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Soldado - 2ª Classe
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Polícia Militar/SP 2013

Oficial

Questão 1

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
A cidadania nos Estados nacionais contemporâneos é um fenômeno único na História. Não podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetição de uma experiência passada e nem mesmo de um desenvolvimento progressivo que unisse o mundo contemporâneo ao antigo. São mundos diferentes, com sociedades distintas, nas quais pertencimento, participação e direitos têm sentidos diversos.
(Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estado na Antiguidade Clássica. In PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008, p. 29.)

Entre as diferenças que separam o Estado nacional contemporâneo da cidade-estado da Antiguidade, é possível destacar

Questão 2

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Observe os mapas 1 e 2 para responder à questão.
Mapa 1

Mapa 2


As mudanças ocorridas nos territórios representados entre os mapas 1 e 2 estão relacionadas

Questão 3

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Observe a imagem para responder à questão.

A obra O banqueiro e sua mulher (1514), de Quentin Matsys, retrata o casal

Questão 4

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Observe as imagens para responder à questão.

Cacau, Guaraná e Castanha-do-pará: forte ligação com a História do Brasil. Os três produtos representados nas imagens estiveram relacionados à interiorização da colonização, principalmente entre os séculos XVII e XVIII. O processo histórico que explica essa relação é

Questão 5

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Sob qualquer aspecto, a revolução industrial foi provavelmente o mais importante acontecimento na história do mundo, pelo menos desde a invenção da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Grã-Bretanha. É evidente que isto não foi acidental. Qualquer que tenha sido a razão do avanço britânico, ele não se deveu à superioridade tecnológica e científica.
(HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 45)

Entre as razões para o pioneirismo britânico, é possível citar

Questão 6

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Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, por ocasião do bicentenário da chegada da família real ao Brasil.

JORNAL DO COMMERCIO – O Brasil tem motivos para comemorar os 200 anos da chegada da família real?
EVALDO CABRAL DE MELLO – Só os cariocas. O Brasil ou é oito ou é oitenta. Há alguns anos, era oito: tinha grande êxito um filme que punha na tela antigos chavões sobre a presença da corte lusitana no Rio. Hoje estamos no oitenta: dom João VI passou de idiota régio a estadista ocidental.

JORNAL DO COMMERCIO – Se pudéssemos simplificar em duas palavras, a vinda da família real trouxe mais benefícios ou prejuízos para o Nordeste?
EVALDO CABRAL DE MELLO – Claro que prejuízos, e imediatos. Primeiro, a corte ficava muito mais perto, segundo, houve a espoliação das províncias promovida pela família real, em terceiro lugar, a presença de dom João era o esforço de um futuro regime centralizador, embora não se possa dizer que desde dom João o assunto já fosse de favas contadas.

Entre as reações à política estabelecida pela família real, é possível citar

Questão 7

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A partir de 1890, quando a capoeira foi criminalizada, através do artigo 402 do Código Penal, como atividade proibida (com pena que poderia levar de dois a seis meses de reclusão), a repressão policial abateu-se duramente sobre seus praticantes. Os capoeiristas eram considerados por muitos como “mendigos ou vagabundos”. Outras práticas afro-brasileiras, como o samba e os candomblés, foram igualmente perseguidas.
(Revista de História da Biblioteca Nacional, 21 jul.08)

A criminalização descrita no trecho pode ser associada

Questão 8

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O episódio considerado por muitos historiadores como o “prelúdio da Segunda Guerra Mundial” e que opôs a esquerda à direita fascista foi

Questão 9

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Observe a imagem para responder à questão.

Cartaz de propaganda de Getúlio Vargas, 1943.

Entre as músicas associadas a mensagem política do cartaz, é possível identificar o samba

Questão 10

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A Constituição de 1967 teve como objetivo

Questão 11

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“Ora, as questões policiais enfrentadas pelos direitos humanos constituem apenas pequena parte (situada no âmbito dos direitos civis) de seu amplo conteúdo. José Reinaldo de Lima Lopes esclarece que os casos de defesa dos direitos humanos de meados da década de 70 para cá só parcialmente se referem a questões policiais. A sua imensa maioria – não noticiada pela grande imprensa – esteve concentrada nas chamadas questões sociais (direito à terra e à moradia, direitos trabalhistas e previdenciários, direitos políticos, direitos à saúde, à educação, etc). E no decorrer da segunda metade da década de 80, principalmente nos anos de 1985 a 1988, as organizações de defesa dos direitos humanos multiplicaram informações sobre a Constituição e a Constituinte, inclusive apresentando proposta (incluída no regimento interno do Congresso Constituinte) de emendas ao projeto de Constituição por iniciativa popular. Assim, a tentativa de restringir os direitos humanos às questões policiais é, senão carregada de ignorância quanto ao amplo conteúdo e alcance dos direitos humanos, motivada de má-fé por grupos de poder historicamente obstruidores do irreversível processo evolutivo dos direitos humanos”.
(Alci Marcus Ribeiro Borges. Direitos humanos: conceitos e preconceitos. Jus Navigandi, Teresina, ano 11, n. 1248, 1 dez. 2006. Disponível em: http://jus.com.br. Acesso: 20.05.2013)

O texto apresentado procura

Questão 12

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“Enquanto os homens se contentaram com suas cabanas rústicas, enquanto se limitaram a costurar com espinhos ou com cerdas suas roupas de peles, a enfeitar-se com plumas e conchas, a pintar o corpo com várias cores, a aperfeiçoar ou embelezar seus arcos e flechas, a cortar com pedras agudas algumas canoas de pescador ou alguns instrumentos grosseiros de música – em uma palavra: enquanto só se dedicaram a obras que um único homem podia criar, e a artes que não solicitavam o concurso de várias mãos, viveram tão livres, sadios, bons e felizes quanto o poderiam ser por sua natureza, e continuaram a gozar entre si das doçuras de um comércio independente; mas, desde o instante em que um homem sentiu necessidade do socorro de outro, desde que se percebeu ser útil a um só contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, introduziu-se a propriedade, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas transformaram-se em campos aprazíveis que se impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as colheitas”.
(J. J. Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo, Abril Cultural, 1978)

A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.

Questão 13

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“Se o homem deixou um dia o abrigo seguro da natureza e aventurou-se pela rota incerta da cultura foi porque, como ser inteligente e livre, ele só pode operar pensando e escolhendo os seus próprios fins e não recebendo-os predeterminados pela natureza. Isso significa que os fins propriamente humanos só se constituem tais enquanto avaliados e escolhidos pelo próprio homem, ou seja, enquanto são valores. A cultura, como domínio dos fins humanos é, pois, uma imensa axiogênese, uma gestação incessante de bens e valores, desde os bens materiais que alimentam a vida aos valores espirituais que exprimem as razões de viver”.
(Henrique Cláudio de Lima Vaz, Escritos de Filosofia III – filosofia e cultura, São Paulo, Edições Loyola, 1997)

A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.

