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DPE/RS 2011 DPE/RS 2014 DPE/RS 2017

DPE/RS 2013

Analista - Administração

Questão 1

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Deve-se entender o título do texto − Vista cansada − como uma alusão do autor ao fato de que

Questão 2

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Há uma relação de causa e efeito entre as seguintes afirmações:

Questão 3

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Considerando-se o contexto, a expressão a gente banaliza o olhar (2º parágrafo) aciona um sentido oposto ao que sugere o segmento

Questão 4

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
A frase do texto cujo sentido se mantém numa nova e correta redação é:

Questão 5

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Atente para as seguintes afirmações:

I. No primeiro parágrafo, o autor do texto estabelece uma relação direta entre o pessimismo da frase atribuída a Hemingway e o brutal suicídio que este viria a cometer.

II. No segundo parágrafo, o certo modo de ver que o poeta julga morrer com ele valoriza a perspectiva pessoal da qual nasce uma bem particular visão do mundo.

III. No último parágrafo, o sentimento da indiferença, que nos invade, é diretamente relacionado à visão opaca das coisas causada pelo hábito.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em

Questão 6

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Estão plenamente respeitadas as normas de concordância verbal na frase:

Questão 7

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Está transposta para a voz passiva, sem prejuízo para o sentido, a seguinte construção:

Questão 8

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada
 
coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de
 
olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de des-
 
pedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que
5
Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde
 
do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dan-
 
do em si mesmo.
 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse
 
o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é
10
que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Expe-
 
rimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,
 
já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é
 
como um vazio.
15
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se al-
 
guém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você
 
não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que
 
passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu
 
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
20
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma
 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de
 
falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima
 
ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o por-
 
teiro teve que morrer.
25
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há
 
sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não
 
vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos aten-
 
tos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de
 
ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai
30
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
 
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia
 
a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da
 
indiferença.
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer)
Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período:

Questão 9

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
O texto mostra que há uma íntima conexão entre

Questão 10

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
Atente para as seguintes afirmações:

I. Ainda que ache despropositada a comparação entre Machado de Assis e Guimarães Rosa, pelas diferenças de seus caminhos literários, o autor expressa a plena convicção de que se trata dos nossos dois maiores escritores.

II. Deve-se entender do texto que a simplicidade da poesia de Manuel Bandeira, se não fez dele um poeta notável, tornou-o apto a enfrentar as grandes adversidades da vida, habilitando-o a ser feliz como poucos o foram em seu tempo.

III. O texto sugere que, diante da implacabilidade da morte, deveríamos aprender a relativizar as coisas, encontrando no aparentemente “menor” a possibilidade da grandeza e da felicidade, como o fez Manuel Bandeira.

Em relação ao texto está correto o que se afirma em

Questão 11

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
Atente para a seguinte frase:

Manuel Bandeira, em meio a tantas lutas por pres-tígio, resolveu identificar-se como poeta menor e dispensar-se, assim, de escalar o Everest.

Mantêm-se o sentido básico e a correção da frase acima nesta outra redação:

Questão 12

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do PLURAL para preencher adequadamente a lacuna da frase:

Questão 13

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

Questão 14

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
A exclusão das vírgulas alterará o sentido da seguinte frase:

I. Pensando nos homens ambiciosos, que querem escalar o Everest a qualquer preço, o autor lembra o exemplo contrário de Manuel Bandeira.

II. Manuel Bandeira tornou-se, para muitos leitores, um exemplo de conquista da profundidade poética encontrada no que é simples.

III. Manuel Bandeira legou aos amigos, que nunca deixaram de o admirar, exemplares autografados de sua obra completa.

Atende ao enunciado SOMENTE o que consta em

Questão 15

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Há algum tempo um jornal de grande circulação pro-
 
moveu uma enquete para saber qual é o maior escritor bra-
 
sileiro, se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
 
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
5
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
 
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao com-
 
petitivo mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
 
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
 
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior em-
10
presário, o maior bandido...
 
Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu lo-
 
go a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
 
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
 
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
15
probabilidade de uma morte precoce − e a morte, como se sa-
 
be, costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
 
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
 
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
 
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
20
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.
 
Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
 
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
 
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
 
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
25
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
 
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a fe-
 
licidade possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afe-
 
tividade, as palavras simples e necessárias, os gestos minúscu-
 
los mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
30
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
 
que pode dar sentido à nossa vida.
(Agostinho Rubinato, inédito)
O elemento sublinhado constitui uma falha de redação na frase:

Questão 16

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Em uma empresa, 2/3 dos funcionários são homens e 3/5 falam inglês. Sabendo que 1/12 dos funcionários são mulheres que não falam inglês, pode-se concluir que os homens que falam inglês representam, em relação ao total de funcionários, uma fração equivalente a

Questão 17

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Artur pretende investir R$ 10.000,00 por um período de um ano. Por isso, está avaliando dois investimentos oferecidos pelo gerente de seu banco.

Investimento I: regime de juros simples, com taxa de 1% ao mês.

Investimento II: regime de juros compostos, com taxa de 6% ao semestre.

Ao comparar os dois investimentos, Artur concluiu que

Questão 18

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A soma S é dada por:




Dessa forma, S é igual a

Questão 19

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Os números 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36 deverão ser distribuídos entre os nove quadrados menores de um quadriculado 3 × 3, de modo que:

− cada um dos nove números seja escrito uma única vez;
− cada quadrado menor contenha exatamente um número;
− os produtos dos três números de uma mesma linha, de uma mesma coluna e de uma mesma diagonal do quadriculado sejam todos iguais a um mesmo valor P.

Considere a distribuição iniciada na figura abaixo.


Se as regras descritas forem todas obedecidas, o quadrado escuro deverá ser preenchido pelo número

Questão 20

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
As seis faces de um dado são quadrados cujos lados medem L. A distância do centro de um desses quadrados até qualquer um de seus vértices (cantos do quadrado) é igual a D. Uma formiga, que se encontra no centro de uma das faces do dado, pretende se deslocar, andando sobre a superfície do dado, até o centro da face oposta. A menor distância que a formiga poderá percorrer nesse trajeto é igual a

Questão 21

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O direito fundamental à assistência jurídica integral e gratuita prestada pelo Estado, previsto no artigo 5º, LXXIV, da Constituição Federal brasileira, tem como destinatários

Questão 22

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A Constituição Federal brasileira, em seu artigo 134, e a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, em seu artigo 120, asseveram que a Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. Nesse sentido, pode-se afirmar que

Questão 23

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A Defensoria Pública do Estado possui, em razão de expressa previsão constitucional (art. 134, § 2º, da Constituição Federal brasileira), autonomia administrativa e funcional, que lhe assegura

Questão 24

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul tem como função a promoção da qualidade dos serviços prestados pela instituição, competindo-lhe

Questão 25

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Quanto ao Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, é correto afirmar que

Questão 26

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
As questões a seguir referem-se à Lei
 
Complementar Federal nº 80/94.
É direito da pessoa assistida pela Defensoria Pública do Estado

Questão 27

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
As questões a seguir referem-se à Lei
 
Complementar Federal nº 80/94.
A substituição legal do Defensor Público-Geral do Estado, em suas faltas, licenças, férias e impedimentos, compete ao

Questão 28

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
As questões a seguir referem-se à Lei
 
Complementar Federal nº 80/94.
Ao estabelecer normas gerais para a organização da Defensoria Pública nos Estados, a referida Lei Complementar Federal prevê

Questão 29

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
As questões a seguir referem-se à Lei
 
Complementar Federal nº 80/94.
O plano de atuação da Defensoria Pública do Estado

Questão 30

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O plano de carreira previsto pela Lei Complementar Estadual nº 13.821/11 possui distintas classes e padrões de vencimentos, que podem ser alcançados pelos servidores do Quadro de Pessoal dos Serviços Auxiliares da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul através da

Questão 31

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Em relação ao princípio orçamentário do equilíbrio, é correto afirmar que

Questão 32

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Os princípios orçamentários visam estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência aos processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Nestas condições, o princípio orçamentário, o qual estabelece que a Lei Orçamentária Anual − LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e as despesas de todos os Poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo poder público é denominado de

