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TJ/PR 2012 TJ/PR 2013

TJ/PR 2014

Médico

Questão 1

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
No trecho em linguagem figurada “dois fardos são lançados às costas do inquirido” (linhas 1 e 2), a expressão assinalada corresponde a:

Questão 2

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
A partir do texto, considere as seguintes afirmativas:

1. Observa-se uma convergência entre os pontos de vista de Roberto Pompeu de Toledo, Derek Bok, Amartya Sen e Joseph Stiglitz.

2. Toledo argumenta que as mães não deveriam desejar que seus filhos fossem felizes, e sim que cursassem boas universidades e conseguissem empregos bem remunerados.

3. Tanto o ensaio de Toledo quanto o artigo publicado na revista New Yorker em 22/03/2010 enfatizam a preocupação dos pais com a felicidade dos filhos.

Assinale a alternativa correta.

Questão 3

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
“A língua é viva, eu sei, mas sujeita a vírus que, de repente, atacam a TV, a internet e a imprensa, contaminam milhões, e as pessoas começam a achar que foi sempre assim que se falou ou se deve falar.”(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 27/06/2012)

Assinale a assertiva correta sobre o emprego, no texto, da flexão de número da palavra “vírus”:

Questão 4

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
Tendo como base o artigo de Elizabeth Kolbert comentado por Roberto Pompeu de Toledo, considere as seguintes afirmativas:

1. Os dois livros e o relatório que fundamentam a análise de Kolbert mostram não haver correlação entre a riqueza dos países e a felicidade de seus habitantes.

2. Os dados sobre a felicidade dos afegãos causa surpresa porque mostram que eles se atribuem mais felicidade que habitantes de países como Estados Unidos, Rússia e Bangladesh.

3. Derek Bok propõe que o governo americano dê menos ênfase ao crescimento econômico que ao bem-estar da população.

4. Segundo Toledo, as medidas propostas por Derek Bok ao governo americano estão pautadas na grandiosidade do conceito de felicidade.

Assinale a alternativa correta.

Questão 5

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
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(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
“Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso” (linhas 4 e 5).

Nesse trecho, o autor optou pela linguagem impessoal. Outras formas seriam também adequadas ao contexto, observando-se que a escolha do sujeito da primeira oração condiciona um conjunto de ajustes nas subsequentes, tanto nas formas pronominais quanto na concordância verbal. Assinale a alternativa que apresenta ajustes INCORRETOS.

Questão 6

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
“A língua é viva, eu sei, mas sujeita a vírus que, de repente, atacam a TV, a internet e a imprensa, contaminam milhões, e as pessoas começam a achar que foi sempre assim que se falou ou se deve falar.”(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 27/06/2012)

Assinale a assertiva correta sobre o emprego, no texto, da flexão de número da palavra “vírus”:

Questão 7

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
Preencha com “a” ou “à” as lacunas nas frases abaixo:

1. Toledo critica ___ expectativa que as mães têm de que seus filhos sejam felizes.

2. Toledo questiona ___ expectativa que as mães têm de que seus filhos sejam felizes.

3. Toledo faz objeção ___ expectativa que as mães têm de que seus filhos sejam felizes.

4. Toledo reporta-se ___ expectativa que as mães têm de que seus filhos sejam felizes.

5. Toledo mostra-se preocupado com ___ expectativa que as mães têm de que seus filhos sejam felizes.

Deve ser usado o sinal de crase nas frases:

Questão 8

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
35
Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
“Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas” (linhas 32-33). Considere verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre o uso da forma verbal assinalada:

( ) O verbo está conjugado em uma forma do subjuntivo.

( ) O verbo está conjugado em uma forma do futuro.

( ) A forma verbal poderia ser substituída por “fossem repisar”.

( ) A forma verbal imprime à oração um estatuto de hipótese.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 9

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
“A língua é viva, eu sei, mas sujeita a vírus que, de repente, atacam a TV, a internet e a imprensa, contaminam milhões, e as pessoas começam a achar que foi sempre assim que se falou ou se deve falar.”(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 27/06/2012)

Assinale a assertiva correta sobre o emprego, no texto, da flexão de número da palavra “vírus”:

Questão 10

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos
 
são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que
 
pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de
 
uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
5
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
 
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
 
Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho,
 
e a conclusão pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das
10
teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-
 
sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
 
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições
 
que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais
 
cruel para a pobre criança.
15
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado
 
por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre
 
"satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas
 
públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government
 
Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de
20
17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para
 
70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e
 
alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando
 
desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy
25
Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de
 
felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram
 
duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de
 
felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um
 
relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia,
30
Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos
 
de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que
 
dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os
 
governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek
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Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego
 
(as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a
 
medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao
 
mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para
 
o filho.
40
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)
Considere o trecho “Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17 000 dólares para 27 000...”. Assinale a alternativa na qual a reformulação desse trecho está adequadamente pontuada e mantém as mesmas relações de sentido do original.