Questão 14

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“É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. Sob o aspecto formal, mesmo uma má ideia, que porventura passe pela cabeça dos homens, é superior a qualquer produto natural, pois em tais ideias sempre estão presentes a espiritualidade e a liberdade”.
(G.W.F. Hegel, Cursos de Estética, vol.1, São Paulo, Edusp, 2001)

De acordo com texto apresentado, pode-se concluir que

Questão 15

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“As percepções da mente humana se reduzem a dois gêneros distintos que chamarei impressões e ideias. A diferença entre estas consiste nos graus de força e vividez com que atingem a mente e penetram em nosso pensamento ou consciência. As percepções que entram com mais força e violência podem ser chamadas de impressões; sob esse termo incluo todas as nossas sensações, paixões e emoções, em sua primeira aparição à alma. Denomino ideias as pálidas imagens dessas impressões no pensamento e no raciocínio, como, por exemplo, todas as percepções despertadas pelo presente discurso, excetuando-se apenas as que derivam da visão e do tato, e excetuando-se igualmente o prazer ou o desprazer imediatos que esse mesmo discurso possa vir a ocasionar. Creio que não serão necessárias muitas palavras para explicar essa distinção. Cada um, por si mesmo, percebe imediatamente a diferença entre sentir e pensar”.
(David Hume, Tratado da natureza humana. São Paulo, Unesp, 2009. Adaptado)

Segundo o texto apresentado, é correto afirmar que

Questão 16

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As principais instituições sociais responsáveis pela socialização de um indivíduo são a família e a escola. A socialização é um processo que diz respeito à

Questão 17

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O etnocentrismo como uma postura que avalia os outros a partir dos valores de sua própria cultura está associado a práticas sociais de

Questão 18

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Leia o texto a seguir. “E necessário contrapor-se a tal ausência de consciência, é preciso evitar que as pessoas golpeiem para os lados sem refletir a respeito de si próprias.”
(Theodor Adorno. Educação após Auschwitz. Disponível em: https://ead.ufrgs. br/rooda/biblioteca/abrirArquivo.php/.../11142.pdf. Acesso em 18.05.2013)



(Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wikibully.jpg?uselang=pt-br. Acesso em 16.06.2013)

A violência é definida como o uso intencional da força física ou do poder contra si mesmo, outra pessoa, um grupo ou uma comunidade. A violência simbólica pode ser definida como

Questão 19

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Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”, nesse sentido, o exercício do poder é atribuído

Questão 20

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Leia o texto a seguir.

(Disponível em: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/ legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm. Acesso em 12.05.2013)

Entende-se por direito à nacionalidade:

Questão 21

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Observe a figura.

(Paulo Cesar Zangalli Junior et al. As mudanças climáticas globais: uma questão de escala, 2012. Adaptado)

O fenômeno climático representado na figura ocorre porque

Questão 22

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Observe a figura.

(Fernando Shinji Kawakubo. Avaliação das mudanças na linha de costa na foz do rio Ribeira de Iguapé, 2008. Adaptado)

Analisando a figura, observam-se mudanças na linha de costa, em destaque, ocorridas no período de 1976 a 2000. A formação do esporão arenoso foi provocada pelo contínuo processo de

Questão 23

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As sociedades humanas, por toda sua existência, sempre retiraram do meio natural os recursos necessários para sua sobrevivência. Portanto, o impacto de suas atividades acompanhou o desenvolvimento da capacidade técnica de cada organização social. Com relação à interação sociedade-natureza, ao longo da história da humanidade, assinale a alternativa correta.

Questão 24

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Leia o trecho do poema a seguir, de Silvana Maria Nogueira Leite, para responder à questão.

O rio ---------- é uma riqueza
Nasce lá na Serra da Canastra
Corta serras, matas e vales.
Desenha o seu percurso na natureza.
Passa por aqui e banha nossa região
Serve ao povo sua água pura
Mata a sede e molha a agricultura
E ainda, faz caminho através da navegação.
É um rio que só traz alegrias
Para as famílias do sertão.

(http://educador.brasilescola.com. Adaptado)

Assinale a alternativa que identifica corretamente a bacia hidrográfica a que a autora se refere, cujo rio principal deságua no Oceano Atlântico, entre os Estados de Sergipe e Alagoas, e, apesar de seu pequeno volume de água, é aproveitado para irrigação, navegação e produção de energia.

Questão 25

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Observe a figura.

(L’Atlas du Monde diplomatique, 2009. Adaptado)

Analisando a figura, pode-se afirmar corretamente que ela representa

Questão 26

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Observe a figura.

(www.sciences-po.fr/cartographie)

Analisando a figura, pode-se afirmar corretamente que

Questão 27

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Em oposição aos processos de globalização, ativistas do movimento anticapitalista buscam nos espaços públicos o direito de se manifestarem, além de fazerem uso das novas tecnologias sociais com o objetivo de divulgar na rede os seus protestos. A respeito do movimento anticapitalista, pode-se afirmar que

Questão 28

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A crise econômico-financeira que se abateu sobre os Estados Unidos a partir de 2008 e se globalizou no fim do mesmo ano provocou algumas mudanças nos fluxos migratórios internacionais. Com relação a essa crise e suas consequências, assinale a alternativa correta.

Questão 29

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À medida que o processo de urbanização foi se desenvolvendo no mundo, algumas cidades tornaram-se maiores e mais complexas. Em certas áreas onde existem várias cidades próximas, ocorreu um fenômeno espacial denominado conurbação. Caso típico nas cidades brasileiras é a formação de região metropolitana como temos: região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros.
(SAMPAIO, F. dos S. et al Geografia: ensino médio, volume único. Adaptado)

Pode-se afirmar corretamente que o fenômeno da conurbação é resultado da

Questão 30

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O processo de industrialização brasileira, a partir da década de 1960, motivou um número considerável de rurais a se deslocarem para as cidades. Entretanto, além da industrialização, outros fatores contribuíram para a intensificação do êxodo rural. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses fatores.

Questão 31

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Leia a tira.

(Folha de S.Paulo, 23.04.2013)

O efeito de humor da tira decorre do fato de que “ler um livro de novo” não corresponde à ideia de releitura esperada como resposta. A expressão “releitura” significa

Questão 32

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1
Se sou pobre pastor, se não governo
 
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
 
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
 
Passo o verão, outono, estio, inverno;
5
Nem por isso trocara o abrigo terno
 
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
 
Dessa grande fortuna: assaz presentes
 
Tenho as paixões desse tormento eterno.
 
Adorar as traições, amar o engano,
10
Ouvir dos lastimosos o gemido,
 
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;
 
Seja embora prazer; que a meu ouvido
 
Soa melhor a voz do desengano,
 
Que da torpe lisonja o infame ruído.
(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)
A característica árcade que norteia o estabelecimento de sentidos no poema é:

Questão 33

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1
Se sou pobre pastor, se não governo
 
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
 
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
 
Passo o verão, outono, estio, inverno;
5
Nem por isso trocara o abrigo terno
 
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
 
Dessa grande fortuna: assaz presentes
 
Tenho as paixões desse tormento eterno.
 
Adorar as traições, amar o engano,
10
Ouvir dos lastimosos o gemido,
 
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;
 
Seja embora prazer; que a meu ouvido
 
Soa melhor a voz do desengano,
 
Que da torpe lisonja o infame ruído.
(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)
O eu-lírico deixa claro que

Questão 34

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1
Se sou pobre pastor, se não governo
 
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
 
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
 
Passo o verão, outono, estio, inverno;
5
Nem por isso trocara o abrigo terno
 
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
 
Dessa grande fortuna: assaz presentes
 
Tenho as paixões desse tormento eterno.
 
Adorar as traições, amar o engano,
10
Ouvir dos lastimosos o gemido,
 
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;
 
Seja embora prazer; que a meu ouvido
 
Soa melhor a voz do desengano,
 
Que da torpe lisonja o infame ruído.
(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)
No verso – Se sou pobre pastor, se não governo – a conjunção, que se repete, estabelece relação de

Questão 35

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1
Se sou pobre pastor, se não governo
 
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
 
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
 
Passo o verão, outono, estio, inverno;
5
Nem por isso trocara o abrigo terno
 
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
 
Dessa grande fortuna: assaz presentes
 
Tenho as paixões desse tormento eterno.
 
