Questões de Concursos de História

Questões sobre História do Brasil

Questão 1
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Na década de 1870, o município de Ribeirão Preto passou a integrar a frente de expansão cafeeira.
(Luciana Suarez Lopes. Ribeirão Preto – a dinâmica da economia cafeeira de 1870 a 1930, p. 103)

Sobre a produção cafeeira em Ribeirão Preto, segundo Luciana Suarez Lopes, é correto afirmar que

Questão 2
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Como em variados espaços sociais, o espaço do futebol, o “nobre esporte bretão”, também foi, até a década de 1960, um espaço de restrição aos negros. Nas primeiras décadas do século era destinado apenas aos membros das famílias ricas brancas, sendo vedado aos negros. Após a década de 1960, estas restrições ficaram mais dissimuladas, entretanto ainda se efetuavam formas de barragem a negros no futebol.
(Sérgio Luiz de Souza. O patrimônio histórico afro-brasileiro na Ribeirão Preto do século XX, p. 12)

Diante dessa condição, a população negra de Ribeirão Preto

Questão 3
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Leia o fragmento publicado em Paris, em 1911, na transição da gestão do Prefeito Veiga Miranda para o Prefeito Macedo Bittencourt, que ficou nove anos no cargo.

Cortada de bellas ruas, e largas avenidas, calçadas e betumadas, bordadas de construcções particulares e estabelecimentos de commercio, fortemente iluminada a electricidade e com abundante serviço de agua potavel, Ribeirão Preto é um grande centro urbano, beneficiando de todo o confortavel material da vida e de todos os praseres da civilisação moderna (...) D’entre as construcções officiaes se destacam a Camara Municipal, o mercado público, a bibliotheca, o admiravel grupo escolar que se impoem pela sua bellesa architectural e o moderno hospital de isolamento que com outros postos do serviço de hygiene attestam as previdentes disposições officiaes pela salubridade publica.
(Apud Rodrigo Santos de Faria. Ribeirão Preto, uma cidade em construção, p.134)

A matéria, presente na revista Brazil Magazine, apresenta Ribeirão Preto

Questão 4
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História






A partir dos dados apresentados, é correto afirmar que

Questão 5
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
O primeiro esquema de valorização teve de ser posto em prática pelos estados cafeicultores – liderados por São Paulo – sem o apoio do governo federal. Diante da relutância deste último, os governos estaduais – aos quais a descentralização republicana concedera o poder constitucional exclusivo de criar impostos às exportações – apelaram diretamente para o crédito internacional e puseram em marcha o projeto. Essa decisão lhes valeu a vitória sobre os grupos opositores. O governo federal teve finalmente que chamar a si a responsabilidade maior na execução da tarefa. O êxito financeiro da experiência veio consolidar a vitória dos cafeicultores, que reforçaram o seu poder e por mais um quarto de século – isto é, até 1930 – lograram submeter o governo central aos objetivos da sua política econômica.
O plano de defesa elaborado pelos cafeicultores fora bem concebido. Sem embargo, deixava em aberto um lado do problema.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, p. 222-3)

Celso Furtado, acerca da chamada Política de Valorização do Café, considera que o problema aberto se refere

Questão 6
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Enquanto escarafunchava maços e códices em busca de informações sobre cortiços e febre amarela, o pesquisador acumulava aos poucos razoável material sobre o problema da vacina antivariólica no Rio de Janeiro ao longo de todo o século passado. Inteiramente beócio em assuntos de saúde pública, nem sequer sabia que a famosa Revolta da Vacina, em 1904, fora talvez a “celebração” do centenário da introdução da prática de vacinação no país. Introduzida no Brasil em 1804, propagada pelo método da inoculação braço a braço, a vacina antivariólica era história velha, e eu não alcançava entender o porquê de os historiadores que escreveram sobre a revolta de 1904 não fazerem – via de regra – qualquer menção à história prévia do serviço de vacinação na Corte. Reconfortado pela ideia de uma ignorância compartilhada por ilustres companheiros de ofício, passei a perseguir metodicamente todas as pistas que encontrava sobre a questão da implantação e propagação da vacina antivariólica no país.
(Sidney Chalhoub. Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial, p. 9)

A pesquisa de Chalhoub apontou para novas possibilidades de compreensão da Revolta da Vacina. Entre essas possibilidades, é correto apontar