Questão 11

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Após cinco anos de efetivo exercício, M.S., funcionário efetivo do TJ-PR, apresentou importantes alterações em sua capacidade física e se submeteu a inspeção médica oficial para provimento em cargo de atribuições compatíveis com a sua atual capacidade. Assinale a alternativa que apresenta a forma de provimento em questão.

Questão 12

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
F.D.T., masculino, 53 anos, casado há 28 anos, funcionário do Tribunal de Justiça há 18 anos, apresentou-se em algumas inspeções médicas oficiais em que relatou as situações e/ou portava os documentos listados na coluna da direita. Numere essa coluna, relacionando os documentos/situações ao tipo de licença e inspeção médica correspondente.

1. Licença à paternidade.

2. Licença por motivo de doença em pessoa da família; perícia por junta médica oficial.

3. Licença para tratamento de saúde; perícia por junta médica oficial.

4. Licença para tratamento de saúde; perícia singular.

( ) Atestado de 07 dias por CID J11 (Influenza).

( ) Atestado de 30 dias por CID O03 (aborto espontâneo).

( ) Atestado de 120 dias por CID O80 (parto único espontâneo) e certidão de nascimento.

( ) Atestado de 30 dias por CID S62.0 (fratura de escafoide) e relato de seu chefe de queda na repartição.

( ) Atestado de 30 dias por CID K40 (hérnia inguinal).

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 13

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
De acordo com a Lei Federal nº 8.213/1991, em qual dos seguintes casos se observa uma situação que se equipara ao acidente de trabalho?

Questão 14

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
De acordo com a Lei Estadual (PR) nº 16.024/2008, assinale a alternativa correta em relação à licença-gestante.

Questão 15

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
São situações de notificação compulsória, EXCETO:

Questão 16

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Funcionária, 40 anos, foi aposentada por invalidez após longo período em licença para tratamento de saúde, em razão de quadro ósteo-muscular em membro superior dominante, refratário ao tratamento instituído e incapacitante para o desempenho das atribuições de seu cargo. Após três anos de aposentadoria, comparece em inspeção médica oficial com documentos que comprovam erro no diagnóstico anterior de seu quadro, bem como a realização do devido tratamento curativo. A junta médica oficial considera insubsistentes os motivos da aposentadoria. Assinale a alternativa que indica a situação apresentada.

Questão 17

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com base na Resolução do CFM nº 1.488/1998, considere as seguintes afirmativas:

1. O médico de empresa pode atuar como perito judicial nos casos que envolvam a firma contratante e/ou seus assistidos (atuais ou passados).

2. O médico responsável por qualquer programa de controle de saúde ocupacional de empresa não pode atuar como perito previdenciário nos casos que envolvam a firma contratante e/ou seus assistidos (atuais ou passados).

3. O médico participante do serviço especializado em Segurança e Medicina do Trabalho pode atuar como assistente técnico nos casos que envolvam a firma contratante e/ou seus assistidos (atuais ou passados).

4. O médico de empresa e o médico participante do serviço especializado em Segurança e Medicina do Trabalho podem atuar como peritos securitários nos casos que envolvam a firma contratante e/ou seus assistidos (atuais ou passados).

Assinale a alternativa correta.

Questão 18

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Dr. G.H., funcionário efetivo do Tribunal de Justiça no cargo de médico, mantém consultório na cidade, no qual atua em sua área de especialidade médica. Ele foi designado para compor junta médica oficial e, durante os atendimentos, verifica que o funcionário seguinte a ser submetido à inspeção é seu paciente do consultório e passou recentemente em consulta. À luz do Código de Ética Médica e resoluções do CFM, qual é a conduta correta no caso?

Questão 19

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa que apresenta situação que NÃO isenta o contribuinte do recolhimento de imposto de renda de seus proventos de aposentadoria, conforme a Lei Federal nº 7.713/1988.

