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TRF 4ª 2007

Analista Judiciário - Área Judiciária

Questão 1

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
O autor do texto vale-se dos conceitos de “particularidade” e “singularidade” para desenvolver a idéia de que:

Questão 2

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Considere as seguintes afirmações:

I. Apesar da opinião que tinham seus pais sobre o que deveria constituir a “formação” de um jovem, o autor entregava-se ao prazer que lhe proporcionavam as formas ficcionais.

II. O autor reconhece que documentários e ensaios, ao contrário das ficções, ampliam nossos horizontes e exploram as diversidades da vida social.

III. O poder da ficção, para o autor, está em nos fazer reconhecer, a partir de um indivíduo fictício, o sentido de uma humanidade que é tanto dele como nossa.

Em relação ao texto, está correto somente o que se afirma em:

Questão 3

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
A frase que bem ilustra o que entende o autor por “mágica suplementar” é:

Questão 4

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase ou expressão do texto em:

Questão 5

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
É INCORRETO afirmar que o autor do texto:

Questão 6

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

Questão 7

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Transpondo-se para a voz passiva a frase transmiti o respeito de meus pais pelas ficções, a forma verbal resultante será:

Questão 8

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
A frase A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a descobrir o que há de humano em mim ganha nova redação, correta e coerente com as idéias do texto, em:

Questão 9

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
A frase Cresci numa família em que ler romances e assistir a filmes (...) não era considerado uma perda de tempo permanecerá formalmente correta caso se substitua a expressão sublinhada por

Questão 10

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais na frase:

Questão 11

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1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Estão inteiramente corretas a forma e a flexão dos verbos na frase:

Questão 12

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
A expressão com que preenche corretamente a lacuna da frase:

Questão 13

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Amir, afastado de nós pela particularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singularidade de sua experiência.

Caso o autor quisesse explicitar o sentido contextual da expressão sublinhada na frase acima, poderia ter escrito:

Questão 14

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Em perpetuei e transmiti o respeito de meus pais pelas ficções, não haverá necessidade de se alterar ou introduzir qualquer outro elemento nessa frase caso se substitua perpetuei e transmiti por:

Questão 15

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
O verbo indicado entre parênteses deverá adotar obrigatoriamente uma forma do plural para preencher de modo adequado a lacuna da frase:

Questão 16

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase:

Questão 17

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
É preciso corrigir, em sua estrutura, a redação da seguinte frase:

Questão 18

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Está correto o emprego da forma sublinhada na frase:

Questão 19

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Quanto à observância da necessidade do sinal de crase, a frase inteiramente correta é:

Questão 20

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
1
Para que servem as ficções?
 
Cresci numa família em que ler romances e assistir a
 
filmes, ou seja, mergulhar em ficções, não era considerado uma
 
perda de tempo. Podia atrasar os deveres ou sacrificar o sono
5
para acabar um capítulo, e não era preciso me trancar no
 
banheiro nem ler à luz de uma lanterna. Meus pais, eventual-
 
mente, pediam que organizasse melhor meu horário, mas dei-
 
xavam claro que meu interesse pelas ficções era uma parte
 
crucial (e aprovada) da minha “formação”. Eles sequer exigiam
10
que as ditas ficções fossem edificantes ou tivessem um valor
 
cultural estabelecido. Um policial e um Dostoiévski eram tra-
 
tados com a mesma deferência. Quando foi a minha vez de ser
 
pai, agi da mesma forma. Por quê?
 