Adorar as traições, amar o engano,
10
Ouvir dos lastimosos o gemido,
 
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;
 
Seja embora prazer; que a meu ouvido
 
Soa melhor a voz do desengano,
 
Que da torpe lisonja o infame ruído.
(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)
Considerando-se o contexto em que está inserido o verso – Nem por isso trocara o abrigo terno –, a forma verbal destacada poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por

Questão 36

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1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Para o autor do texto, a obra de Douglas Hofstadter e Emmanuel Sander – “Surfaces and Essences” (superfícies e essências) – é

Questão 37

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1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Para o autor, “Surfaces and Essences” deveria ser uma obra mais

Questão 38

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1
Aquilo que a tradição jurídica europeia continental
 
chama de Estado de direito é, com apenas pequenas
 
distinções, basicamente o que a tradição jurídica
 
anglo-saxônica chama de rule of law (domínio da lei), ou
5
seja, a garantia de proibição do exercício arbitrário do poder,
 
a exigência de normas públicas claras e consistentes e a
 
existência de tribunais acessíveis e estruturados para ouvir e
 
determinar as diversas reivindicações legais. Contudo, ao
 
contrário do que ocorre com a expressão Estado de direito, o
10
termo rule of law não apresenta qualquer indício de
 
contradição ou de redundância, pois o que ele evoca é
 
claramente uma limitação ao exercício do poder político, ou
 
seja, a eliminação do arbítrio no exercício dos poderes
 
públicos com a consequente garantia de direitos dos
15
indivíduos perante esses poderes.
 
A tradição anglo-saxônica do rule of law não atribui
 
uma dimensão meramente formal à ideia de Estado de
 
direito, incluindo também uma dimensão substancial. Com
 
efeito, a rule of law não apenas submete o exercício do
20
poder ao direito, concebendo diversos mecanismos de
 
controle dos atos governamentais, mas também concede aos
 
indivíduos direitos inalienáveis anteriores à própria ordem
 
estatal. Nesse sentido, é importante ressaltar que o princípio
 
do devido processo legal relaciona-se à ideia de que os
25
indivíduos, além de serem tratados segundo aquilo que a lei
 
lhes reserva ou atribui (igualdade perante a lei), devem
 
fundamentalmente ser tratados segundo procedimentos
 
justos e equitativos.
 
Nos países que pertencem à tradição do civil law, ao
30
contrário, a noção de Estado de direito foi concebida
 
inicialmente em uma dimensão meramente formal,
 
confundindo-se com o próprio princípio da legalidade, que
 
estabelece que todos os atos emanados dos órgãos do
 
Estado devem estar habilitados juridicamente, isto é, devem
35
estar fundados e motivados em uma hierarquia de normas
 
públicas, claras, abstratas e gerais.
 
Essa submissão do poder estatal à hierarquia das
 
normas sofreu uma inflexão com o advento do chamado
 
Estado de bem-estar social. Esse novo modelo, oriundo das
40
revoluções sociais do século XX, passou a atribuir novas
 
responsabilidades à ordem estatal, principalmente a de
 
assumir o desenvolvimento econômico e social, criando
 
mecanismos de proteção contra os efeitos colaterais da
 
economia de mercado.
45
Nos últimos anos, a tradição continental passou a
 
incorporar a dimensão substancial da rule of law, incluindo
 
dispositivos de garantia dos direitos fundamentais. Essa
 
nova modalidade de Estado de direito vem recebendo o
 
nome de Estado constitucional. A principal distinção entre o
50
Estado constitucional e as antigas noções de Estado de
 
direito encontra-se no fato de que o primeiro não se limita
 
aos aspectos formais da legalidade do exercício do poder,
 
mas inclui normas substanciais expressas nos chamados
 
princípios constitucionais e nas normas relativas aos direitos
55
fundamentais.
 
Eduardo R. Rabenhorst. Democracia e direitos fundamentais. Em torno da noção de estado de direito. Internet: www.dhnet.org.br (com adaptações).
Em relação a aspectos morfossintáticos e semânticos do texto, assinale a alternativa correta.

Questão 39

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
No trecho do terceiro parágrafo – Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas)... – as informações organizam-se de tal forma que acabam por constituir, quanto ao seu sentido global, uma relação de

Questão 40

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Na frase que inicia o segundo parágrafo – Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. – o pronome “-lo” recupera a seguinte informação:

Questão 41

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Sobre o trecho do penúltimo parágrafo – Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. –, é correto afirmar que a expressão

Questão 42

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1
SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa e mantendo-se a coesão textual, a oração do segundo parágrafo – ... em que os autores se arriscam. – está corretamente reescrita em:

Questão 43

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
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SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas
 
e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (su-
 
perfícies e essências), do físico convertido em cientista cogniti-
 
vo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma
5
obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um
 
só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que
 
fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem
 
a demonstrá-la.
 
Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argu-
10
mentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a
 
matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo
 
comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algu-
 
mas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.
 
A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias.
15
Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), ba-
 
nais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações
 
mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “ven-
 
do” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de
 
todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo
20
que não nos demos conta disso.
 
Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categoriza-
 
ção, que muitos especialistas consideram a base do pensamento,
 
não envolve nada mais do que fazer analogias.
 
Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro
25
ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto
 
a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digres-
 
sões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam
 
ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas,
 
estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia
30
teriam sido suficientes.
 
A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o
 
brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar
 
o pensamento.
(Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão e em conformidade com o sentido do texto.

Questão 44

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
No texto, o narrador apresenta

Questão 45

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1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Considere os enunciados:

– O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.
– Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra.
– ... tem procurado estudar o mal, para o conhecer, suportar e suplantar.

Com essas informações, o narrador afirma, respectivamente, que o sertanejo

Questão 46

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1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
No penúltimo parágrafo do texto (Os sintomas do flagelo despontam-lhe (...) a outros climas...), há

Questão 47

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1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
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tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Na frase do último parágrafo – É o prelúdio da sua desgraça. – o termo em destaque significa

Questão 48

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1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Na frase – Aproxima-se a seca. –, a expressão “a seca” tem a mesma função na sintaxe da oração que a destacada em:

Questão 49

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque pode ser substituído por pronome possessivo.

Questão 50

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Assinale a alternativa em que a frase do texto reescrita mantém a correta relação entre as palavras, em conformidade com a norma culta e sem alteração do sentido original.

Questão 51

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Hélio Schwartsman
 
 
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o en-
 
sino de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: pode-
5
mos viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito
 
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
 
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas quais
 
os números não encontravam muito espaço, como direito, jorna-
 
lismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
10
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios univer-
 
sitários, é considerado aceitável que um intelectual se vanglorie
 
de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá da esta-
 
tística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou dizer que
 
não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão recriminado-
15
res quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na manga da camisa.
 
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a cul-
 
tura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
 
Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma ponta
 
de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo para
20
quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras técnicas.
 
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
 
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
 
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
 
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. Conhe-
25
cimentos rudimentares de estatística são pré-requisito para com-
 
preender as novas pesquisas que trazem informações relevantes
 
para nossa saúde e bem-estar.
 
