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MPOG 2009

Agente Administrativo

Questão 1

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
O final do texto I indica que

Questão 2

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
Indique o fenômeno léxico-semântico presente no fragmento “Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado.
Inclusive para a guilhotina...”:

Questão 3

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
“- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor publico perfeito.”

Marque a opção em que se deve usar, à semelhança do fragmento acima, “por que” e “porque”:

Questão 4

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
Marque, dentre as opções abaixo, aquela que poderia sintetizar o sentido global do texto de Veríssimo:

Questão 5

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
No fragmento “Pequena história, significando não sei bem o quê” identifica-se a presença de

Questão 6

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
“- Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar.”

Marque a opção na qual NÃO ocorra o mesmo fenômeno que afeta o verbo “fazer” no fragmento acima:

Questão 7

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
“-Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República. “

De acordo com o texto lido, a reescritura que mantém o mesmo sentido do fragmento destacado acima é

Questão 8

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
“Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça...”

Assinale a opção que apresenta corretamente a classificação do sujeito de “Dizem” e uma respectiva explicação para tal emprego.

Questão 9

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1
Pequena história, significando não sei bem o quê. Dizem que, quando recebeu o Robespierre caído em desgraça para medi-lo para a
 
guilhotina, o carrasco se surpreendeu.
 
- O senhor aqui?!
 
- Veja você - disse Robespierre. - Não faz muito, eu é que estava mandando gente para você executar. Agora o condenado sou eu.
5
Mas isso é a política, um dia você manda, outro dia você é mandado. Inclusive para a guilhotina...
 
Ao que o carrasco disse:
 
- Felizmente, estou livre disso. Só eu sei manejar a guilhotina. Tenho o cargo mais estável da República.
 
- Aliás - disse Robespierre - fui eu que lhe contratei, lembra?
 
- Claro - disse o Carrasco - como poderia esquecer?
10
- Então me ajude a fugir - sugeriu Robespierre.
 
E o Carrasco sorriu e disse:
 
- Lembra por que o senhor me contratou? Porque eu era o servidor público perfeito. Eficiente, cumpridor de ordens e incorruptível.
 
Abra a camisa, por favor.
(Zero hora, 16 de dezembro de 2007 | N° 15450)
No texto I, em diversos momentos, o Carrasco usa a forma “senhor” para se dirigir ao condenado. Se Robespierre fosse Presidente da República, o tratamento adequado seria

Questão 10

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1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Sobre o texto II, é correto afirmar que

Questão 11

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1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
A respeito da presença do discurso direto no texto II, pode-se afirmar que

Questão 12

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Marque a opção que expressa a relação existente entre os período seguintes: “Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou romancista.”

Questão 13

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Sobre o texto II, marque a alternativa INCORRETA:

Questão 14

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Em “O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra [...]”, o trecho posterior aos dois pontos estabelece com o fragmento que o antecede uma relação de

Questão 15

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
A opção em que o vocábulo “A” ou “AS” apresenta valor anafórico é

Questão 16

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Dentre os vocábulos destacados nas alternativas a seguir, o único que apresenta natureza pronominal é

Questão 17

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
“A vida é tão curta, e morte tão incerta, QUE a inauguração pode fazer-se sem mim...”

O conectivo em destaque no fragmento acima apresenta valor semântico de

Questão 18

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
“Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade...”

A alternativa em que o uso da vírgula se justifica pelo mesmo motivo observado no trecho acima é

Questão 19

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
A palavra do texto II que não apresenta prefixo é

Questão 20

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
“Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade...”

No trecho destacado, “mordacidade” é sinônimo de

Questão 21

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo

» Esta questão foi anulada pela banca.
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
A palavra que no texto II apresenta sentido conotativo é

Questão 22

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
1
Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma
 
certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do País. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar
 
que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e
 
dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais...
5
Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou
 
romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do País.
 
Falava-se em instalar o Governo da República em cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo
 
Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:
 
"Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas
10
logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos".
 
