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Pref. Curitiba/PR 2010

Engenheiro Cartógrafo

Questão 1

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
1
O mundo da música clássica tem um relacionamento tenso com a fama. Por um lado, todos sentem falta dos dias em que
 
Arturo Toscanini, Leonard Bernstein e Leontyne Price estavam na crista da onda e apareciam sempre em capas de revistas. Por
 
outro lado, sempre que um músico clássico se aproxima da celebridade – o que inclui um anúncio de Rolex, uma foto na revista
 
People e, talvez, o último quadro do programa David Letterman – os céticos começam a se preocupar com a integridade artística.
5
Esta ansiedade não é totalmente injustificada: Luciano Pavarotti passou de grande tenor lírico da era moderna para tema de
 
piadas sobre gordos. A noção de incompatibilidade entre o comércio e a arte tem origem no marxismo universitário, e se opõe ao
 
ideal de Beethoven, Verdi e Mahler, que se relacionavam apaixonadamente com o público em geral. Logicamente, é possível que
 
um compositor ou intérprete clássico fique famoso sem se render à cultura da celebridade. Tal virtuoso pode até persuadir uma
 
nação distraída com fatos vazios a prestar atenção em uma sinfonia de quarenta e cinco minutos.
10
[...]
(Bravo, mar. 2010.)
Segundo o texto, é correto afirmar:

Questão 2

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1
O mundo da música clássica tem um relacionamento tenso com a fama. Por um lado, todos sentem falta dos dias em que
 
Arturo Toscanini, Leonard Bernstein e Leontyne Price estavam na crista da onda e apareciam sempre em capas de revistas. Por
 
outro lado, sempre que um músico clássico se aproxima da celebridade – o que inclui um anúncio de Rolex, uma foto na revista
 
People e, talvez, o último quadro do programa David Letterman – os céticos começam a se preocupar com a integridade artística.
5
Esta ansiedade não é totalmente injustificada: Luciano Pavarotti passou de grande tenor lírico da era moderna para tema de
 
piadas sobre gordos. A noção de incompatibilidade entre o comércio e a arte tem origem no marxismo universitário, e se opõe ao
 
ideal de Beethoven, Verdi e Mahler, que se relacionavam apaixonadamente com o público em geral. Logicamente, é possível que
 
um compositor ou intérprete clássico fique famoso sem se render à cultura da celebridade. Tal virtuoso pode até persuadir uma
 
nação distraída com fatos vazios a prestar atenção em uma sinfonia de quarenta e cinco minutos.
10
[...]
(Bravo, mar. 2010.)
Que estratégia seria adequada para dar uma continuação coerente ao texto?

Questão 3

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1
O mundo da música clássica tem um relacionamento tenso com a fama. Por um lado, todos sentem falta dos dias em que
 
Arturo Toscanini, Leonard Bernstein e Leontyne Price estavam na crista da onda e apareciam sempre em capas de revistas. Por
 
outro lado, sempre que um músico clássico se aproxima da celebridade – o que inclui um anúncio de Rolex, uma foto na revista
 
People e, talvez, o último quadro do programa David Letterman – os céticos começam a se preocupar com a integridade artística.
5
Esta ansiedade não é totalmente injustificada: Luciano Pavarotti passou de grande tenor lírico da era moderna para tema de
 
piadas sobre gordos. A noção de incompatibilidade entre o comércio e a arte tem origem no marxismo universitário, e se opõe ao
 
ideal de Beethoven, Verdi e Mahler, que se relacionavam apaixonadamente com o público em geral. Logicamente, é possível que
 
um compositor ou intérprete clássico fique famoso sem se render à cultura da celebridade. Tal virtuoso pode até persuadir uma
 
nação distraída com fatos vazios a prestar atenção em uma sinfonia de quarenta e cinco minutos.
10
[...]
(Bravo, mar. 2010.)
Que alternativa reescreve as duas primeiras sentenças do texto, sem prejuízo do sentido?

Questão 4

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Considere a seguinte frase: "Esta ansiedade não é totalmente injustificada...". Identifique a(s) afirmativas(s) que corresponde(m) ao sentido do trecho grifado.

1. é parcialmente justificada.
2. é parcialmente injustificada.
3. é definitivamente injustificada.
4. não é justificada.
5. não é totalmente justificada.

Corresponde(m) ao sentido expresso no texto:

Questão 5

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1
"A Ilha do Medo" ("Shutter Island"), de Martin Scorsese, já desponta, ainda neste alvorecer de 2010, como um dos melhores
 
filmes do ano. Cinema puro, exercício de 'mise-en-scène', nele, a realidade e a fantasia inconsciente se misturam de maneira
 
indissociáveis. É a narrativa que determina o conteúdo de "Shutter Island" ou, melhor, é a forma pela qual o diretor maneja os
 
elementos da linguagem cinematográfica que configura o discurso cinematográfico e sua semântica, a sua significação. A
5
produção de sentidos, em "A Ilha do Medo", decorre, portanto, da 'mise-en-scène'.
 