A matemática está no centro de algumas das mais intrigan-
 
tes especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações
30
da mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
 
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
 
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão efi-
 
caz para exprimir as leis da física.
(Folha de S.Paulo. 06.04.2013. Adaptado)
Releia os trechos apresentados a seguir.
•   Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
•   Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental... (3.º parágrafo)

Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de

Questão 52

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Do ponto de vista da literatura, é correto afirmar que o texto trata de

Questão 53

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
Observe os parágrafos iniciais do texto.

De repente, uma variante trágica.
Aproxima-se a seca.
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.

Esses parágrafos permitem afirmar que o estilo do autor é

Questão 54

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
1
A dor do cocho é não ter ração pro gado
 
A dor do gado é não achar capim no pasto
 
A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo
 
A dor do tempo é correr junto da morte
5
A dor da morte é não acabar com os nordestinos
 
A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas
 
E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo
 
e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.
 
Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,
10
que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.
 
Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi
 
A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre
 
A dor do chifre é não nascer em certa gente
 
A dor de gente é confiar demais nos outros
15
A dor dos outros é que nem todo mundo é besta
 
A dor da besta é não parir pra ter seu filho
 
A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.
 
Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,
 
e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira
20
em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.
 
Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.
(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)
O tema comum ao texto de Euclides da Cunha e à letra da canção é a

Questão 55

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
De repente, uma variante trágica.
 
Aproxima-se a seca.
 
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular
 
com que se desencadeia o flagelo.
5
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e
 
pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
 
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não
 
afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o ro-
 
deiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o pe-
10
ruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado
 
pelas vibrações da terra.
 
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apa-
 
vora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a
 
em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das doloro-
15
sas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis
 
episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência
 
impossível.
 
Com os escassos recursos das próprias observações e das
 
dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a
20
extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o
 
conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular sereni-
 
dade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão,
 
especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas.
 
Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla
25
dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda
 
das primeiras chuvas.
 
Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para
 
as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os tra-
 
ços mais fugitivos das paisagens...
30
Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados
 
em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos
 
de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Pas-
 
sam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros
 
prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pin-
35
tam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tu-
 
fos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e
 
maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem
 
chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das
 
cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao
40
alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão
 
tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avi-
 
dez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro,
 
sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros,
 
esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das
45
tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entriste-
 
cido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, trans-
 
voando a outros climas...
 
É o prelúdio da sua desgraça.
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)
1
A dor do cocho é não ter ração pro gado
 
A dor do gado é não achar capim no pasto
 
A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo
 
A dor do tempo é correr junto da morte
5
A dor da morte é não acabar com os nordestinos
 
A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas
 
E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo
 
e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.
 
Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,
10
que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.
 
Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi
 
A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre
 
A dor do chifre é não nascer em certa gente
 
A dor de gente é confiar demais nos outros
15
A dor dos outros é que nem todo mundo é besta
 
A dor da besta é não parir pra ter seu filho
 
A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.
 
Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,
 
e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira
20
em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.
 
Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.
(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)
Na canção, o verso – A dor da morte é não acabar com os nordestinos – tem sentido bastante próximo da seguinte passagem do texto de Euclides da Cunha:

Questão 56

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
A dor do cocho é não ter ração pro gado
 
A dor do gado é não achar capim no pasto
 
A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo
 
A dor do tempo é correr junto da morte
5
A dor da morte é não acabar com os nordestinos
 
A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas
 
E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo
 
e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.
 
Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,
10
que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.
 
Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi
 
A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre
 
A dor do chifre é não nascer em certa gente
 
A dor de gente é confiar demais nos outros
15
A dor dos outros é que nem todo mundo é besta
 
A dor da besta é não parir pra ter seu filho
 
A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.
 
Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,
 
e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira
20
em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.
 
Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.
(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)
Considerando o gênero textual, um dos recursos de composição presente na letra da canção é o emprego

Questão 57

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
A dor do cocho é não ter ração pro gado
 
A dor do gado é não achar capim no pasto
 
A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo
 
A dor do tempo é correr junto da morte
5
A dor da morte é não acabar com os nordestinos
 
A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas
 
E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo
 
e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.
 
Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,
10
que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.
 
Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi
 
A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre
 
A dor do chifre é não nascer em certa gente
 
A dor de gente é confiar demais nos outros
15
A dor dos outros é que nem todo mundo é besta
 
A dor da besta é não parir pra ter seu filho
 
A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.
 
Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,
 
e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira
20
em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.
 
Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.
(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)
Observe o trecho da canção: Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,/ e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira / em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste. / Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.

Nessa passagem, o autor vale-se de registros coloquiais, em conformidade com suas intenções comunicativas, em função do gênero textual utilizado. Isso se comprova com as expressões:

Questão 58

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
A dor do cocho é não ter ração pro gado
 
A dor do gado é não achar capim no pasto
 
A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo
 
A dor do tempo é correr junto da morte
5
A dor da morte é não acabar com os nordestinos
 
A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas
 
E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo
 
e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.
 
Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,
10
que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.
 
Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi
 
A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre
 
A dor do chifre é não nascer em certa gente
 
A dor de gente é confiar demais nos outros
15
A dor dos outros é que nem todo mundo é besta
 
A dor da besta é não parir pra ter seu filho
 
A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.
 
Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,
 
e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira
20
em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.
 
Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.
(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)
No verso – A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver. –, a conjunção “e” articula duas orações, encerrando entre elas sentido de

Questão 59

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1
Meus olhos apagados,
 
Vede a água cair.
 
Das beiras dos telhados,
 
Cair, sempre cair.
5
Das beiras dos telhados,
 
Cair, quase morrer...
 
Meus olhos apagados,
 
E cansados de ver.
 
Meus olhos, afogai-vos
10
Na vã tristeza ambiente.
 
Caí e derramai-vos
 
Como a água morrente.
(Camilo Pessanha, Clepsidra)
Levando em conta as informações textuais, é correto afirmar que está presente no poema

Questão 60

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1
Meus olhos apagados,
 
Vede a água cair.
 
Das beiras dos telhados,
 
Cair, sempre cair.
5
Das beiras dos telhados,
 
Cair, quase morrer...
 
Meus olhos apagados,
 
E cansados de ver.
 
Meus olhos, afogai-vos
10
Na vã tristeza ambiente.
 
Caí e derramai-vos
 
Como a água morrente.
(Camilo Pessanha, Clepsidra)
No verso – Na tristeza ambiente. –, o adjetivo em destaque significa

Questão 61

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1
Crime and violence have increased dramatically in Brazil in
 
recent decades, particularly in large urban areas, leading to more
 
intense public debate on causes and solutions. The right to life is
 
the most fundamental of all rights. Having security means living
5
without fearing the risk of violation of one’s life, liberty, physical
 
integrity or property. Security means not only to be free from
 
actual risks, but also to be able to enjoy the feeling of security.
 
In this respect, human rights are systematically undermined by
 
violence and insecurity.
10
UNESCO expects to play a primary role in supporting ac-
 
tions of social inclusion to help in the prevention of violence,
 
especially among young people. The attributes and resources to
 
be found in the heart of the Organization’s different areas will be
 
grouped around this objective.
15
Violence is seen as a violation of fundamental human rights,
 
as a threat to the respect for the principles of liberty and equa-
 
lity. An approach focused on the access to quality education, to
 
decent jobs, to cultural, sports and leisure activities, to digital
 
inclusion and the protection and promotion of human rights and
20
of the environment will be implemented as a response to the
 
challenge of preventing violence among youths. Such approach
 
should also help in creating real opportunities for young people
 
to improve their life conditions and develop their citizenship.
(www.unesco.org. Adaptado)
The text presents the idea that the rise in crime and violence menaces

Questão 62

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1
Crime and violence have increased dramatically in Brazil in
 
recent decades, particularly in large urban areas, leading to more
 
intense public debate on causes and solutions. The right to life is
 
the most fundamental of all rights. Having security means living
5
without fearing the risk of violation of one’s life, liberty, physical
 
integrity or property. Security means not only to be free from
 
actual risks, but also to be able to enjoy the feeling of security.
 