Questão 20

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa que apresenta uma situação passível de enquadramento como alienação mental.

Questão 21

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa que apresenta apenas situações passíveis de enquadramento como cardiopatia grave.

(Obs.: NYHA = New York Heart Association; CCS = Canadian Cardiovascular Society)

Questão 22

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Médico do Tribunal de Justiça atende funcionária efetiva, destra, que se apresenta à inspeção médica com o membro superior esquerdo engessado, portando radiografia datada há 04 (quatro) dias e que demonstra fratura de rádio esquerdo, além de atestado médico do pronto-atendimento com anotação de 15 (quinze) dias de repouso e carta de retorno ao ambulatório de ortopedia para retirada do gesso após 04 (quatro) semanas da emissão. Considerando a conduta do perito no ato pericial, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para o caso em questão.

Questão 23

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa que apresenta somente itens obrigatórios para todo laudo pericial.

Questão 24

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa que apresenta, de acordo com o Decreto nº 20.078/1949, o atestado de menor hierarquia na comprovação de doença para fins de justificativa de falta.

Questão 25

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Em relação às doenças profissionais e à classificação de Schilling, assinale a alternativa correta.

Questão 26

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre capacidade laborativa, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) Capacidade laborativa é a condição física e mental para o exercício de atividade produtiva.

( ) A impossibilidade de desempenhar as atribuições definidas para os cargos, funções ou empregos, decorrente de alterações patológicas consequentes a doenças ou acidentes, é denominada de capacidade laborativa reduzida.

( ) A capacidade laborativa implica ausência de doença ou lesão.

( ) A incapacidade laborativa pode ser parcial ou total.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 27

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Funcionário efetivo apresenta-se em inspeção médica com o intuito de obter laudo para fins de isenção de imposto de renda. Possui uma única fonte de rendimentos. Traz os seguintes documentos: 1) biopsia da lesão inicial, em que se observou: melanoma cutâneo, espessura de Breslow 0,4 mm (nível de Clark III) e margens cirúrgicas laterais e profunda livres de comprometimento neoplásico; 2) biopsia após procedimento de ampliação de margens: margens cirúrgicas laterais e profunda livres de comprometimento neoplásico. Assinale a alternativa correta para o caso em questão.

Questão 28

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Empregado vinculado ao Regime Geral da Previdência sofreu queda no local de trabalho e fraturou o antebraço dominante, necessitando de imobilização com gesso por quatro semanas. Ficou afastado do trabalho durante o período de recuperação e retornou às suas atividades normais, sem sequelas, após a retirada do gesso. Assinale a alternativa que apresenta a espécie de benefício previdenciário a que teve direito.

Questão 29

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Funcionário do TJ ergue bimanualmente a primeira caixa de uma pilha com quatro caixas que contém dez resmas de papel sulfite. O peso aproximado da caixa é de 24 kgf. Após erguê-la, a caixa é deslocada para uma bancada com 85 cm de altura. Assinale a alternativa que apresenta um fator a ser considerado no cálculo do Limite de Peso Recomendado pela equação revisada do NIOSH de 1994.

Questão 30

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Funcionária efetiva do Tribunal de Justiça no cargo de Auxiliar de Enfermagem sofre acidente com material biológico, com respingos de sangue em mucosa ocular, ao prestar primeiros socorros à vítima de acidente com ferimento cortocontuso. Por se tratar de acidente com contato de sangue em mucosa ocular, deve-se submeter imediatamente ao teste anti-HIV, que deve ser realizado com o objetivo de:

Questão 31

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a infração correspondente à “omissão de socorro”, considere as seguintes afirmativas:

1. Do ponto de vista criminal, diante de uma pessoa em iminente perigo de vida, as obrigações do médico não diferem daquelas de qualquer cidadão.

2. Ao ser chamado para atender o enfermo em caráter emergencial, o médico deve, antes de se dirigir ao local para atendimento, verificar se não houve exagero, por parte dos familiares, na descrição do quadro clínico, a fim de evitar um deslocamento inútil.

3. Qualquer que seja a dimensão de um estabelecimento de saúde que interna pacientes – agudos ou crônicos –, está ele obrigado a dispor permanentemente de médico plantonista, salvo se o regimento interno da instituição estipular norma diversa.

Assinale a alternativa correta.