O crítico José Geraldo Couto define bem "A Ilha do Medo", quando escreve: "Com base no romance de Dennis Lehane (o
 
mesmo de "Sobre Meninos e Lobos"), lançado aqui primeiramente como "Paciente 67" e agora reeditado com o título do filme,
 
Scorsese entrelaça o tema hitchcockiano da culpa ao tema languiano (de Fritz Lang) da vingança. Quem assistir ao filme verá que,
 
curiosamente, uma dessas linhas de força (a culpa ou a vinganç
10
(A) "briga" com a outra não apenas como móvel da ação, mas
 
como modo de construção da narrativa e do próprio mundo descrito". Ainda Couto: "Explicando melhor: o protagonista Teddy
 
Daniels age movido pelo desejo de vingança ou pelo sentimento de culpa? Cada uma das alternativas implica um modo diferente
 
de distinguir, no filme, o que é "realidade" e o que é alucinação.
(terramagazine.terra.com.br, acesso em 30/03/2010.)
No texto, há duas vozes: o crítico que apresenta a resenha do filme e que introduz a 2ª voz, do também crítico José Geraldo Couto. Tendo isso em vista, é correto afirmar:

Questão 6

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1
"A Ilha do Medo" ("Shutter Island"), de Martin Scorsese, já desponta, ainda neste alvorecer de 2010, como um dos melhores
 
filmes do ano. Cinema puro, exercício de 'mise-en-scène', nele, a realidade e a fantasia inconsciente se misturam de maneira
 
indissociáveis. É a narrativa que determina o conteúdo de "Shutter Island" ou, melhor, é a forma pela qual o diretor maneja os
 
elementos da linguagem cinematográfica que configura o discurso cinematográfico e sua semântica, a sua significação. A
5
produção de sentidos, em "A Ilha do Medo", decorre, portanto, da 'mise-en-scène'.
 
O crítico José Geraldo Couto define bem "A Ilha do Medo", quando escreve: "Com base no romance de Dennis Lehane (o
 
mesmo de "Sobre Meninos e Lobos"), lançado aqui primeiramente como "Paciente 67" e agora reeditado com o título do filme,
 
Scorsese entrelaça o tema hitchcockiano da culpa ao tema languiano (de Fritz Lang) da vingança. Quem assistir ao filme verá que,
 
curiosamente, uma dessas linhas de força (a culpa ou a vinganç
10
(A) "briga" com a outra não apenas como móvel da ação, mas
 
como modo de construção da narrativa e do próprio mundo descrito". Ainda Couto: "Explicando melhor: o protagonista Teddy
 
Daniels age movido pelo desejo de vingança ou pelo sentimento de culpa? Cada uma das alternativas implica um modo diferente
 
de distinguir, no filme, o que é "realidade" e o que é alucinação.
(terramagazine.terra.com.br, acesso em 30/03/2010.)
Considere as seguintes afirmações:

1. É possível depreender do texto que a palavra “mise-en-scène” significa a maneira como o diretor constrói sentidos a partir da encenação, da linguagem cinematográfica.
2. A tradução do livro que deu origem ao filme recebeu no Brasil o título “Sobre meninos e lobos”.
3. No texto predomina a voz de José Geraldo Couto; o autor cita e referenda a análise elaborada por Couto.
4. Os diretores Hitchcock e Fritz Lang têm como tema de seus filmes as linhas da força ou a briga entre narrativa e mundo descrito.

Assinale a alternativa correta.

Questão 7

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1
"A Ilha do Medo" ("Shutter Island"), de Martin Scorsese, já desponta, ainda neste alvorecer de 2010, como um dos melhores
 
filmes do ano. Cinema puro, exercício de 'mise-en-scène', nele, a realidade e a fantasia inconsciente se misturam de maneira
 
indissociáveis. É a narrativa que determina o conteúdo de "Shutter Island" ou, melhor, é a forma pela qual o diretor maneja os
 
elementos da linguagem cinematográfica que configura o discurso cinematográfico e sua semântica, a sua significação. A
5
produção de sentidos, em "A Ilha do Medo", decorre, portanto, da 'mise-en-scène'.
 
O crítico José Geraldo Couto define bem "A Ilha do Medo", quando escreve: "Com base no romance de Dennis Lehane (o
 
mesmo de "Sobre Meninos e Lobos"), lançado aqui primeiramente como "Paciente 67" e agora reeditado com o título do filme,
 
Scorsese entrelaça o tema hitchcockiano da culpa ao tema languiano (de Fritz Lang) da vingança. Quem assistir ao filme verá que,
 
curiosamente, uma dessas linhas de força (a culpa ou a vinganç
10
(A) "briga" com a outra não apenas como móvel da ação, mas
 
como modo de construção da narrativa e do próprio mundo descrito". Ainda Couto: "Explicando melhor: o protagonista Teddy
 
Daniels age movido pelo desejo de vingança ou pelo sentimento de culpa? Cada uma das alternativas implica um modo diferente
 
de distinguir, no filme, o que é "realidade" e o que é alucinação.
(terramagazine.terra.com.br, acesso em 30/03/2010.)
Na última frase do texto, aparece a forma verbal “implica”. Sobre esse vocábulo, veja o que diz o dicionário Aurélio:

Implicar. [Do lat. implicare.] V.t.d. 1. Tornar confuso, enredar, embaraçar, enlear: As nuances implicam a mente. 2. Dar a entender; fazer supor; pressupor; “O diálogo com o mundo, que iniciamos naquelas horas felizes, implicava simultaneamente uma obstinação impulsora e um frêmito afetivo” (Manuel Torga, Diário, IX, p. 38); [...]. 3. Trazer como consequência; envolver, importar: A supressão da liberdade implicava, não raro, a violência. [...] T. d. e i.. 5. Comprometer, envolver: Implicaram-no em crime de furto. [...]


Com base na leitura do verbete, considere as seguintes afirmativas:

1. O texto usa o verbo “implicar” com uma regência diferente daquela orientada pelo dicionário.
2. Além de o sentido do item 5 do verbete ser incompatível com o sentido da palavra no texto, a regência também é diferente.
3. Para usar o termo de acordo com o dicionário, o autor deveria ter escrito “... implica em um modo diferente de distinguir...”.
4. No texto, a palavra é usada no sentido descrito no item 1 do verbete.

Assinale a alternativa correta.

