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PBGÁS 2007

Advogado

Questão 1

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
No primeiro parágrafo do texto, o autor está tratando das:

Questão 2

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1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
A imagem representada na frase Meninos de sete anos tamborilam os dedos na mesa do computador (segundo parágrafo) pode ilustrar a seguinte afirmação do autor do texto:

Questão 3

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1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Considere as seguintes afirmações, contextualizando-as no último parágrafo do texto:

I. Nem sempre a imobilidade corresponde a falta de ação.

II. Há domínios humanos em que a busca de velocidade não faz sentido.

III. Tomar consciência de si é um processo que demanda tempo.

Está correto o que se afirma em:

Questão 4

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Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em:

Questão 5

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1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
A expressão nesse caso, no início do quarto parágrafo, refere-se a um tipo de situação em que:

Questão 6

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1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
As normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas na frase:

Questão 7

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Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
A voz verbal da construção atribui-se ao fator velocidade um prestígio tão absoluto permanecerá a mesma caso se substitua o elemento sublinhado por:

Questão 8

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Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Questão 9

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Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Apresenta-se de modo adequado a articulação entre tempos e modos verbais na frase:

Questão 10

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Está clara e correta a redação da frase:

Questão 11

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Meu dia foi muito agitado, ...... me dispus a ouvir música meu espírito relaxou, ...... o prazer da arte pode nos livrar de nossas ansiedades.

A frase acima guardará inteira coerência caso as lacunas sejam preenchidas, na ordem dada, por:

Questão 12

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
A pontuação está inteiramente correta na frase:

Questão 13

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Desde que passou a gozar de um prestígio absoluto, o fator velocidade impôs-se como parâmetro das ações humanas, sobrepondo-se a qualquer outro critério.

Substituem de modo adequado as expressões sublinhadas, respectivamente e sem prejuízo para o sentido da frase acima:

Questão 14

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
Justificam-se as duas ocorrências do sinal de crase em:

Questão 15

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
Não é fácil precisar, na história da civilização, quando foi
 
que o fator velocidade passou a ganhar prestígio por si mesmo:
 
o que é mais rápido é sempre melhor. Talvez tudo tenha
 
começado com as experiências pioneiras de viagens e trans-
5
portes. É provável que os primeiros navegadores já aspirassem
 
à maior velocidade possível de suas embarcações, pela razão
 
óbvia de que isso diminuiria os custos do empreendimento, os
 
riscos para a segurança e o tédio da tripulação. O mesmo
 
raciocínio vale para os transportes por terra: a impulsão de um
10
motor, substituindo a de um animal, criou novo parâmetro para
 
as viagens: em vez de semanas, dias; em vez de dias, horas.
 
Com o avião, em vez de horas, minutos. E continua, como se
 
sabe, nossa devoração progressiva de espaço e tempo.
 
O prestígio contemporâneo da velocidade manifesta-se,
15
sobretudo, no campo da informação: quanto mais rápido se
 
divulga, melhor. A informática foi alçada ao trono de divindade e
 
trouxe uma nova ansiedade: o potentíssimo processador de
 
ontem está obsoleto hoje, e o de hoje, amanhã. A banda larga
 
faz disparar as imagens na tela de um monitor, mas certamente
20
não terá como competir com a velocidade do próximo sistema
 
de acesso e navegação. Meninos de sete anos tamborilam os
 
dedos na mesa do computador, impacientes, enquanto
 
aguardam os longos segundos que leva o download de um
 
novo jogo.
25
Em nossos dias, atribui-se ao fator velocidade um
 
prestígio tão absoluto que parece tolice querer desconfiar dela:
 
uma das expressões acusatórias e humilhantes é, justamente,
 
“devagar, quase parando”, aplicada a quem não demonstre
 
muita pressa. Mas por que não ponderar que algumas das
30
capacidades humanas nada têm a ganhar – ao contrário, têm
 
muito a perder – com a aceleração do processo?
 