Questão 32

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à apuração de infrações éticas, é correto afirmar:

Questão 33

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre publicidade médica, é correto afirmar:

Questão 34

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Acerca do segredo profissional a que o médico está vinculado, assinale a alternativa correta.

Questão 35

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à responsabilidade profissional, é correto afirmar:

Questão 36

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre cicatrização de feridas, é correto afirmar:

Questão 37

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre patogênese das infecções urinárias, assinale a alternativa correta.

Questão 38

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Acerca de obstruções arteriais agudas, considere as seguintes afirmativas:

1. O tecido muscular é o mais suscetível e o mais precocemente comprometido.

2. A diminuição do pulso é o sintoma mais importante.

3. A cianose dita “fixa” sugere irreversibilidade e geralmente evolui para necrose por oclusão estabelecida da microcirculação.

Assinale a alternativa correta.

Questão 39

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
A respeito do câncer colorretal, considere as seguintes afirmativas:

1. As doenças inflamatórias intestinais geram maior risco para seu aparecimento; outro grupo de risco é o de portadores de ureterossigmoidostomia.

2. O adenocarcinoma corresponde a 95% de todas as neoplasias malignas do intestino grosso.

3. Na maior parte das vezes, o adenocarcinoma apresenta-se morfologicamente como infiltrativo.

Assinale a alternativa correta.

Questão 40

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à hérnia de Spieghel, assinale a alternativa correta.

Questão 41

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre traumatismo hepático, é correto afirmar:

Questão 42

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à hemorragia digestiva, é correto afirmar:

Questão 43

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Assinale a alternativa correta sobre o abdome agudo não traumático.

Questão 44

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre o exame da coluna nos quadros de lombalgia, é correto afirmar:

Questão 45

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a síndrome do túnel do carpo (STC), é correto afirmar:

Questão 46

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Considere as seguintes afirmativas sobre a erisipela, uma das infecções de pele e tecidos moles passíveis de internamento hospitalar:

1. Deve-se ao S. pyogenes e caracteriza-se por início abrupto de edema vermelho-vivo na face e nos membros.

2. As características que distinguem a erisipela são margens de enduração bem definidas, progressão rápida e dor intensa.

3. Bolhas flácidas podem se desenvolver durante o segundo dia, mas a extensão para tecidos moles mais profundos é rara.

4. O tratamento com penicilina é ineficaz.

Assinale a alternativa correta.

Questão 47

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a intoxicação alimentar bacteriana, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. E. coli enterotoxigênica.

2. Salmonella spp.

3. Shigella spp.

4. E. coli êntero-hemorrágica.

( ) Disenteria.

( ) Diarreia inflamatória.

( ) Diarreia sanguinolenta.

( ) Diarreia aquosa.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 48

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à escolha da terapia antibacteriana, considere as seguintes afirmativas:

1. A escolha do tratamento envolve avaliação da resistência adquirida pelos principais patógenos microbianos aos agentes antimicrobianos disponíveis para o seu tratamento.

2. A penicilina G é indicada para tratamento da sífilis.

3. A cefazolina é indicada para tratamento de infecções intra-abdominais.

4. O ciprofloxacino é indicado para tratamento da toxoplasmose.

Assinale a alternativa correta.

Questão 49

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Paciente do sexo masculino com 48 anos de idade iniciou há quatro dias com dispneia e palpitação durante atividades físicas habituais. É hipertenso em uso de hidroclorotiazida e atenolol. Realizou RX de tórax, cujo resultado mostrou aumento da área cardíaca. Foi aventada hipótese diagnóstica de insuficiência cardíaca. Qual a classe funcional desse paciente pela classificação da New York Heart Association (NYHA)?

Questão 50

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
A síndrome metabólica consiste em um grupo de anormalidades metabólicas que conferem aumento de risco de doença cardiovascular. Sobre síndrome metabólica, considere as seguintes afirmativas:

1. Pelos critérios da IDF (International Diabetes Foundation), a circunferência abdominal considerada anormal para homens é igual ou acima de 90 cm.

2. O início da resistência à insulina é anunciado por hiperinsulinemia pós-prandial, seguida de hiperinsulinemia de jejum e finalmente de hiperglicemia.

3. Adiponectina é uma citocina anti-inflamatória produzida exclusivamente por adipócitos.

4. Nessa síndrome, um dos distúrbios do metabolismo dos lipídios é a redução do HDL-colesterol.

Assinale a alternativa correta.