E ainda:
 
"A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei
 
se viverei até a inauguração. A vida é tão curta e a morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o
 
esquecimento que não darão pela minha falta".
15
Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o
 
permitiram.
 
Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração
 
do seu papel catalisador.
 
Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:
20
"Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse
 
episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a
 
possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete
 
toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado".
 
O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico "O Velho Senado", mas há nos
25
romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro;
 
Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado
 
por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.
 
O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles:
 
Joaquim Nabuco.
30
Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o
 
que no Brasil conta muito. Machado de Assis foi por 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são
 
nomeadas como de Controle Interno.
 
Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas
 
vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente
35
do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para
 
cartas.
 
Na obra machadiana, o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente,
 
preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas,
 
conteve gastos sem previsão orçamentária.
40
Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:
 
Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o
 
retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:
 
"O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria".
 
Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: "Supunha o mundo perdido em
45
meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de
 
Shakespeare".
 
Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da "Semana Machado de Assis", na mesma Londres, abrindo as
 
comemorações do seu centenário.
(Diário de Pernambuco (PE) 17/7/2007. Disponível em: http://www.academia.org.br/ )
Escolha a alternativa em que o sujeito da oração está corretamente identificado.

Questão 23

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Se você está digitando um texto no computador e a energia elétrica acaba você perde tudo que digitou. Isso seria evitado se o seu computador estivesse ligado a um

Questão 24

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» Esta questão foi anulada pela banca.
Considere as afirmativas a seguir quanto a algumas das opções que temos ao clicar em “Iniciar”, “Desligar o computador...” no Windows XP:

I. Desativar – Desliga o Windows com segurança.

II. Em espera – Coloca o Windows em um estado de baixo consumo de energia.

III. Hibernar – Desliga o Windows, mas antes salva as informações e programas abertos na memória do Disco Rígido.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

Questão 25

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo

» Esta questão foi anulada pela banca.
O Windows identifica o tipo de arquivo de acordo com a sua extensão. Marque a única opção que NÃO apresenta um arquivo do tipo imagem.

Questão 26

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» Esta questão foi anulada pela banca.
Considere as afirmativas quanto à compatibilidade dos arquivos entre o BrOffice Writer e o Microsoft Word:

I. No BrOffice Writer é possível ler e alterar os arquivos gravados no formato padrão do Microsoft Word (DOC).

II. No Microsoft Word é possível ler os arquivos gravados no formato padrão do BrOffice Writer (ODT), mas não é possível alterálo.

III. Tanto no BrOffice Writer quanto no Microsoft Word é possível salvar um arquivo no formato html.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

Questão 27

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo

» Esta questão foi anulada pela banca.
No BrOffice Calç para calcular a soma do conteúdo das células A1, A2 e A3, devemos inserir a seguinte fórmula:

Questão 28

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» Esta questão foi anulada pela banca.
Um programa nocivo que tem a capacidade de se replicar ou se auto-enviar é um exemplo de um

Questão 29

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Considerando-se a definição de autarquia, é correto afirmar o seguinte:

Questão 30

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
No tocante a prescrição da ação disciplinar, nos termos do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais (Lei n. 8112/90) é correto afirmar que

Questão 31

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Em um inquérito administrativo, em face de servidor público federal, na forma da Lei nº 8112/90, vem o acusado a ser indiciado, abrindo-se vista para a apresentação de defesa. Uma vez que o indiciado não apresentou defesa,com a consequente declaração da revelia, qual deve ser o comportamento adotado.