In this respect, human rights are systematically undermined by
 
violence and insecurity.
10
UNESCO expects to play a primary role in supporting ac-
 
tions of social inclusion to help in the prevention of violence,
 
especially among young people. The attributes and resources to
 
be found in the heart of the Organization’s different areas will be
 
grouped around this objective.
15
Violence is seen as a violation of fundamental human rights,
 
as a threat to the respect for the principles of liberty and equa-
 
lity. An approach focused on the access to quality education, to
 
decent jobs, to cultural, sports and leisure activities, to digital
 
inclusion and the protection and promotion of human rights and
20
of the environment will be implemented as a response to the
 
challenge of preventing violence among youths. Such approach
 
should also help in creating real opportunities for young people
 
to improve their life conditions and develop their citizenship.
(www.unesco.org. Adaptado)
According to the text, the approach aimed at preventing violence among young people should include

Questão 63

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Crime and violence have increased dramatically in Brazil in
 
recent decades, particularly in large urban areas, leading to more
 
intense public debate on causes and solutions. The right to life is
 
the most fundamental of all rights. Having security means living
5
without fearing the risk of violation of one’s life, liberty, physical
 
integrity or property. Security means not only to be free from
 
actual risks, but also to be able to enjoy the feeling of security.
 
In this respect, human rights are systematically undermined by
 
violence and insecurity.
10
UNESCO expects to play a primary role in supporting ac-
 
tions of social inclusion to help in the prevention of violence,
 
especially among young people. The attributes and resources to
 
be found in the heart of the Organization’s different areas will be
 
grouped around this objective.
15
Violence is seen as a violation of fundamental human rights,
 
as a threat to the respect for the principles of liberty and equa-
 
lity. An approach focused on the access to quality education, to
 
decent jobs, to cultural, sports and leisure activities, to digital
 
inclusion and the protection and promotion of human rights and
20
of the environment will be implemented as a response to the
 
challenge of preventing violence among youths. Such approach
 
should also help in creating real opportunities for young people
 
to improve their life conditions and develop their citizenship.
(www.unesco.org. Adaptado)
No trecho do primeiro parágrafo – Security means not only to be free from actual risks, but also to be able to enjoy the feeling of security. – a expressão not only …but also indica

Questão 64

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Crime and violence have increased dramatically in Brazil in
 
recent decades, particularly in large urban areas, leading to more
 
intense public debate on causes and solutions. The right to life is
 
the most fundamental of all rights. Having security means living
5
without fearing the risk of violation of one’s life, liberty, physical
 
integrity or property. Security means not only to be free from
 
actual risks, but also to be able to enjoy the feeling of security.
 
In this respect, human rights are systematically undermined by
 
violence and insecurity.
10
UNESCO expects to play a primary role in supporting ac-
 
tions of social inclusion to help in the prevention of violence,
 
especially among young people. The attributes and resources to
 
be found in the heart of the Organization’s different areas will be
 
grouped around this objective.
15
Violence is seen as a violation of fundamental human rights,
 
as a threat to the respect for the principles of liberty and equa-
 
lity. An approach focused on the access to quality education, to
 
decent jobs, to cultural, sports and leisure activities, to digital
 
inclusion and the protection and promotion of human rights and
20
of the environment will be implemented as a response to the
 
challenge of preventing violence among youths. Such approach
 
should also help in creating real opportunities for young people
 
to improve their life conditions and develop their citizenship.
(www.unesco.org. Adaptado)
No segundo parágrafo this objective refere-se, no texto,

Questão 65

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1
Organized crime was characterised by the United Nations,
 
in 1994, as: “group organization to commit crime; hierarchical
 
links or personal relationships which permit leaders to control
 
the group: violence, intimidation and corruption used to earn
5
profits or control territories or markets; laundering of illicit
 
proceeds both in furtherance of criminal activity and to infiltrate
 
the legitimate economy; the potential for expansion into any new
 
activities and beyond national borders; and cooperation with
 
other organized transnational criminal groups.
10
It is increasingly global. Although links between, for
 
example, mafia groups in Italy and the USA have existed for
 
decades, new and rapid means of communication have facilitated
 
the development of international networks. Some build on shared
 
linguistic or cultural ties, such as a network trafficking drugs
15
and human organs, which links criminal gangs in Mozambique,
 
Portugal, Brazil, Pakistan, Dubai and South Africa. Others bring
 
together much less likely groups, such as those trafficking arms,
 
drugs and people between South Africa, Nigeria, Pakistan and
 
Russia, or those linking the Russian mafia with Colombian
20
cocaine cartels or North American criminal gangs with the
 
Japanese Yakuza. Trafficked commodities may pass from group
 
to group along the supply chain; for instance heroin in Italy
 
has traditionally been produced in Afghanistan, transported by
 
Turks, distributed by Albanians, and sold by Italians.
25
Organized crime exploits profit opportunities wherever
 
they arise. Globalization of financial markets, with free
 
movement of goods and capital, has facilitated smuggling of
 
counterfeit goods (in part a reflection of the creation of global
 
brands), internet fraud, and money-laundering. On the other
30
hand, organized crime also takes advantage of the barriers to
 
free movement of people across national borders and the laws
 
against non-medicinal use of narcotics: accordingly it earns vast
 
profits in smuggling migrants and psychoactive drugs. Briquet
 
and Favarel have identified deregulation and the “rolling back
35
of the state” in some countries as creating lacunae that have
 
been occupied by profiteers. The political changes in Europe
 
in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often
 
involving former law enforcement officers. Failed states, such
 
as the Democratic Republic of Congo or Sierra Leone, have
40
provided further opportunities as criminal gangs smuggle arms
 
in and commodities out, for example diamonds, gold, and rare
 
earth metals, often generating violence against those involved
 
in the trade and in the surrounding communities. Finally, there
 
are a few states, such as the Democratic Republic of Korea and
45
Burma and Guinea-Bissau (once described as a narco-state)
 
where politicians have been alleged to have played an active role
 
in international crime.
 