Questão 7
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Quando o projeto foi aprovado na Câmara em 1862, dezesseis deputados votaram contra e 117 a seu favor. Depois de muitos anos de debates, o projeto foi aprovado sem grande oposição. Alguns dos que tinham a ele se oposto haviam deixado a Câmara por causa da Guerra. O Homestead Act tinha sido um dos princípios da plataforma republicana e enfrentara a oposição de diversos democratas; a divisão da Câmara durante os debates sobre o projeto, porém, parecia representar menos um conflito entre Republicanos e Democratas do que uma oposição entre dois grupos com diferentes concepções de terra e de trabalho. Um grupo representava o ponto de vista de um grande número de sulistas interessados em preservar o sistema de plantation e a escravidão. O outro grupo representava aqueles que estavam interessados em colonizar e explorar os recursos do Oeste com a ajuda dos pequenos proprietários livres.
(Emilia Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos, p. 140)

Comparando as políticas agrárias do Brasil e dos Estados Unidos, no contexto apresentado no fragmento, é correto considerar que

Questão 8
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
A emancipação política realizada pelas categorias dominantes interessadas em assegurar a preservação da ordem estabelecida, cujo único objetivo era combater o Sistema Colonial no que ele representava de restrição à liberdade de comércio e de autonomia administrativa, não ultrapassaria seus próprios limites definidos por aqueles grupos.
(Emilia Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos, p. 52)

A tese apresentada pode ser confirmada, porque

Questão 9
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Na emigração do Reino para o Brasil, há que distinguir duas fases. A primeira se estende até a segunda metade do séc. XVII, mais precisamente até a Restauração e o fim das guerras holandesas. Essa fase é de imigração escassa; a colônia exercia poucos atrativos, e as atenções da metrópole estavam mais voltadas para as possessões do Oriente. Contribuem em boa proporção para as correntes povoadoras que neste período preliminar entraram no Brasil, como é sabido, os degredados. (...)
(...) na segunda fase do povoamento, posterior às guerras holandesas, (...) o afluxo imigratório de Portugal aumenta consideravelmente.
(Caio Prado Junior. Formação do Brasil contemporâneo, p. 83)

Esse aumento considerável do fluxo emigratório, de Portugal para o Brasil, foi uma das decorrências

Questão 10
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Ao fazer o inventário de Brás Esteves Leme, publicado pelo Arquivo do Estado de São Paulo, o juiz de órfãos precisou dar juramento a Álvaro Neto, prático na língua da terra, a fim de poder compreender as declarações de Luiza Esteves, filha do defunto.
Cabe esclarecer que o juiz de órfãos era, neste caso, d. Francisco Rendon de Quebedo, morador novo em São Paulo, pois aqui chegou depois de 1630 e o inventário data de 36. Isso explica como, embora residente na capitania, tivesse necessidade de intérprete para uma língua usual entre a população.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, p. 125-6. Adaptado)

O episódio pode ser explicado

Questão 11
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
De 1880 até 1910, uma nova fase se descortinou, marcada por duas características básicas. A primeira referia-se à questão colonial, tendo se formado pelo nacionalismo antibritânico, como consequência do isolamento português na Conferência de Bruxelas mas, sobretudo, pelo ultimatum inglês de 1890, impedindo a realização do projeto do “mapa cor de rosa”.
(Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula, p. 509. Adaptado)

No contexto da presença colonial portuguesa na África, no século XIX, o “mapa cor de rosa” refere-se à

Questão 12
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 - VUNESP - Professor III - História
Os senhores chamavam os africanos recém-chegados, que ainda não entendiam nem falavam português e que não conheciam os costumes da terra, de boçais. Quando os africanos aprendiam português e os costumes da nova terra, mostravam-se obedientes aos seus senhores e desempenhavam bem as tarefas que lhes eram atribuídas, passavam a ser chamados de ladinos. Já os crioulos eram os que haviam nascido no Brasil, tinham o português como a sua primeira língua, quase sempre eram batizados e, pelo menos diante dos senhores, comportavam-se conforme os padrões portugueses, que pouco a pouco iam se tornando brasileiros.
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, p. 89. Adaptado)

Segundo Marina de Mello e Souza, as relações entre os africanos e os crioulos, entre outras formas, caracterizavam-se

Questão 13
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. São Paulo/SP 2012 - FCC - Professor de Ensino Fundamental II e Médio - História
1
Hei por bem ordenar que todas as fábricas, manufaturas ou teares de tecidos, ou de bordados de ouro e prata, veludo,
 
brilhantes, cetins e tafetá (...); excetuando tão-somente aqueles ditos teares e manufaturas que tecem ou manufaturam fazendas
 
grossas de algodão, que servem para o uso e vestuário dos negros, para enfardar e empacotar (...); todas as demais sejam extintas e
 
abolidas em qualquer parte onde se acharem nos meus domínios do Brasil.
5
(Alvará de 1785, d. Maria I, rainha de Portugal. In Circe M. F. Bittencourt)
Contextualizando historicamente o documento, é correto afirmar que, o decreto descrito no documento