Questão 51

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Paciente do sexo feminino com 60 anos chega ao pronto-atendimento referindo desconforto torácico descrito como uma sensação de peso. Localiza a sensação colocando a mão sobre o esterno, com irradiação para o ombro esquerdo, desencadeada após esforço físico acima do habitual, aliviando com o repouso, sem relação com a alimentação. Refere, ainda, que a duração foi de cinco minutos. Qual é a hipótese diagnóstica?

Questão 52

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação ao tratamento farmacológico do infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST, assinale a alternativa correta.

Questão 53

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
É um exame inicial para avaliação do paciente com hipertensão arterial estabelecida:

Questão 54

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação ao diagnóstico de asma, considere as seguintes afirmativas:

1. A espirometria simples confirma a redução do fluxo ventilatório, com diminuições do VEF¹, da relação VEF¹/CVF e do FEP.

2. Os testes cutâneos não ajudam a estabelecer o diagnóstico.

3. Os exames hematológicos não auxiliam no diagnóstico.

4. A radiografia do tórax é normal, podendo mostrar hiperinsuflação pulmonar nos casos mais graves.

Assinale a alternativa correta.

Questão 55

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação ao tratamento da asma crônica, é correto afirmar:

Questão 56

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Os critérios CURB-65 incluem cinco variáveis, uma das quais é:

Questão 57

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a terapia na fase estável da doença pulmonar obstrutiva crônica, considere as seguintes afirmativas:

1. O uso crônico de glicocorticoides orais é recomendado, por aumentar os valores de VEF¹.

2. As evidências são favoráveis para o uso de N-acetilcisteína de forma rotineira nesses pacientes.

3. Nos pacientes com doença moderada a grave, a teofilina produz melhora modesta nas taxas de fluxo expiratório e na capacidade vital.

4. Administração de oxigênio suplementar é a única intervenção terapêutica farmacológica inequivocamente eficaz para reduzir a taxa de mortalidade.

Assinale a alternativa correta.

Questão 58

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação às manifestações clínicas de pessoa com infecção do trato urinário, é correto afirmar:

Questão 59

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à doença do refluxo gastresofágico, considere as seguintes afirmativas:

1. Pirose e regurgitação são os sintomas típicos da doença.

2. A esofagite ocorre quando o ácido gástrico e a pepsina refluídos causam necrose da mucosa gástrica.

3. As síndromes extraesofágicas associadas incluem tosse crônica, laringite, asma e erosões dentárias.

4. A frequência e gravidade percebidas da pirose não se correlacionam diretamente com a presença ou gravidade da esofagite.

Assinale a alternativa correta.

Questão 60

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à doença ulcerosa péptica, assinale a alternativa correta.

Questão 61

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à doença diverticular colônica, o diagnóstico na doença aguda deve ser realizado por:

Questão 62

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre as características clínicas e laboratoriais da hepatite viral aguda, considere as seguintes afirmativas:

1. Os sintomas de anorexia, fadiga, náuseas e vômitos, mal-estar e artralgia podem preceder o início da icterícia em uma ou duas semanas.

2. Com o início da icterícia clínica, observa-se redução nos sintomas prodrômicos constitucionais, podendo haver ligeira perda ponderal.

3. As aminotransferases séricas aspartato aminotransferase mostram aumento e ocorrem após a elevação das bilirrubinas.

4. Neutropenia e linfopenia são persistentes durante a doença, acompanhadas de linfocitose relativa.

Assinale a alternativa correta.

Questão 63

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
É um dos anticorpos encontrados no lúpus eritematoso sistêmico:

Questão 64

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação às manifestações clínicas da osteoartrite, é correto afirmar:

Questão 65

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à fibromialgia, é correto afirmar:

Questão 66

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação ao tratamento da artrite gotosa aguda e da hiperuricemia, considere as seguintes afirmativas:

1. Tanto a colchicina como os anti-inflamatórios não hormonais podem ser mal tolerados e perigosos nos idosos, assim como na presença de insuficiência renal e distúrbios gastrintestinais.

2. O inibidor da xantina oxidase alopurinol é o melhor fármaco capaz de reduzir o urato sérico nos indivíduos com hiperprodução.

3. Os agentes redutores do urato não devem ser utilizados durante os ataques agudos da gota.

4. A prednisona 30 a 50 mg/dia como dose inicial, a ser reduzida gradualmente com a resolução do ataque, é uma opção terapêutica para acometimento poliarticular.