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma
15
“escola de vida”: ela nos apresenta a diversidade do mundo e
 
constitui um repertório do possível. Alguém dirá: o mesmo não
 
aconteceria com uma série de bons documentários ou ensaios
 
etnográficos? Certo, documentários e ensaios ampliam nossos
 
horizontes. Mas a ficção opera uma mágica suplementar.
20
Tome, por exemplo, “O Caçador de Pipas”, de Khaled
 
Hosseini. A leitura nos faz conhecer a particularidade do Afega-
 
nistão, mas o que torna o romance irresistível é a história sin-
 
gular de Amir, o protagonista. Amir, afastado de nós pela parti-
 
cularidade de seu grupo, revela-se igual a nós pela singula-
25
ridade de sua experiência. A vida dos afegãos pode ser objeto
 
de um documentário, que, sem dúvida, será instrutivo. Mas a
 
história fictícia “daquele” afegão o torna meu semelhante e meu
 
irmão.
 
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças
30
particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares
 
que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas
 
e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a
 
descobrir o que há de humano em mim.
 
Enfim, se perpetuei e transmiti o respeito de meus pais
35
pelas ficções é porque elas me parecem ser a maior e melhor
 
fonte não de nossas normas morais, mas de nosso pensamento
 
moral.
 
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 18/01/2007)
Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma “escola de vida” (...)

Não haverá prejuízo para a correção e a coerência da frase acima caso se substitua o segmento sublinhado por:

Questão 21

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Quanto à espécie, os atos administrativos classificam-se em

Questão 22

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Dentre os atributos do ato administrativo, é correto indicar:

Questão 23

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Quanto à presunção de legitimidade do ato administrativo, afirma-se que é

Questão 24

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Os princípios da Administração Pública estabelecidos expressamente na Constituição Federal são

Questão 25

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Em processo administrativo disciplinar ficou provado que os servidores públicos federais:

I. "X" vinha aplicando irregularmente dinheiros públicos ; e

II. "Y" recusou fé a documentos públicos.

Nesses casos, "X" e "Y" estarão sujeitos, respectivamente, e em conformidade com o Estatuto próprio, às penas de

Questão 26

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Tendo em vista certos direitos dos servidores públicos federais, é correto afirmar que

Questão 27

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação,

Questão 28

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Quanto ao Tribunal de Contas da União, é correto afirmar que

Questão 29

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
NÃO é atribuição cometida à competência privativa doPresidente da República

Questão 30

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Em tema de Poder Judiciário considere:

I. O número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população.

II. Os juízes gozam de estabilidade, adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de sentença judicial transitada em julgado.

III. Aos juízes é vedado exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério.

IV. Um quinto dos lugares dos Tribunais RegionaisFederais será composto de advogados, com mais de cinco anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista tríplice pela respectiva representação classista.

V. Os servidores receberão delegação para a prática de atos decisórios simples, administrativos e de mero expediente. É correto o que consta APENAS em

Questão 31

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Quanto à Administração Pública, estabelece a Constituição Federal que

Questão 32

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Mário é proprietário de um imóvel urbano que locou a Maria. Esta, por sua vez, ali se estabeleceu com uma hospedaria. Maria não vem efetuando o pagamento dos aluguéis para Mário porque muitos de seus hóspedes não estão efetuando o pagamento da hospedagem. De acordo com o Código Civil, a pretensão de Mário relativa à cobrança dos aluguéis do prédio urbano, e a de Maria relativa ao pagamento das despesas de hospedagem, prescrevem, respectivamente, em

Questão 33

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
A respeito das Obrigações considere:

I. Nas obrigações de dar coisa certa, os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

II. Nas obrigações de dar coisa incerta, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.

III. Nas obrigações de fazer, se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação.

IV. Em regra, nas obrigações de dar coisa incerta determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor.

De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que consta APENAS em

Questão 34

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
De acordo com o Código Civil brasileiro, só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade quando feito por quem possa alienar o objeto em que ele consistiu. Se se der em pagamento coisa fungível,

Questão 35

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Segundo o Código Civil brasileiro, com relação à evicção é correto afirmar:

Questão 36

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Analise:

I. O subsolo correspondente em profundidade útil ao seu exercício.

II. As jazidas, minas e demais recursos minerais.

III. Os potenciais de energia hidráulica.

IV. O espaço aéreo correspondente em altura útil ao seu exercício.

De acordo com Código Civil brasileiro, a propriedade do solo abrange os itens indicados APENAS em

Questão 37

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Tício move ação de cobrança contra Pedro. Designada audiência de instrução e julgamento para inquirição de testemunhas, o advogado de Pedro apresenta, no momento adequado, uma contradita à testemunha Julio, arrolada por Tício, contradita esta indeferida pelo Magistrado que preside a audiência. Neste caso, poderá Pedro, inconformado, através de seu advogado, interpor agravo

Questão 38

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Manuel ingressou com ação de indenização contra João.

São arroladas as seguintes testemunhas pelas partes:

I. Moacir, genitor de João.

II. Paulo, interdito por demência.

III. Janaína, amiga íntima de João.

IV. Mauro, já condenado por crime de falso testemunho, com sentença transitado em julgado.

V. Melissa, com quinze anos de idade.

VI. Josefina, que já assistiu João.

De acordo com o Código Processual Civil, as testemunhas arroladas são consideradas, respectivamente,

Questão 39

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
No que concerne à confissão, de acordo com o Código de Processo Civil, é correto afirmar que a:

Questão 40

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Sobre os auxiliares da Justiça analise:

I. Incumbe ao Oficial de Justiça, dentre outras atribuições, estar presente às audiências e coadjuvar o juiz na manutenção da ordem.

II. A prática de ato nulo com dolo ou culpa caracteriza uma das hipóteses através da qual o escrivão e o oficial de justiça são civilmente responsáveis.

III. O perito nomeado poderá escusar-se do encargo alegando motivo legítimo, recusa esta que deverá ser apresentada dentro de 10 dias, contados da intimação ou do impedimento superveniente.

IV. Incumbe ao escrivão, dentre outras atribuições, dar independentemente de despacho, certidão de qualquer ato ou termo do processo, respeitando as restrições previstas em lei.

De acordo com o Código de Processo Civil, está correto o que se afirma APENAS em

Questão 41

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
De acordo com a lei de Execução Fiscal, despachada a petição inicial pelo Magistrado, o executado será citado para pagar a dívida com os juros, multa de mora e encargos na Certidão de Dívida Ativa ou garantir a execução no prazo de

Questão 42

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Sobre a Ação Civil Pública analise:

I. Ajuizada a ação civil pública, é facultado ao PoderPúblico habilitar-se como litisconsorte de qualquer das partes.

II. Em caso de desistência infundada, ou abandono da ação por associação legitimada, caberá exclusivamente ao Ministério Público assumir a titularidade ativa.

III. Se o pedido inicial for julgado improcedente por insuficiência de provas, poderá ser ajuizada ação civil pública com idêntico fundamento por qualquer legitimada, valendo-se de nova prova.

IV. Comprovada a má-fé da associação autora, caberá condenação em honorários advocatícios, custas e despesas processuais.

Está correto o que se afirma APENAS em

Questão 43

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Na aplicação da pena-base, o juiz deve considerar

Questão 44

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Em tema de medidas de segurança, analise as assertivas abaixo:

I. As medidas de segurança previstas no Código

Penal são: Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado; e sujeição a tratamento ambulatorial.

II. A reforma do Código Penal adotou o sistema vicariante ou unitário, no qual as medidas de segurança só podem ser aplicadas isoladamente, e não cumuladas com a pena privativa de liberdade.

III. Mesmo que extinta a punibilidade, deve ser imposta a medida de segurança, devendo, ainda, ser executada a que tiver sido imposta.

IV. A internação ou a medida de segurança será por tempo determinado, e o seu prazo será fixado entre o mínimo e o máximo da pena restritiva de liberdade prevista para o crime.