Organized criminal gangs have strong incentives. Compared
 
with legitimate producers, they have lower costs of production
50
due to the ability to disregard quality and safety standards,
 
tax obligations, minimum wages or employee benefits. Once
 
established, they may threaten or use violence to eliminate
 
competitors, and can obtain favourable treatment by regulatory
 
authorities either through bribes or threats.
(www.globalizationandhealth.com. Adaptado)
De acordo com o texto, uma das características do crime organizado, segundo a ONU, é

Questão 66

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Organized crime was characterised by the United Nations,
 
in 1994, as: “group organization to commit crime; hierarchical
 
links or personal relationships which permit leaders to control
 
the group: violence, intimidation and corruption used to earn
5
profits or control territories or markets; laundering of illicit
 
proceeds both in furtherance of criminal activity and to infiltrate
 
the legitimate economy; the potential for expansion into any new
 
activities and beyond national borders; and cooperation with
 
other organized transnational criminal groups.
10
It is increasingly global. Although links between, for
 
example, mafia groups in Italy and the USA have existed for
 
decades, new and rapid means of communication have facilitated
 
the development of international networks. Some build on shared
 
linguistic or cultural ties, such as a network trafficking drugs
15
and human organs, which links criminal gangs in Mozambique,
 
Portugal, Brazil, Pakistan, Dubai and South Africa. Others bring
 
together much less likely groups, such as those trafficking arms,
 
drugs and people between South Africa, Nigeria, Pakistan and
 
Russia, or those linking the Russian mafia with Colombian
20
cocaine cartels or North American criminal gangs with the
 
Japanese Yakuza. Trafficked commodities may pass from group
 
to group along the supply chain; for instance heroin in Italy
 
has traditionally been produced in Afghanistan, transported by
 
Turks, distributed by Albanians, and sold by Italians.
25
Organized crime exploits profit opportunities wherever
 
they arise. Globalization of financial markets, with free
 
movement of goods and capital, has facilitated smuggling of
 
counterfeit goods (in part a reflection of the creation of global
 
brands), internet fraud, and money-laundering. On the other
30
hand, organized crime also takes advantage of the barriers to
 
free movement of people across national borders and the laws
 
against non-medicinal use of narcotics: accordingly it earns vast
 
profits in smuggling migrants and psychoactive drugs. Briquet
 
and Favarel have identified deregulation and the “rolling back
35
of the state” in some countries as creating lacunae that have
 
been occupied by profiteers. The political changes in Europe
 
in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often
 
involving former law enforcement officers. Failed states, such
 
as the Democratic Republic of Congo or Sierra Leone, have
40
provided further opportunities as criminal gangs smuggle arms
 
in and commodities out, for example diamonds, gold, and rare
 
earth metals, often generating violence against those involved
 
in the trade and in the surrounding communities. Finally, there
 
are a few states, such as the Democratic Republic of Korea and
45
Burma and Guinea-Bissau (once described as a narco-state)
 
where politicians have been alleged to have played an active role
 
in international crime.
 
Organized criminal gangs have strong incentives. Compared
 
with legitimate producers, they have lower costs of production
50
due to the ability to disregard quality and safety standards,
 
tax obligations, minimum wages or employee benefits. Once
 
established, they may threaten or use violence to eliminate
 
competitors, and can obtain favourable treatment by regulatory
 
authorities either through bribes or threats.
(www.globalizationandhealth.com. Adaptado)
No trecho do segundo parágrafo – those linking the Russian mafia with Columbian cocaine cartels or North American criminal gangs with the Japanese Yakuza. – a palavra those refere-se, no texto, a

Questão 67

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Aquilo que a tradição jurídica europeia continental
 
chama de Estado de direito é, com apenas pequenas
 
distinções, basicamente o que a tradição jurídica
 
anglo-saxônica chama de rule of law (domínio da lei), ou
5
seja, a garantia de proibição do exercício arbitrário do poder,
 
a exigência de normas públicas claras e consistentes e a
 
existência de tribunais acessíveis e estruturados para ouvir e
 
determinar as diversas reivindicações legais. Contudo, ao
 
contrário do que ocorre com a expressão Estado de direito, o
10
termo rule of law não apresenta qualquer indício de
 
contradição ou de redundância, pois o que ele evoca é
 
claramente uma limitação ao exercício do poder político, ou
 
seja, a eliminação do arbítrio no exercício dos poderes
 
públicos com a consequente garantia de direitos dos
15
indivíduos perante esses poderes.
 
A tradição anglo-saxônica do rule of law não atribui
 
uma dimensão meramente formal à ideia de Estado de
 
direito, incluindo também uma dimensão substancial. Com
 
efeito, a rule of law não apenas submete o exercício do
20
poder ao direito, concebendo diversos mecanismos de
 
controle dos atos governamentais, mas também concede aos
 
indivíduos direitos inalienáveis anteriores à própria ordem
 
estatal. Nesse sentido, é importante ressaltar que o princípio
 
do devido processo legal relaciona-se à ideia de que os
25
indivíduos, além de serem tratados segundo aquilo que a lei
 
lhes reserva ou atribui (igualdade perante a lei), devem
 
fundamentalmente ser tratados segundo procedimentos
 
justos e equitativos.
 
Nos países que pertencem à tradição do civil law, ao
30
contrário, a noção de Estado de direito foi concebida
 
inicialmente em uma dimensão meramente formal,
 
confundindo-se com o próprio princípio da legalidade, que
 
estabelece que todos os atos emanados dos órgãos do
 
Estado devem estar habilitados juridicamente, isto é, devem
35
estar fundados e motivados em uma hierarquia de normas
 
públicas, claras, abstratas e gerais.
 
Essa submissão do poder estatal à hierarquia das
 
normas sofreu uma inflexão com o advento do chamado
 
Estado de bem-estar social. Esse novo modelo, oriundo das
40
revoluções sociais do século XX, passou a atribuir novas
 
responsabilidades à ordem estatal, principalmente a de
 
assumir o desenvolvimento econômico e social, criando
 
mecanismos de proteção contra os efeitos colaterais da
 
economia de mercado.
45
Nos últimos anos, a tradição continental passou a
 
incorporar a dimensão substancial da rule of law, incluindo
 
dispositivos de garantia dos direitos fundamentais. Essa
 
nova modalidade de Estado de direito vem recebendo o
 
nome de Estado constitucional. A principal distinção entre o
50
Estado constitucional e as antigas noções de Estado de
 
direito encontra-se no fato de que o primeiro não se limita
 
aos aspectos formais da legalidade do exercício do poder,
 
mas inclui normas substanciais expressas nos chamados
 
princípios constitucionais e nas normas relativas aos direitos
55
fundamentais.
 
Eduardo R. Rabenhorst. Democracia e direitos fundamentais. Em torno da noção de estado de direito. Internet: www.dhnet.org.br (com adaptações).
Em relação a aspectos morfossintáticos e semânticos do texto, assinale a alternativa correta.

Questão 68

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
Organized crime was characterised by the United Nations,
 
in 1994, as: “group organization to commit crime; hierarchical
 
links or personal relationships which permit leaders to control
 
the group: violence, intimidation and corruption used to earn
5
profits or control territories or markets; laundering of illicit
 
proceeds both in furtherance of criminal activity and to infiltrate
 
the legitimate economy; the potential for expansion into any new
 
activities and beyond national borders; and cooperation with
 
other organized transnational criminal groups.
10
It is increasingly global. Although links between, for
 
example, mafia groups in Italy and the USA have existed for
 
decades, new and rapid means of communication have facilitated
 
the development of international networks. Some build on shared
 
linguistic or cultural ties, such as a network trafficking drugs
15
and human organs, which links criminal gangs in Mozambique,
 
Portugal, Brazil, Pakistan, Dubai and South Africa. Others bring
 
together much less likely groups, such as those trafficking arms,
 
drugs and people between South Africa, Nigeria, Pakistan and
 
Russia, or those linking the Russian mafia with Colombian
20
cocaine cartels or North American criminal gangs with the
 
Japanese Yakuza. Trafficked commodities may pass from group
 
to group along the supply chain; for instance heroin in Italy
 
has traditionally been produced in Afghanistan, transported by
 
Turks, distributed by Albanians, and sold by Italians.
25
Organized crime exploits profit opportunities wherever
 
they arise. Globalization of financial markets, with free
 
movement of goods and capital, has facilitated smuggling of
 
counterfeit goods (in part a reflection of the creation of global
 
brands), internet fraud, and money-laundering. On the other
30
hand, organized crime also takes advantage of the barriers to
 
free movement of people across national borders and the laws
 
against non-medicinal use of narcotics: accordingly it earns vast
 
profits in smuggling migrants and psychoactive drugs. Briquet
 
and Favarel have identified deregulation and the “rolling back
35
of the state” in some countries as creating lacunae that have
 
been occupied by profiteers. The political changes in Europe
 
in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often
 
involving former law enforcement officers. Failed states, such
 
as the Democratic Republic of Congo or Sierra Leone, have
40
provided further opportunities as criminal gangs smuggle arms
 
in and commodities out, for example diamonds, gold, and rare
 
earth metals, often generating violence against those involved
 
in the trade and in the surrounding communities. Finally, there
 
are a few states, such as the Democratic Republic of Korea and
45
Burma and Guinea-Bissau (once described as a narco-state)
 
where politicians have been alleged to have played an active role
 
in international crime.
 
