×
Técnico Judiciário - Operação de Computador Técnico Judiciário - Contabilidade Técnico Judiciário - Informática Analista Judiciário - Execução de Mandados Analista Judiciário - Informática Analista Judiciário - Judiciária Técnico Judiciário - Administrativa
×
TRF 3ª 2014 TRF 3ª 2016 TRF 3ª 2019

TRF 3ª 2007

Analista Judiciário - Contadoria

Questão 1

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
O autor considera que falta aos jovens de hoje:

Questão 2

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Atente para as seguintes afirmações:

I. As múltiplas ficções e informações que circulam no mundo de hoje impedem que os jovens formulem seus projetos levando em conta um parâmetro mais realista.

II. As escolas deveriam ser mais conseqüentes diante da dura realidade do mercado de trabalho e estimular os jovens a serem mais razoáveis em seus sonhos.

III. As ficções que proliferam em nossas telas são assimiladas como divertimento inconseqüente, e não como sinalização inspiradora de uma pluralidade de vidas possíveis.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:

Questão 3

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
No segundo parágrafo, ao estabelecer uma relação entre os jovens e os adultos de hoje, o autor faz ver que:

Questão 4

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
A expressão hipótese anterior, que surge entre parênteses, faz referência à seguinte passagem do texto:

Questão 5

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Certa impropriedade que se verifica no uso da expressão nas entrelinhas das nossas falas poderia ser evitada, sem prejuízo para o sentido pretendido, caso o autor a tivesse substituído por:

Questão 6

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:

Questão 7

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

Questão 8

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Devaneios, quem não tem devaneios? Têm devaneios as crianças e os jovens, dão aos devaneios menos crédito os adultos, mas é impossível abolir os devaneios completamente.

Evitam-se as indesejáveis repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

Questão 9

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Está inteiramente correta a construção da seguinte frase:

Questão 10

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
É preciso suprimir uma ou mais vírgulas na seguinte frase:

Questão 11

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas no contexto da seguinte frase:

Questão 12

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:

Questão 13

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Questão 14

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
Considere as seguintes frases:

I. É muito restritivo o aspecto da “razoabilidade” dos sonhos, de que o autor do texto analisa no segundo parágrafo.

II. Talvez um dos “dragões” a que se deva dar combate em nossos dias seja o império dos interesses materiais.

III. Os sonhos em cuja perseguição efetivamente nos lançamos podem transformar-se em conquistas objetivas.

Está correto o emprego do elemento sublinhado APENAS em:

Questão 15

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
Os sonhos dos adolescentes
 
Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
 
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
 
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
5
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
 
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
 
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
 
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
 
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
10
de vidas possíveis.
 
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os pré-
 
adolescentes de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
 
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
 
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
15
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
 
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
 
aspirações heróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
 
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
 
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
20
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
 
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
 
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
 
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
 
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
25
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
 
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
 
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
 
desinteressante para quem pára de sonhar.
 
É possível que, por sua própria presença maciça em
30
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
 
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
 
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
 
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
 
mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando
35
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
 
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
 
domingo e a uma cerveja com os amigos.
 
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
 
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
40
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
 
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
 
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
 
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
 
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
45
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
 
adolescentes que merece.
(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)
O emprego do elemento sublinhado compromete a coerência da frase:

Questão 16

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
De uma História Universal editada no século XXXIII: “Os
 
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
 
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
 
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
5
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
 
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
 
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
 
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
 
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
10
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
 
– mas sem a segurança que apresentam as habitações
 
construídas por estes.”
(Mário Quintana − Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)
Atente para as seguintes afirmações:

I. Sugere o texto que a um historiador não cabe especular sobre conjecturas; ainda assim, o autor dessa imaginária História Universal levanta algumas suposições.

II. O texto levanta a possibilidade de que a supressão dos vínculos do homem do século XX com a natureza estaria numa inexplicável arrogância sua diante do mundo natural.

III. Pode-se depreender que, na perspectiva do autor do texto, em tempos futuros o homem terá superado modelos opressivos de habitação urbana.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:

Questão 17

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
De uma História Universal editada no século XXXIII: “Os
 
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
 
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
 
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
5
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
 
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
 
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
 
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
 
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
10
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
 
– mas sem a segurança que apresentam as habitações
 
construídas por estes.”
(Mário Quintana − Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)
Está clara e correta a seguinte reconstrução de uma frase do texto:

Questão 18

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
De uma História Universal editada no século XXXIII: “Os
 
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
 
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
 
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
5
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
 
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
 
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
 
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
 
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
10
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
 
– mas sem a segurança que apresentam as habitações
 
construídas por estes.”
(Mário Quintana − Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)
Alguns atribuem o fato a não se sabe que misterioso pânico ao simples contato da natureza; mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas...