Questão 32

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Quando da realização de uma auditoria interna, constatou-se que um servidor público federal utilizava, em obra ou serviço particular, veículo e máquinas de propriedade da Autarquia em que estava lotado. Com relação a esta conduta, sob ponto de vista administrativo, é correto afirmar:

Questão 33

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
O Diretor de Administração de uma Autarquia Federal, ante a necessidade de contratar uma empresa de reparo de janelas, em face de tempestade ocorrida e em face de o valor do contrato não permitir a contratação direta, uma vez que superior ao valor estipulado para esta modalidade de pacto, na forma como determinada na Lei nº 8666/93, pretende celebrar a contratação por inexigibilidade, fundamentando, para tanto, estar caracterizada a emergencialidade, sem ter entretanto comprovado a compatibilização do preço do contrato com a realidade daqueles praticados pelo mercado. Ante aos fatos narrados é correto afirmar:

Questão 34

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
O Diretor de Administração de uma Autarquia Federal, localizada no Rio de Janeiro, pretende alienar, através de leilão, veículos de propriedade da Autarquia. No tocante a necessidade e as exigências relativas a publicação do edital em Diário Oficial é correto afirmar:

Questão 35

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
O Presidente da República encaminha Projeto de Lei ao Congresso Nacional, para a criação da “Empresa Brasileira do Aço”, sociedade de economia mista, pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade limitada, onde o capital social é dividido em cotas, que pertencerão a União, a Petrobrás e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Referida sociedade de economia mista terá sua sede em São Paulo e filial em Belo Horizonte. Em face dos fatos narrados é correto afirmar.

Questão 36

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação ao regime dos empregados de uma sociedade de economia mista é correto afirmar:

Questão 37

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação aos objetivos da Seguridade Social, conforme disciplinado pela Constituição da República, é correto afirmar::

I - seletividade da cobertura e do atendimento;

II - igualdade da base de financiamento;

III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;

IV - caráter democrático e centralizado da gestão administrativa, com a participação da comunidade, em especial de trabalhadores, empresários e aposentados.;

V - eqüidade na forma de participação no custeio

Questão 38

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Com relação aos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social é correto afirmar:

Questão 39

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação ao princípio da liberdade sindical, nos termos da Constituição Federal, é correto afirmar:

Questão 40

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Pedro Américo, residente em São Paulo, brasileiro naturalizado, questiona a seu advogado acerca de restrições, estabelecidas pela Constituição da República, para o exercício de determinadas funções e/ou cargos públicos. Nesse sentido, como privativos de brasileiros natos os cargos de/a

Questão 41

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André Ribeiro, brasileiro nato, residente em Belo Horizonte, com 32 anos, tendo nascido em 04 de maio de 1977 , é indicado pelo Partido a qual está filiado a concorrer nas próximas eleições para Presidente da República, que realizar-se-ão em outubro de 2010, com posse janeiro de 2011. Levando em conta este fato indaga-se acerca de idade mínima para concorrer ao cargo de Presidente da República.

Questão 42

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação a pena de morte, nos termos da Constituição da República, é correto afirmar:

Questão 43

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação ao alistamento eleitoral e o voto dos brasileiros, nos termos da Constituição da República, é correto afirmar estes como:

Questão 44

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação à Previdência Social, nos termos da Constituição da República, é correto afirmar:

Questão 45

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação à competência da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, art. 34 do Anexo I do decreto 6929/2009, é correto afirmar:

Questão 46

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação as competências dos Órgãos de Assistência Direta e Imediata ao Ministro de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, nos termos do Decreto n. 6929/2009, é correto afirmar:

Questão 47

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação a constituição de uma Comissão de Ética, na forma como redigido pelo inciso XVI, do Anexo do Decreto 1171/94, é correto afirmar:

Questão 48

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação as competências da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, nos termos do Decreto n. 6929/2009, é correto afirmar que cabe-lhe

Questão 49

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Com relação as competências do Departamento de Incorporação de Imóveis da Secretaria de Patrimônio da União, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, é correto afirmar que cabe-lhe, nos termos do art. 39 do Anexo I, do Decreto n° 6929/2009,

Questão 50

MPOG 2009 - FUNRIO - Agente Administrativo
Constitui órgão específico singular do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na forma do Decreto 6929/2009.



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