Assinale a alternativa correta.

Questão 67

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Com relação à classificação das crises epilépticas, considere as seguintes afirmativas:

1. As crises epilépticas focais originam-se dentro de redes limitadas a um hemisfério cerebral.

2. As crises de ausência típicas caracterizam-se por lapsos duradouros da consciência, com perda do controle postural.

3. As crises atônicas caracterizam-se por perda súbita do tônus postural durante um a dois segundos, havendo breve perda da consciência.

4. A mioclonia patológica é mais comumente vista associada a distúrbios metabólicos, doenças degenerativas do sistema nervoso central ou lesão cerebral anóxica.

Assinale a alternativa correta.

Questão 68

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre o tratamento antitrombótico e anticoagulação do acidente vascular encefálico isquêmico agudo, assinale a alternativa correta.

Questão 69

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a neuropatia periférica, assinale a alternativa correta.

Questão 70

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Sobre a síndrome da fadiga crônica, é correto afirmar:

Questão 71

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Em relação à infecção urinária em mulheres, é correto afirmar:

Questão 72

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Em relação à infecção urinária em mulheres, considere as seguintes afirmativas:

1. A Escherichia coli é o patógeno mais frequente na cistite aguda em mulheres jovens.

2. A fisiopatologia da cistite em mulheres envolve a colonização da vagina e uretra por bactérias do reto.

3. A relação sexual é fator que aumenta o risco de cistite.

Assinale a alternativa correta.

Questão 73

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Identifique as afirmativas a seguir sobre pielonefrite aguda como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) Pode ocorrer como uma doença semelhante à cistite, com leve dor no flanco.

( ) O espectro clínico pode ir até septicemia por gram-negativos.

( ) Os sintomas devem desaparecer em até 12 horas de início de tratamento.

( ) Se a dor e a febre não passarem em 12 horas, é preciso afastar diagnóstico de abcesso renal.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 74

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Identifique as afirmativas a seguir sobre distúrbios do trato urinário inferior como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A fisiopatologia da dor vesical não é bem esclarecida e compreendida.

( ) A incontinência urinária de esforço ocorre com o aumento da pressão abdominal.

( ) O tratamento da incontinência urinária de esforço exige cirurgia.

( ) O esvaziamento da bexiga depende de complexa interação entre encéfalo, medula, bexiga, uretra e assoalho pélvico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 75

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Incontinência de urgência.

2. Bexiga hiperativa.

3. Fístulas vesicovaginais.

( ) Mais frequente em idosas.

( ) Causa mais frequente obstrução ao trabalho de parto.

( ) Sintomas de urgência, polaciúria.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Questão 76

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Em relação à doença benigna da mama, assinale a alternativa INCORRETA.

Questão 77

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Com relação aos exames complementares mamários, assinale a alternativa correta.

Questão 78

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Com relação à indicação de mamografia, considere os seguintes casos:

1. Pesquisar câncer insuspeito antes de cirurgias estéticas.

2. Monitorizar pacientes com câncer de mama que foram tratadas com cirurgia conservadora.

3. Rastrear, a intervalos regulares, mulheres a partir de 25 anos.

A realização de mamografia está indicada em:

Questão 79

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Em relação à ressonância magnética das mamas, é INCORRETO afirmar:

Questão 80

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Assinale a correta.

Questão 81

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Amamentar é muito mais que nutrir uma criança. As vantagens do aleitamento materno envolvem redução da mortalidade infantil, prevenção de doenças crônicas e melhor desenvolvimento cognitivo, entre outras. Assim, o papel do médico na orientação dessa prática é fundamental. Entre os problemas enfrentados pelas nutrizes durante o aleitamento materno, destacam-se a dor e o trauma nos mamilos. Nesse sentido, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes orientações de prevenção e tratamento dessas situações:

( ) Manter os mamilos secos, expondo-os ao sol e trocando com frequência os forros absorventes usados quando há vazamento de leite.

( ) Utilizar protetores intermediários de mamilo preventivamente.

( ) Iniciar a mamada pela mama menos afetada, para que o reflexo de ejeção do leite facilite a descida do leite na mama contralateral.

