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Professor de Educação Infantil
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Pref. Piracicaba/SP 2020

Professor de Ensino Fundamental

Questão 1

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1


 
(Beck, Alexandre. Armandinho Zero. 1a Ed. Florianópolis,
 
SC: A. C. Beck, 2013)
No contexto da tira, o efeito de sentido é construído a partir da possibilidade de atribuição de mais de um signi­ ficado à seguinte expressão:

Questão 2

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1


 
(Beck, Alexandre. Armandinho Zero. 1a Ed. Florianópolis,
 
SC: A. C. Beck, 2013)
A reescrita das frases do primeiro quadrinho em um único período permanece com o sentido do texto original pre­ servado na seguinte redação:

Questão 3

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”,
 
deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando
 
a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo.
 
Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Só se
5
você souber previamente o que significam. Um absurdo de
 
siglas circula hoje alegremente pela língua – nem sempre
 
identificadas entre parênteses –, o que nos obriga a piruetas
 
mentais para saber qual é o quê. Como é impossível saber
 
todas, a sigla é a língua estrangulada.
10
(Ruy Castro. A língua estrangulada. Folha de S.Paulo, 22.03.2019.
 
Adaptado)
Para o autor,

Questão 4

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 5

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”,
 
deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando
 
a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo.
 
Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Só se
5
você souber previamente o que significam. Um absurdo de
 
siglas circula hoje alegremente pela língua – nem sempre
 
identificadas entre parênteses –, o que nos obriga a piruetas
 
mentais para saber qual é o quê. Como é impossível saber
 
todas, a sigla é a língua estrangulada.
10
(Ruy Castro. A língua estrangulada. Folha de S.Paulo, 22.03.2019.
 
Adaptado)
1
A falta de identificação e o emprego fora de contexto torna
 
difícil a apreensão pelo leitor do significado de muitas siglas,
 
razão pela qual devem ser usadas de forma criteriosa.
Para que a redação possa atender à norma-padrão de concordância, o seguinte termo deve necessariamente ser flexionado para o plural, conforme indicado:

Questão 6

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”,
 
deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando
 
a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo.
 
Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Só se
5
você souber previamente o que significam. Um absurdo de
 
siglas circula hoje alegremente pela língua – nem sempre
 
identificadas entre parênteses –, o que nos obriga a piruetas
 
mentais para saber qual é o quê. Como é impossível saber
 
todas, a sigla é a língua estrangulada.
10
(Ruy Castro. A língua estrangulada. Folha de S.Paulo, 22.03.2019.
 
Adaptado)
1
A falta de identificação e o emprego fora de contexto torna
 
difícil a apreensão pelo leitor do significado de muitas siglas,
 
razão pela qual devem ser usadas de forma criteriosa.
Em conformidade com a norma­-padrão de pontuação, a seguinte expressão da passagem pode ser colocada entre duas vírgulas:

Questão 7

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
 
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem
 
alunos com deficiência.
 
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção
5
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu
 
o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir pre­visões
 
negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das
 
dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes
 
no tecido social.
10
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente
 
qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciên­cias;
 
o que dizer então de alunos com gama tão variada de
 
dificuldades.
 
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como
15
o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado
 
criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e
 
intelectuais.
 
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto,
 
para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados
20
(59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam
 
aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
 
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de
 
contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento,
 
para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O
25
censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categoriza­dos.
 
Embora tenha triplicado o número de professores com
 
alguma formação em educação especial inclusiva, contam­-se
 
não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe
 
que possa haver um especialista em cada sala de aula.
30
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma
 
estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos.
 
Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber
 
o aluno e sua família para definir as atividades e de auxiliar
 
os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
35
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete
 
ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
 
Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais
 
os estudantes com deficiência - que não se confunde com incapacidade,
 
como felizmente já vamos aprendendo.
40
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 16.10.2019.Adaptado)
De acordo com o editorial, a inclusão de estudantes com deficiência

Questão 8

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 9

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 10

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
 
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem
 
alunos com deficiência.
 
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção
5
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu
 
o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir pre­visões
 
negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das
 
dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes
 
no tecido social.
10
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente
 
qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciên­cias;
 
o que dizer então de alunos com gama tão variada de
 
dificuldades.
 
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como
15
o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado
 
criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e
 
intelectuais.
 
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto,
 
para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados
20
(59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam
 
aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
 
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de
 
contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento,
 
para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O
25
censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categoriza­dos.
 
Embora tenha triplicado o número de professores com
 
alguma formação em educação especial inclusiva, contam­-se
 
não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe
 
que possa haver um especialista em cada sala de aula.
30
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma
 
estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos.
 
Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber
 
o aluno e sua família para definir as atividades e de auxiliar
 
os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
35
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete
 
ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
 
Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais
 
os estudantes com deficiência - que não se confunde com incapacidade,
 
como felizmente já vamos aprendendo.
40
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 16.10.2019.Adaptado)
Considere as seguintes frases do texto:

É alvissareira a constatação de que 86% dos brasilei­ros concordam que há melhora...
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o enfrentado por cadeirantes...
• Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar com pessoal capacitado...

São sinônimos adequados ao contexto para as palavas destacadas, respectivamente:

Questão 11

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 12

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
 
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem
 
alunos com deficiência.
 
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção
5
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu
 
o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir pre­visões
 
negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das
 
dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes
 
no tecido social.
10
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente
 
qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciên­cias;
 
o que dizer então de alunos com gama tão variada de
 
dificuldades.
 
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como
15
o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado
 
criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e
 
intelectuais.
 
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto,
 
para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados
20
(59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam
 
aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
 
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de
 
contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento,
 
para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O
25
censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categoriza­dos.
 
Embora tenha triplicado o número de professores com
 
alguma formação em educação especial inclusiva, contam­-se
 
não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe
 
que possa haver um especialista em cada sala de aula.
30
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma
 
estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos.
 
Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber
 
o aluno e sua família para definir as atividades e de auxiliar
 
os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
35
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete
 
ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
 
Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais
 
os estudantes com deficiência - que não se confunde com incapacidade,
 
como felizmente já vamos aprendendo.
40
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 16.10.2019.Adaptado)
Os termos destacados na frase “A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até para o mais básico...” expressam, respectivamente, circuns­tância de

Questão 13

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 14

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
 
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem
 
alunos com deficiência.
 
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção
5
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu
 
o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir pre­visões
 
negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das
 
dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes
 
no tecido social.
10
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente
 
qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciên­cias;
 
o que dizer então de alunos com gama tão variada de
 
dificuldades.
 
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como
15
o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado
 
criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e
 
intelectuais.
 
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto,
 
para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados
20
(59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam
 
aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
 
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de
 
contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento,
 
para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O
25
censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categoriza­dos.
 
Embora tenha triplicado o número de professores com
 
alguma formação em educação especial inclusiva, contam­-se
 
não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe
 
que possa haver um especialista em cada sala de aula.
30
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma
 
estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos.
 
Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber
 
o aluno e sua família para definir as atividades e de auxiliar
 
os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
35
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete
 
ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
 
Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais
 
os estudantes com deficiência - que não se confunde com incapacidade,
 
como felizmente já vamos aprendendo.
40
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 16.10.2019.Adaptado)
A mesma relação de sentido presente entre os termos destacados nas frases “... 86% dos brasileiros concordam que há melhora nas escolas...” / “A maioria dos entrevistados (59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam aprender só...” também está presente entre os termos:

Questão 15

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
 
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem
 
alunos com deficiência.
 
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção
5
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu
 
o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir pre­visões
 
negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das
 
dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes
 
no tecido social.
10
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente
 
qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciên­cias;
 
o que dizer então de alunos com gama tão variada de
 
dificuldades.
 
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como
15
o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado
 
criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e
 
intelectuais.
 
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto,
 
para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados
20
(59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam
 
aprender só na companhia de colegas na mesma condição.
 
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de
 
contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento,
 
para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O
25
censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categoriza­dos.
 
Embora tenha triplicado o número de professores com
 
alguma formação em educação especial inclusiva, contam­-se
 
não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe
 
que possa haver um especialista em cada sala de aula.
30
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma
 
estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos.
 
Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber
 
o aluno e sua família para definir as atividades e de auxiliar
 
os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
35
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete
 
ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
 
Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais
 
os estudantes com deficiência - que não se confunde com incapacidade,
 
como felizmente já vamos aprendendo.
40
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 16.10.2019.Adaptado)
Na passagem do texto “Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno e sua famí­lia para definir atividades e de auxiliar os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.”, a seguinte expressão exprime noção de finalidade:

Questão 16

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 17

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Do número total de candidatos inscritos em um processo seletivo, apenas 30 não compareceram para a realização da prova. Se o número de candidatos que fizeram a pro­va representa 88% do total de inscritos, então o número de candidatos que realizaram essa prova é

Questão 18

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 19

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Após a correção de uma prova, uma professora constatou que 26 alunos da classe tinham obtido boas notas, e que os 14 alunos restantes tinham obtido notas ruins. Sabe­-se que, nessa prova, a média das notas dos alunos que obti­veram boas notas foi 7,5, e a média das notas dos alunos que obtiveram notas ruins foi 4,5. A média aritmética das notas de todos os alunos dessa classe foi igual a

Questão 20

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
O retângulo ABCD foi dividido em 3 regiões, conforme mostra a figura.