Estaria nesse caso a qualidade das nossas emoções e
 
das nossas reflexões. São mais intensas as emoções pas-
 
sageiras? A reflexão mais rápida é a mais conseqüente? Nes-
35
ses domínios da sensibilidade e da consciência, a velocidade
 
não parece ter muito a fazer. Quando alguém repousa os olhos
 
numa bela paisagem, a imobilidade não é paralisia: a
 
imaginação está ativa, e o espírito ganha tempo para dar-se
 
conta de si mesmo. Quando se ouve com atenção uma peça
40
musical ou quando se lê refletidamente um texto consistente,
 
sentimentos e reflexões gastam o tempo que precisam gastar
 
para que a linguagem da música e o encadeamento das idéias
 
se alojem e amadureçam dentro de nós. Amadurecer exige
 
tempo. É possível que nossa época tecnológica, maravilhada
45
com tantas e tão rápidas conquistas, represente para a futura
 
história da civilização uma espécie de adolescência. Para um
 
adolescente, o impacto das grandes novidades traduz-se como
 
paradoxal mistura de sentimento de insegurança e sensação de
 
onipotência.
(Justino Borba, inédito)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase:

Questão 16

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
O jornal New York Times começou a publicar, para cada
 
soldado morto, capturado ou desaparecido no Iraque, um retrato
 
e um resumo de sua jornada. Essas pequenas galerias de ros-
 
tos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior, que
5
ocupou as páginas do mesmo jornal durante meses depois do
 
atentado de 11 de setembro de 2001: os retratos e os obituários
 
de todas as vítimas do ataque. Um ano mais tarde, na cerimô-
 
nia do aniversário do atentado, em Nova York, não houve dis-
 
cursos de fundo, mas diversos oradores alternaram-se no palco
10
para ler em voz alta, um a um, os nomes das 2.801 vítimas.
 
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e
 
pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.
 
Para um europeu ou um sul-americano, comemorar,
 
explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo,
15
problemático se não se explorar sua dimensão propriamente
 
social: o encontro ou a luta de idéias, classes, nações, grupos,
 
grandes interesses econômicos etc.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
Considere as seguintes afirmações:

I. O autor do texto trata como essencialmente análogas as referidas iniciativas do New York Times e a atitude dos oradores no aniversário do atentado de 11 de setembro.

II. O segundo parágrafo do texto constitui uma réplica e uma contestação ao que se narra no primeiro parágrafo.

III. Europeus e sul-americanos, ao contrário dos norteamericanos, consideram que um fato de relevância social deve ser compreendido a partir de razões individuais.

Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em:

Questão 17

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
O jornal New York Times começou a publicar, para cada
 
soldado morto, capturado ou desaparecido no Iraque, um retrato
 
e um resumo de sua jornada. Essas pequenas galerias de ros-
 
tos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior, que
5
ocupou as páginas do mesmo jornal durante meses depois do
 
atentado de 11 de setembro de 2001: os retratos e os obituários
 
de todas as vítimas do ataque. Um ano mais tarde, na cerimô-
 
nia do aniversário do atentado, em Nova York, não houve dis-
 
cursos de fundo, mas diversos oradores alternaram-se no palco
10
para ler em voz alta, um a um, os nomes das 2.801 vítimas.
 
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e
 
pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.
 
Para um europeu ou um sul-americano, comemorar,
 
explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo,
15
problemático se não se explorar sua dimensão propriamente
 
social: o encontro ou a luta de idéias, classes, nações, grupos,
 
grandes interesses econômicos etc.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
Essas pequenas galerias de rostos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior (...)

Transposta a frase acima para a voz passiva, a forma verbal será:

Questão 18

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
O jornal New York Times começou a publicar, para cada
 
soldado morto, capturado ou desaparecido no Iraque, um retrato
 
e um resumo de sua jornada. Essas pequenas galerias de ros-
 
tos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior, que
5
ocupou as páginas do mesmo jornal durante meses depois do
 
atentado de 11 de setembro de 2001: os retratos e os obituários
 
de todas as vítimas do ataque. Um ano mais tarde, na cerimô-
 
nia do aniversário do atentado, em Nova York, não houve dis-
 
cursos de fundo, mas diversos oradores alternaram-se no palco
10
para ler em voz alta, um a um, os nomes das 2.801 vítimas.
 
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e
 
pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.
 
Para um europeu ou um sul-americano, comemorar,
 
explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo,
15
problemático se não se explorar sua dimensão propriamente
 
social: o encontro ou a luta de idéias, classes, nações, grupos,
 
grandes interesses econômicos etc.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.

Numa nova redação da frase acima, que comece com Nenhuma outra cultura, uma complementação correta e coerente poderá ser:

Questão 19

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
O jornal New York Times começou a publicar, para cada
 
soldado morto, capturado ou desaparecido no Iraque, um retrato
 
e um resumo de sua jornada. Essas pequenas galerias de ros-
 
tos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior, que
5
ocupou as páginas do mesmo jornal durante meses depois do
 
atentado de 11 de setembro de 2001: os retratos e os obituários
 
de todas as vítimas do ataque. Um ano mais tarde, na cerimô-
 
nia do aniversário do atentado, em Nova York, não houve dis-
 
cursos de fundo, mas diversos oradores alternaram-se no palco
10
para ler em voz alta, um a um, os nomes das 2.801 vítimas.
 