Sem prejuízo para o sentido contextual e a correção da frase acima, e sem que seja necessária qualquer outra alteração, pode-se substituir:

Questão 19

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
De uma História Universal editada no século XXXIII: “Os
 
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
 
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
 
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
5
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
 
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
 
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
 
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
 
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
10
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
 
– mas sem a segurança que apresentam as habitações
 
construídas por estes.”
(Mário Quintana − Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)
Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas em:

Questão 20

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria

» Essa questão pode ter algum problema e está sendo revisada. Em breve estará corrigida.
1
De uma História Universal editada no século XXXIII: “Os
 
homens do século XX, talvez por motivos que só a miséria
 
explicaria, costumavam aglomerar-se desconfortavelmente em
 
enormes cortiços de cimento. Alguns atribuem o fato a não se
5
sabe que misterioso pânico ao simples contato com a natureza;
 
mas isso é matéria de ficcionistas, místicos e poetas... O
 
historiador sabe apenas que chegou a haver, em certas grandes
 
áreas, conjuntos de cortiços erguidos lado a lado sem o
 
suficiente espaço e arejamento, que poderiam alojar vários
10
milhões de indivíduos. Era, por assim dizer, uma vida de insetos
 
– mas sem a segurança que apresentam as habitações
 
construídas por estes.”
(Mário Quintana − Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973, p. 14)
Está correta a grafia de todas as palavras na frase:

Questão 21

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
O esquema abaixo representa a multiplicação de um número natural F por 8, resultando em um número G.



Os círculos representam algarismos, que satisfazem às seguintes condições: − são distintos entre si; − são diferentes de zero; − o algarismo das centenas de F é maior do que o algarismo das centenas de G.

Determinando-se corretamente esses cinco algarismos, verifica-se que o algarismo

Questão 22

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere que, em um determinado instante, P passageiros aguardavam seu vôo em uma sala de embarque de certo aeroporto. Na primeira chamada embarcaram os idosos, que correspondiam à metade de P; na segunda, embarcaram as mulheres não idosas, cuja quantidade correspondia à metade do número de passageiros que haviam ficado na sala; na terceira, embarcaram alguns homens, em quantidade igual à metade do número de passageiros que ainda restavam na sala. Se, logo após as três chamadas, chegaram à sala mais 24 passageiros e, nesse momento, o total de passageiros na sala passou a ser a metade de P, então na

Questão 23

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere que as sentenças abaixo são verdadeiras.

Se a temperatura está abaixo de 5 °C, há nevoeiro.

Se há nevoeiro, os aviões não decolam.

Assim sendo, também é verdadeira a sentença:

Questão 24

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Nos Jogos Panamericanos de 1971, na cidade de Cali, um quadro de resultados parciais apresentava os três países com maior número de medalhas de ouro (105, 31 e 19), de prata (73, 49 e 20) e de bronze (41, 40 25): Canadá, Cuba e EUA. Em relação a esse quadro, sabe-se que

− os EUA obtiveram 105 medalhas de ouro e 73 de prata;

− Cuba recebeu a menor quantidade de medalhas de bronze;

− Canadá recebeu um total de 80 medalhas.

Nessas condições, esse quadro informava que o número de medalhas recebidas

Questão 25

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Na hipótese de crime de peculato culposo, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, ou se lhe é posterior, implica, respectivamente na

Questão 26

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Funcionário que modifica ou altera sistema de informações, sem estar autorizado, e de cuja ação resulta danos à Administração, está sujeito à pena de detenção de três meses a dois anos, acrescida de

Questão 27

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere as seguintes assertivas a respeito da acumulação de cargos públicos:

I. A proibição de acumular cargo público não se estende a cargos, empregos e funções em empresas públicas e sociedade de economia mista da União.

II. A acumulação de cargos não está condicionada à comprovação de compatibilidade de horários.

III. Em regra, o servidor público federal não poderá exercer mais de um cargo em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.

IV. Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade, salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade.

De acordo com a Lei no 8.112/90, está correto o que consta APENAS em:

Questão 28

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
O servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, será punido com a penalidade de

Questão 29

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
O Juiz Federal que compõe o Conselho Nacional de Justiça é indicado pelo:

Questão 30

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere as seguintes afirmativas sobre o processo legislativo:

I. É vedada a edição de medidas provisórias que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro.

II. A Constituição pode ser emendada mediante proposta de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

III. São de iniciativa concorrente do Presidente da República e do Congresso Nacional as leis que disponham sobre servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria.