( ) Usar pomadas de antibióticos de forma preventiva.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Questão 82

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Durante a 1ª consulta de puericultura de um recém-nascido de 10 dias, a mãe refere que seu filho foi avaliado com o “Teste do Olhinho” na maternidade e deseja saber quais os objetivos desse exame. Você esclarece que o “Teste do Olhinho”, que tem por objetivo identificar o reflexo vermelho, é um exame de rastreamento para anormalidades do segmento posterior do olho e de opacidades, devendo ser realizado em todos os recém-nascidos. Informa também que esse teste permite rastrear:

Questão 83

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Lactente de 3 meses é levado à consulta de puericultura e a mãe questiona se o seu calendário vacinal está completo, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações. Você analisa o cartão de vacinação da criança e explica que o calendário está completo, uma vez que ela já recebeu uma dose das seguintes vacinas:

Questão 84

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Em 2013 o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde alterou o calendário de vacinação, substituindo as duas primeiras doses da vacina oral (atenuada) contra poliomielite (VOP) pela vacina inativada contra poliomielite (VIP), mantendo as doses subsequentes com a vacina oral. Qual foi a principal razão dessa alteração?

Questão 85

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As vitaminas são micronutrientes orgânicos e, em geral, são adquiridas de fontes exógenas, pela incapacidade do organismo de sintetizá-las. A deficiência de vitamina A, ou hipovitaminose A, é a principal causa de:

Questão 86

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Há situações excepcionais de doenças maternas em que o uso de medicamentos é necessário. É considerado medicamento que contraindica amamentação:

Questão 87

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Acidentes e violências representam “problema” de educação preventiva e de saúde pública de grande magnitude no

Brasil. Assim, faz parte do acompanhamento da criança a orientação sobre prevenção de acidentes nas diferentes faixas etárias. O acidente responsável pelo maior número de atendimentos de emergência a crianças menores de 5 anos é:

Questão 88

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Lactente de 2 meses é levado à consulta devido a febre e irritabilidade. A mãe refere que no dia anterior a criança recebeu as vacinas dos dois meses de idade na Unidade de Saúde; à noite iniciou com febre entre 38 e 39 ºC e irritabilidade. Você examina a criança e o exame físico está normal. Tranquiliza a mãe, explicando que provavelmente se trata de um evento adverso às vacinas que foram administradas e que a irritabilidade se deve possivelmente à febre e à dor. Qual o medicamento para controle da febre e da dor deve ser prescrito para essa criança?

Questão 89

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Lactente de 8 meses é levado à consulta com quadro de exantema. A mãe refere que há 4 dias iniciou com febre até 39 ºC e hiporexia. Quando a febre baixava, a criança ficava bem. Fez uso de ibuprofeno. No dia anterior à consulta, não teve mais febre, mas surgiram lesões cutâneas. Ao exame, você observa que a criança encontra-se afebril, ativa, com um rash eritematoso maculopapular, que desaparece à compressão, principalmente em face, pescoço e tronco. Qual a hipótese mais provável para o caso?

Questão 90

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Ao longo da vida, as necessidades nutricionais modificam-se de acordo com diversos fatores, como idade, estilo de vida e metabolismo. Os primeiros anos de vida de uma criança caracterizam-se por crescimento acelerado e aquisições no processo de desenvolvimento, incluindo habilidades para receber, mastigar e digerir outros alimentos, além do leite materno, e autocontrole do processo de ingestão de alimentos, para atingir o padrão alimentar cultural do adulto.

Tendo como referência os 10 passos para alimentação saudável em menores de 2 anos, da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, considere as seguintes orientações:

1. Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

2. Ao completar 6 meses, introduzir outros alimentos de forma lenta e gradual, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

3. A alimentação complementar deve ser oferecida com colher ou mamadeira; iniciar com a consistência de sopa liquidificada e gradativamente aumentar a consistência, até chegar à alimentação da família.

4. A alimentação complementar deve ser oferecida em horários rígidos, para que não haja perdas nutricionais.

5. Deve-se estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

Correspondem às orientações da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde:

Questão 91

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Sobre os transtornos de personalidade, considere as seguintes afirmativas:

1. O transtorno paranoide de personalidade é caracterizado por um padrão constante de persecutoriedade.

2. São transtornos de personalidade pertencentes ao grupo (cluster) B: narcisista, antissocial e borderline e dependente.

3. No transtorno de personalidade esquiva, existe uma timidez excessiva. Nesses casos, o contato social é temido e evitado, porém desejado.

4. O transtorno de personalidade esquizotípico se caracteriza por excentricidade de pensamento e comportamento.

Dos transtornos de personalidade do grupo A, é o mais relacionado com diagnóstico posterior de esquizofrenia.