Questão 33

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Em relação à Lei Orçamentária Anual, a qual compreende o orçamento fiscal, investimento das empresas e seguridade social, é correto afirmar que o orçamento

Questão 34

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Determinado ente público, considerando o excesso de arrecadação da receita patrimonial obtido no exercício financeiro de 2012, no seu projeto de Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2013 propõe a criação de 20 cargos de analistas de notícias para a secretaria de publicidade, e a concessão aos demais servidores públicos reajuste salarial de 10% a partir de primeiro de janeiro de 2013. Este projeto NÃO atende ao princípio orçamentário da

Questão 35

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Considerando a Lei Orçamentária Anual, um instrumento de planejamento é correto afirmar que

Questão 36

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O município de Águas Mornas do Centro Oeste, no exercício de 2012, arrecadou receitas pela prestação de serviços, as quais não foram previstas na lei orçamentária do referido exercício. De acordo com a Lei Federal no 4.320/64 tais receitas serão classificadas como

Questão 37

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Os valores arrecadados, os quais aumentam as disponibilidades financeiras do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e ações orçamentários, com vistas a satisfazer finalidades públicas, classificam-se em

Questão 38

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Determinado ente da federação elaborou seu projeto de
 
lei orçamentária anual para o exercício de 2013, com as
 
seguintes receitas previstas, dentre outras:
 
5
As receitas de capital previstas totalizam

Questão 39

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Determinado ente da federação elaborou seu projeto de
 
lei orçamentária anual para o exercício de 2013, com as
 
seguintes receitas previstas, dentre outras:
 
5
O montante das receitas patrimoniais e tributárias previstas soma, respectivamente,

Questão 40

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Determinado ente da federação elaborou seu projeto de
 
lei orçamentária anual para o exercício de 2013, com as
 
seguintes receitas previstas, dentre outras:
 
5
A somatória das receitas correntes previstas

Questão 41

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
De acordo com a Lei Federal nº 4.320/64, o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias, constitui

Questão 42

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Determinada entidade pública, no exercício de 2012,
 
empenhou despesas referente ao contrato de manutenção de
 
elevadores no total de R$ 150. Ao final do referido exercício, a
 
entidade cancelou empenho no valor de R$ 50, liquidou despesas
5
no valor de R$ 90 e pagou R$ 60.
O valor das despesas liquidadas ou processadas inscritas em restos a pagar é

Questão 43

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
1
Determinada entidade pública, no exercício de 2012,
 
empenhou despesas referente ao contrato de manutenção de
 
elevadores no total de R$ 150. Ao final do referido exercício, a
 
entidade cancelou empenho no valor de R$ 50, liquidou despesas
5
no valor de R$ 90 e pagou R$ 60.
O montante das despesas não liquidadas ou não processadas inscritas em restos a pagar é

Questão 44

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
As despesas expressamente definidas em lei que, pela sua urgência e eventualidade, não possam aguardar o processo normal de execução orçamentária são realizadas por meio de

Questão 45

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
De acordo com a Lei Federal nº 4.320/64, classificam-se como despesas de exercícios anteriores, dentre elas,

Questão 46

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Determinada empresa prestadora de serviços foi declarada inidônea para contratar com a Administração pública, em decorrência da prática de ato ilícito com o objetivo de frustrar procedimento licitatório. A situação narrada corresponde ao exercício, pela Administração, do poder

Questão 47

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A exploração por particular de serviço público não exclusivo do Estado como, por exemplo, saúde e educação,

Questão 48

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Servidor público integrante do Poder Executivo estadual editou ato administrativo concedendo a entidade privada sem fins lucrativos permissão de uso de bem público, em caráter precário. Subsequentemente, veio a saber que seu superior hierárquico era desafeto do dirigente da entidade permissionária e, temendo represálias, revogou o ato concessório, apresentando como fundamento da revogação o motivo − falso − de que a Administração necessitava do imóvel para outra finalidade pública. Considerando a situação fática apresentada, o ato de revogação

Questão 49

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O Estado decidiu instituir entidade com personalidade jurídica própria, integrante da Administração indireta, para executar programa de investimentos sob a forma de parcerias público-privadas, dotada de corpo técnico qualificado e agilidade para desenvolver projetos, além de patrimônio para prestar garantias aos parceiros privados.

