Questões de Tipologia textual e funções da linguagem
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Questão: 431 de 1846
388346
Banca: Inst. AOCP
Órgão: IF/BA
Cargo(s): Professor - Língua Portuguesa
Ano: 2016
Matéria/Assunto: Língua Portuguesa > Tipologia Textual e Funções da Linguagem
metalinguística.
emotiva.
referencial.
fática.
conativa.
Questão: 432 de 1846
388347
Banca: Inst. AOCP
Órgão: IF/BA
Cargo(s): Professor - Língua Portuguesa
Ano: 2016
Matéria/Assunto: Língua Portuguesa > Tipologia Textual e Funções da Linguagem
A descrição consiste em arranjar uma sequência
de fatos na qual há movimentos em um
determinado espaço à medida que o tempo
passa, como se denota no seguinte excerto:
“Chegou à porta, olhou as folhas amarelas
das catingueiras. Suspirou. Deus nos havia
de permitir outra desgraça. Agitou a cabeça e
procurou ocupações para entreter-se. Tomou
a cuia grande, encaminhou-se ao barreiro,
encheu de água o caco das galinhas, endireitou
o poleiro. Em seguida foi ao quintalzinho regar
os craveiros e as panelas de losna. E botou os
filhos para dentro da casa, que tinham barro
até nas meninas dos olhos. Repreendeuos:...”(Adaptado de Graciliano Ramos. Vidas
Secas.)
O texto apresentado a seguir é dissertativo-expositivo.
“Um dos pensadores da atualidade, Zygmunt
Bauman rememora os deslocamentos históricos
do conceito de cultura e examina seu destino
num mundo marcado pelas novas forças da
globalização, da migração e da coexistência
bélica de populações. Na era líquido-moderna,
na qual todas as hierarquias se dissolvem
e os indivíduos passam de produtores a
consumidores, a cultura já não é humana, mas de
grupos, de guetos, e a agenda contemporânea
põe na ordem do dia temas como cidadania,
direitos humanos e convivência.” (Zygmunt
Bauman).
O texto apresentado a seguir é dissertativo-expositivo.
“Hoje, floresce cada vez mais, no mundo
jurídico a acadêmico nacional, a ideia de que
o julgador, ao apreciar os caos concretos que
são apresentados perante os tribunais, deve
nortear o seu proceder mais por critérios de
justiça e equidade e menos por razões de estrita
legalidade, no intuito de alcançar, sempre,
o escopo da real pacificação dos conflitos
submetidos à sua apreciação.
Semelhante entendimento tem sido sistematicamente reiterado, na atualidade, ao
ponto de inúmeros magistrados simplesmente
desprezarem ou desconsiderarem determinados
preceitos de lei, fulminando ditos dilemas legais
sob a pecha de injustiça ou inadequação à
realidade nacional.
Abstraída qualquer pretensão de crítica ou
censura pessoal aos insignes juízes que se filiam
a esta corrente, alguns dos quais reconhecidos
como dos mais brilhantes do país, não nos
furtamos, todavia, de tecer breves considerações
sobre os perigos da generalização desse
entendimento.
Primeiro, porque o mesmo, além de violar os
preceitos dos arts. 126 e 127 do CPC, atenta
de forma direta e frontal contra os princípios da
legalidade e da separação de poderes, esteio
no qual se assenta toda e qualquer idéia de
democracia ou limitação de atribuições dos
órgãos do Estado.
Isso é o que salientou, e com a costumeira
maestria, o insuperável José Alberto dos Reis,
o maior processualista português, ao afirmar
que: “O magistrado não pode sobrepor os
seus próprios juízos de valor aos que estão
encarnados na lei. Não o pode fazer quando o
caso se acha previsto legalmente, não o pode
fazer mesmo quando o caso é omisso”. (...)
(...) Entretanto, a defesa desse entendimento
demonstra, sem sombra de dúvidas, o
desconhecimento do próprio conceito de justiça,
incorrendo inclusive numa contradictio in adjecto
(...)” (Luís Alberto Thompson Flores Lenz).
A petição inicial é um gênero textual em que
a descrição dos requerentes, dos fatos, dos
fundamentos e também dos pedidos deve
ocorrer de forma minuciosa. Portanto, a
descrição é a tipologia textual que prevalece
nas petições. Denota-se um exemplo dessa
sequência tipológica no seguinte excerto:
“EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR
(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA
COMARCA DE UBERLÂNDIA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS,
MARIA CAROLINA, brasileira, solteira,
estudante de nutrição, portadora do RG
número..., e inscrita no CPF sob o número...,
nascida na data de..., filha de... E..., residente
e domiciliado na Rua... – CEP..., Uberlândia/
MG, por seu advogado e procurador, que a esta
subscreve (instrumento de procuração incluso),
vem respeitosamente a presença de Vossa
Excelência, propor a presente:
AÇÃO ORDINÁRIA COM PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS E PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA,
com fundamento no art. 5º, inciso V, da CF/88,
combinado com os arts. 927 e 186 do Código
Civil, e arts. 29, inciso II e 218, incisos I a III
do Código de Trânsito Brasileiro e no artigo 319
do Novo Código de Processo Civil, em face
de LUCIANO XXX, brasileiro, portador do RG
número..., e inscrito no CPF sob o número...,
nascido na data de..., filho de... E..., residente
e domiciliado na... – CEP..., Uberaba/MG, pelos
fatos e fundamentos abaixo aduzidos:
DOS FATOS
No dia 10 de novembro de 2015, por volta das
22 horas, a requerente seguia em direção à sua
casa quando seu veículo foi atingido por outro
carro, que transitava em velocidade muito acima
do normal.