Assinale a alternativa correta.

Questão 92

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A risperidona é um antipsicótico atípico amplamente usado no tratamento da esquizofrenia. Sobre seus efeitos colaterais, é correto afirmar:

Questão 93

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Sobre a esquizofrenia, considere as seguintes afirmativas:

1. A migração para um país de língua diferente da nativa é um fator de risco relacionado à esquizofrenia.

2. Os sintomas psicóticos aparecem mais frequentemente no final da adolescência e início da idade adulta, mas sintomas prodrômicos são comuns desde a infância.

3. Além de sintomas psicóticos, causa grande prejuízo cognitivo, tendo os pacientes acometidos um QI médio inferior ao da população geral.

4. Homens têm um início mais precoce dos sintomas em comparação às mulheres.

Assinale a alternativa correta.

Questão 94

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Paciente de 42 anos procura atendimento psiquiátrico ambulatorial e, durante a consulta, refere sintomas compatíveis com
 
o diagnóstico de depressão, de gravidade moderada, com início há 6 semanas. Nunca teve sintomas maníacos ou episódios
 
depressivos prévios. Sem sintomas ansiosos, psicóticos ou risco de suicídio.
Pressupondo que o quadro depressivo seja secundário a uma hipovitaminose, qual vitamina seria a envolvida?

Questão 95

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Paciente de 42 anos procura atendimento psiquiátrico ambulatorial e, durante a consulta, refere sintomas compatíveis com
 
o diagnóstico de depressão, de gravidade moderada, com início há 6 semanas. Nunca teve sintomas maníacos ou episódios
 
depressivos prévios. Sem sintomas ansiosos, psicóticos ou risco de suicídio.
Sendo afastada a possibilidade de causa orgânica, a paciente manifesta o desejo de se tratar com um medicamento que não afete o peso e a função sexual. Qual seria o mais indicado?

Questão 96

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Adolescente de 17 anos é encaminhado pelo serviço social para avaliação psiquiátrica. Mora em condição de extrema
 
pobreza desde o nascimento, com os pais, que tinham ambos 20 anos quando ele nasceu. Seu comportamento é
 
incompatível com a idade cronológica. Tem poucos amigos, passa a maior parte do tempo em casa, assistindo televisão
 
ou brincando com os 2 irmãos, de 7 e 10 anos. Frequentou a escola por 5 anos, mas não foi alfabetizado. Tem rompantes
5
de agressividade quando contrariado, apesar de ter bom vínculo afetivo com familiares. Sua testagem neuropsicológica
 
traz um QI de 65. Teve gestação e parto sem intercorrências, leve atraso para andar e falar.
Com base nessas informações, qual é o diagnóstico?

Questão 97

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
1
Adolescente de 17 anos é encaminhado pelo serviço social para avaliação psiquiátrica. Mora em condição de extrema
 
pobreza desde o nascimento, com os pais, que tinham ambos 20 anos quando ele nasceu. Seu comportamento é
 
incompatível com a idade cronológica. Tem poucos amigos, passa a maior parte do tempo em casa, assistindo televisão
 
ou brincando com os 2 irmãos, de 7 e 10 anos. Frequentou a escola por 5 anos, mas não foi alfabetizado. Tem rompantes
5
de agressividade quando contrariado, apesar de ter bom vínculo afetivo com familiares. Sua testagem neuropsicológica
 
traz um QI de 65. Teve gestação e parto sem intercorrências, leve atraso para andar e falar.
Levando em conta os dados da história, qual deles é um fator de risco para o surgimento desse quadro?

Questão 98

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Uma paciente de 26 anos é trazida ao serviço de emergência com quadro de mania aguda com sintomas psicóticos, com evolução gradual de 7 dias. Há 2 anos faz tratamento para episódios depressivos recorrentes com sertralina 50 mg. Sobre esse caso, é correto afirmar:

Questão 99

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Qual medicamento é indicado para o tratamento dos pesadelos no transtorno de estresse pós-traumático?

Questão 100

TJ/PR 2014 - UFPR - Médico
Numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Cocaína.

2. Benzodiazepínicos.

3. LSD.

4. Solventes.

5. Cannabis.

( ) 5Ht2a.

( ) Dopamina.

( ) Modulador halostérico GABA.

( ) NMDA.

( ) Poda neuronal.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.



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