A medida do ângulo indicado por α no quadrilátero AECF é

Questão 21

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 22

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 23

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Considere um recipiente com a forma de paralelepípedo reto retângulo e com dimensões, em centímetros, indica­das na figura.



Se colocarmos 576 cm³ de um líquido nesse recipien­te, inicialmente vazio, a quarta parte da sua capacidade total não será preenchida. Nessas condições, é correto afirmar que a medida da altura desse recipiente, indica­da por h na figura, é

Questão 24

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Um lote de um mesmo livro será impresso em uma grá­fica que possui várias máquinas impressoras iguais, de mesmo rendimento. Pelos cálculos efetuados, 6 dessas máquinas, trabalhando simultaneamente durante todo o expediente diário, poderão imprimir todo o lote em 12 dias. Entretanto, para imprimir todo o lote em 8 dias, nas mesmas condições operacionais, será necessário utilizar, das mesmas máquinas, mais

Questão 25

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Dois painéis, P e Q, ambos retangulares, têm as respectivas medidas dos lados indicadas, em centímetros, nas figuras.



Se o perímetro do painel P é 420 cm, então a área do painel Q é igual a

Questão 26

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 27

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 28

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
No geral, compreende-­se o currículo como um modo de seleção da cultura produzida pela sociedade, para a for­mação dos alunos; é tudo o que se espera seja apren­dido e ensinado na escola. Segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2003), quando se tem aquele currículo que, de fato, acontece na sala de aula, em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino, está se refe­rindo ao currículo

Questão 29

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 30

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Para Lerner (2002), uma das formas para conciliar as ne­cessidades inerentes à instituição escolar com o propó­sito educativo de formar leitores e escritores, o possível é gerar condições didáticas que permitam por em cena uma versão escolar da leitura e da escrita mais próxima da versão social dessas práticas. Para tal, a autora suge­re, como uma das possibilidades,

Questão 31

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 32

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 33

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 34

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
Telma Weisz, ao analisar a relação entre a disponibilidade da informação externa e a possibilidade de construção interna pela criança, afirma que quando os meninos jo­gam juntos, há um determinado momento, precioso no processo de cada criança, em que aquilo que seu colega ao lado está fazendo, e que é reconhecido como mais avançado, se torna observável para ela. Para a autora, quando a criança percebe tal situação, é porque

Questão 35

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 36

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina
 
da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os
 
filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo
 
carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua
5
vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a
 
escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as
 
camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar
 
o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
 
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe
10
dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe
 
dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe dessem
 
páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe
 
deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e
 
muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas
15
e pensando no que deveria pensar. E foi assim que concluiu
 
que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se
 
manter ocupada todas as horas do dia, e que a única atividade
 
caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o
 
dom de ser quase infinita em suas demandas diárias: a
20
culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os
 
pés em um laboratório e não ousaria escrever versos, mas essa
 
mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um
 
certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as manhãs,
 
depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido
25
e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia Palmira.
 
Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.
 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).
Infere-se do CG4A1-I que a personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque

Questão 37

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 38

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 39

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres

Questão 40

Pref. Piracicaba/SP 2020 - VUNESP - Professor de Ensino Fundamental
1
Na década de cinquenta, cresceu a participação
 
feminina no mercado de trabalho, especialmente no setor de
 
serviços de consumo coletivo, em escritórios, no comércio ou
 
em serviços públicos. Surgiram então mais oportunidades de
5
emprego em profissões como as de enfermeira, professora,
 
funcionária burocrática, médica, assistente social, vendedora,
 
as quais exigiam das mulheres certa qualificação e, em
 
contrapartida, tornavam-nas profissionais remuneradas. Essa
 
tendência demandou maior escolaridade feminina e provocou,
10
sem dúvida, mudanças no status social das mulheres.
 
Entretanto, eram nítidos os preconceitos que cercavam o
 
trabalho feminino nessa época. Como as mulheres ainda eram
 
vistas prioritariamente como donas de casa e mães, a ideia da
 
incompatibilidade entre casamento e vida profissional tinha
15
grande força no imaginário social. Um dos principais
 
argumentos dos que viam com ressalvas o trabalho feminino
 
era o de que, trabalhando, a mulher deixaria de lado seus
 
afazeres domésticos e suas atenções e cuidados para com o
 
marido: ameaças não só à organização doméstica como
20
também à estabilidade do matrimônio.
 
Carla Bassanezi. Mulheres dos anos dourados. In: História das mulheres
 
no Brasil. 8.ª ed. São Paulo: Con
Infere-se do CG4A1-II que, na década de cinquenta, as mulheres



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