Segundo o relato de testemunhas, parecia estar
ocorrendo um “racha” entre dois motoristas,
quando um dos veículos participantes atingiu o
automóvel da requerente que capotou e ficou de
cabeça para baixo na pista. O requerido desceu
do veículo sem ferimentos, e as testemunhas
locais acionaram o SAMU.
O acidente ocasionou à requerente uma fratura
na perna e cortes faciais, vindo a mesma a
ficar internada e ser necessário a realização de
uma cirurgia ortopédica urgente, pois o osso
quebrado em sua perna poderia colar.
Ambos os motoristas não tinham seguro veicular
e o carro da requerente teve perda total. (…)
DOS FUNDAMENTOS
Um acidente de trânsito pode ocasionar
danos irreparáveis, inclusive ceifar a vida do
acidentado, e a reclamante esteve a um fio
desta fatalidade.
O art. 5º, inciso V da Constituição Federal do
Brasil de 1988 é taxativo ao disciplinar a matéria:
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito
à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade, nos termos seguintes:
V - e assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização
por dano material, moral ou à imagem.” (…)
DOS PEDIDOS
Assim, em razão do exposto requer que Vossa
Excelência se digne determinar:
a) o deferimento do pedido de LIMINAR, para
que o requerido efetue o ressarcimento de
todas as despesas médicas com internamento,
pós-operatório, remédios, as despesas de
locomoção obtidas desde o dia do fato até o
presente momento, bem como as despesas
com a faculdade obtidas pelo refazimento das
matérias perdidas, sob pena de multa diária a
ser arbitrada por este douto juízo; (…)
Dá a presente o valor de R$84.500,00 (oitenta e
quatro mil e quinhentos reais).
Termos em que,
Pede deferimento.
Uberlândia/MG, 09 de março de 2016.
ADVOGADO – OAB”
São características do texto narrativo: fatos
retratados por uma sequência de ações,
relacionadas a um determinado acontecimento,
podendo ser estes fatos reais ou fictícios;
elementos que desempenham funções
primordiais. São eles: os personagens, narrador,
espaço, tempo e enredo; predominância de
substantivos, os adjetivos e locuções adjetivas,
os verbos de ligação e o predicado verbal;
resposta às perguntas: “o quê?”; “quem?”;
“como?”; “onde?”, “quando?” “por quê?”; não
ter limites para noções temporais ou relações
espaciais, sem ordem fixa; destacam-se
os contos, novelas, romances, algumas crônicas,
poemas narrativos, histórias em quadrinhos,
piadas, letras musicais, entre outros.
Questão: 433 de 1846
388345
Banca: Inst. AOCP
Órgão: IF/BA
Cargo(s): Professor - Língua Portuguesa
Ano: 2016
Matéria/Assunto: Língua Portuguesa > Tipologia Textual e Funções da Linguagem
O objetivo do autor do texto é transmitir suas
emoções e anseios. A realidade é transmitida
sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é
subjetiva e centrada no emitente.
O objetivo é o de influenciar, convencer o
receptor de alguma coisa por meio de uma
ordem.
A pontuação (ponto de exclamação, interrogação
e reticências) é uma característica da função
da linguagem exercida nesse tipo de texto.
Essa função é comum também em poemas ou
narrativas de teor dramático ou romântico.
A função da linguagem do texto é a mesma
exercida em textos publicitários e em discursos
políticos ou de autoridade. O objetivo dessa
função é estabelecer uma relação com o emissor,
um contato para verificar se a mensagem está
sendo transmitida.
A função da linguagem é de transmitir uma
informação objetiva, expor dados de modo
objetivo, não fazer comentários e transmitir
impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou
seja, não há possibilidades de outra interpretação
além da que está exposta.
Questão: 434 de 1846
388129
Banca: Inst. AOCP
Órgão: Câmara de Rio Branco/AC
Cargo(s): Agente Legislativo
Ano: 2016
Matéria/Assunto: Língua Portuguesa > Tipologia Textual e Funções da Linguagem
o uso de frases simples e curtas.
o emprego de termos de fácil entendimento.
a utilização de informações irrelevantes.
a otimização dos trâmites da comunicação.
a adequação à linguagem do receptor.
Questão: 435 de 1846
388130
Banca: Inst. AOCP
Órgão: Câmara de Rio Branco/AC
Cargo(s): Agente Legislativo
Ano: 2016
Matéria/Assunto: Língua Portuguesa > Tipologia Textual e Funções da Linguagem
desconhecimento do assunto.
falta de imaginação.
distração.
ruído.
eco.