IV. Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, está correto o que se afirma APENAS em

Questão 31

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
A Cia. Comercial ABC iniciou suas atividades, em
 
novembro de 2006, com um capital de R$ 100.000,
 
totalmente integralizado, parte em numerário (R$ 60.000,00) e
5
parte em móveis e utensílios (R$ 40.000,00). Até o final do
 
exercício, ocorreram os seguintes fatos contábeis:
 
 
Pagamento de despesas de constituição da sociedade.............................. R$ 4.000,
 
Aquisição a prazo de mercadorias para revenda ................................... R$ 200.000,
10
Venda de metade do citado lote de
 
mercadorias à vista................................................ R$ 220.000,
 
Pagamento de despesas diversas ......................... R$ 40.000,
 
Constituição de provisão para tributos incidentes sobre a a......................... R$ 25.000,
 
Proposta da diretoria de distribuição
15
de dividendos aos sócios, a ser apro-
 
vada pela assembléia geral da companhia em 2007.................................. R$ 30.000,00
O valor total do Ativo da companhia em 31/12/2006 correspondeu a, em R$,

Questão 32

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
A Cia. Comercial ABC iniciou suas atividades, em
 
novembro de 2006, com um capital de R$ 100.000,
 
totalmente integralizado, parte em numerário (R$ 60.000,00) e
5
parte em móveis e utensílios (R$ 40.000,00). Até o final do
 
exercício, ocorreram os seguintes fatos contábeis:
 
 
Pagamento de despesas de constituição da sociedade.............................. R$ 4.000,
 
Aquisição a prazo de mercadorias para revenda ................................... R$ 200.000,
10
Venda de metade do citado lote de
 
mercadorias à vista................................................ R$ 220.000,
 
Pagamento de despesas diversas ......................... R$ 40.000,
 
Constituição de provisão para tributos incidentes sobre a a......................... R$ 25.000,
 
Proposta da diretoria de distribuição
15
de dividendos aos sócios, a ser apro-
 
vada pela assembléia geral da companhia em 2007.................................. R$ 30.000,00
O lucro líquido do exercício da companhia apurado em 31/12/2006 foi, em R$,

Questão 33

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
A Cia. Comercial ABC iniciou suas atividades, em
 
novembro de 2006, com um capital de R$ 100.000,
 
totalmente integralizado, parte em numerário (R$ 60.000,00) e
5
parte em móveis e utensílios (R$ 40.000,00). Até o final do
 
exercício, ocorreram os seguintes fatos contábeis:
 
 
Pagamento de despesas de constituição da sociedade.............................. R$ 4.000,
 
Aquisição a prazo de mercadorias para revenda ................................... R$ 200.000,
10
Venda de metade do citado lote de
 
mercadorias à vista................................................ R$ 220.000,
 
Pagamento de despesas diversas ......................... R$ 40.000,
 
Constituição de provisão para tributos incidentes sobre a a......................... R$ 25.000,
 
Proposta da diretoria de distribuição
15
de dividendos aos sócios, a ser apro-
 
vada pela assembléia geral da companhia em 2007.................................. R$ 30.000,00
O valor do passivo exigível da companhia em 31/12/2006 equivaleu a, em R$,

Questão 34

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
A Cia. Comercial ABC iniciou suas atividades, em
 
novembro de 2006, com um capital de R$ 100.000,
 
totalmente integralizado, parte em numerário (R$ 60.000,00) e
5
parte em móveis e utensílios (R$ 40.000,00). Até o final do
 
exercício, ocorreram os seguintes fatos contábeis:
 
 
Pagamento de despesas de constituição da sociedade.............................. R$ 4.000,
 
Aquisição a prazo de mercadorias para revenda ................................... R$ 200.000,
10
Venda de metade do citado lote de
 
mercadorias à vista................................................ R$ 220.000,
 
Pagamento de despesas diversas ......................... R$ 40.000,
 
Constituição de provisão para tributos incidentes sobre a a......................... R$ 25.000,
 
Proposta da diretoria de distribuição
15
de dividendos aos sócios, a ser apro-
 
vada pela assembléia geral da companhia em 2007.................................. R$ 30.000,00
O Patrimônio Líquido da companhia em 31/12/2006 montava, em R$,

Questão 35

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Os saldos das contas patrimoniais a seguir foram extraídos do balancete de verificação da Cia. Querência, levantado em 31/12/2006:


Os somatórios dos saldos devedores e credores corresponderam a, respectivamente, em R$,

Questão 36

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
A Cia. Juazeiro do Norte adquiriu material de escritório no mês de fevereiro de 2007 com prazo para pagamento de 60 dias. O material foi totalmente utilizado pela companhia em março de 2007. Em respeito ao princípio da competência, a companhia

Questão 37

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
A Cia. Monte Azul possuía um imóvel, utilizado no desempenho de suas atividades operacionais, adquirido por R$ 80.000,00 e depreciado em 30% do seu valor. Vendeuo por R$ 68.000,00, em 30/09/2006, concedendo prazo ao comprador para pagamento até o final de fevereiro de 2007. A operação proporcionou à companhia em 2006

Questão 38

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
As seguintes informações são correspondentes à Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos da Cia.
Entrelivros elaborada em 31/12/2006.