Questão 8

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“[...] é a forma pela qual o diretor maneja os elementos da linguagem cinematográfica que configura o discurso cinematográfico e sua semântica, a sua significação. A produção de sentidos, em "A Ilha do Medo", decorre, portanto, da 'mise-en-scène'.”

Ao usar as três expressões grifadas, o autor:

Questão 9

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“Embora se achasse bem melhor que qualquer outro concorrente ao prêmio, o maratonista fez tudo o que o treinador recomendara”. Tendo em vista as normas cultas da língua, que formas verbais podem substituir a expressão grifada?

1. podia estar recomendando.
2. havia recomendado.
3. vai recomendar.
4. tinha recomendado.

As formas verbais corretas são apresentadas no(s) item(ns):

Questão 10

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Assinale a alternativa em que deverá ser feito um ajuste na concordância, caso a expressão grifada seja substituída pela expressão entre parênteses.

Questão 11

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De um lote de 5000 lâmpadas, 100 foram aleatoriamente selecionadas e testadas. Se 5 lâmpadas nessa amostra apresentaram defeito, quantas lâmpadas defeituosas espera-se obter no lote todo?

Questão 12

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Um jardim retangular junto a um edifício possui uma calçada ao redor de 3 lados, como mostra a figura.



A área dessa calçada é:

Questão 13

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Um saco contém R$ 7,00 em moedas somente de 25 e 50 centavos. Sabendo que há um total de 18 moedas no saco, é correto afirmar que há exatamente:

Questão 14

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Ao aprovar uma lei politicamente impopular, o percentual de aceitação do presidente cai perante a população. Depois de algum tempo, o percentual de aceitação aumenta novamente. Matematicamente, essa queda e depois subida na aceitação popular pode ser descrita por uma função quadrática. Imaginemos que, após uma lei impopular ter sido aprovada, tem-se

P = x2 − 7x + 38

sendo P o percentual de aceitação do presidente e x o número de semanas desde a aprovação da lei. Com base nisso, podemos dizer que o percentual de aceitação será o mais baixo:

Questão 15

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Para medir a largura aproximada de um rio, utilizou-se o esquema ao lado. De acordo com a figura, pode-se de dizer que o valor de d é:

Questão 16

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Uma pequena estação de rádio encontra-se em um ponto A, localizado a 5 km de uma estrada. A estação tem um alcance de 13 km em todas as direções. Se a estrada percorre o terreno em linha reta, aproximadamente quantos quilômetros dessa estrada são cobertos pela transmissão da rádio?

Questão 17

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Palitos de fósforo são usados para formar figuras, como descrito abaixo:



Continuando a sequência dessa maneira, a Figura 20 terá um total de:

Questão 18

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No corpo humano, a quantidade de uma certa droga se reduz à metade após cada período de 10 horas. Se inicialmente havia 1024 mg dessa droga, o tempo necessário para que essa quantidade se reduza a 128 mg será de:

Questão 19

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A média de cinco números é 6. Se um desses números for removido, a média torna-se 7. Portanto, o valor do número removido era:

Questão 20

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Em um sistema predador–presa, o número de predadores e o número de presas tende a variar de uma maneira periódica. Em uma certa região com lobos como predadores e lebres como presas, a população de lebres L varia, aproximadamente, de acordo com a equação

em que t representa o tempo em anos desde 1º de janeiro de 2000. Com base nesse modelo, podemos dizer que a população máxima de lebres foi atingida primeiramente em:

Questão 21

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1
Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver.
 
Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas
 
gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro
 
para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto
5
mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver. É mais fácil quando aqueles que querem entrar não enxergam
 
nosso rosto assustado, culpado ou com raiva. Nosso desamparo diante da dor do outro é oculto por camadas de insulfilm. E um
 
pouco mais: a película que permite a nossa cegueira impede os que pertencem ao lado de fora de ver que não estamos vendo.
 
Nos iludimos que estamos protegidos, mas a escolha de não ver – assim como a de não ser visto – vai nos brutalizando. E
 
logo nem precisamos mais da película sintética na janela. Porque um insulfilm orgânico já cobre nossos olhos, faz parte de nós.
10
Não ligamos mais. Os que querem entrar já não importam, porque nos iludimos que são tão diferentes de nós, que temos a sorte
 
de estar dentro, que não faz mais diferença.
 
Todos os genocídios da história foram cometidos por poucos, mas só puderam ser consumados porque muitos fingiram não
 
ver. E fingiram com tanta ênfase que acabaram por acreditar que não viam. Às vezes, contra todos os meus esforços, acontece
 
comigo. Sucumbo à banalidade, me distraio e permito que o insulfilm me cubra os olhos. Iludo-me que estou vendo, mas não
15
estou.
(Eliane Brum – Revista Época, 29 jun. 2009, adaptado.)
A respeito das relações de coesão presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 22

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1
Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver.
 
Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas
 
gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro
 
para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto
5
mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver. É mais fácil quando aqueles que querem entrar não enxergam
 
nosso rosto assustado, culpado ou com raiva. Nosso desamparo diante da dor do outro é oculto por camadas de insulfilm. E um
 
pouco mais: a película que permite a nossa cegueira impede os que pertencem ao lado de fora de ver que não estamos vendo.
 
Nos iludimos que estamos protegidos, mas a escolha de não ver – assim como a de não ser visto – vai nos brutalizando. E
 
logo nem precisamos mais da película sintética na janela. Porque um insulfilm orgânico já cobre nossos olhos, faz parte de nós.
10
Não ligamos mais. Os que querem entrar já não importam, porque nos iludimos que são tão diferentes de nós, que temos a sorte
 
de estar dentro, que não faz mais diferença.
 
