o guarda deverá

Questão 26

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Em atendimento à vítima em trabalho de parto, após o rompimento da bolsa amniótica, o guarda saberá que há sofrimento fetal quando o líquido se apresentar

Questão 27

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Se, por meio de comunicação via rádio no Brasil, um guarda precisa comunicar o código ZWU8TRP55, ele dirá

Questão 28

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Quando um guarda precisa saber se o outro está na escuta; a que distância se encontra e se está ocupado, ele usará os seguintes códigos:

Questão 29

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Um dos fatos geradores da Declaração Universal dos Direitos do Homem foi a

Questão 30

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Dentre as características dos direitos humanos, aquela que o configura como algo que o passar do tempo não impede que a pessoa possa exigi-lo e que está sempre à disposição para ser reivindicado denomina-se

Questão 31

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
No caso de acidente em dia de chuva numa rodovia cuja velocidade é de 100km, a distância mínima em que se deve iniciar a sinalização é de, aproximadamente,

Questão 32

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Em uma via de mão dupla, caso o condutor queira sinalizar para o de trás que não deve ultrapassar por estar vindo outro veículo na mão inversa, ele deve

Questão 33

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Segundo a legislação vigente um dos fatores a serem observados durante o estágio probatório do servidor é sua capacidade de

Questão 34

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Segundo o Estatuto do Servidor Público, Lei 002/2007, a ordem correta das fases de um processo disciplinar é

Questão 35

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Um dos beneficiários das pensões vitalícias do guarda municipal é o(a)

Questão 36

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Uma das transgressões disciplinares do guarda municipal por causa da qual sofrerá penalidade de suspensão é

Questão 37

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Um dos deveres do guarda municipal é o(a)

Questão 38

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
De acordo com o Decreto Municipal 87/2011, transgressão disciplinar, especialmente, é toda violação do __________ do guarda na sua __________ elementar e simples e, genericamente, se constitui na __________ aos preceitos de civilidade, de __________ e das normas __________

Os termos que completam corretamente a frase acima são

Questão 39

Pref. Baião/PA 2016 - FADESP - Guarda Municipal
Uma das competências da Guarda Municipal do município de Baião é

Questão 40

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Quanto à Guarda Municipal de Baião, é correto afirmar que



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