Organized criminal gangs have strong incentives. Compared
 
with legitimate producers, they have lower costs of production
50
due to the ability to disregard quality and safety standards,
 
tax obligations, minimum wages or employee benefits. Once
 
established, they may threaten or use violence to eliminate
 
competitors, and can obtain favourable treatment by regulatory
 
authorities either through bribes or threats.
(www.globalizationandhealth.com. Adaptado)
No trecho do terceiro parágrafo – The political changes in Europe in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often involving former law enforcement officers. – a palavra fuelled equivale, em português, a

Questão 69

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1
Organized crime was characterised by the United Nations,
 
in 1994, as: “group organization to commit crime; hierarchical
 
links or personal relationships which permit leaders to control
 
the group: violence, intimidation and corruption used to earn
5
profits or control territories or markets; laundering of illicit
 
proceeds both in furtherance of criminal activity and to infiltrate
 
the legitimate economy; the potential for expansion into any new
 
activities and beyond national borders; and cooperation with
 
other organized transnational criminal groups.
10
It is increasingly global. Although links between, for
 
example, mafia groups in Italy and the USA have existed for
 
decades, new and rapid means of communication have facilitated
 
the development of international networks. Some build on shared
 
linguistic or cultural ties, such as a network trafficking drugs
15
and human organs, which links criminal gangs in Mozambique,
 
Portugal, Brazil, Pakistan, Dubai and South Africa. Others bring
 
together much less likely groups, such as those trafficking arms,
 
drugs and people between South Africa, Nigeria, Pakistan and
 
Russia, or those linking the Russian mafia with Colombian
20
cocaine cartels or North American criminal gangs with the
 
Japanese Yakuza. Trafficked commodities may pass from group
 
to group along the supply chain; for instance heroin in Italy
 
has traditionally been produced in Afghanistan, transported by
 
Turks, distributed by Albanians, and sold by Italians.
25
Organized crime exploits profit opportunities wherever
 
they arise. Globalization of financial markets, with free
 
movement of goods and capital, has facilitated smuggling of
 
counterfeit goods (in part a reflection of the creation of global
 
brands), internet fraud, and money-laundering. On the other
30
hand, organized crime also takes advantage of the barriers to
 
free movement of people across national borders and the laws
 
against non-medicinal use of narcotics: accordingly it earns vast
 
profits in smuggling migrants and psychoactive drugs. Briquet
 
and Favarel have identified deregulation and the “rolling back
35
of the state” in some countries as creating lacunae that have
 
been occupied by profiteers. The political changes in Europe
 
in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often
 
involving former law enforcement officers. Failed states, such
 
as the Democratic Republic of Congo or Sierra Leone, have
40
provided further opportunities as criminal gangs smuggle arms
 
in and commodities out, for example diamonds, gold, and rare
 
earth metals, often generating violence against those involved
 
in the trade and in the surrounding communities. Finally, there
 
are a few states, such as the Democratic Republic of Korea and
45
Burma and Guinea-Bissau (once described as a narco-state)
 
where politicians have been alleged to have played an active role
 
in international crime.
 
Organized criminal gangs have strong incentives. Compared
 
with legitimate producers, they have lower costs of production
50
due to the ability to disregard quality and safety standards,
 
tax obligations, minimum wages or employee benefits. Once
 
established, they may threaten or use violence to eliminate
 
competitors, and can obtain favourable treatment by regulatory
 
authorities either through bribes or threats.
(www.globalizationandhealth.com. Adaptado)
Segundo o texto, um dos fatores que incentiva o crime organizado é o

Questão 70

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1
Organized crime was characterised by the United Nations,
 
in 1994, as: “group organization to commit crime; hierarchical
 
links or personal relationships which permit leaders to control
 
the group: violence, intimidation and corruption used to earn
5
profits or control territories or markets; laundering of illicit
 
proceeds both in furtherance of criminal activity and to infiltrate
 
the legitimate economy; the potential for expansion into any new
 
activities and beyond national borders; and cooperation with
 
other organized transnational criminal groups.
10
It is increasingly global. Although links between, for
 
example, mafia groups in Italy and the USA have existed for
 
decades, new and rapid means of communication have facilitated
 
the development of international networks. Some build on shared
 
linguistic or cultural ties, such as a network trafficking drugs
15
and human organs, which links criminal gangs in Mozambique,
 
Portugal, Brazil, Pakistan, Dubai and South Africa. Others bring
 
together much less likely groups, such as those trafficking arms,
 
drugs and people between South Africa, Nigeria, Pakistan and
 
Russia, or those linking the Russian mafia with Colombian
20
cocaine cartels or North American criminal gangs with the
 
Japanese Yakuza. Trafficked commodities may pass from group
 
to group along the supply chain; for instance heroin in Italy
 
has traditionally been produced in Afghanistan, transported by
 
Turks, distributed by Albanians, and sold by Italians.
25
Organized crime exploits profit opportunities wherever
 
they arise. Globalization of financial markets, with free
 
movement of goods and capital, has facilitated smuggling of
 
counterfeit goods (in part a reflection of the creation of global
 
brands), internet fraud, and money-laundering. On the other
30
hand, organized crime also takes advantage of the barriers to
 
free movement of people across national borders and the laws
 
against non-medicinal use of narcotics: accordingly it earns vast
 
profits in smuggling migrants and psychoactive drugs. Briquet
 
and Favarel have identified deregulation and the “rolling back
35
of the state” in some countries as creating lacunae that have
 
been occupied by profiteers. The political changes in Europe
 
in the late 1980s fuelled the growth in criminal networks, often
 
involving former law enforcement officers. Failed states, such
 
as the Democratic Republic of Congo or Sierra Leone, have
40
provided further opportunities as criminal gangs smuggle arms
 
in and commodities out, for example diamonds, gold, and rare
 
earth metals, often generating violence against those involved
 
in the trade and in the surrounding communities. Finally, there
 
are a few states, such as the Democratic Republic of Korea and
45
Burma and Guinea-Bissau (once described as a narco-state)
 
where politicians have been alleged to have played an active role
 
in international crime.
 
Organized criminal gangs have strong incentives. Compared
 
with legitimate producers, they have lower costs of production
50
due to the ability to disregard quality and safety standards,
 
tax obligations, minimum wages or employee benefits. Once
 
established, they may threaten or use violence to eliminate
 
competitors, and can obtain favourable treatment by regulatory
 
authorities either through bribes or threats.
(www.globalizationandhealth.com. Adaptado)
According to the text, the country where politicians have been accused of supposed participation in international crime is

Questão 71

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
De acordo com a manchete do texto, el reto de la doble incorporación consiste em

Questão 72

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
De acuerdo con el primer párrafo del texto,

Questão 73

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
De acordo com o segundo parágrafo do texto, as empresas

Questão 74

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
De acordo com o texto, estabelecem uma relação de sinonímia os termos

Questão 75

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
Según el texto, los riesgos “impredecibles” (2do. párrafo) son riesgos

Questão 76

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
Os quiebres de ingreso, citados no segundo parágrafo do texto, significam

Questão 77

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna numerada no terceiro parágrafo do texto.