Todos os genocídios da história foram cometidos por poucos, mas só puderam ser consumados porque muitos fingiram não
 
ver. E fingiram com tanta ênfase que acabaram por acreditar que não viam. Às vezes, contra todos os meus esforços, acontece
 
comigo. Sucumbo à banalidade, me distraio e permito que o insulfilm me cubra os olhos. Iludo-me que estou vendo, mas não
15
estou.
(Eliane Brum – Revista Época, 29 jun. 2009, adaptado.)
A respeito da relação da autora do texto com o ato de ver, é correto afirmar que ela:

Questão 23

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» Esta questão foi anulada pela banca.
1
Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver.
 
Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas
 
gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro
 
para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto
5
mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver. É mais fácil quando aqueles que querem entrar não enxergam
 
nosso rosto assustado, culpado ou com raiva. Nosso desamparo diante da dor do outro é oculto por camadas de insulfilm. E um
 
pouco mais: a película que permite a nossa cegueira impede os que pertencem ao lado de fora de ver que não estamos vendo.
 
Nos iludimos que estamos protegidos, mas a escolha de não ver – assim como a de não ser visto – vai nos brutalizando. E
 
logo nem precisamos mais da película sintética na janela. Porque um insulfilm orgânico já cobre nossos olhos, faz parte de nós.
10
Não ligamos mais. Os que querem entrar já não importam, porque nos iludimos que são tão diferentes de nós, que temos a sorte
 
de estar dentro, que não faz mais diferença.
 
Todos os genocídios da história foram cometidos por poucos, mas só puderam ser consumados porque muitos fingiram não
 
ver. E fingiram com tanta ênfase que acabaram por acreditar que não viam. Às vezes, contra todos os meus esforços, acontece
 
comigo. Sucumbo à banalidade, me distraio e permito que o insulfilm me cubra os olhos. Iludo-me que estou vendo, mas não
15
estou.
(Eliane Brum – Revista Época, 29 jun. 2009, adaptado.)
Assinale a alternativa correta acerca das relações sintáticas presentes no período que segue: “Os que querem entrar já não importam, porque nos iludimos que são tão diferentes de nós, que temos a sorte de estar dentro, que não faz mais diferença” (linhas 10-11).

Questão 24

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Quem será o campeão? Uma pergunta que todos estão se fazendo e fazendo aos outros é: quem vencerá a copa do Mundo na África do Sul? Impossível responder conscientemente, ainda que os brasileiros esperem mais uma vez a vitória da nossa seleção sobre os rivais. Possuímos, sem dúvida, todas as condições para sonhar com isso: a tradição da camisa canarinho, a qualidade dos nossos jogadores, o respeito dos adversários e a atratividade política e econômica do futebol nacional por todo o planeta, o que potencialmente poderá nos favorecer, caso tenhamos dificuldades nas primeiras fases da competição. Estamos, porém, longe de ser os favoritos absolutos. Primeiro porque é puro ilusionismo imaginar que determinada seleção possa chegar ao mundial como se tivesse uma das mãos na taça – o torneio tem características diversas das de um campeonato. Caso houvesse jogos em turno e returno, certamente as melhores equipes – entre elas, a brasileira – teriam todas as condições de ganhar o título. A copa do mundo é, porém, muito mais uma “feira” de futebol, na qual os diversos “fabricantes” apresentam os seus últimos modelos para comercializá-los mundo afora. Dessa forma, o aspecto técnico é colocado em segundo plano. Vale única e exclusivamente a conquista, não importando de que forma possa ser alcançada. Mesmo em meio a todas as dúvidas do futebol – um esporte propício a surpresas, já que não exige regularidade para um time vencer –, podem-se analisar algumas possibilidades sob a ótica da limitada lógica desse esporte. E, diante disso, vislumbramos concorrentes da Copa da África do Sul. Mas antes temos de refletir sobre o que temos visto nos últimos meses, ainda que até junho muita coisa possa se modificar.
(Sócrates, em CartaCapital, 31 mar. 2010, p. 83.)

Assinale a alternativa que contenha uma inferência que pode ser feita diretamente do texto.

Questão 25

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O trecho abaixo foi extraído de uma resenha de livro:

Lançado em 1953, este romance envelheceu bem menos que a maior parte da ficção científica de sua década. Em vez de projetar no futuro problemas e preconceitos de seu tempo, especulou sobre o futuro de nossa espécie de uma maneira que ainda soa intrigante.
(CartaCapital, 24 mar. 2010.)

Com relação a esse texto, considere as seguintes inferências:
1. A maior parte da ficção científica da década de 50 já está ultrapassada.
2. O livro previu que o futuro de nossa espécie seria como hoje.
3. O livro vê o presente de hoje de forma preconceituosa.

Estão corretas as inferências apresentadas nos itens:

Questão 26

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Leia o anúncio publicitário abaixo, de uma coleção de livros sobre decoração do jornal Folha de S. Paulo.



Dado o seu propósito, assinale a alternativa que interpreta corretamente a ambiguidade nele presente.

Questão 27

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Leia o texto abaixo.

O guitarrista americano B. B. King tem 84 anos, sofre de diabetes há mais de duas décadas, é hipertenso e odeia ginástica. Nos últimos anos, o excesso de peso lhe trouxe problemas no joelho, que o obrigaram a tocar sentado. Mas a saúde claudicante não lhe tirou o prazer de subir ao palco. Ele “reduziu o ritmo”, ainda que faça mais de 100 apresentações por ano Na segunda quinzena do mês, desembarca no Brasil para shows no Rio, em São Paulo e em Brasília. “Há uma atividade física que não abandono, andar de um saguão de aeroporto para outro”, diz. São apresentações imperdíveis. Ele criou um estilo próprio, com staccati e vibratos delicados, que nos anos 50 foram assimilados por artistas de rock. Sua música atravessou o oceano e influenciou artistas como Keith Richards e Eric Clapton, que na década seguinte invadiram as paradas de sucesso americanas. B. B. King é o último pioneiro vivo do blues. (...)
(Revista Veja, 3 mar. 2010, p. 130.)