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e
 
pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.
 
Para um europeu ou um sul-americano, comemorar,
 
explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo,
15
problemático se não se explorar sua dimensão propriamente
 
social: o encontro ou a luta de idéias, classes, nações, grupos,
 
grandes interesses econômicos etc.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
O New York Times publicou uma galeria de rostos e nomes, expôs rostos e nomes ao longo de vários números, evocou esses rostos e nomes para que o público não olvidasse esses nomes e rostos.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Questão 20

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
1
O jornal New York Times começou a publicar, para cada
 
soldado morto, capturado ou desaparecido no Iraque, um retrato
 
e um resumo de sua jornada. Essas pequenas galerias de ros-
 
tos evocavam, na memória, uma outra galeria, bem maior, que
5
ocupou as páginas do mesmo jornal durante meses depois do
 
atentado de 11 de setembro de 2001: os retratos e os obituários
 
de todas as vítimas do ataque. Um ano mais tarde, na cerimô-
 
nia do aniversário do atentado, em Nova York, não houve dis-
 
cursos de fundo, mas diversos oradores alternaram-se no palco
10
para ler em voz alta, um a um, os nomes das 2.801 vítimas.
 
A cultura americana, mais do que qualquer outra, vive e
 
pensa a coletividade como um conjunto de indivíduos.
 
Para um europeu ou um sul-americano, comemorar,
 
explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo,
15
problemático se não se explorar sua dimensão propriamente
 
social: o encontro ou a luta de idéias, classes, nações, grupos,
 
grandes interesses econômicos etc.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
É preciso corrigir a redação da seguinte frase:

Questão 21

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
No que diz respeito à denominada interpretação conforme a Constituição, o Supremo Tribunal Federal tem o entendimento de que essa técnica

Questão 22

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
Em matéria de Poder Constituinte, é correto afirmar que o

Questão 23

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
É certo que a ação direta de inconstitucionalidade

Questão 24

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
Em matéria de direitos e deveres individuais e coletivos, analise:

I. Também cabe a ação penal privada subsidiária quando o inquérito policial for arquivado por requerimento do Ministério Público, por estar caracterizada como um dos direitos fundamentais da pessoa.

II. O princípio da presunção da inocência está circunscrito ao âmbito penal, não se aplicando, em sua inteireza, à esfera administrativa.

III. Não viola o princípio da vedação as provas ilícitas quando a prova for obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público.

IV. O privilégio contra a auto-incriminação traduz direito público subjetivo assegurado a pessoa, mas só na condição de réu, e que deva ser interrogado perante o órgão competente do Poder Judiciário.
É correto o que consta APENAS em

Questão 25

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
Dentre as atribuições do Congresso Nacional, é também de sua competência exclusiva

Questão 26

PBGÁS 2007 - FCC - Advogado
Analise:

I. Legislar sobre registros públicos.

II. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

Tais situações dizem respeito, respectivamente, à competência

Questão 27

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Os decretos legislativos e as resoluções têm, respectivamente, as seguintes características:

Questão 28

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No que diz respeito ao Ministério Público, é correto afirmar:

Questão 29

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NÃO compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, dentre outras situações,

Questão 30

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No que se refere à fiscalização contábil, financeira e orçamentária, é correto afirmar:

Questão 31

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Sobre as espécies do ato administrativo, considere:

I. Permissão é ato administrativo, vinculado ou discricionário, segundo o qual a Administração Pública outorga a alguém o direito de prestar um serviço público ou de usar, em caráter privativo, um bem público.

II. Licença é ato administrativo discricionário por meio do qual a Administração Pública outorga a alguém o direito de realizar certa atividade material que sem ela lhe seria vedada.

III. Autorização é ato administrativo discricionário mediante o qual a Administração Pública outorga a alguém o direito de realizar certa atividade material que sem ela lhe seria vedada.

IV. Admissão é ato administrativo discricionário pelo qual a Administração Pública faculta o ingresso de administrado em estabelecimento governamental, para que desfrute de um serviço público.