Questão 78

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
De acordo com o texto, esta falta de servicios incrementa también las brechas de género. Considerando-se que uma das definições de género é “conjunto de seres que têm uma ou várias características comuns”, deduz-se que o tema central do terceiro parágrafo é a diferença entre

Questão 79

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1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
35
la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
40
los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
No último parágrafo do texto, uma das indagações – ¿Se han promovido los derechos laborales y la negociación colectiva? – poderia ser corretamente substituída por

Questão 80

Polícia Militar/SP 2013 - VUNESP - Oficial
1
En economías de mercado, cualquier esfuerzo por superar
 
la desigualdad de manera sostenible requiere mejorar la
 
participación de las personas en el mercado laboral. Ello supone
 
que exista un número suficiente de trabajos formales, tanto
5
públicos como privados, con protección social y una adecuada
 
remuneración. A esta forma ideal de participación en el mercado
 
laboral la llamamos incorporación de mercado.
 
La incorporación de mercado es, sin embargo, condición
 
insuficiente para reducir la desigualdad. Primero, la expansión
10
rápida de trabajo formal puede ocurrir junto a un crecimiento
 
aún más rápido de las ganancias de las empresas y de los
 
salarios de quienes tienen mayores cualificaciones, con lo cual
 
la desigualdad aumenta. Segundo, la dependencia exclusiva
 
del sueldo para hacer frente a todos los problemas expone a
15
las personas a riesgos impredecibles (como los accidentes y
 
las enfermedades) y a riesgos difíciles de afrontar de manera
 
individual (como el envejecimiento y la discapacidad). Ello
 
conduce a quiebres de ingreso y al deterioro de la calidad de
 
vida de amplios sectores de la población, tanto pobres como no.
20
Las mujeres, particularmente las de menores ingresos,
 
son quienes se ven particularmente afectadas por la ausencia
 
de adecuados servicios sociales. El trabajo no remunerado
 
femenino compensa la falta de estos servicios, inhibiendo la
 
participación de las mujeres 67 mundo del trabajo formal o
25
forzando interrupciones recurrentes, lo cual a su vez acentúa
 
las desigualdades socioeconómicas y de género. Esta falta de
 
servicios incrementa también las brechas de género entre
 
trabajadoras altamente calificadas pero subutilizadas.
 
¿Cuánto han avanzado durante la última década los países
30
en materia de doble incorporación? ¿Se han promovido
 
los derechos laborales y la negociación colectiva? Y en
 
términos de incorporación social, ¿ha aumentado la inversión
 
por habitante? Nuestro análisis del período 2000-2010 en
 
cinco países sudamericanos muestra claramente mejoras en
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la incorporación social y de mercado. En los cinco países el
 
empleo formal aumentó y la cobertura de los programas sociales
 
se expandió. Más aún, estos países fueron capaces de proteger
 
el trabajo formal y la inversión social de una de las crisis más
 
graves del último siglo, ocurrida entre el 2008 y el 2012. De
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los cinco países, Brasil y Uruguay mostraron los mayores
 
cambios en términos de incorporación social y de mercado,
 
simultáneamente. Los restantes tres países, Bolivia, Chile y
 
Perú, en cambio, avanzaron más en materia de incorporación
 
social que de mercado.
(Extraído de http://www.vocesenelfenix.com, mayo de 2013. Adaptado)
Segundo o último parágrafo do texto, dos cinco países analisados,

Questão 81

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Um pintor preparou duas latas com misturas das tintas azul e branca. Uma das misturas continha partes iguais da tinta azul e da tinta branca. Na outra mistura, a quantidade da tinta branca era igual ao triplo da quantidade da tinta azul. Insatisfeito com o resultado, coletou quantidades iguais de cada mistura já preparada e despejou-as totalmente em outra lata, inicialmente vazia, formando uma 3.ª mistura, que foi aprovada. A composição da 3.ª mistura é formada por

Questão 82

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Os números de cadetes em cada uma das 7 filas em que foram posicionados para uma atividade física constituem uma PA crescente de 7 termos, na qual a soma dos dois primeiros é 19 e a soma dos dois últimos é 49. A soma do número de cadetes das outras três filas é igual a

Questão 83

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Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros compostos, um investidor fez uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$ 38.400,00. Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros considerada nessa simulação foi de

Questão 84

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Os dados ordenados a seguir referem-se ao tempo (em minutos) decorrido entre o recebimento da chamada pelo Centro de Operações da Polícia Militar e a chegada dos policiais ao local da ocorrência, em 12 casos monitorados:

Sabendo que o tempo médio foi de 21,75 minutos e o tempo mediano foi de 22 minutos, pode-se afirmar corretamente que os valores de p e de q são, respectivamente,

Questão 85

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Na figura, tem-se o gráfico de uma parábola.

Os vértices do triângulo AVB estão sobre a parábola, sendo que os vértices A e B estão sobre o eixo das abscissas e o vértice V é o ponto máximo da parábola. A área do triângulo AVB, cujas medidas dos lados estão em centímetros, é, em centímetros quadrados, igual a

Questão 86

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Um cubo de madeira maciça, de aresta igual a 10 cm, recebeu um corte que dividiu-o em dois prismas triangulares congruentes, conforme mostrado nas figuras.

A área da superfície do corte, de forma retangular, é, em centímetros quadrados, igual a

Questão 87

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São Paulo é uma cidade com inúmeros eventos que atraem muitos visitantes estrangeiros. Visando qualificar o atendimento a esses visitantes, a Polícia Militar do Estado de São Paulo promove cursos de aperfeiçoamento em idiomas para membros da corporação. A tabela mostra a distribuição de integrantes de quatro cursos em relação ao sexo:

Sorteando-se dois nomes desse grupo, com reposição, a probabilidade de que ambos sejam de pessoas do mesmo sexo é de

Questão 88

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Uma garrafa de vidro tem a forma de dois cilindros sobrepostos, ambos com 8 cm de altura e bases com raios R e r, conforme

O volume da água, quando seu nível atinge 6 cm de altura, é igual a 96 π cm³. Quando totalmente cheio, o volume da água é igual a 178 π cm³. Desse modo, é correto afirmar que R e r medem, em centímetros, respectivamente,

Questão 89

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As retas das equações x +2 y – 4 = 0, 2x + y + 7 = 0 e x + y + k = 0 concorrem em P. O valor de k na equação x + y + k = 0 é

Questão 90

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Em um determinado momento, duas viaturas da PM encontram-se estacionadas nos pontos A e B separados por uma distância de 12 km em linha reta. Acionadas via rádio, ambas partem simultaneamente e se deslocam na direção do ponto C, seguindo o trajeto mostrado na figura.

Admita que, nesses trajetos, as velocidades médias desenvolvidas pelas viaturas que estavam nos pontos A e B tenham sido de 60 km/h e 50 km/h, respectivamente. Nesse caso, pode-se afirmar que o intervalo de tempo, em minutos, decorrido entre os momentos de chegada de ambas no ponto C foi, aproximadamente,

Dado: 2√ = 1.41



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