Assinale a alternativa que contém uma inferência correta desse texto.

Questão 28

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» Esta questão foi anulada pela banca.
O articulador “e” pode atribuir vários significados às expressões que ele liga. Assinale a alternativa em que o “e” destacado difere do significado de “e também”.

Questão 29

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1
A pergunta que mais me fazem quando dou palestras, ou mesmo quando me mandam emails, é se acredito em Deus.
 
Quando respondo que não acredito, vejo um ar de confusão, às vezes até de medo, no rosto da pessoa: “Mas como o senhor
 
consegue dormir à noite?”.
 
Não há nada de estranho em perguntar a um cientista sobre suas crenças. Afinal, ao seguirmos a velha rixa entre a ciência e
5
a religião, vemos que, à medida em que a ciência foi progredindo, foi também ameaçando a presença de Deus no mundo. Mesmo
 
o grande Newton via um papel essencial para Deus na natureza: Ele interferiria para manter o cosmo em xeque, de modo que os
 
planetas não desenvolvessem instabilidades e acabassem todos amontoados no centro, junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que
 
esse Deus era desnecessário, que a natureza podia cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-se no Deus
 
criador: após criar o mundo, deixou-o à mercê de suas leis. Mas nesse caso, o que seria Deus? Se essa tendência continuasse, a
10
ciência tornaria Deus desnecessário?
 
Foi nessa tensão que surgiu a crença de que a agenda da Ciência é roubar Deus das pessoas. Um número espantoso de
 
pessoas acha mesmo que esse é o objetivo dos cientistas, acabar com a crença no mundo. Os livros de Richard Dawkins e
 
outros cientistas ateus militantes, que acusam os que creem de viverem num estado de delírio permanente, não ajudam em
 
nada a situação. Mas será isso mesmo o que a ciência pretende? Será que esses fundamentalistas ateus falam por todos os
15
cientistas?
 
De modo algum. Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem qualquer conflito entre a sua ciência e sua crença.
 
Para eles, quanto mais entendem o Universo, mas admiram a obra do seu Deus. (São vários.) Mesmo que essa não seja a minha
 
posição, respeito os que creem. A ciência não tem uma agenda contra a religião. Ela se propõe simplesmente a interpretar a
 
natureza, expandindo nosso conhecimento do mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano, aumentando o conforto
20
das pessoas, desenvolvendo técnicas de produção avançadas, ajudando no combate às doenças. O “resto”, a bagagem humana
 
que acompanha e inspira o conhecimento (e que às vezes o atravanca), não vem da ciência como corpo de saber, mas dos
 
homens e das mulheres que se dedicam ao seu estudo.
 
É óbvio que, como já afirmava Einstein, crer num Deus que interfere nos afazeres humanos é incompatível com a visão da
 
ciência de que a natureza procede de acordo com leis que, bem ou mal, podemos compreender. O problema se torna sério
25
quando a religião se propõe a explicar fenômenos naturais. Dizer que o mundo tem menos de 7.000 anos ou que somos
 
descendentes diretos de Adão e Eva, que por sua vez, foram criados por Deus, é equivalente a viver no século 16 ou antes disso.
 
A insistência em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente, inaceitável. Por exemplo, um número enorme de
 
pessoas se recusa a aceitar que o homem pousou na Lua. Quando ouço isso, fico horrorizado. Esse feito, como tantos outros,
 
deveria ser celebrado como um dos marcos da civilização, motivo de orgulho para todos nós.
30
Podemos dizer que existem dois tipos de pessoa: os naturalistas e os sobrenaturalistas. Os sobrenaturalistas veem forças
 
ocultas por trás dos afazeres dos homens, vivendo escravizados por medos apocalípticos e crenças inexplicáveis. Os naturalistas
 
aceitam que nunca teremos todas as respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, abraçam essa ignorância como um
 
desafio e não uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.
(Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 28 mar. 2010, p. M-4.)
Avalie as seguintes explicações das possíveis ambiguidades das expressões destacadas no texto.

1. Foi nessa tensão que surgiu a crença de que a agenda da Ciência é roubar Deus das pessoas. Um número espantoso de pessoas acha mesmo que esse é o objetivo dos cientistas, acabar com a crença no mundo. Os livros de Richard Dawkins e outros cientistas ateus militantes, que acusam os que creem de viverem num estado de delírio permanente, não ajudam em nada a situação. Explicação: Outros cientistas ateus militantes também podem ter livros publicados.
2. Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem qualquer conflito entre a sua ciência e sua crença. Para eles, quanto mais entendem o Universo, mas admiram a obra do seu Deus. (São vários.) Mesmo que essa não seja a minha posição, respeito os que creem. Explicação: Podem ser vários deuses ou vários cientistas religiosos.
3. O “resto”, a bagagem humana que acompanha e inspira o conhecimento (e que às vezes o atravanca), não vem da ciência como corpo de saber, mas dos homens e das mulheres que se dedicam ao seu estudo. Explicação: O estudo pode ser sobre a ciência ou sobre os homens e as mulheres.
4. Por exemplo, um número enorme de pessoas se recusa a aceitar que o homem pousou na Lua. Quando ouço isso, fico horrorizado. Esse feito, como tantos outros, deveria ser celebrado como um dos marcos da civilização, motivo de orgulho para todos nós. Explicação: O motivo de orgulho para todos nós pode ser a civilização ou o feito da ciência.

Assinale a alternativa correta.