V. Se o agente for inimputável, mesmo que o crime seja punível com detenção, o juiz aplicará a medida de segurança consistente em internação. É correto o que consta APENAS em

Questão 45

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
São causas extintivas de punibilidade, previstas no CódigoPenal, além de outras:

Questão 46

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Em tema de crime contra a honra, analise:

I. A calúnia e a difamação distinguem-se da injúria porque, nas duas primeiras, há imputação de fato desonroso enquanto, na última, há mera atribuição de qualidade negativa ao ofendido.

II. A difamação caracteriza-se pela imputação falsa de fato definido como crime.

III. A calúnia e a difamação ofendem a honra objetiva da vítima, ao passo que a injúria atinge a honra subjetiva.

IV. Na injúria há imputação de fato ofensivo à dignidade ou ao decoro da vítima.

V. Para caracterizar a calúnia, o fato imputado não precisa ser criminoso, bastando que seja falso e ofensivo à reputação da vítima. É correto o que consta APENAS em

Questão 47

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente, dentre outros, nas infrações penais comuns,

Questão 48

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Tício foi internado num hospital particular para submeterse à intervenção cirúrgica. Tendo recebido alta hospitalar pelos médicos que o assistiram, o diretor do hospital ordenou a sua retenção no interior do nosocômio até que efetuasse o pagamento da conta. Nesse caso, Tício

Questão 49

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Tício está residindo na França, mas em endereço desconhecido. Nesse caso, a sua citação far-se-á por

Questão 50

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Analise as assertivas:

I. O inquérito policial deve ser instaurado através de relatório e encerrado mediante portaria da autoridade policial.

II. Em razão do princípio da oralidade do processo, não há necessidade de serem as peças do inquérito policial reduzidas a escrito ou datilografadas.

III. No inquérito policial, o ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

Está correto o que consta SOMENTE em

Questão 51

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Paulus e seu defensor foram pessoalmente intimados da sentença condenatória numa sexta-feira. A segunda-feira seguinte é feriado. Nesse caso, o prazo para apelação começa a correr

Questão 52

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
A falta de testemunhas da infração

Questão 53

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária

» Esta questão foi anulada pela banca.
Considere as seguintes hipóteses:

I. A transmissão, a qualquer título, do domínio útil de bens imóveis por natureza, como definidos na lei civil.

II. A transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, inclusive os direitos reais de garantia.

III. A cessão de direitos relativos à transmissão, a qualquer título, da propriedade de bens imóveis por natureza, como definidos na lei civil.

IV. A transmissão, a qualquer título, do domínio útil de bens imóveis por acessão física, como definidos na lei civil.

De acordo com o Código Tributário Nacional, o imposto(de competência dos Estados) sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos tem como fato gerador o que se refere APENAS nas hipóteses

Questão 54

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
O sujeito passivo da obrigação principal diz-se responsável quando,

Questão 55

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Dentre outras hipóteses, suspendem a exigibilidade do crédito tributário

Questão 56

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
A isenção exclui o crédito tributário, sendo certo que

Questão 57

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O imposto previsto sobre produtos industrializados

Questão 58

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Para um trabalhador que não possua dependentes, o benefício salário-família não será concedido; para o trabalhador que se encontre incapaz temporariamente para o trabalho, por motivo de doença, não será concedida a aposentadoria por invalidez, mas auxílio doença. Nesses casos, está sendo aplicado, especificamente, o princípio constitucional da

Questão 59

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
Considere as assertivas sobre o Conselho Nacional dePrevidência Social − CNPS:

I. Dentre os membros do CNPS encontram-se nove representantes da sociedade civil, sendo três deles representantes dos aposentados e pensionistas.

II. Os membros do CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República.

III. Os membros do CNPS terão mandato de três anos, podendo ser reconduzidos, de imediato, uma única vez.

IV. O CNPS reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por mês, por convocação de seu Presidente.

De acordo com a Lei no 8.213/91, está correto o que consta APENAS em

Questão 60

TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário - Área Judiciária
O salário maternidade



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