Aquisição de Direitos do Ativo Imobilizado ...... R$ 97.000,00

Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo ... R$ 25.000,00

Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo .. R$ 24.000,00

Dividendos Distribuídos................................... R$ 15.000,00

Encargos de Depreciação ............................... R$ 11.000,00

Lucro Líquido do Exercício .............................. R$ 99.000,00

Realização do Capital Social em dinheiro........ R$ 17.000,00

Considerando apenas essas informações e sabendo-se que o Capital Circulante Líquido da companhia em 31/12/2005 montava a R$ 180.000,00, o seu valor em 31/12/2006 correspondeu a, em R$,

Questão 39

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Dados extraídos da contabilidade da Cia. Monte Alto, cujo objeto social é a revenda de mercadorias:

Devolução de Vendas ................................ R$ 17.000,00

Estoque Final ............................................. R$ 28.000,00

Estoque Inicial ............................................ R$ 22.000,00

ICMS Incidente sobre as Vendas ............... R$ 85.000,00

Compras .................................................... R$ 242.000,00

Receita Bruta de Vendas ............................ R$ 440.000,00

O resultado bruto da companhia nesse exercício correspondeu a, em R$,

Questão 40

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade, constituem exemplo de receitas não-operacionais na Demonstração de Resultado da pessoa jurídica

Questão 41

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
No encerramento do exercício social, o contador da Cia. Juazeiro do Sul desconsiderou memorando que lhe foi enviado pelo departamento jurídico da sociedade no qual era comunicado que a Cia. Ouro Branco, cliente tradicional da companhia, estava em processo de falência.

Ao deixar de fazer um ajuste na conta de Duplicatas a Receber, o contador transgrediu o Princípio Fundamental de Contabilidade denominado Princípio da

Questão 42

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
É classificada como receita de capital aquela proveniente de

Questão 43

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
É classificado como despesa corrente orçamentária o gasto decorrente de

Questão 44

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
É um fato contábil que configura uma variação independente de execução orçamentária:

Questão 45

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Os seguintes dados foram extraídos do Balanço Financeiro de determinado município:

Saldo positivo relativo ao exercício anterior .... R$ 100.000,00

Receitas orçamentárias .................................. R$ 940.000,00

Despesas orçamentárias ................................ R$ 990.000,00

Restos a pagar do exercício ........ .................. R$ 35.000,00

Restos a pagar de exercícios anteriores pagos no exercício .................................................... R$ 55.000,00

Considerando apenas essas informações, o saldo financeiro positivo para o exercício seguinte corresponderá a, em R$,

Questão 46

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
Ativo Permanente

Questão 47

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
O Resultado Financeiro foi um superávit de

Questão 48

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
Ativo Financeiro

Questão 49

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
1
 
Passivo Financeiro

Questão 50

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
As dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta em bens ou serviços classificam-se como

Questão 51

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Consta no rol de princípios orçamentários:

Questão 52

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Quanto à periodicidade de ingresso, as receitas classificam-se como

Questão 53

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
O instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa envolvendo um conjunto de operações limitadas no tempo das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo denomina-se

Questão 54

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Entende-se como o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público:

Questão 55

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
São operações especiais as despesas que

Questão 56

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
É uma despesa extra-orçamentária o pagamento de

Questão 57

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Para cobertura de despesas urgentes e imprevistas decorrentes de guerra deverão ser abertos créditos

Questão 58

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere as seguintes afirmativas:

I. A dívida flutuante compreende os restos a pagar incluindo o serviço da dívida.

II. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas processadas das não-processadas.

III. Todas as operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira, não compreendidas na execução orçamentária, não serão objeto de registro contábil.

Está correto o que se afirma APENAS em

Questão 59

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
De acordo com a Lei nº 4.320/94, alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, serão evidenciadas

Questão 60

TRF 3ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Contadoria
Considere as afirmativas.

I. Os títulos de renda serão avaliados pelo seu valor nominal.

II. Os bens móveis e imóveis serão avaliados pelo valor de mercado.

III. Os bens de almoxarifado serão avaliados pelo preço das últimas compras.

Com base na Lei nº 4.320/64, está correto o que se afirma APENAS em



Provas de Concursos » Fcc 2007