Questão 30

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
1
A pergunta que mais me fazem quando dou palestras, ou mesmo quando me mandam emails, é se acredito em Deus.
 
Quando respondo que não acredito, vejo um ar de confusão, às vezes até de medo, no rosto da pessoa: “Mas como o senhor
 
consegue dormir à noite?”.
 
Não há nada de estranho em perguntar a um cientista sobre suas crenças. Afinal, ao seguirmos a velha rixa entre a ciência e
5
a religião, vemos que, à medida em que a ciência foi progredindo, foi também ameaçando a presença de Deus no mundo. Mesmo
 
o grande Newton via um papel essencial para Deus na natureza: Ele interferiria para manter o cosmo em xeque, de modo que os
 
planetas não desenvolvessem instabilidades e acabassem todos amontoados no centro, junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que
 
esse Deus era desnecessário, que a natureza podia cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-se no Deus
 
criador: após criar o mundo, deixou-o à mercê de suas leis. Mas nesse caso, o que seria Deus? Se essa tendência continuasse, a
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ciência tornaria Deus desnecessário?
 
Foi nessa tensão que surgiu a crença de que a agenda da Ciência é roubar Deus das pessoas. Um número espantoso de
 
pessoas acha mesmo que esse é o objetivo dos cientistas, acabar com a crença no mundo. Os livros de Richard Dawkins e
 
outros cientistas ateus militantes, que acusam os que creem de viverem num estado de delírio permanente, não ajudam em
 
nada a situação. Mas será isso mesmo o que a ciência pretende? Será que esses fundamentalistas ateus falam por todos os
15
cientistas?
 
De modo algum. Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem qualquer conflito entre a sua ciência e sua crença.
 
Para eles, quanto mais entendem o Universo, mas admiram a obra do seu Deus. (São vários.) Mesmo que essa não seja a minha
 
posição, respeito os que creem. A ciência não tem uma agenda contra a religião. Ela se propõe simplesmente a interpretar a
 
natureza, expandindo nosso conhecimento do mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano, aumentando o conforto
20
das pessoas, desenvolvendo técnicas de produção avançadas, ajudando no combate às doenças. O “resto”, a bagagem humana
 
que acompanha e inspira o conhecimento (e que às vezes o atravanca), não vem da ciência como corpo de saber, mas dos
 
homens e das mulheres que se dedicam ao seu estudo.
 
É óbvio que, como já afirmava Einstein, crer num Deus que interfere nos afazeres humanos é incompatível com a visão da
 
ciência de que a natureza procede de acordo com leis que, bem ou mal, podemos compreender. O problema se torna sério
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quando a religião se propõe a explicar fenômenos naturais. Dizer que o mundo tem menos de 7.000 anos ou que somos
 
descendentes diretos de Adão e Eva, que por sua vez, foram criados por Deus, é equivalente a viver no século 16 ou antes disso.
 
A insistência em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente, inaceitável. Por exemplo, um número enorme de
 
pessoas se recusa a aceitar que o homem pousou na Lua. Quando ouço isso, fico horrorizado. Esse feito, como tantos outros,
 
deveria ser celebrado como um dos marcos da civilização, motivo de orgulho para todos nós.
30
Podemos dizer que existem dois tipos de pessoa: os naturalistas e os sobrenaturalistas. Os sobrenaturalistas veem forças
 
ocultas por trás dos afazeres dos homens, vivendo escravizados por medos apocalípticos e crenças inexplicáveis. Os naturalistas
 
aceitam que nunca teremos todas as respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, abraçam essa ignorância como um
 
desafio e não uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.
(Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 28 mar. 2010, p. M-4.)
Assinale a alternativa que infere uma informação correta do texto.

Questão 31

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Observe a sequência de números abaixo:

0, 1, 4, 13, 40, ____

A regra para se determinar o próximo número nessa sequência é:

Questão 32

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Uma caixa contém 12 livros: 5 de matemática, 3 de história e 4 de química. Qual o número mínimo de livros que devem ser tomados dessa caixa, para que se tenha certeza de que dois deles sejam de uma mesma disciplina?

Questão 33

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Cada letra na soma abaixo representa um algarismo distinto.



Com base nessa soma, podemos dizer que:

Questão 34

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A seguir temos parte de uma tabela contendo os números de 1 a 100.



Abaixo são mostradas partes dessa tabela. Sem completar o restante da tabela, determine quais números, respectivamente, devem aparecer nos quadrados sombreados.

Questão 35

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Observe a sequência de quadrados a seguir:



Continuando essa sequência até que se obtenha 10 quadrados pretos seguidos, ter-se-á usado um total de:

Questão 36

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Três caixas de diferentes tamanhos estão sendo pesadas duas a duas, como mostra a figura a seguir:



Com base nisso, é correto afirmar que as três caixas juntas pesam:

Questão 37

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Qual dos dados abaixo pode ser montado dobrando-se a figura ao lado?

Questão 38

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Qual das alternativas abaixo corresponde ao número indicado pelo mostrador ao lado?

Questão 39

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Qual dos dados abaixo pode ser montado dobrando-se a figura ao lado?

Questão 40

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Qual dos dados abaixo pode ser montado dobrando-se a figura ao lado?

Questão 41

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Um mapa é uma representação geométrica plana, simplificada e convencional, do todo ou de parte da superfície terrestre, numa relação de similitude conveniente denominada:

Questão 42

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A escala de mensuração é definida como escala:

Questão 43

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sabendo que cada intervalo na escala gráfica corresponde a 2 centímetros, qual é o valor correspondente na escala numérica?