Referida entidade poderá ser constituída sob a forma de

Questão 50

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A respeito do conceito de órgão público é correto afirmar que

Questão 51

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Considere:

I. alienação de imóvel remanescente de desapropriação.

II. escolha de trabalho técnico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.

III. venda de produtos legalmente apreendidos ou penhorados.

A modalidade licitatória aplicável para as situações acima são, respectivamente,

Questão 52

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O Estado do Rio Grande do Sul pretende contratar uma empresa especializada para desenvolver projeto urbanístico em município integrante de região metropolitana visando à recuperação de áreas degradadas. Para tanto, de acordo com as disposições da Lei nº 8.666/93,

Questão 53

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A Administração necessita contratar a construção de diversas unidades ambulatoriais, para atendimento da demanda da população por serviços de pronto atendimento que, nos últimos anos, tem se mostrado crescente. A situação afigura-se bastante crítica, razão pela qual deseja que as obras sejam concluídas com a maior brevidade possível e também busca evitar que se repita o ocorrido em outras oportunidades, quando empresas contratadas para execução de obras semelhantes deixaram de cumprir o cronograma estabelecido. De acordo com as disposições da Lei nº 8.666/93, para a consecução de seus objetivos, a Administração poderá

Questão 54

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
A Administração contratou, com base na Lei nº 8.666/93, a construção de obras para a ampliação do metrô. No curso da execução do contrato, ficou constatada diferença no perfil geológico da área escavada em relação àquele constante no projeto básico disponibilizado pela Administração aos licitantes, demandando, assim, a alteração do projeto para melhor adequação técnica aos objetivos do contrato. Diante da situação verificada, o contratado

Questão 55

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
Considere os seguintes exemplos de bens públicos:

I. prédio no qual se encontra instalado um hospital.

II. rios e mares.

III. galpão adquirido pelo poder público em processo de execução judicial, cujo uso foi autorizado, onerosamente, a particular.

Indique, respectivamente, a categoria na qual se incluem:

Questão 56

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
NÃO se insere entre os requisitos para ingresso no serviço público previstos na Lei Complementar nº 10.098/94, que dispõe sobre o estatuto e regime jurídico único dos servidores públicos civis do Estado do Rio Grande do Sul,

Questão 57

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
De acordo com o disposto na Lei estadual nº 13.821/2011, no que diz respeito ao desenvolvimento na carreira e remuneração, é correto afirmar que

Questão 58

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
De acordo com a Constituição Federal brasileira, o controle externo da Administração pública pelo Poder Legislativo, exercido com o auxílio do Tribunal de Contas, NÃO abrange

Questão 59

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração

» Esta questão foi anulada pela banca.
Sociedade de economia mista controlada pelo Estado, prestadora de serviço público de transporte ferroviário de passageiros, pretende adquirir uma grande quantidade de trens, para modernização de duas de suas linhas. Objetivando a aquisição pelo menor preço, para assegurar ampla competitividade, optou por instaurar o procedimento licitatório na modalidade concorrência internacional. Contudo, considerando notícias de aquisições de empresas internacionais realizadas em outros Estados que se revelaram problemáticas em face do descumprimento de prazos de entrega e dificuldade de assistência técnica, pretende adotar as cautelas permitidas pela legislação que rege licitações e contratos administrativos para evitar a ocorrência de incidentes dessa natureza. Nesse sentido, de acordo com os princípios previstos na Lei nº 8.666/93, a sociedade de economia mista poderá

Questão 60

DPE/RS 2013 - FCC - Analista - Administração
O Estado do Rio Grande do Sul concedeu à empresa privada a exploração de rodovia estadual. Antes do término do prazo do contrato de concessão, muito embora a concessionária estivesse prestando o serviço aos usuários de maneira adequada e adimplente com todas as suas obrigações contratuais, o Estado decidiu retomar o serviço concedido, tendo em vista o impacto socioeconômico da cobrança de pedágio na região. De acordo com a legislação que rege a matéria,



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