Questão 14
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. São Paulo/SP 2012 - FCC - Professor de Ensino Fundamental II e Médio - História
1
 
Os trabalhadores da Cidade de São Paulo, nas suas lutas entre a década de 1890 e o começo dos anos 1950, enfrentaram um
 
quadro extremamente difícil: condições econômicas geralmente desfavoráveis, patrões quase sempre intransigentes, governos hostis
 
e uma repressão sistemática e feroz aos seus movimentos. As utopias dos trabalhadores foram derrotadas, os triunfos duraram
5
pouco, as organizações frágeis foram, muitas vezes, vencidas. Entretanto, e contra todos os obstáculos, os trabalhadores
 
conseguiram estabelecer alguns limites a sua exploração e melhoraram, até certo ponto, suas condições de vida e de trabalho (...).
 
Os trabalhadores emergem como uma força significativa na vida de São Paulo em fins do século XIX. Em 1893, o
 
recenseamento municipal registrou uma população de 130.775 na Cidade, incluindo 3.667 indivíduos na "indústria manufatureira",
 
10.241 "artistas", e 10.525 na "indústria de transportes". Destes trabalhadores de 1893, 83% eram estrangeiros.
10
A população da Cidade cresceu rapidamente durante os anos seguintes, em grande parte por causa da imigração, atingindo
 
239.820 habitantes, em 1900, e 579.033, em 1920. Neste último ano, São Paulo já assumia, inquestionavelmente, o perfil de uma
 
cidade industrial. Essa primeira classe operária paulistana era composta, em grande parte, de imigrantes.
 
O fato da sua origem imigrante influenciou a história da classe de várias maneiras. Da década de 1880 em diante, grandes
 
contingentes de imigrantes saíram a cada ano das fazendas em busca de melhores condições de vida na Capital.
15
O movimento operário percebeu, claramente, os obstáculos que a inundação do mercado do trabalho impôs às suas lutas.
 
Como observou o militante anarquista Gigi Damiani, "os que governam o Brasil para a indústria e propriedades dos seus sócios,
 
precisam que haja sempre uma pletora de braços no mercado de trabalho.
(Michael Hall)
Considere o texto anterior e a imagem a seguir.


No contexto em que se insere a luta dos trabalhadores a que o texto faz referência, cenas como a retratada na imagem

Questão 15
Matéria: História
Assunto: História do Brasil
Pref. São Paulo/SP 2012 - FCC - Professor de Ensino Fundamental II e Médio - História
1
 
Os trabalhadores da Cidade de São Paulo, nas suas lutas entre a década de 1890 e o começo dos anos 1950, enfrentaram um
 
quadro extremamente difícil: condições econômicas geralmente desfavoráveis, patrões quase sempre intransigentes, governos hostis
 
e uma repressão sistemática e feroz aos seus movimentos. As utopias dos trabalhadores foram derrotadas, os triunfos duraram
5
pouco, as organizações frágeis foram, muitas vezes, vencidas. Entretanto, e contra todos os obstáculos, os trabalhadores
 
conseguiram estabelecer alguns limites a sua exploração e melhoraram, até certo ponto, suas condições de vida e de trabalho (...).
 
Os trabalhadores emergem como uma força significativa na vida de São Paulo em fins do século XIX. Em 1893, o
 
recenseamento municipal registrou uma população de 130.775 na Cidade, incluindo 3.667 indivíduos na "indústria manufatureira",
 
10.241 "artistas", e 10.525 na "indústria de transportes". Destes trabalhadores de 1893, 83% eram estrangeiros.
10
A população da Cidade cresceu rapidamente durante os anos seguintes, em grande parte por causa da imigração, atingindo
 
239.820 habitantes, em 1900, e 579.033, em 1920. Neste último ano, São Paulo já assumia, inquestionavelmente, o perfil de uma
 
cidade industrial. Essa primeira classe operária paulistana era composta, em grande parte, de imigrantes.
 
O fato da sua origem imigrante influenciou a história da classe de várias maneiras. Da década de 1880 em diante, grandes
 
contingentes de imigrantes saíram a cada ano das fazendas em busca de melhores condições de vida na Capital.
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O movimento operário percebeu, claramente, os obstáculos que a inundação do mercado do trabalho impôs às suas lutas.
 
Como observou o militante anarquista Gigi Damiani, "os que governam o Brasil para a indústria e propriedades dos seus sócios,
 
precisam que haja sempre uma pletora de braços no mercado de trabalho.
(Michael Hall)
O conhecimento histórico e o texto permitem afirmar que no início do século XX no Brasil

 
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