Questão 44

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A posição geográfica do estado do Paraná faz com que ele seja representado em dois fusos UTM (Universal Transverse Mercator). Num banco de dados georreferenciados em coordenadas no sistema UTM, deve-se especificar:

Questão 45

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Num levantamento topográfico, algumas condições devem ser obedecidas na instalação e calagem do teodolito. Sobre essas condições, assinale a alternativa correta.

Questão 46

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Foi feito o nivelamento geométrico entre duas RN para determinação da altitude dos pontos 1 a 4. As leituras estadimétricas estão representadas na figura abaixo. Sabendo que a altitude da RN01 é igual a 903,244 metros, marque a altitude do ponto nº 2.

Questão 47

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Os pontos A (422,5; 180,0), B (436,2; 167,3) e C (451,8; 173,7) foram representados num sistema de coordenadas retangulares, na escala 1:1.000. Com base na posição relativa dos três pontos nessa representação, é correto afirmar:

Questão 48

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Para conferir o apoio de campo, utilizou-se uma estação total. Se o fabricante define que a precisão do distanciômetro eletrônico é ±(3mm+2ppm), qual é o erro esperado ao se medir uma distância de 3.000 metros?

Questão 49

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Num levantamento topográfico, é necessário definir o sistema de referência que será utilizado. Considerando o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), é correto afirmar:

Questão 50

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sobre os métodos rápidos de posicionamento relativo via GPS (método estático rápido, método semicinemático e método cinemático), assinale a alternativa correta.

Questão 51

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considere as três leituras estadimétricas feitas nas três miras representadas abaixo.



Com base nessas leituras, assinale a alternativa correta.

Questão 52

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Um banco de dados geográfico caracteriza-se por:

Questão 53

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Ao representarmos a Terra num plano, é necessário definir:

Questão 54

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
No sensoriamento remoto, comumente são usadas as faixas do espectro eletromagnético:

Questão 55

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Na fotointerpretação, os fatores básicos para reconhecimento de objetos são:

Questão 56

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando os conceitos de cartografia, assinale a alternativa correta.

Questão 57

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A projeção cartográfica é:

Questão 58

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo

» Esta questão foi anulada pela banca.
Da definição do sistema de projeção UTM, em relação às suas coordenadas é correto afirmar:

Questão 59

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Com relação às propriedades das projeções cartográficas é correto afirmar:

Questão 60

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando que as informações cartográficas podem ser armazenadas segundo estruturas de dados vetoriais e matriciais, é correto afirmar:

Questão 61

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo

» Esta questão foi anulada pela banca.
Qual é a distância em linha reta do ponto A (E = 672.000 m; N =7.536.000 m) ao ponto P (E =672.500 m; N = 7.536.500 m)?

Questão 62

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo

» Esta questão foi anulada pela banca.
Com relação à integração entre o GPS (Sistema de Posicionamento Global) e o SIG (Sistema de Informações Geográficas), considere as seguintes afirmativas:

1. O dicionário de dados estabelece a compatibilidade com a modelagem elaborada para o banco de dados que compõe o SIG.
2. A qualidade dos resultados dos dados coletados em campo com GPS está relacionada à configuração correta do receptor.
3. O GPS permite que se coletem dados no formato ponto, e as feições lineares e poligonais são editadas posteriormente no SIG.
4. Para escolha do receptor GPS, considera-se a possibilidade de tratamento automático dos dados.

Assinale a alternativa correta.

Questão 63

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando que o usuário necessita reter o que é essencial na informação, o cartógrafo dispõe, conforme J. Bertin, das variáveis visuais. Com relação a essas variáveis, considere as seguintes afirmativas:

1. A variável forma permite, ao mesmo tempo, uma qualificação precisa dos objetos e uma boa percepção de sua similitude ou de suas diferenças.
2. A variável tamanho, que pode ser proporcional ao do objeto a representar, é a melhor expressão de uma comparação entre quantidades distintas.
3. A variável cor, mais forte, facilmente perceptível e intensamente seletiva, é a mais fácil de se manipular e utilizar.
4. A variável valor é resultado de uma adição à cor pura de uma certa quantidade de preto, que enfraquece a tonalidade.

Assinale a alternativa correta.

Questão 64

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
No que dia respeito à construção de mapas temáticos considere os seguintes fatores:

1. Modo de implantação da informação espacial.
2. Método de levantamento.
3. Escala de mensuração.
4. Distribuição espacial.

Na construção de um mapa temático, devem ser observados os itens:

Questão 65

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considere as seguintes classificações das projeções cartográficas:

1. Conforme, quando os ângulos são preservados.
2. Equivalente, quando uma família de linhas não sofre distorção.
3. Equidistante, quando o valor numérico da área é mantido.
4. Afilática, quando as distorções são minimizadas.

Assinale a alternativa correta.

Questão 66

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A figura 1 (uma península rochosa) e a figura 2 (uma cidade) representam a generalização de duas feições.

Com base nessas figuras, considere as seguintes afirmativas:

1. A generalização pode ser uma simples redução, como a que seria obtida, por exemplo, pela fotografia.
2. A generalização implica uma interpretação lógica da redução.
3. A generalização compreende uma seleção dos detalhes que é necessário conservar em função de seu valor significativo.
4. A generalização pode ser usada indiscriminadamente, para escalas grandes ou não.

Assinale a alternativa correta.

Questão 67

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
A cartografia digital evoluiu a partir da necessidade de se automatizarem os processos existentes. Dentre as mudanças, pode-se citar:

1. Eliminação das tarefas cartográficas simples, mas que consomem tempo.
2. Eliminação do uso dos materiais convencionais.
3. Possibilidade de atualização dos mapas mais facilmente.
4. Possibilidade de criação de mapas temáticos.

Assinale a alternativa correta.