V. Concessão é ato administrativo mediante o qual a Administração outorga aos administrados um status ou uma honraria.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 32

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Conforme a teoria dos motivos determinantes, é correto afirmar:

Questão 33

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Em relação ao controle que o Poder Público exerce sobre o comportamento de quem executa serviços concedidos ou permitidos, é INCORRETO afirmar:

Questão 34

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Se um serviço público objeto de concessão for, individualmente, negado ou retardado pelo concessionário, o usuário

Questão 35

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Considerando a classificação dos serviços públicos, é correto afirmar que serviços

Questão 36

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São entidades paraestatais

Questão 37

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Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato, cuja despesa NÃO possa ser paga no mesmo exercício financeiro, constitui

Questão 38

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Nos termos da Lei de Improbidade, ao agente que negar publicidade a atos oficiais está sujeito, além de outras, às penas de perda

Questão 39

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Considerando-se que a Lei de Improbidade, em determinadas circunstâncias, aplica-se mesmo a quem não seja agente público, é correto afirmar que

Questão 40

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Retrocessão é

Questão 41

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Dentre outras hipóteses, extingue-se o processo com resolução de mérito

Questão 42

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Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos,

Questão 43

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É de 10 (dez) dias o prazo para interpor recurso de

Questão 44

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A respeito do processo cautelar é correto afirmar:

Questão 45

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A respeito da execução em geral, considere:

I. É lícito ao credor cumular várias execuções contra o mesmo devedor, ainda que fundadas em títulos diferentes, desde que para todas elas seja competente o juiz e idêntica a forma do processo.

II. O credor ressarcirá ao devedor os danos que este sofreu, quando a sentença, passada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que deu lugar à execução.

III. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição, o credor poderá executar a sentença, sem provar que a mesma se realizou, cabendo ao devedor argüir a inocorrência desta através de embargos.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 46

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A respeito da estipulação em favor de terceiro, considere:

I. O que estipula em favor de terceiro não pode exigir o cumprimento da obrigação, direito que cabe apenas ao terceiro beneficiado pela estipulação.

II. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato, independentemente da sua anuência e da do outro contratante.

III. A substituição do terceiro designado no contrato pode ser feita por ato entre vivos.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 47

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Nas obrigações alternativas,

Questão 48

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Paulo é tutor do menor Pedro, de 13 anos de idade, órfão de pai e mãe. Na ausência de Paulo, Pedro atirou uma pedra na vitrine de uma loja, danificando-a. Nesse caso, Paulo

Questão 49

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No condomínio edilício, a realização de obras em partes comuns, em acréscimo às já existentes, a fim de lhes facilitar ou aumentar a utilização, sem prejudicar a utilização, por qualquer condômino, das partes próprias ou comuns, depende, em assembléia, da aprovação

Questão 50

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A respeito dos títulos de crédito é INCORRETO afirmar:

Questão 51

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Dentre outras atribuições constitucionais, compete privativamente ao Senado Federal, em matéria de dívida pública,

Questão 52

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Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos da seguinte maneira:

Questão 53

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No que diz respeito às receitas públicas, considere:

I. Receita pública é todo ingresso ou entrada de dinheiro público ou privado nos cofres públicos.

II. Receita extraordinária é a arrecadada regularmente em cada período financeiro, para fazer frente à emissão de moeda ou tributos exigidos coercitivamente.

III. Receitas de capital são provenientes, dentre outras situações, de operações de crédito, amortização de empréstimos concedidos e alienação de bens móveis.

IV. Receitas originárias são as produzidas pelos bens e empresas de propriedade pública. É correto o que consta APENAS em

Questão 54

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Com relação aos princípios que informam o orçamento público, é INCORRETO afirmar que, pelo Princípio da

Questão 55

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No que tange à despesa pública, analise:

I. O pagamento constitui-se em mecanismo de controle da execução da despesa, estabelecendo um limite no uso das dotações para as finalidades a que se destinam.

II. A despesa é o gasto da riqueza pública autorizada pelo poder competente, com o fim de atender a uma necessidade pública.

III. O empenho consiste na apuração do montante da dívida que deverá ser paga, como forma de saldar a dívida.

IV. A liquidação ocorre após o empenho e consiste na necessidade de determinar o montante da dívida que deverá ser paga. É correto o que consta APENAS em

Questão 56

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O processo de execução da despesa pública deve obedecer, cronologicamente, aos estágios de:

Questão 57

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É INCORRETO afirmar que orçamento

Questão 58

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Dentre outras, são receitas correntes as de

Questão 59

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Nos termos da Constituição Federal, o Poder Executivo publicará o relatório resumido da execução orçamentária em até

Questão 60

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Considere:

I. Dívida pública consolidada ou fundada é a representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.

II. Se a dívida mobiliária de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um trimestre, deverá ser a ele reconduzida, reduzindo o excedente em pelo menos 15% (quinze por cento) no primeiro bimestre.

III. Refinanciamento da dívida imobiliária é a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

IV. Integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento.

V. Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites.
É correto o que consta APENAS em



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