Questão 68

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando os componentes da informação geográfica, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Atributos qualitativos e quantitativos armazenam as características das entidades mapeadas. Esses atributos possuem aspectos não gráficos, contudo não podem ser tratados pelos bancos de dados convencionais.
( ) Atributos de localização geográfica dizem respeito à geometria dos objetos e envolvem conceitos de métrica, sistemas de coordenadas, distância entre pontos e posicionamento geodésico.
( ) Relacionamento topológico representa as relações de vizinhança espacial interna e externa dos objetos. Esse aspecto utiliza os modelos e métodos de acesso convencionais para sua representação nos bancos de dados.
( ) O componente tempo diz respeito às características sazonais ou periódicas dos objetos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 69

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Quais são os objetos cartográficos de dimensão zero, um ou dois, respectivamente?

Questão 70

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Com relação às características dos sistemas sensores e suas imagens, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A resolução espectral está associada à sensibilidade do sensor. Um sensor mais eficiente é capaz de distinguir muitos níveis intermediários da energia incidente.
( ) A resolução radiométrica está associada ao número de faixas e à largura das faixas espectrais nas quais a radiação eletromagnética é medida. Quanto maior o número de faixas e menor a largura delas, maior é a capacidade do sistema de registrar diferenças espectrais entre os objetos.
( ) A resolução espacial de um sistema é função da geometria da tomada da imagem e pode ser definida como a área unitária de terreno representada por um pixel.
( ) A resolução temporal de um sistema refere-se ao mínimo intervalo de tempo entre a aquisição de duas imagens consecutivas de uma mesma área.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 71

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando o efeito que a paralaxe provoca para que se consiga ver em 3D, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Paralaxe é o deslocamento relativo de um ponto-imagem nas fotografias aéreas consecutivas em relação à direção transversal à linha de voo decorrente da mudança da câmara no momento da exposição.
( ) A paralaxe pode ser medida sobre o plano da foto e expressar a diferença de altura entre dois ou mais objetos.
( ) A paralaxe absoluta de um ponto é o deslocamento aparente que esse ponto sofre, ao ser fotografado, consecutivamente, de posições distintas no espaço.
( ) A paralaxe pode ser calculada pela relação entre a distância focal da câmara e a altura de voo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 72

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sobre sensoriamento remoto, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Os sensores ativos detectam e armazenam a energia solar ou terrestre refletida ou emitida pelos objetos da superfície.
( ) Nos sensores ativos, o imageamento independe das condições atmosféricas.
( ) Os sensores passivos geram energia ou radiação que é refletida pelos objetos do solo.
( ) Os satélites LandSat e Spot possuem sensores que dependem das condições atmosféricas, pois áreas com nuvens ou bruma não são imageadas adequadamente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 73

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sobre as etapas do processamento digital de imagens, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Com o realce da imagem, busca-se um histograma em que os níveis de cinza estejam bem distribuídos (alto contraste).
( ) A correção geométrica elimina as distorções geométricas sistemáticas introduzidas na etapa de formação das imagens.
( ) Segmentação é o processo de se associar pixels a feições distintas por diferentes métodos.
( ) Classificação é um processo em que o usuário pode diferenciar algumas feições de características espectrais similares.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 74

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sobre as etapas de um processo de modelagem digital de terreno, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Aquisição de um conjunto de amostras representativas do fenômeno a ser estudado.
( ) Criação do modelo digital propriamente dito.
( ) Visualização das relações topológicas entre os retângulos.
( ) Definição de uma série de processamentos de análises sobre os modelos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 75

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Sobre o que permitem as análises desenvolvidas sobre um modelo digital de terreno, identifique as possibilidades abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Visualizar o perfil longitudinal com exagero vertical de 10 vezes.
( ) Visualizar o mapa de hipsometria.
( ) Realizar análises de perfis sobre trajetórias predeterminadas.
( ) Gerar imagens de nível de cinza, imagens sombreadas e imagens temáticas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 76

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo

» Esta questão foi anulada pela banca.
Considerando o Sistema de Posicionamento Global, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Satélites.
2. Meio de propagação de sinais.
3. Receptor.
4. Estação.
5. Planejamento.

( ) Variação do centro de fase do sinal.
( ) Horizonte não obstruído.
( ) Erro de órbita.
( ) Estabilidade do monumento.
( ) Reflexão do sinal.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 77

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Numere a coluna da direita de acordo com a coluna da esquerda.

1. Escala nominal.
2. Escala intervalar.
3. Escala ordinal.
4. Escala razão.

( ) Relação de grandeza sob a forma de intervalos, sendo que o ponto zero significa ausência de fenômeno.
( ) Relação de grandeza ou hierarquia entre si.
( ) Relação de grandeza sob a forma de intervalos.
( ) Relação de igualdade ou diferença mútua.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 78

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando os conceitos sobre Sistemas de Informações Geográficas (SIG), numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Topologia.
2. Camada.
3. Dados vetoriais.
4. Dados matriciais.
5. Superfícies.

( ) Coordenadas retangulares.
( ) Elementos contínuos.
( ) Nós, arcos e polígonos.
( ) Relevo.
( ) Uso do solo.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 79

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando as imagens de satélite disponíveis no mercado e sua resolução espacial, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Landsat 7.
2. SPOT.
3. Ikonos II.
4. CBERS.
5. QuickBird.

( ) 10 metros.
( ) 0,61 metro.
( ) 260 metros.
( ) 30 metros.
( ) 1 metro.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 80

Pref. Curitiba/PR 2010 - UFPR - Engenheiro Cartógrafo
Considerando os relacionamentos expressos por operadores booleanos, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. A AND B
2. A OR B
3. A NOT B
4. A XOR B
5. NOT (A OR B)

( )
( )
( )
( )
( )

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta na coluna da direita, de cima para baixo.



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